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quarta-feira, 8 de fevereiro de 2023

Subaru corta meta de produção anual em meio à prolongada escassez de chips

A montadora disse que agora espera produzir 880 mil veículos neste ano fiscal

Subaru
A Subaru cortou sua meta de produção anual em quase 10% nesta quarta-feira (8) em meio às consequências da prolongada escassez de semicondutores que continua prejudicando as montadoras em todo o mundo.

A montadora japonesa disse que a escassez é mais séria entre as peças para entrega imediata e espera que a falta de oferta dure no máximo até junho antes de se recuperar.

A Subaru disse que agora espera produzir 880 mil veículos neste ano fiscal que termina em março, uma queda de 9,3% em relação à previsão anterior de 970 mil unidades.

"No terceiro trimestre, conseguimos manter a queda para cerca de 20 mil unidades em comparação com nossos planos por meio de nossos esforços", disse Katsuyuki Mizuma, diretor financeiro da Subaru.

No quarto trimestre encerrado em 31 de março, a Subaru espera fabricar 70 mil veículos a menos do que o planejado anteriormente, disse Mizuma.

A Subaru, na qual a Toyota Motor detém uma participação de 20%, espera atingir a produção global de 1 milhão de veículos no próximo ano fiscal, disse ele.

Depois de diminuir a produção devido à pandemia de Covid-19, muitas montadoras estão tentando recuperar o atraso em termos de produção, com fabricantes de chips enviando remessas para a indústria de eletrônicos de consumo.

A Subaru reduziu nesta quarta-feira sua previsão de vendas globais anuais em 5,4%, para 870 mil veículos, em relação à previsão anterior, embora isso ainda tenha marcado um aumento de 18,5% em relação ao ano fiscal de 2021.

A maior parte do declínio esperado nas vendas globais está no mercado dos EUA, onde vende dois terços de seus carros, incluindo os populares modelos Forester e Outback.

A empresa manteve sua previsão de lucro operacional anual inalterada em ¥300 bilhões (US$ 2,29 bilhões), citando seus esforços para controlar custos e aumentar a eficiência da fabricação até as vendas, bem como as premissas da taxa de câmbio.
Fonte: Alternativa com Reuters

segunda-feira, 16 de janeiro de 2023

Número de falências corporativas no Japão cresce 6,6% em 2022

Foi o primeiro aumento em três anos

falências corporativas no Japão
O número de falências corporativas no Japão em 2022 cresceu 6,6% em relação ao ano anterior, chegando a 6.428. Foi o primeiro aumento em três anos, informou a empresa de pesquisa de crédito Tokyo Shoko Research Ltd. A notícia foi divulgada pela Jiji Press neste domingo (15).

Já o passivo total deixado pelas empresas falidas aumentou 2,6%, alcançando os ¥ 2,33 trilhões. Foi o primeiro aumento em cinco anos, impulsionado pela falência da fabricante de autopeças Marelli Holdings Co., disse empresa. Os dados cobrem dívidas a partir de ¥ 10 milhões.

O número de empresas que faliram devido ao aumento dos preços cresceu 130%, para 320, disse a Teikoku Databank Ltd., outra empresa de pesquisa de crédito.

As empresas têm lutado com o reembolso dos empréstimos feitos em razão da pandemia do coronavírus, bem como com o aumento dos preços das matérias-primas.

O número de quebras de negócios impulsionadas pela inflação disparou entre 160% e 300%. Foram 70 no setor de construção, 64 no setor de transporte e 34 no setor de varejo.

Por fim, um número crescente de pequenas e médias empresas tem enfrentado dificuldades para repassar integralmente os custos mais altos aos clientes.
Fonte: Alternativa

segunda-feira, 7 de novembro de 2022

Cada vez mais empresas estão se mudando para Gunma, aponta jornal

Menos desastres naturais, conveniência e trabalho remoto estão entre os motivos

Gunma
Inúmeras empresas do Japão estão transferindo seus escritórios para a província de Gunma, noticiou o site do jornal 'The Mainichi'. Entre os motivos alegados estão o fato de ser uma região menos propensa a sofrer com desastres naturais, o sistema de transporte conveniente e o aumento do trabalho remoto em razão da pandemia do coronavírus.

A Nippon Telegraph and Telephone Corp. (NTT), empresa de telecomunicações com sede em Tóquio, estabeleceu no último dia 28 de outubro conexões com as cidades de Takasaki, em Gunma, e Quioto. A NTT começou a dispersar cerca de 200 funcionários, incluindo alguns dos departamentos de planejamento corporativo, para ambas localidades já no dia 3 de outubro. A escassez de terremotos nas duas cidades e a existência de estações de shinkansen foram determinantes.

Em princípio, os funcionários trabalharão em suas casas ou outros lugares. E caso Tóquio seja atingida por um terremoto, eles trabalharão de Quioto e Takasaki para que as operações sejam retomadas. O gerente geral do departamento de planejamento da NTT enfatizou. "Contribuiremos para uma sociedade descentralizada ao desenvolver uma infraestrutura de informação com resiliência a desastres, além de nos reorganizarmos longe dos centros”.

A fabricante de pneus com sede em Tóquio, Nihon Michelin Tire Co., também transferirá parte das funções de sua sede principal para a cidade de Ota, em agosto de 2023. O escritório de Tóquio, com isso, diminuirá de funções, uma vez que Gunma, onde se encontram muitas indústrias automotivas, passará a gerir vários negócios.

Em julho, a gigante de consultoria Deloitte Tohmatsu Group, também com sede em Tóquio, abriu uma base em frente à estação JR Maebashi para trabalhar no conceito do governo japonês de "uma Cidade Jardim Digital" entre outros projetos. Em maio, a empresa de TI Shift Plus Inc. também abriu seu primeiro escritório fora da província de Kochi, em Takasaki, citando a política digital de Gunma.

Acredita-se que a pressa das empresas em transferir funções para a província de Gunma esteja ligada a um aumento cada vez maior das preocupações com os desastres naturais, como terremotos e tufões, além da conscientização dos riscos de disseminação do coronavírus.

Gunma, por sua vez, está promovendo ações para atrair empresas como incentivos fiscais e empréstimos para companhias que contribuam para a economia local.
Fonte: Alternativa

segunda-feira, 30 de maio de 2022

Toyota estende período de paralisação em junho

Com mais essa suspensão de uma semana em junho, a Toyota Motor informou que a produção global terá queda

bZ4X da Toyota
Depois de ter anunciado a suspensão da produção de 1.º a 3 de junho, em suas 6 linhas, na última semana de maio, a Toyota Motor informou que será estendida. 

O período é de uma semana, entre 6 a 10 de junho, cujos alvos são 16 das 28 linhas de 10 plantas, sendo que ela tem no total 14.

Desta vez, o período de suspensão será estendido também para a fábrica de Motomachi, em Toyota (Aichi), onde se produz o novo VE, o bZ4X. Além disso, a planta de Takaoka, na mesma cidade, a qual produz o Corolla, também está na lista, assim como a de Tsutsumi.  

Também informou que haverá redução na produção de 50 mil unidades em junho, por isso, sua meta global cai para 800 mil, sendo 200 mil no Japão e 600 mil no exterior.

O motivo continua sendo a escassez de autopeças por causa do lockdown em Xangai, China.

A Toyota informou que manterá a meta de produção de 9,7 milhões de unidades neste ano fiscal, porém, devido à situação em Xangai e da pandemia do novo coronavírus avalia que é muito difícil prever a situação de como ficará o fornecimento de autopeças e de semicondutores.
Fonte: Portal Mie 

quinta-feira, 28 de abril de 2022

Produção das fábricas no Japão aumenta em março pelo 2º mês seguido

A terceira maior economia do mundo está enfrentando pressão da invasão russa na Ucrânia

fábricas no Japão
Fábricas japonesas viram a produção aumentar pelo segundo mês consecutivo em março, uma vez que a forte demanda global por chips de alta tecnologia ajudou a aliviar algumas dúvidas que estão pesando sobre as perspectivas econômicas do país.

Depois de lutar para encenar uma recuperação convincente da pandemia de coronavírus, a terceira maior economia do mundo está enfrentando pressão da invasão russa na Ucrânia, altos preços de energia e commodities e medidas rígidas de lockdown na China que estão prejudicando a demanda.

A produção das fábricas cresceu 0,3% em março em relação ao mês anterior, mostraram dados oficiais nesta quinta-feira (28), com o crescimento da produção de itens como semicondutores compensando a queda na produção de veículos automotores.

Porém, o crescimento da produção desacelerou em relação a fevereiro, quando aumentou 2,0%. A alta de março foi mais fraca do que uma previsão de ganho de 0,5% em uma pesquisa da Reuters com economistas.

Dados separados mostraram que as vendas no varejo foram mais fortes do que o esperado depois que o governo suspendeu as restrições à pandemia, subindo 0,9% em março em relação ao mesmo mês do ano anterior e maior do que a previsão média do mercado para um aumento de 0,4%.

"O consumo pessoal provavelmente aumentará daqui para frente, mas as restrições de oferta afetarão a produção", disse Takumi Tsunoda, economista sênior do Shinkin Central Bank Research Institute.

“A produção, especialmente de veículos, provavelmente será impactada pela prolongada escassez de semicondutores, bem como pelo lockdown em Xangai”.

A natureza frágil da recuperação do Japão levou o banco central do país a permanecer resoluto em sua postura ultrafrouxa, movendo-se contra a maré de políticas mais rígidas adotadas por muitas das principais economias.

Os fabricantes consultados pelo Ministério da Economia, Comércio e Indústria (METI) esperam que a produção avance 5,8% em abril, seguida de queda de 0,8% em maio.

Até agora, o setor manufatureiro do Japão permaneceu resiliente diante da incerteza imposta pela situação da Ucrânia, que levou a um aumento nos preços das commodities. Um rápido enfraquecimento do iene também sobrecarregou os exportadores com custos de insumos mais altos.

Mas o consumo privado, que responde por mais da metade do produto interno bruto, ainda não se livrou totalmente do impacto da pandemia, depois que um aumento recorde da variante Ômicron atrasou sua recuperação nos primeiros meses do ano.
Fonte: Alternativa com Reuters

segunda-feira, 7 de março de 2022

Empresas no Japão planejam contratar mais funcionários, mostra pesquisa

Os números sugerem que as empresas estão prontas para virar a página em relação a limites de contratação colocados em vigor durante a pandemia

empresas no Japão
Uma pesquisa do governo mostra que uma parcela recorde de empresas no Japão está planejando contratar mais pessoas em meio a perspectivas econômicas otimistas.

Em janeiro deste ano, o escritório do gabinete entrevistou companhias listadas na primeira e segunda seções do Tokyo Stock Exchange e do Nagoya Stock Exchange. Mais de mil empresas responderam.

Os resultados mostram que 70% estão buscando acrescentar mais funcionários durante o período de 3 anos com início em abril.

O número é um aumento de cerca de 10 pontos percentuais ante a pesquisa anterior há 1 ano. Ele também é o nível mais alto desde 1992, quando dados comparáveis começaram a ser disponibilizados.

Dentre fabricantes, cerca de 80% das empresas que produzem maquinário têm a intenção de expandir suas forças de trabalho. Mais de 70% das companhias químicas também planejam seguir a tendência.

No setor não manufatureiro, 100% das seguradoras e mais de 90% das companhias de construção visam contratar mais.

O escritório do gabinete diz que os números sugerem que as empresas estão prontas para virar a página em relação a limites de contratação colocados em vigor durante a pandemia de coronavírus.

Entretanto, autoridades alertam que os desenvolvimentos na Ucrânia e contínua propagação da variante ômicron devem obscurecer a perspectiva econômica, o que poderia fazer com que as companhias recuassem sobre planos para mais contratações.
Fonte: Portal Mie com NHK

terça-feira, 16 de novembro de 2021

Japão anuncia plano de reforçar indústria de chips e baterias como parte do pacote de estímulos

O plano inclui ajuda financeira para instalação de fábricas e desenvolvimento de chips com outros países

indústria de chips
O pacote de estímulo econômico do Japão apresentará um plano para fortalecer urgentemente a indústria de chips, enquanto o governo também formulará uma estratégia para a produção de baterias “verdes”, disse o ministro do Comércio Koichi Hagiuda na segunda-feira (15).

Hagiuda revelou o plano dias antes de o primeiro-ministro Fumio Kishida anunciar um pacote de estímulo no valor de "várias dezenas de trilhões de ienes" para aliviar as consequências da pandemia Covid-19 e reaquecer a economia.

O plano seguiu-se a um anúncio feito pela Taiwan Semiconductor Manufacturing Co (TSMC) na semana passada sobre a construção planejada de uma fábrica de chips de US$ 7 bilhões no Japão com a Sony Group, um movimento bem recebido pelo governo japonês.

O setor de fabricação de chips do Japão, que já foi o primeiro setor do mundo na década de 1980, tem lutado para manter sua vantagem competitiva, mas entrou em declínio constante nas últimas três décadas, à medida que rivais regionais avançaram, como é o caso dos fabricantes taiwaneses.

"Uma das principais causas das três décadas perdidas foi a falta de investimento digital", disse Hagiuda em uma reunião em seu ministério.

"Muitos dos problemas que o Japão enfrenta poderiam ser resolvidos com o uso da tecnologia digital ... A chave para o crescimento pós-corona é revitalizar o investimento digital mais amplo em todo o país."

Hagiuda disse que o governo está considerando medidas para encorajar o estabelecimento de locais de produção em larga escala para baterias de armazenamento, que ele disse serem a chave para atingir metas verdes e digitais.

O Japão quer que a TSMC, fabricante mundial de chips, construa fábricas para fornecer chips às montadoras e fabricantes de dispositivos eletrônicos do Japão, visto que o atrito comercial entre os Estados Unidos e a China pode prejudicar as cadeias de fornecimento e aumentar a demanda pelo componente-chave.

O Japão promoverá bases de produção de semicondutores, vacinas contra a Covid-19 e medicamentos como parte de um plano de estímulo, que exige que o governo e o banco central compartilhem um forte senso de urgência, mantendo uma combinação apropriada de políticas monetárias e fiscais, um esboço visto pela agência de notícias Reuters.

A NHK publicou que o plano do governo com relação aos chips tem três estágios. No primeiro pretende atrair fabricantes de chips ao Japão através do fornecimento de ajuda financeira. 

O segundo e terceiro estágios do plano incluem um trabalho do Japão com os Estados Unidos e outras nações em pesquisa e desenvolvimento de tecnologias de chips mais avançados.
Fonte: Alternativa com Reuters

segunda-feira, 1 de novembro de 2021

Suzuki: parte das operações serão suspensas em novembro

Pelo terceiro mês consecutivo a montadora, com sede em Shizuoka, anunciou a suspensão parcial das operações

Suzuki Motor Japão
A Suzuki Motor informou na segunda-feira (1.º) que suspenderá algumas operações em sua planta de Sagara, em Makinohara (Shizuoka), em novembro, devido à falta de fornecimento de peças por causa da pandemia do novo coronavírus, mais especificamente no Sudeste Asiático. 

A montadora vem com operação parcial em suas fábricas domésticas de veículos acabados desde setembro devido à falta do fornecimento de autopeças. Em setembro 5 plantas foram fechadas por um total de 11 dias, e em outubro, foram 3 com paralisação por 6 dias.

A de Sagara será fechada por 1 dia em 13 deste mês. Nos períodos entre 1.º a 5 e 8 a 12, dois turnos serão suspensos por 10 dias. É onde se montam os veículos compactos, como Swift, Solo, X Bee, Ignis e outros. 

Até o momento não há informação sobre suspensão parcial em outras plantas de Kosai, Iwata, Hamamatsu e Osuka, cidade de Kakegawa.

Suzuki informou que o impacto da escassez de semicondutores na produção será de 350 mil unidades para todo o ano fiscal que termina em março de 2022, e que a suspensão das operações em novembro já foi levado em consideração.
Fonte: Portal Mie com Nikkei e Response

quinta-feira, 21 de outubro de 2021

Número de falências ligadas à pandemia já passa de 2.200 no Japão

Os casos aumentaram acentuadamente a partir de março deste ano devido à terceira onda de infecções

falências

O número de falências relacionadas à pandemia do coronavírus passou de 2.200 no Japão, informou o Teikoku Databank na quarta-feira (20).

Somente em outubro, até as 16h de quarta-feira, mais de 50 falências foram registradas.

Esses números incluem casos de consolidação legal ou suspensão de negócios com dívidas inferiores a ¥10 milhões.

As falências em pequena escala de menos de ¥100 milhões foram responsáveis ​​por 1.308 casos, enquanto os casos em grande escala com passivos de ¥10 bilhões ou mais responderam por apenas cinco casos.

O número de falências aumentou acentuadamente a partir de março deste ano devido à terceira onda de infecções que ocorreu em dezembro e janeiro e ao desaparecimento da demanda durante os feriados de fim de ano, além dos efeitos do estado de emergência.

Nessas circunstâncias, o número de casos em setembro atingiu um recorde mensal de 178 devido à influência da quinta onda em agosto.

Em outubro, 54 falências foram confirmadas até agora, mas esse número deve aumentar até o final do mês.

O setor de restaurantes foi o mais afetado, com 383 casos, seguido por construção e obras (229), atacado de alimentos (118) e hotelaria (113).

Por província, Tóquio foi a mais afetada, com 484 falências, seguida por Osaka (231), Kanagawa (130) e Fukuoka (113). Somente Tóquio e Osaka responderam por 31,9% de todos os casos.
Fonte: Alternativa

quarta-feira, 30 de junho de 2021

Japão: queda no número de pessoas procurando emprego

Número de pessoas procurando emprego cai 11,7%, mas mercado continua abalado pela pandemia

emprego no Japão
Segundo o relatório publicado na terça-feira (29) pelo Ministério da Saúde, Trabalho e Bem-estar, o número de pessoas procurando emprego em maio diminuiu 11,7% em relação em abril.

O número de candidatos por vaga manteve o índice de 1,09, o que significa que há praticamente 1 candidato por vaga.

As empresas em maio abriram contratações para 686.225 pessoas, número que é 7,7% maior do que no ano passado.

Embora o mercado esteja tentando se recuperar, a situação continua crítica, e o número de contratações ainda é 26,9% menor do que em maio de 2019.

A indústria manufatureira foi o setor que mais abriu contratações, com uma taxa de aumento de 30,3% em relação ao mês de maio de 2020. Em seguida, destaca-se a indústria de entretenimento e serviços, com aumento de 21,7%.

As província que registraram os maiores índices de número de candidatos por vaga foram: Fukui, Shimane e Akita, com 1,81, 1,60 e 1,57, respectivamente. Já as províncias de Okinawa, Tóquio e Osaka registraram os menores índices: 0,83, 0,85 e 0,90, respectivamente.

“O número de contratações continua em níveis baixos e a situação ainda é crítica. As contratações não terão uma recuperação otimista nos próximos meses devido à instabilidade econômica”, comenta o ministério.
Fonte: Portal Mie com NHK

quarta-feira, 17 de março de 2021

Empresas japonesas oferecem aumentos salariais mais baixos devido à pandemia

O coronavírus afetou especialmente as companhias do setor de serviços

menores aumentos salariais
As empresas japonesas devem oferecer os menores aumentos salariais em oito anos com o encerramento das negociações trabalhistas nesta quarta-feira (17), em um sinal de que a pandemia de Covid-19 está colocando um fim aos benefícios trazidos pelas políticas de estímulo do ex-primeiro-ministro Shinzo Abe.

Nos últimos sete anos, as principais empresas ofereceram aumentos salariais de 2% ou mais em negociações anuais na primavera, em um esforço do governo para acabar com a deflação. As políticas de Abe, apelidadas de "Abenomics", visavam salários melhores, entre outras reformas, para ajudar a levantar a economia.

A escassez de mão de obra no país devido a uma população que envelhece rapidamente também estimulou as empresas a oferecerem salários mais altos para atrair funcionários bem qualificados.

Mas a pandemia do coronavírus afetou especialmente as empresas do setor de serviços, como restaurantes, transporte, hotéis, lazer e turismo, forçando-as a priorizar a segurança no emprego ao invés dos aumentos salariais anuais, dizem analistas.

“Muitas empresas estão contando com subsídios do governo para segurar empregos em meio à queda nos lucros. Se a situação durar mais, mais e mais empresas podem despedir trabalhadores”, disse Yoshiki Shinke, economista-chefe do Dai-ichi Life Research Institute.

“Nos últimos anos, os sindicatos tiveram uma vantagem clara sobre as empresas, pois enfrentavam uma crise de mão de obra. A pandemia mudou tudo isso, forçando os empregadores e sindicatos a priorizar a segurança no emprego ao invés do aumento salarial.”

As negociações salariais anuais servem como um barômetro da força corporativa e do poder de compra das famílias, ambos necessários para gerar crescimento econômico sustentável e atingir a meta de inflação de 2% do banco central.

Muitas empresas e sindicatos reduziram ou renunciaram a aumentos salariais básicos - um fator-chave para determinar a força dos ganhos de funcionários efetivos.

Os sindicatos automotivos, que têm forte influência nas negociações salariais em todo o país, reduziram ou abriram mão da demanda por aumentos salariais. Os sindicatos de maquinários elétricos também buscaram aumentos salariais mais baixos em comparação com os níveis do ano passado.

Sindicatos trabalhistas de setores duramente atingidos pela pandemia, como as companhias aéreas, arquivaram as demandas por aumentos salariais.

“À medida que os lucros corporativos se deterioram e a incerteza permanece quanto às perspectivas, a administração provavelmente será cautelosa” ao responder às demandas dos sindicatos por salários mais altos, disse Koya Miyamae, economista sênior da SMBC Nikko Securities.

Algumas empresas estão mudando de aumentos salariais gerais para uma abordagem mais variada sobre a remuneração. Muitas delas adotaram salários baseados no mérito, em vez de tempo de trabalho, para atrair jovens talentosos.

Toyota
A Toyota Motor disse nesta quarta-feira que concordou com um aumento salarial médio anual de ¥9.200 por mês a partir de 1º de abril.

O reajuste foi o mesmo que o sindicato havia exigido e maior do que o aumento salarial no ano passado de ¥8.600 por mês.
Fonte: Alternativa com Reuters