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terça-feira, 13 de janeiro de 2026

Japão registra recorde de falências por falta de trabalhadores em 2025

O número de casos relacionados à escassez de mão de obra chegou a 397, um aumento de 36% em comparação com o ano anterior

escassez de mão de obra
O número de falências de empresas no Japão superou a marca de 10 mil pelo segundo ano consecutivo. No ano passado, foram registrados 10.300 pedidos de falência em todo o país, impulsionados principalmente pela escassez de mão de obra e pela alta dos preços, informou a emissora TBS nesta terça-feira (13).

De acordo com a empresa privada de pesquisa de crédito Tokyo Shoko Research, o total representa um aumento de cerca de 3% em relação ao ano anterior. É a segunda vez seguida que o número anual de falências ultrapassa 10 mil casos.

Por setor, o mais afetado foi o de serviços, incluindo bares e restaurantes. O segmento registrou mais de 3 mil falências, o maior número já observado, segundo a pesquisa.

As chamadas “falências por falta de mão de obra” atingiram um recorde histórico. O número de casos relacionados diretamente à escassez de trabalhadores chegou a 397, um crescimento de 36% em comparação com o ano anterior e o maior desde o início da série histórica, em 2013. Dentro desse grupo, o principal fator foi o aumento dos custos com pessoal, responsável por 152 falências — alta de mais de 40% em relação ao ano anterior.

A alta dos preços também continuou a pressionar as empresas. Em meio à desvalorização do iene, que segue na faixa de 158 ienes por dólar no mercado de câmbio, as falências atribuídas ao encarecimento de custos somaram 767 casos, um aumento superior a 9% na comparação anual.

Quanto às perspectivas, a Tokyo Shoko Research avalia que o número de falências deve continuar crescendo de forma gradual. Além do impacto da inflação causada pelo iene fraco, a empresa aponta novos riscos à gestão empresarial, como a elevação das taxas de juros, o reforço das tarifas comerciais pelo governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o agravamento das relações com a China. 
Fonte: Alternativa

sexta-feira, 18 de outubro de 2024

Escassez de mão de obra do Japão deve expandir para 3.84 milhões de trabalhadores em 2035

A escassez de trabalhadores no Japão alcançará 17.75 milhões de horas por dia em 2035, equivalente a 3.84 milhões de trabalhadores, mostrou uma estimativa

Escassez de mão de obra do Japão
A escassez de mão de obra do Japão alcançará 17.75 milhões de horas por dia em 2035, equivalente a 3.84 milhões de trabalhadores, mostrou na quinta-feira (17) uma estimativa da Persol Research and Consulting Co. e da Universidade de Chuo.

Estima-se que a escassez de mão de obra expanda 1.85 vezes de 2023, refletindo um declínio nas horas trabalhadas por pessoa como resultado da reforma de estilo de trabalho e outras iniciativas, apesar de um aumento no número de trabalhadores.

O número de trabalhadores está projetado para aumentar de 67.47 milhões em 2023 para 71.22 milhões em 2035, visto que mais mulheres e idosos devem estar na ativa.

Do total, prevê-se que o número de estrangeiros cresça de 2.05 milhões para 3.77 milhões.

Por outro lado, as horas de trabalho anuais por pessoa em 2035 devem diminuir em 8.8% de 2023, devido a um aumento na proporção de trabalhadores idosos, assim como a reforma no estilo de trabalho.

Para endereçar a escassez de mão de obra, a Persol Research and Consulting apontou a necessidade de corrigir a situação em que as pessoas ajustam suas horas de trabalho para reduzir o pagamento de impostos e contribuições de segurança social, aumentar o número de indivíduos com trabalhos secundários e melhorar a produtividade, incluindo através do uso de inteligência artificial generativa.
Fonte: Portal Mie com Nippon

sexta-feira, 5 de julho de 2024

Japão registra recorde de falências por falta de trabalhadores no 1º semestre

A regulamentação do limite de horas extras para os setores de transporte e construção agravou ainda mais a situação

falências no Japão
A escassez de mão de obra está se tornando um problema cada vez mais sério para a gestão empresarial no Japão. A falta de trabalhadores, dificuldade de contratação e aumento dos custos de pessoal resultaram em um recorde de 182 casos de falência de pequenas empresas no primeiro semestre de 2024, informou o Teikoku Databank.

Desde abril de 2024, a regulamentação do limite de horas extras para os setores de transporte e construção agravou ainda mais a falta de mão de obra, com 53 casos de falência na construção e 27 na logística, ambos os maiores números registrados para um primeiro semestre.

Empresas com menos de 10 empregados representam cerca de 80% do total de falências. Embora o número de trabalhadores esteja aumentando, indicando uma ligeira melhora na escassez de mão de obra, a percepção de falta de trabalhadores continua alta. Isso sugere que o número de falências entre pequenos empresários pode continuar a aumentar.

Comparado ao primeiro semestre de 2023, com 110 casos, houve um aumento significativo para 182 falências por falta de mão de obra em 2024. Desde o início das estatísticas em 2013, o número de falências tem batido recordes por dois semestres consecutivos.

Uma pesquisa de maio de 2024 do Ministério da Saúde, Trabalho e Bem-Estar do Japão indicou que o número de pessoas empregadas atingiu 67,66 milhões, aumentando por 22 meses consecutivos.

No entanto, mais de 10 milhões de pessoas manifestaram desejo de mudar de emprego, o maior número registrado, acelerando a fluidez do mercado de trabalho. Pequenas empresas são especialmente vulneráveis, já que a perda de funcionários pode ser devastadora, muitas vezes levando ao encerramento das atividades.

Três meses após a implementação das regulamentações mais rígidas sobre horas extras, as falências no setor de construção e logística devido à falta de mão de obra aumentaram visivelmente.

A incapacidade de aumentar a força de trabalho ou melhorar a eficiência operacional resultou em impacto significativo nos negócios, dificultando a sobrevivência das empresas.

No setor de logística, a escassez de motoristas de caminhão e as novas regulamentações resultaram em 27 falências, quase o dobro do mesmo período no ano anterior (15 casos). Problemas na logística, um setor fundamental para várias indústrias, exigem respostas adequadas, com muitas empresas (62,7%) já adotando medidas como aumento dos custos de transporte e revisão de cronogramas.
Fonte: Alternativa

quarta-feira, 29 de março de 2023

Japão pode enfrentar escassez de mais de 10 milhões de trabalhadores em 2040

A pesquisa é baseada em estimativas de futuro Produto Interno Bruto (PIB) e proporções de trabalhadores por gênero e geração

escassez de mão de obra
Uma projeção feita por um instituto de pesquisa do Japão mostra que o país pode enfrentar uma escassez de mais de 10 milhões de trabalhadores em 2040, quando os filhos dos baby boomers pós-guerra terão completado 65 anos ou mais.

O Recruit Works Institute, um instituto de pesquisa de uma grande companhia de serviços de informação, a Recruit, divulgou a previsão, que é baseada em estimativas de futuro Produto Interno Bruto (PIB) e proporções de trabalhadores por gênero e geração.

As províncias do Japão, com exceção de Tóquio, sofrerão falta de trabalhadores. A taxa de escassez será de mais de 20% em 18 províncias, ou cerca de um terço delas.

O número deve passar de 30% em províncias como Quioto, Niigata e Nagano. Enquanto a demanda por trabalho provavelmente será alta porque terá uma certa escala econômica, faltará trabalhadores devido a um declínio nos nascimentos junto com uma população em envelhecimento.

Por outro lado, a previsão é de que escassez de mão de obra nas províncias de Shimane, Kagawa e Toyama será baixa porque a demanda para trabalhadores diminuirá nessas áreas.

Por setor, a taxa de escassez de mão de obra deve ser alta entre trabalhadores nos serviços de cuidados de enfermagem a 25.3%, seguido por atendentes, motoristas e na construção civil.

Shoto Furuya, pesquisador no instituto, disse que a escassez estrutural de trabalhadores tornará a situação de economias locais ainda pior. Ele continuou, dizendo que o Japão será incapaz de resolver o problema a menos que as pessoas mudem seus pensamentos.
Fonte: Portal Mie com NHK

segunda-feira, 11 de abril de 2022

Robôs são colegas dos trabalhadores das linhas da fábrica de alimentos, em Aichi

Os robôs humanoides introduzidos na fábrica trabalham junto com os funcionários, na mesma linha, e a empresa vê os pontos positivos dessa cooperação

foodly robot
Na fábrica da Ichibiki em Aichi, que fabrica e comercializa temperos e alimentos preparados, há dois tipos de funcionários na mesma linha: humanos e robôs.

São os chamados de Foodly, os quais trabalham no processo de produção dos alimentos, os quais foram “contratados” em março deste ano.  

O Foodly tem duas câmeras acopladas, pega cuidadosamente as almôndegas uma a uma e as coloca na bandeja, de forma contínua. 

De acordo com a Ichibiki, esses robôs humanoides ajudam na crescente escassez de mão de obra e têm importante papel nas medidas contra a epidemia do novo coronavírus.  

“Pretendemos continuar a oferecer bons produtos, desenvolvidos pelos robôs colaborativos e com os funcionários trabalhando em conjunto na mesma linha”, disse o presidente da fábrica.
Fonte: Portal Mie com CBC TV

quarta-feira, 22 de maio de 2019

Mais de 300 estrangeiros passam no 1º exame para trabalhar em restaurantes no Japão

Os candidatos aprovados devem começar a trabalhar a partir de julho
trabalhadores estrangeiros no Japão

Mais de 300 estrangeiros foram aprovados no primeiro exame de qualificação para trabalhar no Japão sob um novo sistema de vistos que entrou em vigor em abril. As informações são da agência de notícias Kyodo.

Os 347 estrangeiros aprovados poderão trabalhar no setor de restaurantes, disse na terça-feira a Organização de Avaliação de Competências Técnicas dos Trabalhadores Estrangeiros na Indústria de Alimentos.

Com taxa de aprovação de 75 por cento, 460 estrangeiros realizaram testes de idioma japonês e de habilidades em Tóquio e Osaka no mês passado.

Os candidatos aprovados devem começar a trabalhar a partir de julho, de acordo com o Ministério da Agricultura, Florestas e Pescas, que supervisiona a indústria de serviços alimentícios.

A área de restaurantes está entre os 14 setores de trabalho designados pelo governo para contratar estrangeiros com um visto de até cinco anos, sem direito a renovação.

O Japão introduziu o novo sistema em 1º de abril para lidar com a escassez de mão de obra devido ao rápido envelhecimento da população e ao declínio da taxa de natalidade.

Nos próximos cinco anos, o governo espera receber cerca de 345 mil trabalhadores estrangeiros.

Dos 347 candidatos aprovados, há 203 vietnamitas, 37 chineses e 30 nepaleses, além de outras nacionalidades asiáticas, segundo a organização.

Um novo exame será realizado em junho com vagas para 2 mil candidatos.

Trabalhadores que adquirirem qualificação nos setores de construção e construção naval poderão estender ainda mais a estadia, ganhando um visto que permite trazer familiares ao Japão e que pode ser renovado sem limites.
Fonte: Alternativa

segunda-feira, 20 de agosto de 2018

Empresas japonesas preferem acolher trabalhadores estrangeiros qualificados, mostra pesquisa

Apenas 38% são a favor de permitir que trabalhadores não qualificados entrem no país
trabalhadores estrangeiros qualificados
A maioria das empresas japonesas apoia o afrouxamento do sistema de imigração do país para lidar com uma grave escassez de mão de obra, mas favorece estrangeiros qualificados que podem se adaptar ao local de trabalho, e não um fluxo de trabalhadores não qualificados, mostra uma pesquisa da Reuters divulgada nesta segunda-feira (20).

O mercado de trabalho do Japão sofre com a pior falta de mão de obra em quase meio século e o governo abriu a porta para permitir que estrangeiros trabalhem em áreas como agricultura, cuidados a idosos e lojas de conveniência.

Mas em uma sociedade que há muito valoriza sua homogeneidade, o governo insiste que essas medidas não equivalem à imigração aberta. A Reuters Corporate Survey descobriu que as empresas japonesas fazem uma distinção entre estrangeiros autorizados a trabalhar temporariamente porque passam por testes de adequação, o que não ocorre com imigrantes não qualificados.

O governo divulgou em junho planos para dar permissões de trabalho de cinco anos para estrangeiros em certas categorias. As autoridades também estão considerando permitir que trabalhadores estrangeiros que passarem por certos testes permaneçam indefinidamente e tragam suas famílias - o que representaria grandes mudanças para o Japão.

A pesquisa mensal da Reuters revelou que 57 por cento das grandes e médias empresas japonesas empregam estrangeiros e 60 por cento preferem um sistema de imigração mais aberto. Mas apenas 38 por cento são a favor de permitir que trabalhadores não qualificados entrem no país para aliviar a escassez de mão de obra.

"No geral, as empresas japonesas continuam cautelosas em aceitar trabalhadores estrangeiros", disse Yoshiyuki Suimon, economista sênior da Nomura Securities, que analisou os resultados da pesquisa.

“Eles estão conscientes da necessidade de aceitar imigrantes no longo prazo, mas por enquanto estão tentando lidar com a escassez de mão de obra através do investimento em automação e tecnologia. Restaurantes e varejistas também estão fazendo uso ativo de estudantes estrangeiros que têm permissão para trabalhar 28 horas por semana", disse ele.

A pesquisa, realizada para a Reuters pela Nikkei Research entre 1º e 14 de agosto, analisou 483 empresas com capital de pelo menos 1 bilhão de ienes.

Enquanto algumas empresas viam trabalhadores estrangeiros não qualificados como fonte de mão de obra barata, outras se preocupavam com o custo para seus negócios de educação e administração, citando barreiras culturais e linguísticas.

O número de estrangeiros no Japão mais do que dobrou na última década, para 1,3 milhão, mas isso permanece abaixo de 2% da força de trabalho total, comparado a 10% na Grã-Bretanha, 38% em Cingapura e 2% na Coreia do Sul.

Alguns entrevistados expressaram preocupação de que abrir as portas para trabalhadores estrangeiros seria uma ameaça à segurança pública e à estabilidade social, alguns citando a Europa, onde as atitudes em relação à imigração se endureceram, e aumentariam os custos de bem estar.

"Funcionários estrangeiros em nossa empresa são engenheiros que se formaram em universidades japonesas", disse um gerente de uma empresa de máquinas elétricas, que respondeu à pesquisa.

"Esses funcionários são trabalhadores que falam japonês e estudaram a teoria da tecnologia na universidade", disse o gerente. “Vamos considerar aceitar esses trabalhadores, mas não há espaço para estrangeiros não qualificados em nossa empresa”, ressaltou.

O resultado da pesquisa sugere que as empresas estão ligeiramente mais receptivas a estrangeiros em relação ao levantamento da Reuters em março de 2017, com pessoas que empregam estrangeiros crescendo 5 pontos, para 57%, e aquelas que desejam contratar estrangeiros não qualificados aumentando 4 pontos, para 38%.
Fonte: Alternativa com Reuters