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sexta-feira, 24 de abril de 2026

SoftBank investe pesado na produção de baterias para centros de dados de IA

O braço de telecomunicações do SoftBank Group converterá uma fábrica em Sakai (Osaka) para produzir baterias em larga escala, visando suprir seus crescentes data centers de IA

SoftBank
O braço de telecomunicações do SoftBank Group está se preparando para uma transformação estratégica significativa: converterá uma grande parte de sua fábrica em Sakai (Osaka) em uma linha de produção de larga escala para baterias.

Este movimento visa fornecer uma fonte de energia dedicada aos crescentes centros de dados de inteligência artificial (IA) da empresa.

Sob a liderança do CEO Junichi Miyakawa, o projeto está programado para entrar em operação nos próximos cinco anos.

Esta iniciativa marca uma mudança de planos para o local, que anteriormente considerava a fabricação de robótica, e alinha-se com a visão mais ampla de Masayoshi Son de estabelecer o SoftBank como líder global na infraestrutura de IA.

Estratégia de negócios e autossuficiência
O empreendimento será oficialmente revelado no próximo mês, juntamente com o novo plano de negócios de cinco anos da SoftBank Corp. Embora os detalhes técnicos específicos ainda estejam sendo finalizados, o projeto já recebeu a aprovação preliminar de Masayoshi Son.

O objetivo principal de Miyakawa com esta instalação é fortalecer a autossuficiência de fabricação doméstica do Japão, especialmente em um cenário onde as tensões geopolíticas continuam a ameaçar as cadeias de suprimentos globais.

Uma vez que a planta atinja seu potencial máximo, o SoftBank pretende usar a energia gerada para alimentar suas próprias operações internas antes de, eventualmente, oferecer soluções de bateria para outras corporações japonesas.

Em termos de escala, a planta proposta é estimada para ter uma capacidade total de bateria de vários gigawatts-hora.

Embora esta produção seja modesta em comparação com as “gigafábricas” de 50 gigawatts-hora comumente encontradas na China, ela se classificaria entre as maiores instalações de produção de baterias no Japão.

Competitividade e infraestrutura física
Para garantir a competitividade, o SoftBank está atualmente avaliando várias tecnologias de células de ponta, com particular interesse em tecnologias avançadas do Japão ou da Coreia do Sul para se diferenciar dos concorrentes chineses, que atualmente dominam o mercado de baterias de lítio para veículos elétricos e sistemas de armazenamento de energia.

A instalação de produção será abrigada em uma antiga fábrica de LCD, maciça, adquirida da Sharp em 2025 por aproximadamente 630 milhões de dólares.
Fonte: Portal Mie com JT

quinta-feira, 17 de março de 2022

Suzuki suspende produção de Wagon R e outros modelos por 2 dias em Shizuoka

As montadoras japonesas estão tendo problemas com a aquisição peças

Suzuki
A Suzuki suspendeu parte da produção de sua fábrica número 2 em Kosai (Shizuoka) por dois dias, na quarta (16) e nesta quinta-feira (17), devido à falta de peças, informou a agência de notícias Jiji Press.

A fábrica número 2 é responsável pela montagem do compacto Wagon R, além de outros modelos como Alto, Lapin, Hustler e Jimny.

Apenas a produção do Jimny foi mantida nesses dois dias.

A Suzuki já havia anunciado a suspensão da produção em sua fábrica de Sagara, na cidade de Makinohara (Shizuoka), nos dias 5 e 12 deste mês.

Além disso, a unidade de Sagara não terá turno noturno por 10 dias, entre 14 e 18 de março e 21 e 25 do mesmo mês.

A Suzuki e outras montadoras japonesas estão tendo problemas com a aquisição peças automotivas, incluindo chips, porque alguns fornecedores foram afetados pelo aumento de casos de Covid-19 e reduziram a produção.
Fonte: Alternativa comReuters

segunda-feira, 24 de janeiro de 2022

Toshiba interrompe operações em fábrica de chips após terremoto em Kyushu

A empresa informou que equipamentos foram danificados e está analisando o impacto na produção

Toshiba
O grupo Toshiba Corp. anunciou nesta segunda-feira (24) a suspensão das operações de uma unidade de pesquisa e desenvolvimento de chips usados em automóveis e máquinas industriais na província de Oita, após o forte terremoto que atingiu a região no fim de semana. 

Alguns equipamentos foram danificados e está analisando impacto na produção, segundo nota distribuída pela Toshiba. 

A fábrica produz chips de sistema LSI, cerca de 60% dos quais são vendidos para montadoras e fabricantes de máquinas industriais, disse um porta-voz da Toshiba Electronic Devices & Storage Corp.

A Toshiba ainda não sabe quando poderá reiniciar a produção e provavelmente fornecerá uma atualização na terça-feira (25), acrescentou.

A empresa também fabrica chips de sistema LSI em uma fábrica no norte do Japão, com outros produtores domésticos, como a Renesas Electronics, também construindo os dispositivos.

Tremor
O terremoto de magnitude 6,6 sacudiu o sudoeste do Japão na manhã de sábado (22), ferindo 13 pessoas, disseram as autoridades e a mídia local.

Nenhum alerta de tsunami foi emitido depois que o terremoto atingiu um epicentro a 45 km (30 milhas) de profundidade na costa de Kyushu, a mais meridional das quatro principais ilhas do Japão, disse a Agência Meteorológica do Japão (JMA).

O terremoto causou tremores nas províncias de Oita e Miyazaki, que mediram 5+ na escala de intensidade sísmica do Japão, que tem um máximo de 7, disse a agência.

Nas regiões próximas 13 pessoas ficaram feridas, duas delas - na faixa dos 80 anos - gravemente, informou o jornal Yomiuri, citando autoridades locais.

Vários relatos de danos a edifícios, tubulações de água e estradas foram confirmados, disse a emissora pública NHK.
Fonte: Alternativa com Reuters

quinta-feira, 30 de setembro de 2021

Fábricas da Suzuki em Shizuoka vão parar por 1 a 3 dias em outubro

A montadora vem enfrentando escassez de chips e outras peças automotivas

Suzuki
A Suzuki Motor anunciou nesta quinta-feira (30) que fechará duas fábricas na província de Shizuoka por um a três dias em outubro devido à escassez de chips e outras peças automotivas.

A disseminação do coronavírus no sudeste da Ásia está dificultando a aquisição de peças porque alguns países adotaram restrições e a produção das fábricas nesses locais foi afetada.

A Suzuki vai paralisar a fábrica número 1 em Kosai por três dias, em 1, 4 e 29 de outubro; a fábrica 2 por dois dias, em 1 e 29, e a unidade de Hamamatsu por um dia, em 4 de outubro.

As fábricas de Iwata e Sagara (Makinohara) não serão afetadas em outubro, segundo a montadora.

A Suzuki suspendeu a produção por até cinco dias nas fábricas de Shizuoka em setembro devido ao mesmo problema da falta de peças.

A fábrica de Kosai é responsável pela montagem de modelos como Alto, Spacia, Wagon R, Hustler e Jimny. Já a unidade de Hamamatsu produz motocicletas como GSX-R1000R ABS e V Strom 1050XT ABS.
Fonte: Alternativa com Reuters

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2021

Japan Tobacco planeja fechar fábricas e cortar empregos

A companhia quer focar em desenvolver produtos de tabaco aquecido e aumentar sua presença mundial

Japan Tobacco
A Japan Tobacco planeja fechar fábricas e cortar empregos, visto que ela enfrenta um mercado nacional em encolhimento, de acordo com reportagem da NHK nesta quarta-feira (10).

A única produtora de tabaco do país fez o anúncio na terça-feira (9). Ela oferecerá pacotes de aposentadoria antecipada para cerca de mil funcionários e espera fechar duas fábricas no oeste do Japão até o fim de março do ano que vem.

Isso ocorre porque a empresa visa combinar seus negócios de tabaco nacionais e internacionais em uma única operação, baseada em sua sede global em Genebra, na Suíça.

A companhia quer focar em desenvolver produtos de tabaco aquecido e aumentar sua presença mundial.

No ano fiscal de 2019, o volume de cigarros vendidos no Japão caiu para cerca de um terço dos níveis de pico vistos em 1996.
Fonte: Portal Mie com NHK

sexta-feira, 20 de novembro de 2015

Sharp pode fechar fábricas de TV no exterior e concentrar produção no Japão

Fechamento de fábricas de televisores na China e na Malásia está na agenda

sharp-tvA Sharp poderá fechar as fábricas restantes de televisores que mantém fora do Japão e ainda espera que suas operações no segmento sejam lucrativas no próximo ano, afirmou um executivo da companhia nesta quinta-feira.

O fechamento de fábricas de televisores na China e na Malásia está na agenda enquanto a empresa avalia várias medidas de reestruturação, disse Kenichi Kodani, diretor da divisão aparelhos de informação digital, a jornalistas.

A Sharp vendeu fábrica de TV na Polônia no ano passado e acertou venda de unidade no México para a chinesa Hisense Group neste ano. Com o eventual fechamento de fábricas na China e na Malásia, a empresa terá sua estrutura produtiva de televisores concentrada apenas no Japão.

Pioneira na tecnologia de telas de cristal líquido (LCD), a Sharp lançou em 1987 sua primeira TV LCD, um modelo de três polegadas. A empresa já foi uma fabricante altamente lucrativa de televisores sofisticados, mas teve dificuldades para inovar e enfrentar competição de preços com rivais asiáticos.

Kodani, entretanto, afirmou que sua divisão, cujo principal negócio são televisores, provavelmente terá lucro no ano fiscal que começa em abril, por causa da forte demanda no Japão por modelos de definição ultra-alta (4K).
Fonte: Alternativa

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

Honda confirma construção de sua segunda fábrica no Brasil destinada a automóveis

Empresa quer dobrar a produção de carros no país

Honda confirma construção de sua segunda fábrica no Brasil destinada a automóveisA Honda confirmou a construção de uma nova unidade no Brasil, sua segunda fábrica destinada a produção de automóveis. De acordo com a marca as operações do novo empreendimento a ser instalado na cidade de Itirapina, no interior do Estado de São Paulo e começará a produzir em 2015.

O investimento de R$ 1 bilhão inclui a aquisição de um terreno de 5,8 milhões de m2, compra de equipamentos e construção das instalações. A nova fábrica irá gerar duas mil vagas de trabalho para a produção de um modelo compacto da categoria do Honda Fit.

O compacto Brio chegou a ser cotado para ser produzido no Brasil e a marca até movimentou fornecedores em função do projeto. Resta saber se agora sua produção irá adiante ou se teremos um modelo inédito.

Em maio, a companhia japonesa já havia anunciado que estudava várias cidades para construir uma nova instalação de sua segunda fábrica no país. A instalação será erguida em meio a uma série de investimentos para aumento de capacidade de montadoras rivais. No ano passado, Toyota e Hyundai inauguraram fábricas de carros compactos no país.

No primeiro semestre, a Honda vendeu 65.127 carros no Brasil, crescimento de 13,2 % comparando com o mesmo período de 2012.

Com a nova unidade a Honda irá dobrar sua capacidade de produção no país partindo de 120 mil (capacidade atual da unidade de Sumaré) para 240 mil automóveis por ano a partir de 2015.
Fonte: IPC Digital

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Nova fábrica da Toyota

Obra da montadora, que começa na quarta-feira com investimento de R$ 1 bilhão, deve gerar 1,5 mil empregos diretos e 5 mil indiretos
A chegada da Toyota, primeira montadora de automóveis a se instalar em Sorocaba, a 92 quilômetros de São Paulo, vai produzir uma grande transformação no perfil da cidade. Além de investir R$ 1 bilhão em sua unidade, a montadora japonesa trará outras 12 fabricantes de componentes e fornecedoras de serviços.
A área fica à margem esquerda da rodovia Castelo Branco, que liga a capital ao oeste paulista. No mesmo local, a prefeitura e o governo estadual iniciaram a montagem de um polo de alta tecnologia para incubadoras de empresas, laboratórios e extensões de universidades. Com os lançamentos imobiliários e comerciais previstos para a região, num prazo de cinco anos a área urbana terá uma ampliação de 10 quilômetros, atingindo a beira da rodovia. "O atual mapa de Sorocaba será fortemente alterado", prevê o prefeito Vitor Lippi (PSDB).
A pedra fundamental da fábrica será lançada na quarta-feira com a presença do governador de São Paulo, Alberto Goldman, e do vice-presidente da Toyota Motor Corporation, Atsushi Niimi. A terraplenagem da área de 3,7 milhões de metros quadrados foi concluída. De acordo com a prefeitura, o volume de terra movimentada só foi menor que o da construção do trecho sul do Rodoanel.
A produção de veículos será iniciada em 2012, conforme a previsão da Toyota. Na fase inicial, serão montados 70 mil automóveis por ano, mas, segundo o prefeito, a empresa pretende ampliar gradativamente a planta até a capacidade instalada de 400 mil veículos. "Essa expansão vai depender do mercado", disse. A empresa admitirá inicialmente 1.500 funcionários. Lippi estima a geração de outros 5 mil empregos indiretos.

Valorização
A Toyota se instala na zona norte, região mais populosa da cidade e a única com potencial de crescimento. Nos anos 90, ela concentrou os loteamentos populares para atender moradores de baixa renda. De dez anos para cá, a ocupação se acelerou. A prefeitura estima que nos 260 bairros morem 200 mil pessoas.
Desde que a montadora japonesa instalou o canteiro de obras, em agosto do ano passado, o preço da terra dobrou, segundo o corretor de imóveis Francisco Ávilla. A chegada dos condomínios fechados de médio e alto padrão, segundo ele, contribuiu para a valorização imobiliária, um fenômeno que acabou se espalhando por toda a cidade.
O professor universitário Antonio de Araujo, que se transferiu de Bauru para Sorocaba, conta que teve dificuldade para conseguir um imóvel. "Vendi um apartamento de 315 metros em Bauru e só consegui achar por valor equivalente um de 115 metros aqui", conta Araujo.
O diretor geral do Sindicato da Habitação (Secovi) em Sorocaba, Flávio Amary, acredita que as áreas livres no entorno da Toyota serão ocupadas por empreendimentos imobiliários de vários níveis, para atender tanto trabalhadores das linhas de montagem, como prestadores de serviços, técnicos e executivos. "Nesse processo, a região deve atrair o comércio e, com ele, agências bancárias e outros serviços."
Dois shoppings centers tomaram a dianteira - um deles, o Plaza Shopping Itavuvu, terá 200 lojas, um hipermercado, cinemas e estacionamento para 1,5 mil veículos. A empresa Proactiva instalou um centro de gerenciamento ambiental em área próxima, licenciado para receber resíduos industriais.
O Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) vai construir escola para mil alunos. O prédio, em área de 24 mil metros doados pelo município, começa a funcionar junto com a Toyota.
A prefeitura anunciou o prolongamento e a duplicação da Avenida Itavuvu, uma das principais da zona norte, até a rodovia Castelo Branco. O plano é construir uma ciclovia ao longo da pista - a cidade já dispõe de 65 quilômetros desse tipo de via.
O governo estadual assumiu a construção de viadutos e alças de acesso da rodovia à fábrica, obra de R$ 80 milhões. O município já investe R$ 150 milhões na construção de 33 quilômetros de avenidas para melhorar o trânsito. A região deve receber quatro das oito escolas que serão construídas até 2012 para 15 mil alunos do ensino básico.
Fonte: O Estado de S. Paulo