Mostrando postagens com marcador primeiro-ministro. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador primeiro-ministro. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 27 de julho de 2023

Salário mínimo do Japão: média nacional poderá passar de mil ienes pela primeira vez

A iniciativa privada e o governo discutem para chegar à média nacional de salário mínimo de mil ienes/hora, enquanto o sindicato quer 1,5 mil ienes

Salário mínimo do Japão
O debate sobre o aumento do salário mínimo chegou a um beco sem saída. Espera-se que a taxa de aumento no ano fiscal de 2023 exceda 4%, em comparação com o anterior, e a média do salário mínimo por hora, provavelmente, exceda mil ienes pela primeira vez em cerca de 30 anos. A decisão deverá ser tomada na sexta-feira (28).

Embora a meta estabelecida pelo governo possa ser seja atingida, o nível fica aquém dos países desenvolvidos. Atualmente a média do Japão é de 961 ienes a hora e o primeiro-ministro Fumio Kishida pediu que alcançasse os mil ienes. 

Até junho, as médias do salário mínimo de alguns países de primeiro mundo são (equivalência em ienes):

  • ¥1.733 na Inglaterra
  • ¥1.749 na Alemanha
  • ¥1.679 na França
  • ¥1.001 na Coreia do Sul
  • ¥2.091 na Califórnia, nos Estados Unidos

Na Austrália, houve um aumento em julho, chegando ao equivalente a 2,2 mil ienes a hora. E na Coreia do Sul chegou a 1.080.

Há uma grande diferença entre os salários mínimos dos países desenvolvidos e do Japão. Por outro lado, a diferença entre eles e os países emergentes está diminuindo. Há uma grande preocupação de que o número de estrangeiros que desejam trabalhar no Japão diminua.

Salário mínimo de 1,5 mil ienes a hora
Alguns grupos civis estão pedindo um salário mínimo de 1,5 mil ienes por hora, pois é essencial que os trabalhadores ganhem o mínimo necessário para sua  subsistência.

Um deles é o Aequitas, que lida com o problema da pobreza dos trabalhadores. Chegou a esse valor com base em uma pesquisa realizada pela Confederação dos Sindicatos (Zenroren).

Atualmente, somente Kanagawa e Tóquio têm estabelecido o salário mínimo de pouco mais de mil ienes.

Mas, há províncias de Kyushu e Okinawa que ainda têm como salário mínimo estabelecido, o valor de ¥853, bem inferior aos das províncias de Kanto, Tokai e Kansai.

Mesmo que o debate defina média nacional de mil ienes a hora, é preciso ver como as províncias vão ajustar esses valores. No Japão, os governadores de cada província definem o mínimo.
Fonte: Portal Mie com Nikkei e NHK

quinta-feira, 25 de maio de 2023

Japão avalia cobrar ¥6.000 por ano de todos os inscritos no “shakai hoken” para cobrir subsídios infantis

A intenção é assegurar recursos para uma abordagem sem precedentes no combate à diminuição da população

shakai hoken
Em um esforço para enfrentar o desafio da diminuição da população, o governo japonês está estudando a possibilidade de adicionar aproximadamente ¥500 por mês à cobrança da taxa do “shakai hoken”, o que resultaria em um aumento de ¥6.000 por ano no encargo de cada cidadão inscrito no seguro social, informou a agência de notícias Kyodo na quarta-feira (24), citando várias fontes anônimas.

A intenção é assegurar recursos para uma abordagem sem precedentes no combate à diminuição da população, considerada "diferente de tudo que foi feito até agora".

A previsão é de que a partir do ano fiscal de 2026, o governo comece a arrecadar esse valor juntamente com as contribuições mensais para o seguro de saúde. Com isso, espera-se obter cerca de ¥1 trilhão anualmente, incluindo a parcela de responsabilidade das empresas. 

Além disso, o governo japonês deve financiar parte de seus gastos com medidas de cuidados infantis emitindo títulos adicionais ao longo de um período de aproximadamente dois anos, informou o jornal Yomiuri, levantando preocupações sobre o já alto fardo da dívida pública.

O plano será incluído na plataforma econômica de longo prazo do governo a ser publicada em junho, disse o Yomiuri, citando várias fontes do governo.

O primeiro-ministro Fumio Kishida anunciou um plano para dobrar o valor do auxílio-infantil nos próximos três anos. Na questão de financiar a maior parte do pacote de gastos, Kishida descartou a possibilidade de aumento do imposto sobre vendas, deixando a emissão de dívida como uma das principais opções de financiamento, pelo menos por enquanto.

"Até onde posso ver, o governo está lançando a ideia de emitir títulos provisórios, que provavelmente serão resgatados por meio de um futuro aumento de impostos", disse Takuya Hoshino, economista do Dai-ichi Life Research Institute.

"O governo está renunciando a aumentos de impostos politicamente prejudiciais, pelo menos por enquanto, quando as eleições gerais podem se aproximar."

O plano mais recente, seguindo outro grande programa para dobrar os gastos militares nacionais, sobrecarregaria a já terrível dívida pública do Japão, que é mais do que o dobro da produção econômica anual.

"O primeiro-ministro enfatizou a importância de conquistar a compreensão das pessoas, ao mesmo tempo em que aborda minuciosamente a reforma das despesas para minimizar os encargos públicos", disse o secretário-chefe do gabinete, Hirokazu Matsuno, a repórteres na quarta-feira.

Sob o esquema de financiamento proposto, o governo estima que precisa arrecadar cerca de ¥3 trilhões (US$ 22,21 bilhões) em fundos por ano para uma política de cuidados infantis que Kishida apresentou para ajudar a reverter o declínio da taxa de natalidade.

O governo expandiria o tamanho dos fundos gradualmente ao longo dos três anos a partir do ano fiscal de 2024 e garantiria o valor necessário até o final do período da política.

O jornal Yomiuri não disse quanta dívida será emitida para financiar os gastos, enquanto Hoshino estima que o valor seria de cerca de ¥1 trilhão, ou um terço dos fundos.

O governo destinou cerca de ¥5 trilhões para este ano fiscal que começou em abril para pagar o programa orçamentário geral de cuidados infantis.
Fonte: Alternativa

quinta-feira, 18 de agosto de 2022

Mais empresas no Japão estão aumentando salários para combater falta de mão de obra, mostra pesquisa

A maioria das empresas, 54%, disse enfrentar uma crise de mão de obra

empresas no Japão estão aumentando salários
Mais grandes empresas japonesas estão aumentando os salários para atrair trabalhadores e lidar com a escassez crônica de pessoal, mostrou uma pesquisa da Reuters nesta quinta-feira (18), um sinal de que as companhias podem estar lentamente abordando os salários que estão sem muitas mudanças ​​há décadas.

Ainda assim, a pesquisa corporativa descobriu que salários mais altos ainda não são a tática principal para os empregadores, com a digitalização vista como a mais popular entre as várias medidas que as empresas dizem estar usando para lidar com a escassez de mão de obra.

As empresas japonesas normalmente evitam aumentar os salários porque décadas de deflação dificultaram o repasse de custos mais altos aos consumidores. Isso pode estar mudando agora, já que o duplo golpe dos preços mais altos das commodities e um iene mais fraco aumentam o custo de vida e destacam a pressão sobre os trabalhadores. O primeiro-ministro Fumio Kishida também pediu às empresas que aumentem os salários.

"No geral, estamos enfrentando escassez de mão de obra e lutando para atrair funcionários de meio período nas lojas em particular. Estamos aumentando os salários, mas há um limite", escreveu o gerente de um atacadista na pesquisa, sob condição de anonimato.

A pesquisa com 495 grandes empresas não financeiras, realizada de 2 a 12 de agosto, mostrou que o aumento dos salários ou salários iniciais foi escolhido por 44% dos entrevistados como uma das múltiplas táticas que estavam adotando.

Isso em comparação com apenas 25% das empresas que disseram em uma pesquisa corporativa de 2017 que aumentariam os salários.

"A maré está mudando à medida que a escassez de mão de obra levou mais e mais empresas a aumentar os salários, ainda que gradualmente", disse Koya Miyamae, economista sênior da SMBC Nikko Securities.

"Agora é apenas o começo, à medida que a população envelhece e diminui, o impulso para aumentar os salários ganhará força", disse ele.

A maioria das empresas, 54%, disse enfrentar uma crise de mão de obra com a escassez mais pronunciada entre os não-fabricantes, 59% dos quais disseram que foram pressionados por pessoal.

"Não conseguimos fazer nada" para proteger os trabalhadores, disse outro gerente de um atacadista.

As empresas também pediram um melhor ambiente de trabalho, incluindo contratação durante todo o ano e adiamento da aposentadoria para incentivar os idosos a trabalhar por mais tempo.

Trabalhadores estrangeiros
O número cada vez menor de trabalhadores tem sido uma preocupação há anos na terceira maior economia do mundo e serviu como um alerta para outras nações avançadas. Enquanto isso, os formuladores de políticas pararam de permitir a imigração generalizada.

Na pesquisa, 19% das empresas disseram que estavam garantindo trabalhadores estrangeiros, em comparação com 13% na pesquisa de 2017.

Separadamente, três quartos das empresas disseram que queriam que o governo de Kishida implementasse outra rodada de grandes estímulos para ajudar a economia a lidar com o aumento do custo de vida.

Mais de 40% das empresas disseram que queriam ver novos estímulos fiscais, a escolha mais popular. Apenas um em cada cinco disse que queria ver mais estímulos monetários, destacando o apoio cada vez menor ao programa de flexibilização massivo do Banco do Japão.

Os resultados da pesquisa chegaram quando o Produto Interno Bruto (PIB) até junho registrou um terceiro trimestre consecutivo de expansão, mas analistas dizem que o ressurgimento do coronavírus e uma desaceleração nas economias dos EUA e da China obscurecem as perspectivas.

Na pesquisa, a grande maioria das empresas japonesas viu o ressurgimento do coronavírus representando um risco negativo para a economia na segunda metade deste ano fiscal até março de 2023.

A pesquisa, conduzida para a Reuters pela Nikkei Research, entrevistou 495 grandes empresas não financeiras japonesas, metade das quais respondeu durante o período de 2 a 12 de agosto. Os gerentes geralmente respondem sob condição de anonimato, permitindo que expressem suas opiniões com mais liberdade.
Fonte: Alternativa com Reuters 

quinta-feira, 27 de agosto de 2020

Japão quer evitar novo estado de emergência e foca em reabertura da economia

 A promoção do turismo está entre as principais medidas do governo

Japão quer evitar novo estado de emergência

O Japão quer evitar outro estado de emergência e precisa considerar mais estímulos para reanimar a economia, disse o principal porta-voz do governo, sinalizando que Tóquio está decidida a se concentrar na reabertura de empresas atingidas pela pandemia de coronavírus.

O secretário-chefe de gabinete, Yoshihide Suga, também negou as especulações de que o primeiro-ministro, Shinzo, Abe poderia renunciar por motivos de saúde, dizendo que os comentários de Abe na segunda-feira de que ele continuaria a fazer o melhor em seu trabalho “explicam tudo”.

Suga — amplamente visto como um dos principais candidatos à sucessão de Abe — disse que não tem intenção de buscar o cargo, mesmo que seja pressionado a fazê-lo por associados. Ele disse que “nunca pensou em” assumir o cargo.

O Japão teve um ressurgimento nos números de infecções por Covid-19 após encerrar as medidas de estado de emergência em todo o país no final de maio, representando um dilema para o governo, que luta para conter o vírus sem aprofundar a crise econômica.

“Queremos evitar outro estado de emergência, que pode ter um grande impacto negativo na economia”, disse Suga à Reuters na quarta-feira, enviando uma mensagem clara de que a ênfase estava em estimular o crescimento econômico ao invés de aprofundar as medidas para conter o vírus.

A promoção do turismo estaria entre as medidas para ajudar a reanimar a economia, disse Suga. “O Japão fará o que for necessário para sediar os Jogos Olímpicos de Tóquio no próximo ano”, acrescentou.

Os Jogos estavam programados para ocorrer no final de julho e início de agosto deste ano, mas foram adiados para 2021 devido à pandemia.
Fonte: Alternativa com Reuters

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2020

Escolas brasileiras no Japão terão liberdade para decidir sobre suspensão de aulas, diz AEBJ

O governo pediu o fechamento temporário das escolas a partir de 2 de março
Escolas brasileiras no Japão

O presidente da Associação das Escolas Brasileiras no Japão (AEBJ), Walter Toshio Saito, disse nesta sexta-feira (28) que as instituições de ensino associadas terão liberdade para decidir sobre a suspensão das aulas, após o primeiro-ministro Shinzo Abe ter pedido o fechamento temporário de todas as escolas no país a partir de 2 de março.

O pedido de Abe não tem caráter obrigatório, mas muitas províncias já estão se preparando para seguir as orientações do governo, que têm como objetivo prevenir a disseminação do novo coronavírus entre alunos e professores.

Segundo Saito, as escolas brasileiras devem consultar a cidade ou a província onde estão localizadas para tomar uma decisão com base nas administrações regionais.

"Cada caso é um caso. Temos que ser neutros, mas se o governo está pedindo queremos seguir as normas", disse Saito, acrescentando que as escolas poderão enfrentar problemas como tempo para cumprir o currículo e a adaptação dos pais que trabalham fora.

Na quinta-feira, Abe pediu a suspensão das aulas de 2 de março até as férias de primavera, quando termina o ano letivo, em todas as escolas do primário (shougakkou), ginasial (chuugakkou) e colegial (koukou), além de escolas especiais.

As creches (hoikuen) e os jardins de infância (youchien) não serão incluídos na medida, segundo o governo.

O governador de Aichi, Hideaki Omura, disse que as aulas de todas as escolas da província serão suspensas a partir de segunda-feira (2), mas as cerimônias de formatura ocorrerão conforme programado com número reduzido de pessoas.

O prefeito de Nagoia (Aichi), Takashi Kawakami, informou que os jardins de infância da cidade também não funcionarão no período sugerido pelo governo.

"Abe deveria ter tomado essa decisão bem antes", disse a governadora de Tóquio, Yuriko Koike.

A prefeitura de Hamamatsu (Shizuoka) determinou que as aulas serão suspensas de 3 a 15 de março. As escolas devem funcionar normalmente na segunda-feira (2).

A província de Hokkaido e as cidades de Osaka e Ichikawa (Chiba) já tinham tomado a decisão de suspender as aulas antes mesmo de qualquer medida do governo central.

"A saúde e a segurança das crianças devem estar acima de tudo. Elas e os professores ficam muito tempo juntos na sala de aula, aumentando o risco de contágio", disse Abe.

O governo vai orientar as escolas para que as cerimônias de formatura e outros eventos programados tenham medidas de prevenção ou sejam realizados com o menor número de pessoas possível, além de pedir aos alunos para evitar sair de casa.

Abe também vai solicitar às empresas que sejam compreensíveis com funcionários que precisarem faltar no trabalho para cuidar de filhos pequenos.
Fonte: Alternativa