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quarta-feira, 8 de fevereiro de 2023

Subaru corta meta de produção anual em meio à prolongada escassez de chips

A montadora disse que agora espera produzir 880 mil veículos neste ano fiscal

Subaru
A Subaru cortou sua meta de produção anual em quase 10% nesta quarta-feira (8) em meio às consequências da prolongada escassez de semicondutores que continua prejudicando as montadoras em todo o mundo.

A montadora japonesa disse que a escassez é mais séria entre as peças para entrega imediata e espera que a falta de oferta dure no máximo até junho antes de se recuperar.

A Subaru disse que agora espera produzir 880 mil veículos neste ano fiscal que termina em março, uma queda de 9,3% em relação à previsão anterior de 970 mil unidades.

"No terceiro trimestre, conseguimos manter a queda para cerca de 20 mil unidades em comparação com nossos planos por meio de nossos esforços", disse Katsuyuki Mizuma, diretor financeiro da Subaru.

No quarto trimestre encerrado em 31 de março, a Subaru espera fabricar 70 mil veículos a menos do que o planejado anteriormente, disse Mizuma.

A Subaru, na qual a Toyota Motor detém uma participação de 20%, espera atingir a produção global de 1 milhão de veículos no próximo ano fiscal, disse ele.

Depois de diminuir a produção devido à pandemia de Covid-19, muitas montadoras estão tentando recuperar o atraso em termos de produção, com fabricantes de chips enviando remessas para a indústria de eletrônicos de consumo.

A Subaru reduziu nesta quarta-feira sua previsão de vendas globais anuais em 5,4%, para 870 mil veículos, em relação à previsão anterior, embora isso ainda tenha marcado um aumento de 18,5% em relação ao ano fiscal de 2021.

A maior parte do declínio esperado nas vendas globais está no mercado dos EUA, onde vende dois terços de seus carros, incluindo os populares modelos Forester e Outback.

A empresa manteve sua previsão de lucro operacional anual inalterada em ¥300 bilhões (US$ 2,29 bilhões), citando seus esforços para controlar custos e aumentar a eficiência da fabricação até as vendas, bem como as premissas da taxa de câmbio.
Fonte: Alternativa com Reuters

quinta-feira, 8 de setembro de 2022

Honda amplia cortes de produção de veículos no Japão em setembro

A montadora culpou os atrasos no recebimento de peças devido à Covid-19

Honda motor
A Honda Motor disse nesta quinta-feira (8) que reduzirá a produção em até 40% em duas fábricas japonesas pelo resto do mês devido a problemas contínuos na cadeia de suprimentos e logística.

A unidade de montagem na província de Saitama reduzirá a produção em cerca de 40% este mês. Duas linhas na fábrica de Suzuka (Mie) reduzirão os planos de produção em cerca de 20% em setembro.

A Honda já havia anunciado que reduziria a produção em até 40% no início de setembro, mas agora ampliou os cortes para até o fim do mês.

A montadora culpou os atrasos no recebimento de peças e logística devido à Covid-19 e à escassez de semicondutores, afetando a produção de modelos como o utilitário esportivo Vezel, a minivan Stepwgn e o carro compacto Civic.

O Vezel e o N-Box, por exemplo, podem demorar mais de seis meses para chegar às concessionárias se o pedido for feito hoje.

A redução pode ser vista como um aviso de que as montadoras podem não conseguir aumentar os volumes de produção no segundo semestre do ano fiscal até o final de março para compensar um impacto causado por uma escassez persistente de chips e interrupções na cadeia de suprimentos no primeiro semestre.
Fonte: Alternativa com Reuters

quarta-feira, 27 de julho de 2022

Toyota paralisa linha de fábrica em Aichi devido a casos de Covid entre funcionários

A suspensão ocorreu depois que oito trabalhadores testaram positivo

Toyota
A Toyota Motor suspendeu as operações noturnas em uma linha de produção de sua fábrica de Takaoka, em Toyota (Aichi), devido a casos de Covid-19 entre os funcionários, informou a empresa nesta quarta-feira (27).

A linha 1 parou por dois turnos noturnos a partir de terça-feira (26), mas durante o dia ela está operando normalmente porque as infecções ocorreram entre os funcionários que trabalham à noite.

A suspensão ocorreu depois que oito trabalhadores da fábrica testaram positivo para Covid-19, disse a Toyota.

A paralisação parcial deve afetar a produção de cerca de 650 veículos, disse um porta-voz da montadora à Reuters. A linha 1 é responsável por modelos como o Corolla.

Aichi teve um recorde de 15.315 casos de Covid-19 na terça-feira e o Japão todo registrou 196.494, segundo a emissora NHK.

As infecções se somam agora a outros problemas, como a falta de peças, que levaram a Toyota a reduzir a produção nos últimos meses e algumas linhas também ficarão paradas por até 10 dias em agosto.
Fonte: Alternativa com Reuters

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2022

Japão precisará quadruplicar número de trabalhadores estrangeiros até 2040, diz relatório

Sem isso, o país pode não alcançar a trajetória de crescimento que o governo delineou a longo prazo

trabalhadores estrangeiros
O Japão precisará de cerca de quatro vezes mais trabalhadores estrangeiros até 2040 para alcançar a trajetória de crescimento que o governo delineou em sua previsão econômica, disse um grupo de think tank (especializado em projetar ideias e estratégias) com sede em Tóquio nesta quinta-feira (3).

As descobertas destacam uma crescente dependência japonesa do trabalho migrante para compensar uma população cada vez menor, enquanto sua capacidade de atrair talentos estrangeiros foi questionada pelos rígidos controles de fronteira da Covid-19 que bloquearam estudantes e trabalhadores.

O Japão deve aumentar o número de trabalhadores estrangeiros para 6,74 milhões até 2040 para sustentar o crescimento econômico médio anual de 1,24%, com base em um cenário otimista de "alto crescimento" que o governo estabeleceu em sua projeção de longo prazo, disse o think tank, incluindo um braço de pesquisa da Agência de Cooperação Internacional do Japão (JICA) afiliada ao Ministério das Relações Exteriores, em um relatório.

O número seria quase 300% maior do que os atuais 1,72 milhão de trabalhadores estrangeiros, que representam cerca de 2,5% da força de trabalho.

"Devemos discutir a aceitação de trabalhadores estrangeiros com maior senso de urgência, pois a competição por força de trabalho cresceria no futuro contra países como a China", disse o presidente da JICA, Shinichi Kitaoka, em um simpósio focado na pesquisa nesta quinta-feira.

"Precisamos tomar medidas para tornar o Japão atraente a longo prazo, um país a ser escolhido por trabalhadores estrangeiros."

O estudo ressaltou que o Japão perderia mais de 10% de sua força de trabalho nas próximas duas décadas.

Sua população atingiu o pico em 2008 e diminuiu desde então devido à baixa taxa de natalidade para cerca de 125 milhões no ano passado. A população em idade ativa está diminuindo ainda mais rapidamente devido ao envelhecimento.

O estudo também levou em conta o estoque de capital, que continuaria a crescer 1% ao ano graças ao investimento em tecnologias de automação.

A questão dos trabalhadores estrangeiros e da imigração em geral há muito é sensível na terceira maior economia do mundo, onde muitas pessoas valorizam a homogeneidade étnica.

Mas a pressão aumentou para abrir as fronteiras e a escassez de trabalhadores levou o governo a criar novas categorias de vistos.

Cerca de metade dos trabalhadores estrangeiros do Japão vêm do Vietnã e da China. Os especialistas disseram esperar que o número de imigrantes de lugares como Camboja e Mianmar aumente rapidamente nas próximas duas décadas.

No entanto, o grupo disse que a oferta de mão de obra migrante ficará constantemente aquém da demanda sob o atual sistema de imigração e o Japão deve considerar mais vistos de longo prazo.

O estrito fechamento das fronteiras para não-japoneses por causa do coronavírus levantou a preocupação de que o Japão possa perder sua reputação como um destino atraente para talentos estrangeiros.
Fonte: Alternativa com Reuters

terça-feira, 16 de novembro de 2021

Japão anuncia plano de reforçar indústria de chips e baterias como parte do pacote de estímulos

O plano inclui ajuda financeira para instalação de fábricas e desenvolvimento de chips com outros países

indústria de chips
O pacote de estímulo econômico do Japão apresentará um plano para fortalecer urgentemente a indústria de chips, enquanto o governo também formulará uma estratégia para a produção de baterias “verdes”, disse o ministro do Comércio Koichi Hagiuda na segunda-feira (15).

Hagiuda revelou o plano dias antes de o primeiro-ministro Fumio Kishida anunciar um pacote de estímulo no valor de "várias dezenas de trilhões de ienes" para aliviar as consequências da pandemia Covid-19 e reaquecer a economia.

O plano seguiu-se a um anúncio feito pela Taiwan Semiconductor Manufacturing Co (TSMC) na semana passada sobre a construção planejada de uma fábrica de chips de US$ 7 bilhões no Japão com a Sony Group, um movimento bem recebido pelo governo japonês.

O setor de fabricação de chips do Japão, que já foi o primeiro setor do mundo na década de 1980, tem lutado para manter sua vantagem competitiva, mas entrou em declínio constante nas últimas três décadas, à medida que rivais regionais avançaram, como é o caso dos fabricantes taiwaneses.

"Uma das principais causas das três décadas perdidas foi a falta de investimento digital", disse Hagiuda em uma reunião em seu ministério.

"Muitos dos problemas que o Japão enfrenta poderiam ser resolvidos com o uso da tecnologia digital ... A chave para o crescimento pós-corona é revitalizar o investimento digital mais amplo em todo o país."

Hagiuda disse que o governo está considerando medidas para encorajar o estabelecimento de locais de produção em larga escala para baterias de armazenamento, que ele disse serem a chave para atingir metas verdes e digitais.

O Japão quer que a TSMC, fabricante mundial de chips, construa fábricas para fornecer chips às montadoras e fabricantes de dispositivos eletrônicos do Japão, visto que o atrito comercial entre os Estados Unidos e a China pode prejudicar as cadeias de fornecimento e aumentar a demanda pelo componente-chave.

O Japão promoverá bases de produção de semicondutores, vacinas contra a Covid-19 e medicamentos como parte de um plano de estímulo, que exige que o governo e o banco central compartilhem um forte senso de urgência, mantendo uma combinação apropriada de políticas monetárias e fiscais, um esboço visto pela agência de notícias Reuters.

A NHK publicou que o plano do governo com relação aos chips tem três estágios. No primeiro pretende atrair fabricantes de chips ao Japão através do fornecimento de ajuda financeira. 

O segundo e terceiro estágios do plano incluem um trabalho do Japão com os Estados Unidos e outras nações em pesquisa e desenvolvimento de tecnologias de chips mais avançados.
Fonte: Alternativa com Reuters

sábado, 18 de setembro de 2021

Toyota suspenderá produção em 14 fábricas no mês de outubro

A interrupção nas operações ocorre devido a uma escassez de componentes causada pelo ressurgimento da pandemia no Sudeste Asiático

Toyota
A Toyota disse na sexta-feira (17) que suspenderia de novo, temporariamente, as operações por vários dias no próximo mês em 14 plantas no Japão devido a uma escassez de componentes causada pelo ressurgimento da pandemia de Covid-19 no Sudeste Asiático.

Em 10 de setembro, a montadora disse que cortaria a produção ainda mais no mês e também reduziria a fabricação em outubro.

Ela tem a intenção de reduzir a produção global em 40%, ou 330 mil veículos, de seus planos iniciais para outubro. Disso, a produção doméstica deve ser cortada em 150 mil unidades.

As operações serão interrompidas em 27 das 28 linhas de produção nas fábricas, de acordo com o plano de suspensão de operações em plantas da companhia, que foi inicialmente anunciado no início deste mês.

A subsidiária de fabricação Toyota Auto Body produz o veículo esportivo utilitário Land Cruiser em sua planta de Yoshiwara (Aichi) e fechará uma linha por 11 dias. A planta de Tahara que produz os carros de luxo Lexus paralisarão algumas linhas por 8 dias.

A Toyota planeja retornar às operações normais em novembro ao utilizar fontes alternativas para peças afetadas pela escassez.

A montadora busca atingir produtividade normal o tanto quanto possível durante o atual ano fiscal que termina em 31 de março de 2022.
Fonte: Portal Mie com Asia Nikkei

quinta-feira, 2 de setembro de 2021

Fábricas da Suzuki em Shizuoka vão parar por até 5 dias em setembro

A disseminação do coronavírus no sudeste da Ásia está dificultando a aquisição de peças

Fábricas da Suzuki
A Suzuki Motor anunciou nesta quinta-feira (2) que vai expandir a paralisação de suas fábricas na província de Shizuoka em setembro.

A disseminação do coronavírus no sudeste da Ásia está dificultando a aquisição de peças porque alguns países adotaram restrições e a produção das fábricas nesses locais foi afetada, segundo a montadora.

A fábrica de Sagara, em Makinohara, que já havia decidido suspender a produção por três dias, aumentou a paralisação para cinco dias.

A unidade de Iwata vai paralisar todas as operações por dois dias e suspender as atividades em dois dos três turnos por três dias.

Em Kosai, a unidade 1 vai suspender dois turnos por 10 dias e todas as operações por um dia.

A Suzuki estima um corte de produção de 350 mil veículos neste ano fiscal, que termina em março de 2022, devido à escassez de semicondutores e de outras peças automotivas.

Cronograma de paralisação das fábricas da Suzuki
Iwata: 1, 2 e 3 de setembro (dois turnos) e 6 e 7 de setembro (todos os turnos)

Kosai (unidade 1): 13 a 17 e 20 a 24 de setembro (dois turnos) e 18 de setembro (todos os turnos)

Kosai (unidade 2): 18 de setembro (todos os turnos)

Sagara: 1, 2, 3, 11 e 18 de setembro (todos os turnos)

Hamamatsu: 13 de setembro (todos os turnos)
Fonte: Alternativa

segunda-feira, 23 de agosto de 2021

Daihatsu anuncia paralisação temporária em 4 plantas

A montadora japonesa terá redução de 20% de sua produção com a paralisação

Daihatsu
A Daihatsu Motor anunciou na sexta-feira (20) que paralisará suas quatro principais plantas nacionais por até 17 dias. 

A produção será reduzida em 30 a 40 mil unidades, de agosto a setembro. Em relação ao mesmo período do ano anterior, a produção será reduzida em cerca de 19 a 25%. 

Além da escassez de semicondutores, a aquisição de peças da Malásia e do Vietnã foi adiada devido à disseminação da infecção pelo novo coronavírus.

A planta n.º 2, em Ryuo (Shiga) terá 17 dias de produção suspensa em agosto e setembro. A fábrica sede, em Ikeda (Osaka), paralisará 10 dias, e a Daihatsu Kyushu, em Nakatsu (Oita) terá produção suspensa por 8 dias.   

Isso afetará a produção do veículo kei Tanto e do SUV Rocky, entre outros modelos.  A Fábrica de Quioto, em Oyamazaki, também ficará fechada por um total de 3 dias.

A Daihatsu não divulgou seu plano anual de produção, mas disse que não terá como se recuperar até o final do ano devido ao grande número de cortes de produção. 

No sudeste da Ásia, os governos locais têm tomado medidas como restrições de movimento, o que está afetando a operação das fábricas de peças. A Toyota Motor, empresa controladora da Daihatsu, também anunciou que reduzirá a produção global em 40% em setembro.
Fonte: Portal Mie com Nikkei e Response

segunda-feira, 2 de agosto de 2021

Aumento da atividade fabril do Japão acelera e os custos sobem rapidamente, mostra pesquisa

Os fabricantes, no entanto, lutaram com a escassez de materiais

produção nas fábricas no Japão
O crescimento da produção nas fábricas no Japão acelerou em julho devido a uma expansão mais forte da produção e também aos novos pedidos, à medida que os fabricantes se beneficiaram de uma recuperação contínua da economia global atingida pela pandemia do coronavírus.

O índice au Jibun Bank Japan Manufacturing Managers Index (PMI) final subiu para 53,0 em uma base com ajuste sazonal de 52,4 no mês anterior. Isso em comparação com uma leitura de 52,2 divulgada no mês passado.

"O setor manufatureiro japonês continuou a observar uma melhora nas condições operacionais no início do terceiro trimestre", disse Usamah Bhatti, economista da IHS Markit, que compila a pesquisa.

A pesquisa PMI mostrou que a produção geral e os novos pedidos aumentaram em um ritmo mais rápido devido à forte produção nos setores automotivo e eletrônico e à sólida demanda por semicondutores. As expectativas das empresas para o próximo ano permaneceram firmes.

Os fabricantes, no entanto, lutaram com a escassez de materiais e interrupções logísticas decorrentes dos custos mais altos, uma vez que os preços dos insumos aumentaram pelo ritmo mais rápido desde setembro de 2008.

"A interrupção da cadeia de suprimentos continuou a impactar a atividade dentro do setor, com as empresas registrando a segunda maior deterioração nos prazos de entrega em mais de uma década", disse Bhatti.

A terceira maior economia do mundo deve crescer a um ritmo mais lento do que o inicialmente esperado no segundo e no terceiro trimestres, já que as restrições ao coronavírus em Tóquio e algumas outras áreas estão medindo o consumo, segundo mostrou uma pesquisa da Reuters no mês passado.
Fonte: Alternativa

quarta-feira, 30 de junho de 2021

Japão: queda no número de pessoas procurando emprego

Número de pessoas procurando emprego cai 11,7%, mas mercado continua abalado pela pandemia

emprego no Japão
Segundo o relatório publicado na terça-feira (29) pelo Ministério da Saúde, Trabalho e Bem-estar, o número de pessoas procurando emprego em maio diminuiu 11,7% em relação em abril.

O número de candidatos por vaga manteve o índice de 1,09, o que significa que há praticamente 1 candidato por vaga.

As empresas em maio abriram contratações para 686.225 pessoas, número que é 7,7% maior do que no ano passado.

Embora o mercado esteja tentando se recuperar, a situação continua crítica, e o número de contratações ainda é 26,9% menor do que em maio de 2019.

A indústria manufatureira foi o setor que mais abriu contratações, com uma taxa de aumento de 30,3% em relação ao mês de maio de 2020. Em seguida, destaca-se a indústria de entretenimento e serviços, com aumento de 21,7%.

As província que registraram os maiores índices de número de candidatos por vaga foram: Fukui, Shimane e Akita, com 1,81, 1,60 e 1,57, respectivamente. Já as províncias de Okinawa, Tóquio e Osaka registraram os menores índices: 0,83, 0,85 e 0,90, respectivamente.

“O número de contratações continua em níveis baixos e a situação ainda é crítica. As contratações não terão uma recuperação otimista nos próximos meses devido à instabilidade econômica”, comenta o ministério.
Fonte: Portal Mie com NHK

sábado, 29 de maio de 2021

Ofertas de emprego sofrem leve queda no Japão em abril, diz governo

A taxa de desemprego subiu de 2,6% em março para 2,8% no mês passado

taxa de desemprego
A taxa de desemprego no Japão aumentou e a disponibilidade de trabalho caiu em abril, mostraram dados na sexta-feira (28), ressaltando que a batalha prolongada do país contra a Covid-19 ainda afeta a economia.

Dados separados mostraram que o núcleo dos preços ao consumidor em Tóquio caiu em maio, com expectativas de que a inflação permanecerá bem abaixo da meta de 2% do banco central por enquanto.

O governo estendeu o estado de emergência em nove províncias para combater a pandemia por cerca de três semanas, até 20 de junho, obscurecendo as perspectivas para a frágil recuperação.

A taxa de desemprego do Japão subiu de 2,6% em março para 2,8% em abril, segundo o governo, superando a previsão média do mercado de 2,7%.

A proporção de empregos para candidatos ficou em 1,09, abaixo de 1,10 do mês anterior.

"As ofertas de emprego podem ter caído novamente em maio devido ao terceiro estado de emergência. Isso pode travar ainda mais a recuperação do emprego", disse Tom Learmouth, economista da Capital Economics.

"Mas, mais à frente, ainda esperamos que o emprego e a força de trabalho voltem aos níveis anteriores da pandemia na segunda metade do ano, à medida que as vacinas permitem que a economia volte à saúde plena."

Os principais preços ao consumidor em Tóquio, considerados indicadores importantes dos números nacionais, caíram 0,2% em maio em relação ao ano anterior.

A economia do Japão encolheu no primeiro trimestre e muitos analistas esperam que qualquer recuperação no trimestre atual seja modesta, já que o novo estado de emergência prejudicou o consumo.

A fraca demanda doméstica alimentou temores de um retorno à deflação, mesmo com outras grandes economias vendo a inflação disparar, mantendo o Banco do Japão sob pressão para manter um estímulo massivo.
Fonte: Alternativa com Reuters

quarta-feira, 28 de abril de 2021

Toyota Motors e Yamato Unyu se unem à prefeitura para vacinar a população

Iniciativa privada se une à prefeitura de Toyota para a inoculação contra a Covid-19, em larga escala

Vacina da Pfizer-BioNTech contra Covid-19
Na quarta-feira (27) foi anunciado um acordo de cooperação tripartite entre a prefeitura da cidade de Toyota (Aichi), a montadora Toyota Motor e a empresa de logística Yamato Unyu, para vacinação contra a Covid-19.

Nos termos deste acordo, para a inoculação segura e eficiente, a Yamato dividirá os frascos e fornecerá esse transporte em temperatura ultrabaixa, de modo a proporcionar segurança com caixas térmicas exclusivas. Ou seja, será a encarregada da logística, desde a chegada na prefeitura até a entrega nos locais de vacinação.

A  Toyota Motor apoiará na operação eficiente disponibilizando 4 instalações de sua propriedade para servirem de locais de vacinação. Além disso, cooperará também encaminhando 450 profissionais – médicos e enfermeiros – das suas indústrias para ajudar na aplicação das vacinas contra o novo coronavírus. 

A montadora japonesa pretende criar um modelo de inoculação com esse acordo. A vacinação em larga escala na cidade deverá começar em 30 de maio.
Fonte: Portal Mie com Nagoya TV e Response

quarta-feira, 17 de março de 2021

Empresas japonesas oferecem aumentos salariais mais baixos devido à pandemia

O coronavírus afetou especialmente as companhias do setor de serviços

menores aumentos salariais
As empresas japonesas devem oferecer os menores aumentos salariais em oito anos com o encerramento das negociações trabalhistas nesta quarta-feira (17), em um sinal de que a pandemia de Covid-19 está colocando um fim aos benefícios trazidos pelas políticas de estímulo do ex-primeiro-ministro Shinzo Abe.

Nos últimos sete anos, as principais empresas ofereceram aumentos salariais de 2% ou mais em negociações anuais na primavera, em um esforço do governo para acabar com a deflação. As políticas de Abe, apelidadas de "Abenomics", visavam salários melhores, entre outras reformas, para ajudar a levantar a economia.

A escassez de mão de obra no país devido a uma população que envelhece rapidamente também estimulou as empresas a oferecerem salários mais altos para atrair funcionários bem qualificados.

Mas a pandemia do coronavírus afetou especialmente as empresas do setor de serviços, como restaurantes, transporte, hotéis, lazer e turismo, forçando-as a priorizar a segurança no emprego ao invés dos aumentos salariais anuais, dizem analistas.

“Muitas empresas estão contando com subsídios do governo para segurar empregos em meio à queda nos lucros. Se a situação durar mais, mais e mais empresas podem despedir trabalhadores”, disse Yoshiki Shinke, economista-chefe do Dai-ichi Life Research Institute.

“Nos últimos anos, os sindicatos tiveram uma vantagem clara sobre as empresas, pois enfrentavam uma crise de mão de obra. A pandemia mudou tudo isso, forçando os empregadores e sindicatos a priorizar a segurança no emprego ao invés do aumento salarial.”

As negociações salariais anuais servem como um barômetro da força corporativa e do poder de compra das famílias, ambos necessários para gerar crescimento econômico sustentável e atingir a meta de inflação de 2% do banco central.

Muitas empresas e sindicatos reduziram ou renunciaram a aumentos salariais básicos - um fator-chave para determinar a força dos ganhos de funcionários efetivos.

Os sindicatos automotivos, que têm forte influência nas negociações salariais em todo o país, reduziram ou abriram mão da demanda por aumentos salariais. Os sindicatos de maquinários elétricos também buscaram aumentos salariais mais baixos em comparação com os níveis do ano passado.

Sindicatos trabalhistas de setores duramente atingidos pela pandemia, como as companhias aéreas, arquivaram as demandas por aumentos salariais.

“À medida que os lucros corporativos se deterioram e a incerteza permanece quanto às perspectivas, a administração provavelmente será cautelosa” ao responder às demandas dos sindicatos por salários mais altos, disse Koya Miyamae, economista sênior da SMBC Nikko Securities.

Algumas empresas estão mudando de aumentos salariais gerais para uma abordagem mais variada sobre a remuneração. Muitas delas adotaram salários baseados no mérito, em vez de tempo de trabalho, para atrair jovens talentosos.

Toyota
A Toyota Motor disse nesta quarta-feira que concordou com um aumento salarial médio anual de ¥9.200 por mês a partir de 1º de abril.

O reajuste foi o mesmo que o sindicato havia exigido e maior do que o aumento salarial no ano passado de ¥8.600 por mês.
Fonte: Alternativa com Reuters 

sexta-feira, 25 de dezembro de 2020

Taxa de desemprego cai no Japão; fábricas sinalizam aumento de produção

A atividade industrial está se recuperando de uma queda relacionada à pandemia no início deste ano

Taxa de desemprego no Japão
A taxa de desemprego no Japão caiu para 2,9% em novembro e a disponibilidade de empregos cresceu ligeiramente no mês, mostraram dados do governo nesta sexta-feira (25).

As projeções da taxa de desemprego com ajuste sazonal para novembro indicavam o mesmo índice registrado no mês anterior, de 3,1%.

A proporção de empregos para candidatos aumentou para 1,06 em relação a 1,04 do mês anterior, segundo dados do Ministério do Trabalho.

A produção industrial do Japão provavelmente cresceu pelo sexto mês consecutivo em novembro, em um sinal de recuperação gradual na atividade das fábricas, embora um recente ressurgimento de infecções por Covid-19 obscureça as perspectivas, mostrou uma pesquisa da Reuters nesta sexta-feira.

Os dados do Ministério do Comércio, que serão divulgados na próxima segunda-feira, devem mostrar que a produção industrial cresceu 1,2% em novembro em relação ao mês anterior, desacelerando em relação a um ganho de 3,9% em outubro, de acordo com uma pesquisa da Reuters com 17 economistas.

A produção das fábricas do Japão está se recuperando de uma queda relacionada à pandemia no início deste ano, impulsionada pela demanda global por automóveis e bens de tecnologia, bem como bens de capital, mas alguns analistas disseram que as perspectivas eram incertas.

Takeshi Minami, economista-chefe do Instituto de Pesquisa Norinchukin, disse que novas infecções por vírus na Europa e na América paralisaram a atividade econômica nesses locais.

As vendas de automóveis nos EUA estão desacelerando e a recuperação da economia chinesa para o nível pré-pandêmico chegou ao fim, o que limitará a produção das fábricas japonesas, disse ele.

A terceira maior economia do mundo se recuperou da profunda recessão induzida pela Covid-19 no segundo trimestre, devido ao aumento das exportações e à retomada do consumo do setor privado.

No entanto, analistas temem que o aumento de infecções por coronavírus no Japão e em outros lugares possa manter qualquer recuperação modesta.
Fonte: Alternativa com Reuters

quinta-feira, 10 de dezembro de 2020

Bônus de inverno das empresas japonesas deve ter maior queda desde 2009

A redução dos lucros corporativos está se refletindo nas famílias

bônus de inverno
Os pagamentos de bônus de inverno pelas empresas japonesas neste mês devem cair 8,55% em relação ao ano anterior, a maior redução desde a crise financeira global em 2009, revelou uma pesquisa do jornal de negócios Nikkei na quarta-feira (8).

A queda ultrapassaria os 5,37% nos pagamentos de bônus de verão, de acordo com o Nikkei, mostrando como a pressão sobre os lucros corporativos com a pandemia do coronavírus está se refletindo as famílias.

As empresas japonesas geralmente pagam bônus no verão e no inverno aos funcionários, e os números servem para medir a saúde da economia.

Quase 90% das empresas que cortaram o pagamento de bônus citaram a piora nas condições de negócios, de acordo com a pesquisa baseada em 514 grandes empresas.

Restrições de viagens e políticas de distanciamento social para evitar a disseminação da Covid-19 atingiram companhias aéreas, restaurantes e outras empresas do setor de serviços, empurrando a economia do Japão para sua pior recessão pós-guerra no período abril-junho.

A economia está começando a se recuperar à medida que as empresas retomam os negócios, mas muitos analistas esperam que qualquer aquecimento seja modesto devido ao recente ressurgimento das infecções.
Fonte: Alternativa com Reuters 

quinta-feira, 27 de agosto de 2020

Japão quer evitar novo estado de emergência e foca em reabertura da economia

 A promoção do turismo está entre as principais medidas do governo

Japão quer evitar novo estado de emergência

O Japão quer evitar outro estado de emergência e precisa considerar mais estímulos para reanimar a economia, disse o principal porta-voz do governo, sinalizando que Tóquio está decidida a se concentrar na reabertura de empresas atingidas pela pandemia de coronavírus.

O secretário-chefe de gabinete, Yoshihide Suga, também negou as especulações de que o primeiro-ministro, Shinzo, Abe poderia renunciar por motivos de saúde, dizendo que os comentários de Abe na segunda-feira de que ele continuaria a fazer o melhor em seu trabalho “explicam tudo”.

Suga — amplamente visto como um dos principais candidatos à sucessão de Abe — disse que não tem intenção de buscar o cargo, mesmo que seja pressionado a fazê-lo por associados. Ele disse que “nunca pensou em” assumir o cargo.

O Japão teve um ressurgimento nos números de infecções por Covid-19 após encerrar as medidas de estado de emergência em todo o país no final de maio, representando um dilema para o governo, que luta para conter o vírus sem aprofundar a crise econômica.

“Queremos evitar outro estado de emergência, que pode ter um grande impacto negativo na economia”, disse Suga à Reuters na quarta-feira, enviando uma mensagem clara de que a ênfase estava em estimular o crescimento econômico ao invés de aprofundar as medidas para conter o vírus.

A promoção do turismo estaria entre as medidas para ajudar a reanimar a economia, disse Suga. “O Japão fará o que for necessário para sediar os Jogos Olímpicos de Tóquio no próximo ano”, acrescentou.

Os Jogos estavam programados para ocorrer no final de julho e início de agosto deste ano, mas foram adiados para 2021 devido à pandemia.
Fonte: Alternativa com Reuters

quarta-feira, 1 de julho de 2020

Nível de confiança nos negócios no Japão é o mais baixo desde crise de 2009

Pesquisa do Banco do Japão ressalta os danos que a pandemia de coronavírus causou à economia japonesa
Banco do Japão

A confiança dos fabricantes japoneses caiu no segundo trimestre para os níveis mais baixos desde a crise financeira global de 2009, mostrou a pesquisa Tankan do Banco do Japão (BOJ) divulgada nessa quarta-feira (1º). O resultado ressalta os danos que a pandemia de coronavírus causou à economia japonesa, dependente de exportação.

Segundo a agência Kyodo, o principal índice trimestral que mede a confiança das empresas, como fabricantes de automóveis e eletrônicos caiu de -8 em março para -34 em junho, pior do que a previsão média do mercado para -31 e o nível mais baixo desde junho de 2009.

A expansão global do Covid-19 forçou muitos fabricantes a interromperem temporariamente a produção devido à paralisação das cadeias de suprimentos e à diminuição na demanda por produtos, com todos os 16 setores registrando quedas em relação ao trimestre anterior.

A produção doméstica de oito grandes montadoras japonesas caiu 61,8% em maio, para 287.502 veículos, em comparação com o ano anterior, devido ao fechamento de fábricas e à fraca demanda, disseram as empresas na segunda-feira.

O sentimento entre as montadoras caiu 55 pontos para -72 em junho, o segundo número mais fraco desde junho de 2009, quando registrou -79, devido à queda na demanda por produtos em todo o mundo.

“As indústrias em geral pareciam ter sido duramente afetadas por um forte declínio na demanda, ressaltando os extensos danos causados ​​pela pandemia de coronavírus”, disse Hiroshi Shiraishi, economista do BNP Paribas Securities.

Em junho, o BOJ decidiu aumentar ainda mais suas medidas de apoio corporativo de 75 trilhões de ienes para 110 trilhões de ienes, alinhados com o segundo orçamento extra de 31,91 trilhões de ienes do governo para estimular a economia, incluindo novos programas com foco na assistência a pequenas empresas.

No entanto, a pesquisa mostrou que muitas empresas japonesas permanecem em um estado econômico grave em meio a preocupações com uma possível segunda onda do vírus.

O índice que mede o sentimento dos grandes não-fabricantes, caiu para -17 em junho, a pior leitura desde dezembro de 2009.

As grandes empresas esperam aumentar as despesas de capital em 3,2% no ano até março de 2021, excedendo as estimativas de mercado de um ganho de 2,1%, mas inferiores aos planos feitos três meses atrás.

“Há uma chance de as grandes empresas revisarem seus planos de gastos”, disse Shinichiro Kobayashi, economista da Mitsubishi UFJ Research and Consulting à Reuters. “O ritmo de qualquer recuperação econômica será lento.”

Em um sinal de que a melancolia está afetando o mercado de trabalho, as empresas esperam reduzir em 5,6% as novas contratações no ano fiscal de 2021, em relação a um ano atrás, o que seria a primeira queda desde 2010.

O sentimento de confiança de restaurantes, hotéis e fabricantes de máquinas também atingiu recordes mínimos.

Somente o setor de varejo registrou um aumento em relação ao trimestre anterior entre as 12 categorias não manufatureiras, registrando uma leitura de 2 contra menos 7 em março.

A demanda cresceu para compras on-line e alguns aparelhos eletrônicos, como computadores pessoais necessários para o teletrabalho, em meio a pedidos do governo para que as pessoas ficarem em casa, informou um funcionário do BOJ.

Quanto às perspectivas, o índice para grandes fabricantes deve se recuperar levemente para menos 27 nos próximos meses, em meio às expectativas de que a disseminação de infecções por vírus seja contida, embora muitas empresas continuem cautelosas sobre uma possível segunda onda, acrescentou o funcionário.
Fonte: Alternativa

quarta-feira, 11 de março de 2020

Toyota diminuirá produção do modelo Lexus no Japão

As vendas de carros novos da Toyota na China, incluindo os modelos Lexus, caíram 70% em fevereiro ante o ano anterior devido ao impacto do coronavírus
Toyota Lexus

A Toyota Motor diminuirá temporariamente a produção de seus modelos Lexus no Japão a partir da próxima semana devido a uma queda da demanda na China por causa do surto de coronavírus, disse uma fonte da companhia na terça-feira (10).

O corte na produção, a partir da segunda-feira (16) até o fim do mês, totalizará uma redução de cerca de 6 por cento do nível originalmente planejado nas fábricas da companhia nas províncias de Fukuoka e Aichi.

As vendas de carros novos da Toyota na China, incluindo os modelos Lexus, caíram 70 por cento em fevereiro ante o ano anterior devido ao impacto da Covid-19.

A maior montadora do Japão vendeu cerca de 1,62 milhão de veículos na China no ano passado, comparado a cerca de 1,61 milhão no arquipélago, ultrapassando as vendas nacionais pela primeira vez.

Os modelos de luxo Lexus tiveram alta demanda na China, com 202 mil veículos vendidos em 2019, alta de 25 por cento ante o ano anterior.
Fonte: Portal Mie com Kyodo