A medida entrou em vigor em abril deste ano e, segundo a prefeitura, três famílias já foram aceitas
A cidade de Fukui na província de mesmo nome está exigindo que os estrangeiros que querem alugar um imóvel público consigam se comunicar em japonês com a vizinhança, informou o jornal Fukui. A decisão está valendo desde abril de 2010.
A cidade é a única em toda a província que tem como requisito o domínio do japonês para alugar um imóvel público.
Nobuo Kubo, chefe da seção de Política de Moradia do município disse que "o requisito passou a valer depois de ocorrido problemas entre residentes japoneses e estrangeiros, que não falam bem o japonês, fazem barulho e não separam o lixo corretamente."
Para se alugar um apartamento público na cidade o interessado deve viver com a família, ter renda menor que um valor específico levando em conta a composição da família e estar em dia com os impostos municipais.
Desde abril de 2010 entrou em vigor a "Linha Básica do Tratamento Administrativo para o Ingresso em Imóveis Públicos" e, de acordo com ela, os estrangeiros precisam ter visto permanente ou mais de três anos de registro no município e capacidade de se comunicar com os vizinhos.
A cidade possui 1.957 imóveis públicos e em 75 deles moram estrangeiros. Segundo a prefeitura, depois que as regras entraram em vigor, três famílias de estrangeiros já conseguiram alugar um apartamento municipal
Na cidade vivem 4.214 estrangeiros sendo 356 brasileiros.
Fonte: IPC Digital
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segunda-feira, 20 de dezembro de 2010
segunda-feira, 17 de maio de 2010
Programa auxilia estrangeiros a alugar imóvel
Site e guia impresso gratuitos explicam regras para locação
Estrangeiros, idosos, deficientes e famílias com crianças podem encontrar problemas na hora de alugar imóveis no Japão.
Pensando nesse público, órgãos públicos regionais, NPOs e empresários do setor de imóveis lançaram o programa Anshin, que auxilia gratuitamente o interessado a buscar moradia pela internet com o apoio de imobiliárias dispostas a adotar regras mais flexíveis.
Na página www.anshin-chintai.jp, estão disponíveis informações sobre imóveis cujos proprietários aceitam estrangeiros e agências imobiliárias que atendem a esse público. Apesar de haver uma página explicativa em português, os responsáveis recomendam pedir ajuda a alguém que fale japonês.
Em Gifu, Centro Multicultural de Kani Frevia oferece orientação gratuita e um guia impresso gratuito para busca de imóveis, disponível com a intérprete Regina Nakamura. Podem conferir também a lista com as imobiliárias da região conveniadas ao programa. Após escolher o apartamento, os intérpretes do centro ajudam no momento da assinatura
do contrato, e o interessado paga apenas os gastos com transporte.
As imobiliárias conveniadas ao programa Anshin têm o selo da campanha colada nas vitrines.
Regina conta que foi instruída pelo governo da província a orientar sobre os costumes e tradições da moradia japonesa aos brasileiros. “Como até agora a maioria só morou em alojamento de empreiteiras, convivendo com outros brasileiros, é comum desconhecer algumas regras do cotidiano dos japoneses, como visitar todos os vizinhos logo após a mudança para se identificar”, explica.
Estrangeiros que comparecerem ao Frevia para consulta receberão o manual carimbado, que deverá ser levado até a imobiliária conveniada. O serviço de auxílio vai desde a locação
até a entrada no imóvel.
Além de como proceder na busca por imóveis, o guia impresso dá algumas dicas importantes para quem quer alugar moradia. Por exemplo, vestir-se adequadamente ao visitar a imobiliária para causar boa impressão nos funcionários, conferir a situação do imóvel em companhia de um representante da agência ao receber a chave e preparar uma lista de checagem, indicando onde há defeitos com fotos em anexo. Isso evita problemas no futuro.
O guia alerta também para a necessidade de respeitar as regras do lixo para separar e jogar corretamente, que mudam de acordo com a região. Outra recomendação é para não adicionar moradores que não estejam mencionados no contrato sem autorização do proprietário ou fazer sublocação.
Fonte: IPC Digital
Estrangeiros, idosos, deficientes e famílias com crianças podem encontrar problemas na hora de alugar imóveis no Japão.
Pensando nesse público, órgãos públicos regionais, NPOs e empresários do setor de imóveis lançaram o programa Anshin, que auxilia gratuitamente o interessado a buscar moradia pela internet com o apoio de imobiliárias dispostas a adotar regras mais flexíveis.
Na página www.anshin-chintai.jp, estão disponíveis informações sobre imóveis cujos proprietários aceitam estrangeiros e agências imobiliárias que atendem a esse público. Apesar de haver uma página explicativa em português, os responsáveis recomendam pedir ajuda a alguém que fale japonês.
Em Gifu, Centro Multicultural de Kani Frevia oferece orientação gratuita e um guia impresso gratuito para busca de imóveis, disponível com a intérprete Regina Nakamura. Podem conferir também a lista com as imobiliárias da região conveniadas ao programa. Após escolher o apartamento, os intérpretes do centro ajudam no momento da assinatura
do contrato, e o interessado paga apenas os gastos com transporte.
As imobiliárias conveniadas ao programa Anshin têm o selo da campanha colada nas vitrines.
Regina conta que foi instruída pelo governo da província a orientar sobre os costumes e tradições da moradia japonesa aos brasileiros. “Como até agora a maioria só morou em alojamento de empreiteiras, convivendo com outros brasileiros, é comum desconhecer algumas regras do cotidiano dos japoneses, como visitar todos os vizinhos logo após a mudança para se identificar”, explica.
Estrangeiros que comparecerem ao Frevia para consulta receberão o manual carimbado, que deverá ser levado até a imobiliária conveniada. O serviço de auxílio vai desde a locação
até a entrada no imóvel.
Além de como proceder na busca por imóveis, o guia impresso dá algumas dicas importantes para quem quer alugar moradia. Por exemplo, vestir-se adequadamente ao visitar a imobiliária para causar boa impressão nos funcionários, conferir a situação do imóvel em companhia de um representante da agência ao receber a chave e preparar uma lista de checagem, indicando onde há defeitos com fotos em anexo. Isso evita problemas no futuro.
O guia alerta também para a necessidade de respeitar as regras do lixo para separar e jogar corretamente, que mudam de acordo com a região. Outra recomendação é para não adicionar moradores que não estejam mencionados no contrato sem autorização do proprietário ou fazer sublocação.
Fonte: IPC Digital
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