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segunda-feira, 30 de maio de 2022

Toyota estende período de paralisação em junho

Com mais essa suspensão de uma semana em junho, a Toyota Motor informou que a produção global terá queda

bZ4X da Toyota
Depois de ter anunciado a suspensão da produção de 1.º a 3 de junho, em suas 6 linhas, na última semana de maio, a Toyota Motor informou que será estendida. 

O período é de uma semana, entre 6 a 10 de junho, cujos alvos são 16 das 28 linhas de 10 plantas, sendo que ela tem no total 14.

Desta vez, o período de suspensão será estendido também para a fábrica de Motomachi, em Toyota (Aichi), onde se produz o novo VE, o bZ4X. Além disso, a planta de Takaoka, na mesma cidade, a qual produz o Corolla, também está na lista, assim como a de Tsutsumi.  

Também informou que haverá redução na produção de 50 mil unidades em junho, por isso, sua meta global cai para 800 mil, sendo 200 mil no Japão e 600 mil no exterior.

O motivo continua sendo a escassez de autopeças por causa do lockdown em Xangai, China.

A Toyota informou que manterá a meta de produção de 9,7 milhões de unidades neste ano fiscal, porém, devido à situação em Xangai e da pandemia do novo coronavírus avalia que é muito difícil prever a situação de como ficará o fornecimento de autopeças e de semicondutores.
Fonte: Portal Mie 

segunda-feira, 23 de agosto de 2021

Daihatsu anuncia paralisação temporária em 4 plantas

A montadora japonesa terá redução de 20% de sua produção com a paralisação

Daihatsu
A Daihatsu Motor anunciou na sexta-feira (20) que paralisará suas quatro principais plantas nacionais por até 17 dias. 

A produção será reduzida em 30 a 40 mil unidades, de agosto a setembro. Em relação ao mesmo período do ano anterior, a produção será reduzida em cerca de 19 a 25%. 

Além da escassez de semicondutores, a aquisição de peças da Malásia e do Vietnã foi adiada devido à disseminação da infecção pelo novo coronavírus.

A planta n.º 2, em Ryuo (Shiga) terá 17 dias de produção suspensa em agosto e setembro. A fábrica sede, em Ikeda (Osaka), paralisará 10 dias, e a Daihatsu Kyushu, em Nakatsu (Oita) terá produção suspensa por 8 dias.   

Isso afetará a produção do veículo kei Tanto e do SUV Rocky, entre outros modelos.  A Fábrica de Quioto, em Oyamazaki, também ficará fechada por um total de 3 dias.

A Daihatsu não divulgou seu plano anual de produção, mas disse que não terá como se recuperar até o final do ano devido ao grande número de cortes de produção. 

No sudeste da Ásia, os governos locais têm tomado medidas como restrições de movimento, o que está afetando a operação das fábricas de peças. A Toyota Motor, empresa controladora da Daihatsu, também anunciou que reduzirá a produção global em 40% em setembro.
Fonte: Portal Mie com Nikkei e Response

sexta-feira, 21 de julho de 2017

Inteligência artificial pode substituir trabalhadores não qualificados em fábricas do Japão

Ministério da Economia analisa prós e contras de uma 4ª revolução industrial
Fábricas do Japão

O Japão pode estar prestes a embarcar em uma quarta revolução industrial. Maior participação de robôs em fábricas, uso de inteligência artificial nas linhas de produção e novas tecnologias representam um cenário futurístico que nunca esteve tão perto de se tornar real.

Nesta sexta-feira (21), o ministro da economia Nobuteru Ishihara divulgou em uma reunião com autoridades do governo o relatório anual de políticas para a economia, que apresentou detalhes sobre a introdução de novas tecnologias na indústria e suas possíveis consequências.

O documento analisa melhorias de produção, contratações e salários mais elevados com a inserção de máquinas equipadas com inteligência artificial nos setores de produção.

No entanto, se uma introdução em massa se tornar realidade, os operários que não possuem qualificações poderão ser substituídos pela tecnologia.

O relatório avaliou que a recuperação da economia do país desde o fim do ano passado foi positiva, com a melhora nas contratações e na renda de trabalhadores.

“Os avanços para conter a falta de mão de obra, melhorar os métodos de trabalho e inovação se tornaram a chave para o crescimento contínuo”, sinalizou um parágrafo do documento.

O governo investigou os resultados reais nas melhorias de produção e as formas de introdução de novas tecnologias no trabalho de fábricas. Além da inteligência artificial e dos robôs, a internet das coisas (capacidade de conectar diversos equipamentos à internet), impressoras 3D, computação em nuvem e outros sistemas entraram na avaliação.

O Ministério realizou um levantamento com 2.327 empresas para descobrir a produtividade de cada funcionário entre os anos de 2012 e 2015. Os resultados mostram que a capacidade de contribuir com as melhorias de produção é muito maior através do uso de inteligência artificial.

O uso atual das tecnologias também foi avaliado. Até fevereiro deste ano, apenas 2% das empresas com novas tecnologias utilizam mecanismos de inteligência artificial na produção.

Até o momento, a tecnologia mais utilizada é a de computação em nuvem, que tem custo mais baixo e foi verificada em 28% dos negócios.

Quanto às melhorias referentes a vagas e salários, o Ministério verificou que a introdução de inteligência artificial aumentaria os rendimentos das fábricas e provocaria uma maior contratação de trabalhadores com qualificação técnica, reduzindo a “fila” de espera por esse tipo de serviço.

No entanto, a categoria mais simples de trabalhadores pode se tornar desnecessária e isso resultaria também em grandes demissões e novos problemas econômicos.

Com relação a isto, o relatório sugere que, para lidar com as mudanças estruturais provocadas pela revolução tecnológica, será necessário aumentar os treinamentos e oferta de conhecimento dentro e fora da indústria, além de investir em um sistema no qual o trabalhador possa trocar de emprego com mais facilidade.

Na prática, quando de fato essas novas tecnologias se tornarão protagonistas nos trabalhos das fábricas ainda é um mistério, mas este dia pode estar mais perto do que muitos imaginam.
Fonte: Alternativa