Mostrando postagens com marcador robôs. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador robôs. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 11 de abril de 2022

Robôs são colegas dos trabalhadores das linhas da fábrica de alimentos, em Aichi

Os robôs humanoides introduzidos na fábrica trabalham junto com os funcionários, na mesma linha, e a empresa vê os pontos positivos dessa cooperação

foodly robot
Na fábrica da Ichibiki em Aichi, que fabrica e comercializa temperos e alimentos preparados, há dois tipos de funcionários na mesma linha: humanos e robôs.

São os chamados de Foodly, os quais trabalham no processo de produção dos alimentos, os quais foram “contratados” em março deste ano.  

O Foodly tem duas câmeras acopladas, pega cuidadosamente as almôndegas uma a uma e as coloca na bandeja, de forma contínua. 

De acordo com a Ichibiki, esses robôs humanoides ajudam na crescente escassez de mão de obra e têm importante papel nas medidas contra a epidemia do novo coronavírus.  

“Pretendemos continuar a oferecer bons produtos, desenvolvidos pelos robôs colaborativos e com os funcionários trabalhando em conjunto na mesma linha”, disse o presidente da fábrica.
Fonte: Portal Mie com CBC TV

sexta-feira, 21 de julho de 2017

Inteligência artificial pode substituir trabalhadores não qualificados em fábricas do Japão

Ministério da Economia analisa prós e contras de uma 4ª revolução industrial
Fábricas do Japão

O Japão pode estar prestes a embarcar em uma quarta revolução industrial. Maior participação de robôs em fábricas, uso de inteligência artificial nas linhas de produção e novas tecnologias representam um cenário futurístico que nunca esteve tão perto de se tornar real.

Nesta sexta-feira (21), o ministro da economia Nobuteru Ishihara divulgou em uma reunião com autoridades do governo o relatório anual de políticas para a economia, que apresentou detalhes sobre a introdução de novas tecnologias na indústria e suas possíveis consequências.

O documento analisa melhorias de produção, contratações e salários mais elevados com a inserção de máquinas equipadas com inteligência artificial nos setores de produção.

No entanto, se uma introdução em massa se tornar realidade, os operários que não possuem qualificações poderão ser substituídos pela tecnologia.

O relatório avaliou que a recuperação da economia do país desde o fim do ano passado foi positiva, com a melhora nas contratações e na renda de trabalhadores.

“Os avanços para conter a falta de mão de obra, melhorar os métodos de trabalho e inovação se tornaram a chave para o crescimento contínuo”, sinalizou um parágrafo do documento.

O governo investigou os resultados reais nas melhorias de produção e as formas de introdução de novas tecnologias no trabalho de fábricas. Além da inteligência artificial e dos robôs, a internet das coisas (capacidade de conectar diversos equipamentos à internet), impressoras 3D, computação em nuvem e outros sistemas entraram na avaliação.

O Ministério realizou um levantamento com 2.327 empresas para descobrir a produtividade de cada funcionário entre os anos de 2012 e 2015. Os resultados mostram que a capacidade de contribuir com as melhorias de produção é muito maior através do uso de inteligência artificial.

O uso atual das tecnologias também foi avaliado. Até fevereiro deste ano, apenas 2% das empresas com novas tecnologias utilizam mecanismos de inteligência artificial na produção.

Até o momento, a tecnologia mais utilizada é a de computação em nuvem, que tem custo mais baixo e foi verificada em 28% dos negócios.

Quanto às melhorias referentes a vagas e salários, o Ministério verificou que a introdução de inteligência artificial aumentaria os rendimentos das fábricas e provocaria uma maior contratação de trabalhadores com qualificação técnica, reduzindo a “fila” de espera por esse tipo de serviço.

No entanto, a categoria mais simples de trabalhadores pode se tornar desnecessária e isso resultaria também em grandes demissões e novos problemas econômicos.

Com relação a isto, o relatório sugere que, para lidar com as mudanças estruturais provocadas pela revolução tecnológica, será necessário aumentar os treinamentos e oferta de conhecimento dentro e fora da indústria, além de investir em um sistema no qual o trabalhador possa trocar de emprego com mais facilidade.

Na prática, quando de fato essas novas tecnologias se tornarão protagonistas nos trabalhos das fábricas ainda é um mistério, mas este dia pode estar mais perto do que muitos imaginam.
Fonte: Alternativa

terça-feira, 6 de junho de 2017

Inteligência artificial será usada para melhorar eficiência nas linhas de produção em fábricas

Inteligência artificial será realidade em breve nas fábricas do Japão
Inteligência artificial

A Omron, uma fabricante japonesa de equipamentos de automação, se juntará a pesquisadores do Instituto Riken, buscando desenvolver inteligência artificial (IA) que pode notar quando um operário está sonolento ou permitir aos robôs se desviarem das pessoas com apenas pequenos movimentos.

Tal IA poderia tornar o maquinário automatizado em fábricas mais eficiente, em resposta à escassez de trabalhadores e altos custos de trabalho em países emergentes. Robôs de transporte automatizado poderiam evitar mais do que somente obstáculos fixos, enquanto novos aparelhos de controle podem redesignar tarefas automaticamente ou alterar a velocidade de produção após detectar uma possível fadiga do operário, sendo também uma potencial melhoria de segurança.

A Omron espera lançar o equipamento de produção e robôs de transporte equipados com tal tecnologia dentro de 5 anos. Acredita-se que a eficiência na linha de produção pode ser dobrada, principalmente para tarefas como montagem de produtos, as quais envolvem pessoas.

Uma instalação de pesquisa onde vão trabalhar 20 pessoas será criada dentro do Instituto de Ciências da Riken – o centro líder de pesquisa do Japão – na cidade de Wako (Saitama). A Omron e institutos afiliados ao governo vão despachar pesquisadores a tempo integral para compartilhar conhecimento em IA e neurociência, assim como pesquisa dos mecanismos do cérebro.

A Omron já trabalha para aumentar a produtividade industrial via IA em seu principal negócio de equipamentos de controle, que conta por cerca de 40% das vendas. Até o ano 2018, a empresa espera comercializar os aparelhos que usam IA para detectar produtos danificados ou com defeito nas linhas de montagem.

A fabricante de eletrônicos tem uma meta de 1 trilhão de ienes ($9.03 milhões) em vendas totais para o ano fiscal de 2020, levada pela demanda para automatização em fábricas.

O mercado de desenvolvimento de IA do Japão atingirá 2,12 trilhões de ienes no ano fiscal de 2030, um aumento 7 vezes maior em comparação a 2016, mostram dados do Instituto de Pesquisa Fuji Chimera.
Fonte: Portal Mie com Nikkei