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quinta-feira, 19 de março de 2026

Toyota e 41 empresas de Aichi decidem aumentos salariais integrais solicitados pelos sindicatos

Para uma parte das grandes empresas de Aichi, os aumentos salariais solicitados pelos sindicatos foram aceitos

Rengo Aichi
A batalha da primavera (shunto), período de negociações entre as empresas e respectivos sindicatos dos trabalhadores, para aumentos salariais a partir do novo ano fiscal (1º de abril), foi encerrada na quarta-feira (18), após 42 acordos entre as duas partes.

Segundo informações da Rengo Aichi (confederação sindical), a taxa média de aumento salarial permaneceu alta, em 5,66%, após negociações com 41 empresas e também com a Toyota Motor.

Dessas, 22, incluindo a Toyota, concordaram com os aumentos integrais propostos.

Aumentos salariais em Aichi
Este é o sexto ano consecutivo de acordos integrais entre a Toyota Motor e o sindicato dos trabalhadores da Toyota.

O lado dos empregados apresentou 19 cenários diferentes de aumento salarial, categorizados por tipo de cargo e qualificações, sendo que o cenário de maior remuneração exigia um aumento mensal de 21.580 ienes, além de um bônus equivalente a 7,3 meses de salário (0,3 mês a menos do que no ano passado).

Outras empresas que concordaram com as propostas foram: 

  • A Denso anunciou um aumento salarial mensal de 23,5 mil ienes 
  • A Aisin anunciou um aumento salarial mensal de 18 mil ienes

O presidente da Rengo Aichi, Yoji Kachi, declarou: “Observamos que a tendência de aumentos salariais continua em um patamar elevado e que a implementação desses aumentos está progredindo de forma constante. Esperamos que o impulso dessa tendência, criado pelas grandes empresas, se espalhe para as pequenas e médias empresas“.
Fonte: Portal Mie com NHK

quarta-feira, 12 de junho de 2024

Fraudes das 5 montadoras preocupam quase 70 mil empresas

Até terça-feira, só uma das 5 montadoras deu explicações aos fornecedores e parceiros, incluindo como compensá-los

montadoras
As fraudes das 5 montadoras em relação à designação dos modelos – Toyota, Mazda, Honda, Yamaha e Suzuki – deixam os fornecedores e parceiros preocupados, pois uma parte delas está com suspensão temporária das linhas de produção dos veículos alvo de investigação. 

A Tokyo Shoko Research revelou em junho de 2024 que as 7 montadoras nacionais têm pelo menos quase 70 mil parceiros de negócios em todo o país. Em termos de vendas, 36.798 são pequenas e médias empresas (PMEs) com vendas anuais inferiores a 1 bilhão de ienes e representam mais da metade das empresas. São as PMEs que suportam a cadeia de abastecimento.   

“Devido à descoberta das fraudes, uma parte da produção e com da expedição, estão ambas suspensas. Há preocupação do impacto sobre os fornecedores”, disse um porta-voz da Tokyo Shoko Research.

Quase 70 mil parceiros de negócios das montadoras afetados
Nessas circunstâncias, de acordo com o site oficial da Tokyo Shoko Research, foram extraídos de seu banco de dados de 3,9 milhões de empresas, os fornecedores dessas montadoras, de primeiro e segundo patamares dessa escala de produção direta e indireta, os quais somam 130.475. Depois de eliminada a duplicação de tradings dentro de cada fabricante de automóveis, existem 114.201 empresas, e mesmo depois de somar todas as tradings e eliminar as duplicações, a soma foi de 69.860 empresas. 

Analisando os parceiros de negócios por setor, a indústria de transformação, como os fabricantes de autopeças, responde pela maior fatia, de 29,9% do total. Seguiram-se o comércio atacadista, incluindo materiais siderúrgicos, máquinas e peças no atacado, com 19,5%, a indústria de serviços, como limpeza e conserto de máquinas, com 18,0%, e o comércio varejista, incluindo concessionárias de veículos, com 12,2%.

Por província, Tóquio tem o maior número de fornecedores e parceiros (13.693), seguida de Aichi (8.473), onde está localizada a sede da Toyota Motor. Em terceiro, quarto e quinto lugares, estão as empresas de Osaka, Kanagawa e Shizuoka, respectivamente. Mas, de outras províncias como Saitama, Hokkaido, Hiroshima, Hyogo e Fukuoka, todas juntas somam quase 10 mil empresas.

fornecedores

Montadoras obrigadas a dar explicações aos fornecedores
Em relação à questão da designação fraudulenta dos modelos das 5 montadoras, o Ministério da Economia, Comércio e Indústria do Japão (MLIT), ordenou que que respondessem adequadamente aos clientes, fornecedores e parceiros de negócios, esclarecendo a situação e fornecendo explicações sobre o histórico do problema e como vão lidar com essa situação.

De acordo com uma pesquisa do Nagoya Bank, alguns fabricantes de autopeças esperam que as vendas caiam vários por cento, e o banco considerará fornecer apoio financeiro. Segundo informação desses fornecedores, a Toyota Motor explicou que “pagará integralmente” pela receita que deixarão de obter. 

Mazda foi a primeira a explicar a situação aos fornecedores e parceiros
A montadora Mazda, de Hiroshima, informou que irá aumentar a produção de outros modelos, a partir de 17 deste mês, excluindo os 2 das fraudes (Roadster RF e Mazda 2) que estão com as linhas paralisadas temporariamente. Informou que aumentou os pedidos aos fornecedores para os outros modelos, incluindo os destinados ao exterior, e irá fornecer compensações também. 

A Mazda foi a primeira das 5 montadoras a se pronunciar em relação aos fornecedores e parceiros de negócios. Segundo uma fonte do Nikkei Shimbun, essas explicações foram feitas em transmissão online com os parceiros.
Fonte: Portal Mie com Nikkei e Asahi

quinta-feira, 14 de dezembro de 2023

Confiança empresarial aumenta entre grandes fabricantes no Japão

A pesquisa divulga a diferença entre a porcentagem de empresas que estão otimistas e as que não, com um número positivo significando que mais companhias têm sentimento esperançoso

economia do Japão
A confiança entre as maiores fabricantes do Japão aumentou pelo 3º trimestre consecutivo, mostrou uma pesquisa principal na quarta-feira (13).

A pesquisa “Tankan” do Banco do Japão mostrou a confiança empresarial subindo para uma leitura de 12, alta de 9, há 3 meses.

A pesquisa divulga a diferença entre a porcentagem de empresas que estão otimistas e as que não, com um número positivo significando que mais companhias têm sentimento esperançoso.

O número principal, o mais alto desde março do ano passado, superou as expectativas de mercado de 10 e veio após a primeira melhoria em 7 trimestres em julho e a segunda em setembro.

O otimismo também cresceu entre não fabricantes na terceira maior economia do mundo, de 27 para 30, o mais alto desde novembro de 1991.

“O sentimento de fabricação está sendo conduzido pelo setor de materiais, que está se beneficiando de revisões de preços e futuros de petróleo bruto mais baixos, disse o economista sênior Hiroyuki Ueno da SuMi  TRUST.

“Apesar de recentes flutuações na taxa de câmbio, a fraqueza em curso do iene continua a beneficiar exportadores”.
Fonte: Portal Mie com Borneo Bulletin

terça-feira, 12 de setembro de 2023

Aumentam mais de 50% os pedidos de falência no mês de agosto, diz empresa

Dados da Teikoku Databank mostram que 742 empresas entraram com processo de liquidação

falências de empresas
O número de falências de empresas no Japão aumentou acentuadamente em agosto, segundo a empresa de pesquisa de crédito Teikoku Databank, publicou a NHK. 

Muitas das pequenas e médias empresas estão lutando para pagar os empréstimos concedidos pelo governo durante a pandemia.

A Teikoku Databank informou que 742 empresas iniciaram processos de liquidação no mês passado, o que dá um aumento de mais de 50,5% em relação ao mesmo mês do ano passado. 

Esse é o terceiro maior aumento desde que a manutenção de registros começou no formato atual em 2000, e marca o 16º aumento consecutivo ano a ano.

No levantamento da Teikoku Databank foi constatado que as empresas falidas tinham dívidas de pelo menos 10 milhões de ienes, ou cerca de 70.000 dólares. 

Empresas do setor de serviços são as mais afetadas, com 187 pedidos de falência, seguida pelos setores de construção e varejo.

Por região, os maiores números de pedidos de liquidação foram registrados nas províncias de Miyagi, Gunma, Mie, Hyogo, Shimane, Kagawa, Fukuoka, Saga, Kumamoto e Miyazaki. 
Fonte: Alternativa

segunda-feira, 14 de agosto de 2023

Empresas no Japão preveem crescimento econômico com restrições da Covid removidas

Os resultados mostraram otimismo com a economia mesmo com as empresas enfrentando dificuldade com altos custos de materiais e de energia

Empresas no Japão
Mais de 80% das principais companhias no Japão esperam que a economia do país expanda no próximo ano, apoiada por uma recuperação no consumo pessoal após a remoção das restrições da covid-19, mostrou uma pesquisa da agência de notícias Kyodo.

Na pesquisa com 114 empresas, incluindo a Toyota e a Fast Retailing, operadora da Uniqlo, 82% disseram que projetam expansão econômica, alta de 55% ante o verão passado, quando companhias estavam preocupadas com os aumentos de preços.

Os resultados mostraram otimismo com a economia mesmo com as empresas enfrentando dificuldade com altos custos de materiais e de energia, com 94% dessas prevendo uma expansão citando recuperação nos gastos do consumidor como um dos principais condutores.

Com várias respostas permitidas, 67% citaram recuperação no capital investido, enquanto 55% escolheram saída da pandemia de coronavírus. Um número significante também apontou para esperança com gastos de turistas estrangeiros.

A porcentagem de entrevistados os quais esperam que condições econômicas permaneçam inalteradas ou contraiam moderadamente caiu de 42% há 1 ano para 15%. Dentre tais companhias, o maior número citou expectativas de uma desaceleração na economia dos EUA como razão por trás de suas respostas.

Cerca de metade disse que está enfrentando falta de funcionários, mas apenas 24% citou que estavam considerando aumentos salariais, descobriu a pesquisa.

Em relação à meta do governo de aumentar a proporção de executivas em grandes companhias para mais de 30% até 2030, apenas 5% disseram que alcançaram ou realizarão essa meta até o fim do ano.

A pesquisa cobriu companhias significativas em cada indústria do início de julho ao início de agosto.
Fonte: Portal Mie com Japan Today

segunda-feira, 16 de janeiro de 2023

Número de falências corporativas no Japão cresce 6,6% em 2022

Foi o primeiro aumento em três anos

falências corporativas no Japão
O número de falências corporativas no Japão em 2022 cresceu 6,6% em relação ao ano anterior, chegando a 6.428. Foi o primeiro aumento em três anos, informou a empresa de pesquisa de crédito Tokyo Shoko Research Ltd. A notícia foi divulgada pela Jiji Press neste domingo (15).

Já o passivo total deixado pelas empresas falidas aumentou 2,6%, alcançando os ¥ 2,33 trilhões. Foi o primeiro aumento em cinco anos, impulsionado pela falência da fabricante de autopeças Marelli Holdings Co., disse empresa. Os dados cobrem dívidas a partir de ¥ 10 milhões.

O número de empresas que faliram devido ao aumento dos preços cresceu 130%, para 320, disse a Teikoku Databank Ltd., outra empresa de pesquisa de crédito.

As empresas têm lutado com o reembolso dos empréstimos feitos em razão da pandemia do coronavírus, bem como com o aumento dos preços das matérias-primas.

O número de quebras de negócios impulsionadas pela inflação disparou entre 160% e 300%. Foram 70 no setor de construção, 64 no setor de transporte e 34 no setor de varejo.

Por fim, um número crescente de pequenas e médias empresas tem enfrentado dificuldades para repassar integralmente os custos mais altos aos clientes.
Fonte: Alternativa

segunda-feira, 7 de março de 2022

Empresas no Japão planejam contratar mais funcionários, mostra pesquisa

Os números sugerem que as empresas estão prontas para virar a página em relação a limites de contratação colocados em vigor durante a pandemia

empresas no Japão
Uma pesquisa do governo mostra que uma parcela recorde de empresas no Japão está planejando contratar mais pessoas em meio a perspectivas econômicas otimistas.

Em janeiro deste ano, o escritório do gabinete entrevistou companhias listadas na primeira e segunda seções do Tokyo Stock Exchange e do Nagoya Stock Exchange. Mais de mil empresas responderam.

Os resultados mostram que 70% estão buscando acrescentar mais funcionários durante o período de 3 anos com início em abril.

O número é um aumento de cerca de 10 pontos percentuais ante a pesquisa anterior há 1 ano. Ele também é o nível mais alto desde 1992, quando dados comparáveis começaram a ser disponibilizados.

Dentre fabricantes, cerca de 80% das empresas que produzem maquinário têm a intenção de expandir suas forças de trabalho. Mais de 70% das companhias químicas também planejam seguir a tendência.

No setor não manufatureiro, 100% das seguradoras e mais de 90% das companhias de construção visam contratar mais.

O escritório do gabinete diz que os números sugerem que as empresas estão prontas para virar a página em relação a limites de contratação colocados em vigor durante a pandemia de coronavírus.

Entretanto, autoridades alertam que os desenvolvimentos na Ucrânia e contínua propagação da variante ômicron devem obscurecer a perspectiva econômica, o que poderia fazer com que as companhias recuassem sobre planos para mais contratações.
Fonte: Portal Mie com NHK

quarta-feira, 30 de junho de 2021

Japão: queda no número de pessoas procurando emprego

Número de pessoas procurando emprego cai 11,7%, mas mercado continua abalado pela pandemia

emprego no Japão
Segundo o relatório publicado na terça-feira (29) pelo Ministério da Saúde, Trabalho e Bem-estar, o número de pessoas procurando emprego em maio diminuiu 11,7% em relação em abril.

O número de candidatos por vaga manteve o índice de 1,09, o que significa que há praticamente 1 candidato por vaga.

As empresas em maio abriram contratações para 686.225 pessoas, número que é 7,7% maior do que no ano passado.

Embora o mercado esteja tentando se recuperar, a situação continua crítica, e o número de contratações ainda é 26,9% menor do que em maio de 2019.

A indústria manufatureira foi o setor que mais abriu contratações, com uma taxa de aumento de 30,3% em relação ao mês de maio de 2020. Em seguida, destaca-se a indústria de entretenimento e serviços, com aumento de 21,7%.

As província que registraram os maiores índices de número de candidatos por vaga foram: Fukui, Shimane e Akita, com 1,81, 1,60 e 1,57, respectivamente. Já as províncias de Okinawa, Tóquio e Osaka registraram os menores índices: 0,83, 0,85 e 0,90, respectivamente.

“O número de contratações continua em níveis baixos e a situação ainda é crítica. As contratações não terão uma recuperação otimista nos próximos meses devido à instabilidade econômica”, comenta o ministério.
Fonte: Portal Mie com NHK

quinta-feira, 1 de abril de 2021

Trabalhador passa a ter opção de se aposentar aos 70 anos no Japão

O país busca expandir a população ativa para cobrir os crescentes custos com previdência

aposentar aos 70 anos
A revisão da Lei de Estabilização do Emprego de Idosos entrou em vigor no Japão nesta quinta-feira (1), obrigando as empresas a garantir oportunidades de trabalho até os 70 anos, informou a emissora NHK.

Mais de 50% dos trabalhadores, homens e mulheres, querem continuar trabalhando até os 70 anos, segundo o governo japonês, mas nem todas as empresas conseguiram se adaptar a esse sistema a tempo, uma vez que estão mais preocupadas com os efeitos da pandemia do coronavírus.

O país busca expandir a população ativa para cobrir os crescentes custos com previdência em meio ao rápido envelhecimento da sociedade, mas se aposentar aos 70 anos é uma opção, e não uma obrigação.

Uma em cada três pessoas no Japão deverá ter 65 anos ou mais em 2025, segundo dados do governo.

De acordo com uma pesquisa conduzida pelo Teikoku Databank com 11 mil empresas em fevereiro, 32,4% disseram que ainda não tomaram medidas para garantir trabalho até os 70 anos e 14,9% não souberam responder.

Uma outra pesquisa feita pelo governo mostrou que 65,7% dos homens planejam trabalhar até os 70 anos ou mais, e 52,5% das mulheres responderam o mesmo.

O governo vai pedir às empresas que escolham uma das cinco opções de forma de trabalho, incluindo aumentar a idade da aposentadoria, descartá-la ou permitir que os funcionários trabalhem além do limite de idade.

As duas outras opções são para as empresas terceirizarem algumas operações para aposentados que iniciam seus próprios negócios ou se tornam colaboradores, ou atribuí-las a projetos filantrópicos executados pelas empresas.
Fonte: Alternativa

sábado, 10 de outubro de 2020

Mais de 600 registros de falência no Japão são atribuídos à pandemia do coronavírus, aponta pesquisa

A maioria das empresas afetadas é de restaurantes, pubs e estabelecimentos especializados em lamen

Falência no Japão
Uma pesquisa feita por uma empresa de pesquisa de crédito japonesa revelou que 601 empresas no país faliram devido ao impacto do coronavírus.

O Teikoku Databank diz que as empresas faliram entre fevereiro e 9 de outubro, sendo que restaurantes e pubs foram os mais afetados, publicou a NHK. 

A empresa de pesquisa afirma que houve um rápido aumento de falências também entre estabelecimentos que servem lamen. 

Um total de 34 operadoras com dívidas de pelo menos 10 milhões de ienes, ou cerca de 94.000 dólares, iniciaram procedimentos de liquidação legal entre janeiro e setembro.

No ano passado foram 36, o ponto mais alto desde que dados comparáveis foram disponibilizados em 2000. 

A empresa de pesquisa diz que o número de falências neste ramo pode chegar a 50 este ano se a tendência atual continuar.

Analistas afirmam que os restaurantes de lamen já enfrentavam intensa competição quando a pandemia começou. 

Eles dizem que o mercado estava ficando saturado à medida que mais estabelecimentos foram abertos para atender a turistas estrangeiros e também a clientes domésticos.

Teikoku Databank diz que até mesmo as maiores redes do ramo podem agora precisar reconsiderar seus planos de expansão.
Fonte: Alternativa

quarta-feira, 4 de março de 2020

Yamaha vai paralisar fábricas em Shizuoka por falta de peças da China

A empresa planeja recuperar a produção atrasada em abril e maio
Yamaha de Shizuoka

 A Yamaha vai paralisar linhas de produção em duas fábricas na província de Shizuoka por falta de peças que vêm da China, informou o jornal de negócios Nikkei nesta quarta-feira (4).

A fábrica de motocicletas em Iwata suspenderá a produção em algumas linhas a partir de 20 de março até o final do mês.

A empresa vai dar dois dias de folga remunerada aos funcionários das linhas afetadas. Se a paralisação for mais longa, eles serão colocados para trabalhar em outras seções, segundo o jornal.

A Yamaha planeja recuperar a produção atrasada nos meses de abril e maio. A fábrica de Iwata produz 180 mil motocicletas por ano, mas a empresa não informou quantas unidades deixarão de ser fabricadas no período de paralisação.

A fábrica de motores para barcos em Fukuroi também vai suspender algumas linhas depois de 20 de março e a empresa quer recuperar o atraso até maio ou junho.

Nissan
Muitas empresas estão sendo afetadas no Japão por causa do coronavírus, que fechou temporariamente fábricas de peças na China e interrompeu a cadeia de fornecimento.

A Nissan vai paralisar a produção por dois dias, em 6 e 14 de março, na fábrica de Fukuoka, e em 3 de março nas unidades de Tochigi e Hiratsuka (Kanagawa), devido à falta de autopeças da China.

A fábrica de Hiratsuka iria funcionar no próximo sábado (7), mas decidiu dar folga aos funcionários.

Honda
A Honda Motor anunciou na terça-feira que reduzirá temporariamente a produção no Japão devido à dificuldade de fornecimento de peças.

“A Honda ajustou levemente seu plano de produção nas (duas) fábricas em Saitama. O impacto geral é limitado”, disse um porta-voz da empresa à Reuters.
Fonte: Alternativa com Reuters

sexta-feira, 23 de novembro de 2018

Japão quer aumentar a idade de aposentadoria para 70 anos

Esse é o primeiro passo do governo sob a gestão de Shinzo Abe para reformar o sistema de segurança social em 3 anos a fim de cobrir melhor todas as gerações
Aposentadoria no Japão

O governo japonês quer aumentar a idade da aposentadoria dos atuais 65 para 70 anos como parte de esforços em promover crescimento econômico no país que envelhece rapidamente, mostrou na quinta-feira (22) uma proposta de plano compilado por um painel do governo.

A proposta feita pelo comitê responsável por elaborar a estratégia de crescimento do governo também pede às grandes empresas revelarem a proporção de diferentes grupos etários entre os funcionários, uma medida que visa promover o emprego de trabalhadores de meia idade nas empresas, as quais tendem a recrutar jovens recém-graduados.

Os planos provavelmente serão decididos em uma reunião do conselho sobre Política Econômica e Fiscal na segunda-feira (26) e servir como base para um plano de ação que será criado no próximo verão.

Isso marca o primeiro passo dado pelo governo sob a gestão do primeiro-ministro Shinzo Abe para reformar o sistema de seguridade social em três anos a fim de cobrir melhor todas as gerações, embora ainda precise tomar providências com o mundo dos negócios antes da realização do plano.

No caminho de se preparar para apresentar os projetos sobre o aumento da idade de aposentadoria em 2020, o governo também vai considerar a promoção de diferentes estilos de trabalho, como jornadas mais curtas ou home office e facilitar a contratação de pessoas mais velhas ao fornecer subsídios e estabelecer conselhos especiais de municípios e firmas.

O governo planeja manter os 65 anos como idade mínima para começar a receber pensões públicas, embora vise dar às pessoas uma nova escolha de começar a recebê-las aos 70.
Fonte: Portal Mie com Mainichi

sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

Japão lança plano para efetivar ao menos 50% dos trabalhadores temporários

Pessoas que buscam estabilidade no emprego poderão ter mais oportunidades nos próximos anos

trabalhadores temporários no Japão
O Ministério da Saúde, Trabalho e Bem-estar Social anunciou na quinta-feira (28) o “Plano de Valorização e Conversão ao Contrato Efetivo”, que corresponde a novas medidas para aumentar as possibilidades de efetivação para trabalhadores temporários e de empreiteiras, informou o jornal Asahi nesta sexta-feira.

A meta principal para os próximos cinco anos é reduzir pela metade o número de trabalhadores temporários que estão nesta situação por falta de oportunidade de efetivação.

De acordo com dados de 2014 do Ministério, 18,1% dos trabalhadores temporários aceitavam as condições por falta de opção. Em 2020, o governo pretende reduzir este número para menos de 10%, melhorando as possibilidades de quem está em busca de um trabalho efetivo.

Para cumprir a meta, algumas medidas serão colocadas em prática. Uma delas é o oferecimento de treinamentos profissionais para os interessados. Um novo sistema que garante subsídios às empresas que contratarem pessoas com baixo estudo também será criado.

O objetivo é garantir a efetivação de trabalhadores que interromperam o estudo básico ou superior e possuem dificuldades de encontrar um emprego estável por isto.

No entanto, a principal preocupação do Ministério é com os trabalhadores de meia idade (entre 35 e 44 anos). Nos últimos 10 anos, o número de empregados temporários nesta faixa etária atingiu 30% do total.

No geral, são pessoas que trabalham em curtos períodos e que passaram dos 35 anos sem adquirir boa técnica ou experiência. Com a falta de assistência para este público, as possibilidades de retirá-los de uma situação de pouca estabilidade também são poucas.

A diferença salarial também é outro fator preocupante que está sendo analisado pelo governo. Segundo uma pesquisa do próprio Ministério, funcionários efetivos recebem em média ¥317 mil por mês, enquanto que os trabalhadores temporários têm salário médio de ¥200 mil.

No caso de trabalhadores na faixa dos 50 anos, os efetivos chegam a receber o dobro do salário dos temporários.

O Ministério chegou a elaborar um plano de redução de diferenças salariais, mas não conseguiu atingir metas relacionadas aos valores.

Para melhorar o tratamento destes funcionários, o gabinete do primeiro ministro Shinzo Abe irá criar um time no Ministério do Trabalho para cuidar de um plano intitulado de “Trabalhadores Iguais, Salários Iguais”.
Fonte: Alternativa

terça-feira, 3 de novembro de 2015

Governo do Japão quer reduzir impostos das empresas para incentivar aumento de salário

reduzir impostos das empresas no JapãoO governo do primeiro-ministro Shinzo Abe está considerando reduzir a taxa do imposto corporativo (法人税 houjinzei), dos atuais 33,11% para 31%, a partir do ano fiscal de 2016, como um incentivo ao investimento e aumento salarial, informou a agência Kyodo.

O governo espera que a redução do imposto corporativo impulsione o investimentos e incentive os aumentos salariais, que não estão subindo como o planejado. Para compensar a redução na arrecadação, o governo planeja reduzir os incentivos fiscais introduzidos em 2013, um dos responsáveis pelo aumento vertiginoso dos lucros das grandes empresas japonesas.

Embora exista um apelo por uma redução ainda maior, para 30%, fontes da Kyodo disseram que o governo irá esperar até 2017 para uma nova redução do imposto empresarial, temendo uma queda significativa na arrecadação do próximo ano fiscal.
Fonte: IPC Digital

quarta-feira, 5 de agosto de 2015

Empresas japonesas registram forte alta dos lucros no primeiro trimestre de 2015

iene-japanAs grandes empresas japonesas tiveram um forte aumento dos lucros no primeiro trimestre do ano fiscal de 2015 (abril – junho), superando a expectativa do mercado, informou a agência Kyodo nesta terça-feira (4).

Os lucros operacionais combinados aumentaram 37% em 587 das 1.268 grandes empresas que divulgaram seus balanços trimestrais, um aumento de 14% em relação ao primeiro trimestre do ano fiscal de 2014.

Segundo a seguradora SMBC Nikko, as fabricantes de produtos químicos aproveitaram a queda no preço do petróleo para impulsionar suas receitas. As companhias aéreas japonesas também se beneficiaram do grande aumento do número de turistas estrangeiros, que foram incentivados pelo enfraquecimento do iene frente ao dólar.

As empresas de componentes eletrônicos e transportes esperam um crescimento de 20% no lucro operacional do ano fiscal de 2015, com o aumento da rentabilidade das exportações.

No entanto, os fabricantes de máquinas e equipamentos alertam que a desaceleração da economia da China pode derrubar o lucro operacional da categoria para penas 2%, em 2015.

Das 29 categorias de negócios pesquisadas pela seguradora, 22 têm previsão de aumento nos lucros no fechamento do atual ano fiscal.
Fonte: IPC Digital

sexta-feira, 13 de março de 2015

Reforma na lei acaba com o período máximo de 3 anos de se trabalhar em uma empresa pela mesma empreiteira

Empresas no JapãoFoi divulgado hoje (13/3) uma boa notícia para os trabalhadores que querem permanecer em uma mesma empreiteira por um longo período.

Numa reunião de hoje do gabinete japonês, foi aprovada uma reforma na lei das “empreiteiras”, acabando com o período máximo de três anos para o trabalhador ficar pela empreiteira em uma empresa.

A nova lei entra em vigor a partir de primeiro de setembro. Isso significa que muita gente não vai precisar mais ficar mudando tanto de trabalho.
Fonte: IPC Digital

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

Lucro total de empresas japonesas cresceu 11,7%

Lucro total de empresas japonesas cresceu 11,7%
Empresas japonesas estão divulgando consistentes e positivos resultados para o período entre abril e dezembro de 2014, informou a emissora NHK nesta quarta-feira (04).

Uma análise realizada pela SMBC Nikko Securities com 500 empresas listadas na primeira seção da Bolsa de Valores de Tóquio, indicou que os lucros combinados obtidos entre abril e dezembro do ano passado, somaram cerca de 112 bilhões de dólares. O valor representa um aumento de 11,7% em relação ao resultado anterior.

Ainda segundo a emissora, a desvalorização da moeda japonesa impulsionou os lucros das empresas, especialmente aquelas relacionadas à exportação.
Fonte: IPC Digital

segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

Nissan fabricará mais carros no Japão em 2015 e quer aumentar exportações

nissan1O presidente da Nissan, o brasileiro Carlos Ghosn, disse que a empresa planeja aumentar a produção de carros no Japão em 2015. A empresa também quer aproveitar o enfraquecimento do iene para aumentar as exportações de peças e carros fabricados no Japão.

A estratégia da Nissan confirma o movimento de retomada da produção doméstica das montadoras japonesas, que estava em declínio há décadas.

Desde 2012, o enfraquecimento do iene e as medias pró-crescimento implantadas pelo governo do primeiro-ministro Shinzo Abe, fizeram com que as empresas japonesas focassem na produção interna.

“O favorecimento cambial nos encorajou a aumentar a produção em nossas fábricas japonesas para alimentar os mercados internacionais.” disse Carlos Ghosn em uma entrevista na semana passada.
Fonte: IPC Digital

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Japão inicia racionamento de energia para evitar apagão pós-tsunami

O governo japonês deu início nesta sexta-feira à medida que restringe o consumo de energia elétrica das empresas que a utilizam em larga escala, na tentativa de evitar a escassez de energia no verão e, consequentemente, os apagões.
A limitação é no horário comercial, das 9h às 20h, de segunda a sexta-feira, e vai até meados de setembro.

Quem violar a restrição intencionalmente terá de pagar multas que passam dos R$ 20 mil.

A decisão é consequência dos danos causados às usinas nucleares instaladas na região noroeste do arquipélago pelo terremoto seguido de tsunami no dia 11 de março deste ano.

O duplo desastre afetou seriamente a produção de energia elétrica no país, onde 35 dos 54 reatores nucleares do Japão estão parados desde a tragédia.

Por isto, os grandes consumidores localizados nas áreas servidas pela Tokyo Electric Power Co. (Tepco) e Tohoku Electric Power Co. são obrigados a reduzir o consumo de energia em 15% em relação ao verão do ano passado.

Mas o governo quer que a população em geral e as pequenas empresas também colaborem e economizem energia elétrica.

“Nosso objetivo para os meses entre julho e setembro é reduzir o gasto com energia elétrica em 15% (em relação ao consumo do ano passado) independentemente de saber se o consumidor é um grande usuário, pequeno ou mesmo doméstico”, disse à imprensa japonesa o secretário-chefe do gabinete, Yukio Edano.

Esta é a primeira vez que o governo do Japão impõe restrições ao consumo de energia para as grandes empresas desde a crise do petróleo, em 1974.

Cooperação
Apesar de a medida ter começado hoje, muitas empresas já vinham colaborando na economia de energia.

Nos principais prédios comerciais e de empresas de Tóquio, escadas rolantes, elevadores, letreiros e lâmpadas – em corredores e banheiros, por exemplo – ficam praticamente desligados o dia todo.

Nesta semana, muitas montadoras deram início ao esquema de folgas às quintas e sextas-feiras e trabalho normal aos sábados e domingos.

“Esperamos poder contribuir com a recuperação da economia do Japão ao alcançar o equilíbrio entre economia de energia e produção de carros”, disse à imprensa Toshiyuki Shiga, presidente da Associação Japonesa de Fabricantes de Veículos.

Empresas de autopeças e de componentes eletrônicos também começaram a trocar o turno da tarde pelo trabalho noturno, evitando assim o horário de pico no consumo de energia.

Outras companhias, como a fabricante de eletrônicos Sony, optaram por encurtar o horário de trabalho em uma hora.

Os funcionários da Sony trabalharão até as 17h e, para forçá-los a deixar os escritórios, o ar-condicionado será desligado às 18h.

Já as operadoras das linhas de trem e de metrô na capital anunciaram redução na circulação de comboios durante o dia e aumento da frota nos primeiros horários da manhã, além de diminuir o uso do ar-condicionado nos vagões.
Fonte: BBC Brasil