Mostrando postagens com marcador Banco do Japão. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Banco do Japão. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 16 de dezembro de 2021

Exportações do Japão aumentam com melhora na produção de carros

Os embarques de automóveis tiveram uma alta de 4,1% em novembro

exportações do Japão
As exportações do Japão aceleraram em novembro, à medida que as restrições de oferta diminuíram ligeiramente para as grandes montadoras do país, embora as importações tenham atingido um recorde de alta nos custos de materiais, o que pode prejudicar o consumo das famílias.

Os dados comerciais foram divulgados dias depois que a pesquisa tankan trimestral do Banco do Japão mostrou uma melhora no sentimento do setor de serviços, sugerindo que o consumo robusto apoiará a recuperação, embora a nova variante Ômicron e os custos crescentes continuem sendo riscos de baixa.

As exportações aumentaram 20,5% em novembro em relação ao ano anterior, segundo dados do governo divulgados nesta quinta-feira (16), o nono mês consecutivo de aumento, ligeiramente inferior às previsões de um ganho de 21,2%, mas bem acima de um aumento de 9,4% no mês anterior.

Os embarques de automóveis - item de exportação número 1 do Japão - aumentaram 4,1% em relação ao ano anterior, marcando o primeiro aumento em três meses, embora as exportações de veículos para os Estados Unidos e China tenham diminuído com relação ao ano anterior.

"O salto nas exportações em novembro sugere que a maioria das restrições da cadeia de suprimentos no setor automotivo já havia diminuído no mês passado", disse Tom Learmouth, economista para o Japão da Capital Economics.

"As exportações permanecerão fortes nos próximos meses, à medida que as exportações de veículos automotores se recuperam ainda mais e a demanda externa por bens de capital continua crescendo."

Além de carros, os embarques crescentes de aço, equipamentos de semicondutores e chips foram os que mais contribuíram para o aumento, disse um funcionário do governo.

Os embarques para a China, o maior parceiro comercial do Japão, aumentaram 16,0% com relação ao ano anterior, mostraram os dados.

As importações aumentaram 43,8% com relação ao ano anterior em novembro, para ¥8,32 trilhões (US$ 72,87 bilhões), a maior quantidade de ienes desde que dados comparáveis ​​foram disponibilizados em janeiro de 1979. Houve um aumento de 144,1% em combustíveis como petróleo, gás natural e carvão.

O crescimento das importações acelerou de 26,7% em outubro e foi maior do que a previsão dos economistas de 40,0%.

Isso trouxe um déficit comercial de ¥954,8 bilhões, o maior desde janeiro de 2020 e excedendo a estimativa média de ¥675,0 bilhões.

"Embora o iene fraco tenha certos benefícios, como aumentar a competitividade dos exportadores e os gastos dos turistas que chegam, mais fabricantes japoneses mudaram as bases de produção e os controles de fronteira devido à Covid-19 impediram a entrada de turistas", disse Masato Koike, economista sênior da Dai-ichi Life Research Institute.

"O aumento dos custos está pesando sobre o Japão, quando um iene fraco tem menos impacto no aumento das vendas de bens e serviços."

A última pesquisa tankan do BOJ na segunda-feira mostrou o aumento dos custos das matérias-primas obscurecendo as perspectivas corporativas e econômicas. O presidente do BOJ, Haruhiko Kuroda, disse na quarta-feira que a inflação pode se aproximar de sua meta de 2%.

No entanto, é improvável que o banco central mude sua política monetária moderada na próxima revisão das taxas de juros na sexta-feira.

Espera-se que a terceira maior economia do mundo registre um forte crescimento em outubro-dezembro, após uma contração no terceiro trimestre, à medida que os gastos das famílias melhoraram com as baixas infecções por coronavírus.
Fonte: Alternativa com Reuters

quarta-feira, 1 de julho de 2020

Nível de confiança nos negócios no Japão é o mais baixo desde crise de 2009

Pesquisa do Banco do Japão ressalta os danos que a pandemia de coronavírus causou à economia japonesa
Banco do Japão

A confiança dos fabricantes japoneses caiu no segundo trimestre para os níveis mais baixos desde a crise financeira global de 2009, mostrou a pesquisa Tankan do Banco do Japão (BOJ) divulgada nessa quarta-feira (1º). O resultado ressalta os danos que a pandemia de coronavírus causou à economia japonesa, dependente de exportação.

Segundo a agência Kyodo, o principal índice trimestral que mede a confiança das empresas, como fabricantes de automóveis e eletrônicos caiu de -8 em março para -34 em junho, pior do que a previsão média do mercado para -31 e o nível mais baixo desde junho de 2009.

A expansão global do Covid-19 forçou muitos fabricantes a interromperem temporariamente a produção devido à paralisação das cadeias de suprimentos e à diminuição na demanda por produtos, com todos os 16 setores registrando quedas em relação ao trimestre anterior.

A produção doméstica de oito grandes montadoras japonesas caiu 61,8% em maio, para 287.502 veículos, em comparação com o ano anterior, devido ao fechamento de fábricas e à fraca demanda, disseram as empresas na segunda-feira.

O sentimento entre as montadoras caiu 55 pontos para -72 em junho, o segundo número mais fraco desde junho de 2009, quando registrou -79, devido à queda na demanda por produtos em todo o mundo.

“As indústrias em geral pareciam ter sido duramente afetadas por um forte declínio na demanda, ressaltando os extensos danos causados ​​pela pandemia de coronavírus”, disse Hiroshi Shiraishi, economista do BNP Paribas Securities.

Em junho, o BOJ decidiu aumentar ainda mais suas medidas de apoio corporativo de 75 trilhões de ienes para 110 trilhões de ienes, alinhados com o segundo orçamento extra de 31,91 trilhões de ienes do governo para estimular a economia, incluindo novos programas com foco na assistência a pequenas empresas.

No entanto, a pesquisa mostrou que muitas empresas japonesas permanecem em um estado econômico grave em meio a preocupações com uma possível segunda onda do vírus.

O índice que mede o sentimento dos grandes não-fabricantes, caiu para -17 em junho, a pior leitura desde dezembro de 2009.

As grandes empresas esperam aumentar as despesas de capital em 3,2% no ano até março de 2021, excedendo as estimativas de mercado de um ganho de 2,1%, mas inferiores aos planos feitos três meses atrás.

“Há uma chance de as grandes empresas revisarem seus planos de gastos”, disse Shinichiro Kobayashi, economista da Mitsubishi UFJ Research and Consulting à Reuters. “O ritmo de qualquer recuperação econômica será lento.”

Em um sinal de que a melancolia está afetando o mercado de trabalho, as empresas esperam reduzir em 5,6% as novas contratações no ano fiscal de 2021, em relação a um ano atrás, o que seria a primeira queda desde 2010.

O sentimento de confiança de restaurantes, hotéis e fabricantes de máquinas também atingiu recordes mínimos.

Somente o setor de varejo registrou um aumento em relação ao trimestre anterior entre as 12 categorias não manufatureiras, registrando uma leitura de 2 contra menos 7 em março.

A demanda cresceu para compras on-line e alguns aparelhos eletrônicos, como computadores pessoais necessários para o teletrabalho, em meio a pedidos do governo para que as pessoas ficarem em casa, informou um funcionário do BOJ.

Quanto às perspectivas, o índice para grandes fabricantes deve se recuperar levemente para menos 27 nos próximos meses, em meio às expectativas de que a disseminação de infecções por vírus seja contida, embora muitas empresas continuem cautelosas sobre uma possível segunda onda, acrescentou o funcionário.
Fonte: Alternativa

terça-feira, 1 de outubro de 2013

Confiança empresarial melhora pelo terceiro trimestre seguido no Japão

Bolsa de Tóquio fechou em alta hoje

Confiança empresarial melhora pelo terceiro trimestre seguido no Japão

O índice de confiança empresarial entre as grandes fabricantes japonesas aumentaram em setembro deste ano, atingindo o seu nível mais alto desde dezembro de 2007, disse o Banco do Japão nesta terça-feira, apoiando a decisão do primeiro-ministro Shinzo Abe que anunciou o aumento do imposto sobre vendas do país, que inicia em abril, relatou o jornal Kyodo.

A pesquisa Tankan de sentimento da empresas conduzida pelo Banco do Japão (BoJ, na sigla em inglês) mostrou o terceiro trimestre seguido de avanço, com o índice referente a grandes empresas subindo a +12 em setembro.

Foi também o maior nível desde o colapso da crise mundial de 2008. Refletindo na Bolsa de Tóquio que fechou em alta nesta terça-feira, o índice Nikkei ganhou 0,2% e encerrou o dia aos 14.484,72 pontos, após a queda de 2,1% na sessão anterior.

Fonte: IPC Digital

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Banco Central do Japão mantém política e diz que economia se recupera

O banco votou de forma unânime para manter sua promessa de elevar a base monetária

Sede do Banco do Japão (BoJ) em Tóquio: "a economia do Japão está se recuperando moderadamente", disse o BC em comunicadoO banco central do Japão manteve a política monetária nesta quinta-feira e melhorou sua avaliação da economia, em meio a crescentes sinais de que os benefícios de sua política de estímulo estão se ampliando.

Como esperado, o BC votou de forma unânime para manter sua promessa de elevar a base monetária, ou dinheiro e depósitos no banco central, a um ritmo anual de 60 trilhões de ienes (602 bilhões de dólares) a 70 trilhões de ienes.

"A economia do Japão está se recuperando moderadamente", disse o BC em comunicado, revisando para cima sua avaliação da economia. No mês passado, o BC disse que a economia do Japão estava começando a se recuperar.

O membro do conselho Takahide Kiuchi propôs que o banco tornasse sua meta de inflação de 2 por cento um objetivo de médio a longo prazo, e se comprometesse com afrouxamento intensivo nos próximos dois anos. Isso seria diferente do atual compromisso do BC de atingir sua meta de inflação em cerca de dois anos. A proposta foi rejeitada por 8 a 1.

O BC japonês surpreendeu os mercados em abril ao oferecer um estímulo monetário intenso, prometendo dobrar a oferta de dinheiro em dois anos ao aumentar as compras de títulos do governo e ativos de risco.
Fonte: Exame com Reuters

sábado, 22 de junho de 2013

Mercados irão se estabilizar com o tempo, diz Kuroda

Presidente do banco central do Japão destacou que os mercados financeiros devem se estabilizar, refletindo as melhoras na economia do país

Homem segurando um guarda-chuva passa por um quadro eletrônico mostrando as cotações do índice Nikkei e de outras bolsas do mundo, em Tóquio no Japão
O presidente do banco central do Japão, Haruhiko Kuroda, destacou nesta sexta-feira que os mercados financeiros devem se estabilizar com o passar do tempo, refletindo as melhoras na economia do Japão.

Mas Kuroda alertou que a incerteza rondando a terceira maior economia permanece alta, e que o banco central irá observar atentamente os desenvolvimentos do mercado.

"A economia do Japão deve retomar uma recuperação moderada, à medida que o crescimento no exterior acelera modestamente e a demanda doméstica permanece resiliente, devido ao efeito do afrouxamento monetário e de várias medidas de estímulo", disse Kuroda em conferência em Tóquio.

"Nós faremos ajustes de política conforme for necessário, examinando ambos os riscos positivos e negativos à economia e para aos preços", acrescentou.

O banco central japonês surpreendeu os mercados em abril ao anunciar o impulso mais intenso de estímulo monetário, prometendo injetar 1,4 trilhão de dólares na economia em menos de dois anos, para cumprir sua promessa de atingir 2 por cento de inflação em aproximadamente dois anos. O banco manteve a política inalterada desde então, apesar da recente volatilidade do mercado.
Fonte: Exame com Reuters

terça-feira, 5 de outubro de 2010

BC do Japão surpreende e reduz juro básico à faixa de 0% a 0,1%

Objetivo da autoridade monetária é tentar amenizar o efeito recessivo da valorização do iene e da deflação
Num movimento surpreendente, o Banco do Japão (BoJ, banco central) decidiu nesta terça-feira reduzir sua taxa básica de juros ("overnight call rate") para uma faixa de 0% a 0,1%, a fim de tentar amenizar o efeito recessivo da valorização do iene e da deflação. O conselho de política monetária do banco disse que vai manter a taxa nesse nível até que os preços se estabilizem. A decisão do conselho foi tomada por unanimidade.
O banco central também decidiu criar um fundo temporário no balanço do BoJ, de 35 trilhões de ienes (US$ 417,41 bilhões) para comprar ativos financeiros como bônus de longo prazo do governo, commercial papers, recebíveis e bônus corporativos. O BoJ também vai comprar fundos de índice (ETFs) e notas do governo.
Numa reunião de emergência no final de agosto, o conselho de política monetária do BoJ havia decidido oferecer às instituições financeiras do país um total equivalente a 10 trilhões de ienes em empréstimos de seis meses, à taxa de 0,1%, além dos 20 trilhões de ienes em empréstimos de três meses que vinha oferecendo há alguns meses. As informações são da Dow Jones.
Fonte: Agência Estado

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Cresce confiança das empresas na economia, diz BOJ

No entanto, previsão para o final do ano preocupa os investidores
A confiança das grandes empresas japonesas na economia melhorou no terceiro trimestre do ano impulsionada pela alta das exportações, informou na quarta-feira (29) o Banco do Japão (BOJ).
O relatório Tankan sobre a conjuntura econômica japonesa, divulgado de três em três meses pelo BOJ, situou em oito pontos a confiança das empresas na economia japonesa ou sete pontos a mais que o trimestre anterior, marcando o terceiro mês consecutivo de alta.
O dado ficou acima das previsões dos analistas que apontavam que o indicador ficaria em seis pontos, segundo projeções da agência Kyodo.
No entanto, o mesmo relatório prevê que o índice de confiança cairá no final de ano devido a alta do iene e do fim dos incentivos do governo ao consumo, chegando a menos um.
Entre as grandes empresas não-manufatureiras o índice se situou em dois pontos, o que representa melhora de sete pontos se comparado ao trimestre anterior, quando marcou menos cinco.
Já as empresas do setor manufatureiro planejam aumentar os investimentos de capital em 2,4% durante o ano fiscal que termina em março de 2011.
Entre as pequenas e médias empresas o índice de confiança melhorou entre quatro e dez pontos em relação ao trimenstre anterior.
O relatório Tankan foi elaborado com dados de mais de 11 mil empresas entre 23 de agosto e 28 de setembro. Cerca de 80% das respostas foram coletadas antes da intervenção do BOJ no mercado de câmbio no dia 15 de setembro.
Fonte: IPC Digital

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Governo intervêm no mercado e detém endaka

Banco do Japão vendeu ienes em troca de dólares
O Japão interveio na quarta-feira (15) no mercado de câmbio de Tokyo, pela primeira vez desde 2004. O objetivo é frear a alta do iene que entrou na casa dos ¥82, informou o ministério das Finanças.
O ministro da pasta, Yoshihiko Noda, e o Banco do Japão (BOJ) confirmaram a intervenção às 10h30. A medida fez a moeda norte-americana e o índice da Bolsa de Tokyo subirem.
Antes da intervenção o dólar vinha sendo cotado a ¥82,87, seu nível mais baixo desde 1995. Minutos depois seu valor alcançou ¥84,36, enquanto o índice Nikkei da Bolsa de Valores de Tokyo subiu 1,8%.
Está é a primeira vez, desde 16 de março de 2004, que as autoridades monetárias japonesas trocam ienes por dólares. O BOJ espera que a medida estabilize a moeda japonesa. O ministro Noda não descartou novas medidas para deter a endaka.
O primeiro-ministro Naoto Kan, criticado por sua indecisão em intervir no mercado, estava esperando a definição de sua continuidade no cargo para liberar a ação do BOJ. O empresariado japonês vinha reclamando uma ação do governo para frear a alta do iene.
Fonte: IPC Digital

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Preços caem 1,1% em julho

O Banco do Japão considerou o recuo moderado e espera uma melhora gradual do índice de preços
O Índice de Preços ao Consumidor caiu 1,1% em julho se comparado ao mesmo mês de 2009. Este foi o décimo sétimo mês de queda do índice, informou na sexta-feira (27) o governo japonês.
O índice cresceu 0,1% se comparado a junho e coincide com a previsão da agência Kyodo. O indicador exclui os alimentos frescos por sua excessiva volatividade.
Em Tokyo, onde os preços são considerados referência para todo o país, a queda também foi de 1,1% interanual em agosto.
O Banco do Japão considerou o recuo moderado e espera uma melhora gradual do índice, prevendo a desaceleração da deflação, um dos problemas que ameaçam a recuperação econômica japonesa.
A deflação influencia diretamente os níveis de emprego e a perspectiva de investimento das empresas.
Fonte: IPC Digital