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sexta-feira, 28 de fevereiro de 2020

Escolas brasileiras no Japão terão liberdade para decidir sobre suspensão de aulas, diz AEBJ

O governo pediu o fechamento temporário das escolas a partir de 2 de março
Escolas brasileiras no Japão

O presidente da Associação das Escolas Brasileiras no Japão (AEBJ), Walter Toshio Saito, disse nesta sexta-feira (28) que as instituições de ensino associadas terão liberdade para decidir sobre a suspensão das aulas, após o primeiro-ministro Shinzo Abe ter pedido o fechamento temporário de todas as escolas no país a partir de 2 de março.

O pedido de Abe não tem caráter obrigatório, mas muitas províncias já estão se preparando para seguir as orientações do governo, que têm como objetivo prevenir a disseminação do novo coronavírus entre alunos e professores.

Segundo Saito, as escolas brasileiras devem consultar a cidade ou a província onde estão localizadas para tomar uma decisão com base nas administrações regionais.

"Cada caso é um caso. Temos que ser neutros, mas se o governo está pedindo queremos seguir as normas", disse Saito, acrescentando que as escolas poderão enfrentar problemas como tempo para cumprir o currículo e a adaptação dos pais que trabalham fora.

Na quinta-feira, Abe pediu a suspensão das aulas de 2 de março até as férias de primavera, quando termina o ano letivo, em todas as escolas do primário (shougakkou), ginasial (chuugakkou) e colegial (koukou), além de escolas especiais.

As creches (hoikuen) e os jardins de infância (youchien) não serão incluídos na medida, segundo o governo.

O governador de Aichi, Hideaki Omura, disse que as aulas de todas as escolas da província serão suspensas a partir de segunda-feira (2), mas as cerimônias de formatura ocorrerão conforme programado com número reduzido de pessoas.

O prefeito de Nagoia (Aichi), Takashi Kawakami, informou que os jardins de infância da cidade também não funcionarão no período sugerido pelo governo.

"Abe deveria ter tomado essa decisão bem antes", disse a governadora de Tóquio, Yuriko Koike.

A prefeitura de Hamamatsu (Shizuoka) determinou que as aulas serão suspensas de 3 a 15 de março. As escolas devem funcionar normalmente na segunda-feira (2).

A província de Hokkaido e as cidades de Osaka e Ichikawa (Chiba) já tinham tomado a decisão de suspender as aulas antes mesmo de qualquer medida do governo central.

"A saúde e a segurança das crianças devem estar acima de tudo. Elas e os professores ficam muito tempo juntos na sala de aula, aumentando o risco de contágio", disse Abe.

O governo vai orientar as escolas para que as cerimônias de formatura e outros eventos programados tenham medidas de prevenção ou sejam realizados com o menor número de pessoas possível, além de pedir aos alunos para evitar sair de casa.

Abe também vai solicitar às empresas que sejam compreensíveis com funcionários que precisarem faltar no trabalho para cuidar de filhos pequenos.
Fonte: Alternativa

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Escola da comunidade católica encerra atividades

Dificuldades econômicas foram as causas, mas novos projetos em vista tentarão evitar a evasão escolar
A escola do ensino fundamental da Igreja Católica de Hamamatsu (Shizuoka) encerrou as atividades no último dia 17, deixando 21 jovens sem local para continuar seus estudos.
Há cerca de dois meses os pais dos alunos começaram a ser informados que a escola não teria prosseguimento devido às dificuldades econômicas.
Até o ano passado, quando funcionava como reforço escolar, a idéia inicial foi dar suporte às crianças cujos pais perderam emprego e evitar a evasão escolar. Até então, a Igreja Católica recebia apoio do governo e podia oferecer refeição e serviço de transporte. Mais de 100 crianças foram beneficiadas pelo projeto, totalmente grátis.
Mas ao se tornar escola com disciplina do MEC, a partir de 2010, o governo japonês deixou de apoiar porque a escola precisa obter o reconhecimento como miscellaneous school.
Para fazer frente aos oito professores das disciplinas escolares e as despesas de transporte, foi preciso cobrar mensalidade de 20 mil ienes por aluno. Se dois irmãos estivessem matriculados, a mensalidade caía para 30 mil. Mas há muitos casos de inadimplência. Dos 21 alunos que frequentavam a escola, 30% eram filhos de mães separadas e pai ausente, outros 30% o pai ou a mãe trabalham regularmente, e o restante, os pais vivem de arubaito (bicos).
Em resumo, as dificuldades financeiras continuam uma realidade para a maioria dessas crianças. “Nossa preocupação imediata é quanto aos meses seguintes, pois essas crianças não terão para onde ir estudar”, reconhece o coordenador Oswaldo Kawachi. “Mas já estamos estudando uma solução, que será uma parceria com uma universidade, para que essas crianças não fiquem sem estudar”, espera.
Fonte: IPC Digital

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Grupo visita escolas em Minowa e Ina

O objetivo foi verificar as condições das escolas para planejamento de ajuda
Um grupo do Projeto Santa visitou na terça-feira (28) quatro escolas brasileiras na região de Kami-ina, em Nagano. Na parte o grupo esteve na Nagano Nippaku Gakuen e na Escola Algodão Doce, ambas em Minowa. Já na parte da tarde foi a vez da recém aberta Escola Arco-Iris e do Colégio Desafio, ambos em Ina.
Essas escolas trabalham com o mínimo de professores devido ao reduzido número de alunos atualmente matriculados.
Apesar de estarem na mesma região todas conseguem se manter pela particularidade dos serviços prestados: alimentação, transporte, aulas de japonês, além do próprio material didático.
A Nagano Nippaku Gakuen tem mais alunos nos últimos anos do ensino fundamental. Eles vivem em Matsumoto, Shiojiri, Suwa e Tatsuno. Através do Projeto Santa, a escola conseguiu material para apoio didático: avental com o funcionamento digestivo e bonecos fantoches.
A Escola Algodão Doce atende crianças até a quarta série. Crianças maiores e que vivem distantes são encaminhadas para outras escolas. Os alunos utilizam muito material para atividades artísticas. O uso da copiadora é constante e o custos com tinta de impressora preocupa as professoras.
A Escola Arco-Iris foi transferida para um novo local em junho deste ano que possui um grande espaço. No local ainda se encontram divisórias para montagem do escritório e de mais duas classes de aula. A escola também recebe ajuda do escritório regional de Kami-Ina, que envia assistente para ensinar japonês para as crianças de ensino fundamental duas vezes por semana.
Desde o começo deste ano, o Colégio Desafio tem aulas pela internet na parte da manhã com professores das disciplinas que estão no Brasil. Esta foi a alternativa da escola para suprir a carência de professores no Japão.
O Colégio Desafio e o Nagano Nippaku Gakuen têm aulas de japonês que fazem parte do projeto do governo japonês Niji no Kakehashi. As crianças estão se preparando para prestar o exame de proficiência em japonês no final deste ano, a maioria no nível 1 e 2. O objetivo é dar condições para que elas sigam os estudos se preparando para o trabalho.
Dez escolas brasileiras instaladas em Nagano recebem visitas periódicas de funcionários da ANPIE (Associação da Província de Nagano para a Promoção do Intercâmbio Internacional), que verificam o tipo de ajuda que essas instituições necessitam.
Atualmente a ajuda vem em forma de bolsa de estudos às famílias com dificuldades, podendo ser recebidas por até três meses e renováveis. Essa ajuda é direcionada às famílias carentes.
Há outra ajuda anual onde as escolas apresentam projetos de melhoria. Dois funcionários relacionados a essa ajuda também estiveram visitando as escolas para verificar o aproveitamento dos projetos em execução. Esta ajuda beneficia às escolas.
Há também um subsídio de material didático anual onde as apostilas usadas pelos alunos ficam um pouco mais em conta.
O Projeto Santa foi criado pelo governo de Nagano, em 2002, e beneficia instituições de ensino para crianças estrangeiras.
Fonte: IPC Digital