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sexta-feira, 18 de outubro de 2024

Escassez de mão de obra do Japão deve expandir para 3.84 milhões de trabalhadores em 2035

A escassez de trabalhadores no Japão alcançará 17.75 milhões de horas por dia em 2035, equivalente a 3.84 milhões de trabalhadores, mostrou uma estimativa

Escassez de mão de obra do Japão
A escassez de mão de obra do Japão alcançará 17.75 milhões de horas por dia em 2035, equivalente a 3.84 milhões de trabalhadores, mostrou na quinta-feira (17) uma estimativa da Persol Research and Consulting Co. e da Universidade de Chuo.

Estima-se que a escassez de mão de obra expanda 1.85 vezes de 2023, refletindo um declínio nas horas trabalhadas por pessoa como resultado da reforma de estilo de trabalho e outras iniciativas, apesar de um aumento no número de trabalhadores.

O número de trabalhadores está projetado para aumentar de 67.47 milhões em 2023 para 71.22 milhões em 2035, visto que mais mulheres e idosos devem estar na ativa.

Do total, prevê-se que o número de estrangeiros cresça de 2.05 milhões para 3.77 milhões.

Por outro lado, as horas de trabalho anuais por pessoa em 2035 devem diminuir em 8.8% de 2023, devido a um aumento na proporção de trabalhadores idosos, assim como a reforma no estilo de trabalho.

Para endereçar a escassez de mão de obra, a Persol Research and Consulting apontou a necessidade de corrigir a situação em que as pessoas ajustam suas horas de trabalho para reduzir o pagamento de impostos e contribuições de segurança social, aumentar o número de indivíduos com trabalhos secundários e melhorar a produtividade, incluindo através do uso de inteligência artificial generativa.
Fonte: Portal Mie com Nippon

terça-feira, 7 de junho de 2022

Salários reais dos trabalhadores no Japão encolhem em abril

A queda marcou o primeiro e maior declínio desde uma queda de 1,3% em dezembro

salários reais do Japão
Os salários reais do Japão registraram a maior queda em quatro meses em abril, disse o governo nesta terça-feira, uma vez que um aumento na inflação eclipsou um aumento nos salários nominais, corroendo o poder de compra dos trabalhadores.

Um estudo do Ministério do Trabalho feito com mais de 30.000 empresas com cinco ou mais funcionários revelou que os trabalhadores ganharam em média mais de 283.000 ienes, ou cerca de 2.140 dólares, no mês. 

O valor representa um aumento de 1,7% em termos de ienes em relação ao ano anterior. O aumento foi devido às horas extras. 

Foi o quarto mês consecutivo de ganhos ano a ano. Porém, ao ser ajustado pela inflação, o valor cai 1,2%. 

O relatório destaca o desafio que os formuladores de políticas enfrentam ao tentar suavizar o golpe nas famílias japonesas dos aumentos nos preços globais de energia e matérias-primas que estão elevando amplamente o custo dos alimentos e muitos outros itens essenciais.

A queda marcou o primeiro e maior declínio desde uma queda de 1,3% em dezembro, mostraram os dados.

O índice de preços ao consumidor que o ministério usa para calcular os salários reais, que inclui os preços dos alimentos frescos, mas exclui o aluguel equivalente dos proprietários, subiu 3,0% em abril, seu maior salto desde um ganho de 3,4% em outubro de 2014.

Os pagamentos especiais, que incluem os bônus sazonais discricionários que as empresas tendem a reduzir quando enfrentam ventos contrários, subiram 7,2% em abril, abaixo do aumento de 13,9% em março.

Aos funcionários do Ministério resta dizer o óbvio, que os salários não acompanharem a inflação e isso está sobrecarregando as finanças das famílias.
Fonte: Alternativa com Reuters

terça-feira, 30 de julho de 2019

Japão tem 67 milhões de trabalhadores; número é o mais alto dos últimos 6 anos

País registrou leve queda na taxa de desemprego, de 2,3%
empregos no Japão

Os dados referentes ao mês de junho do Ministério dos Negócios Internos e Comunicações mostram que a situação de empregos no Japão é positiva, com um aumento crescente no número de trabalhadores e recuo na taxa de desemprego.

De acordo com as informações da emissora NHK, em junho, 67,47 milhões de pessoas estavam empregadas. O número vem crescendo mês a mês nos últimos seis anos e quatro meses e desta vez, bateu um novo recorde. Em comparação a junho do ano passado, o país registrou 600 mil novas contratações.

A taxa de desemprego, que ficou em 2,3%, teve um recuo tímido de 0.1 pontos. O registro totalizou 1,62 milhão de desempregados, com um recuo de 60 mil pessoas com relação ao mesmo período do ano passado.

O número de trabalhadores temporários (por empreiteiras) e de meio período totalizou 21,48 milhões de pessoas. Com relação ao mesmo período do ano passado, houve aumento de 600 mil trabalhadores com este tipo de contratação.

De forma geral, o desempenho foi classificado como satisfatório pelo Ministério. “Por causa da falta de mão obra, mais mulheres e idosos estão entrando no mercado de trabalho. A situação de empregos no país continua melhorando gradualmente”, afirmou um porta-voz.
Fonte: Alternativa com NHK

quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Japão tem menos de 2 milhões de desempregados pela 1ª vez em 22 anos

O número de trabalhadores aumentou em 630 mil no mês passado, para 64,95 milhões

Trabalhadores no Japão

O número de desempregados no Japão ficou abaixo de 2 milhões pela primeira vez em 22 anos, segundo dados do governo referentes a outubro.

O total de pessoas desempregadas no país ficou em 1,95 milhão, queda de 130 mil em relação a outubro de 2015 e marcando a 77ª queda mensal consecutiva, informou o Ministério de Assuntos Internos e Comunicações na terça-feira (29).

A última vez que o número de desempregados no Japão ficou inferior a 2 milhões tinha sido em fevereiro de 1995.

O número de trabalhadores aumentou em 630 mil no mês passado, para 64,95 milhões, em comparação a outubro de 2015.

A taxa de desemprego do Japão ficou em 3% em outubro, o mesmo índice do mês anterior e em linha com as expectativas do governo.

A disponibilidade de trabalho do país ficou em 1,40 em julho, o que significa que 140 vagas estavam disponíveis para cada 100 candidatos a emprego, de acordo com o Ministério da Saúde, Trabalho e Bem-estar Social.
Fonte: Alternativa

domingo, 10 de abril de 2016

Província de Shimane quer mais trabalhadores estrangeiros e cria programas de incentivo

Shimane

O governo da província de Shimane, em parceria com entidades e prefeituras locais está criando ações para atrair trabalhadores estrangeiros. A fim de evitar problemas, tais como salários não pagos, as associações patronais começaram a mover-se para as atividades educativas do empregador.

A montadora Daihatsu anunciou que contratará mais estagiários vietnamitas. Vai passar dos 10 atuais para mais 20 contratações nos próximos 2 anos. Para melhorar a comunicação entre japoneses e estrangeiros, a empresa tem programado encontros como jogos de boliche, por exemplo.

A Associação das Indústrias de Confecção já apresentou 58 estrangeiros à 8 das associadas. Também falta mão de obra para trabalhar nas fazendas, onde se pretende alocar os estagiários vietnamitas.

Brasileiros são muito bem vindos em Shimane
São 2 tipos de estrangeiros que ocupam diversas vagas na província: os estagiários, maioria vinda da Ásia, e os nikkeis brasileiros. Os brasileiros são maioria na cidade de Izumo e boa parte trabalha na Murata Seisakusho. Para eles, a província junto com as empresas empregadoras pretende oferecer benefícios como auxílio para voltar ao país de origem.

Além disso, os cerca de 1.300 brasileiros que são empregados através das chamadas empreiteiras, já tem dentro da Murata loja com produtos brasileiros e até menu com cardápio brasileiro no refeitório, segundo o jornal econômico – Nikkei. Segundo a matéria, há uma NPO para dar suporte às crianças nas escolas japonesas.

Com a vinda dos trabalhadores estrangeiros na cidade de Izumo, além da internacionalização, preenchem-se duas lacunas: a da falta de mão de obra e da diminuição da população japonesa.

Solução de problemas advindos com a contratação de estrangeiros – pagamento de salário
Há uma preocupação por parte do governo em relação à expansão da aceitação de estrangeiros – o aumento de problemas. Num passado próximo, já aconteceu o não pagamento de salário ao estrangeiro, dentro da província de Shimane. Kenji Moriwaki diretor executivo da Associação dos Empresários de Shimane, promoveu um  seminário sobre os recursos humanos estrangeiros, em março deste ano. “Em primeiro lugar é necessário ter uma forte consciência para o cumprimento das leis e regulamentos, como a Lei das Normas de Trabalho e a Lei da Segurança e Saúde no Trabalho”, afirmou Moriwaki.
Fonte: IPC Digital com Nihon Keizai Shimbun

sexta-feira, 19 de junho de 2015

Reforma da lei para trabalhadores de empreiteiras tem primeira aprovação

Lei coloca limite de três anos para atuar na mesma empresa sem contrato efetivo

abe-shinzoNesta sexta-feira, o plano de reforma da lei para trabalhadores de empreiteiras foi aprovado na Câmara baixa por maioria dos votos dos parlamentares, informou a emissora NHK. O projeto será agora enviado para apreciação da Câmara alta.

A lei, que coloca limite de três anos para todos os tipos de trabalhadores enviados por empreiteiras que não forem efetivados, já foi muito criticada e gerou discussões com relação ao aumento ou não da possibilidade de efetivação para esses funcionários.

Para alguns especialistas, a lei poderá ter um efeito contrário, pois ao obrigar o trabalhador a trocar de empresa a cada três anos, fica mais difícil criar vínculo no ambiente de trabalho, o que pode ser vital para a contratação.

Na manhã desta sexta-feira, o Comitê Parlamentar do Ministério da Saúde, Trabalho e Bem-estar Social explicou questões referentes a lei e contou também com a participação do primeiro ministro Shinzo Abe.

Em discurso, Abe explicou que a intenção da lei é garantir melhores perspectivas para funcionários enviados por empreiteiras. “Sabemos que esses funcionários possuem mais dificuldades em esquematizar um plano de carreira e obter a estabilidade. Com a reforma, vamos melhorar o tratamento dos trabalhadores enviados e aumentar as oportunidades de contrato efetivo”, disse.

Os grupos de oposição ao governo, como o Partido Democrático do Japão e o Partido Social Democrata, criticaram a reforma e a urgência na qual o projeto foi encaminhado para votação. Os representantes da oposição deixaram a Assembleia antes mesmo da votação começar.

O projeto foi aprovado por maioria de votos do Partido Liberal Democrata (do primeiro ministro), Partido Komeito e Partido das Futuras Gerações.

Mudanças na lei
Até o momento, a lei para trabalhadores de empreiteiras possuía limite de três anos apenas para alguns tipos de trabalhos, enquanto que outros, como os intérpretes, poderiam permanecer na mesma empresa por mais tempo, mesmo sem efetivação.

Com a reforma, todos os trabalhadores terão este limite e, ao fim do prazo, as empreiteiras serão obrigadas a solicitar a contratação do funcionário com a empresa. Se o trabalhador não for efetivado, terá que deixar a empresa e trabalhar em outro local.

No entanto, é possível fazer a solicitação de prorrogação do prazo e ficar por mais tempo se o pedido for aceito.

Em 2012, uma pesquisa feita pelo Ministério do Trabalho com funcionários de empreiteiras mostrou que nem todos os trabalhadores desejam a efetivação.

Dos entrevistados, 43% revelaram que gostariam de trabalhar com contrato efetivo e outros 43% disseram que estavam satisfeitos com o estilo atual de trabalho.
Fonte: Alternativa

terça-feira, 19 de maio de 2015

Rendimento anual dos trabalhadores cresce, mas salário base cai em 2014

Segundo um relatório do governo, as horas extras aumentaram 1,6% e o bônus teve crescimento de 3,1%

salário base japãoO rendimento anual dos trabalhadores no Japão aumentou 0,5 por cento, em média, no último ano fiscal (entre abril de 2014 e março de 2015), mas o salário base diminuiu 0,2% no período, segundo relatório divulgado nesta terça-feira pelo Ministério da Saúde, Trabalho e Bem-estar Social.

Segundo o jornal Nikkei, o rendimento médio do trabalhador foi de ¥315.984 por mês, incluindo horas extras e bônus, no primeiro aumento depois de quatro anos seguidos de recuo.

O salário base, que inclui os adicionais e alguns benefícios, ficou em ¥240.926, registrando uma queda pelo nono ano consecutivo, segundo o governo.

Ainda segundo o relatório, as horas extras aumentaram 1,6 por cento no ano fiscal de 2014, para uma média mensal de ¥19.664. O bônus cresceu 3,1 por cento e ficou em ¥55.394.

O setor de produção registrou a maior alta no rendimento anual, de 1,6 por cento (¥380.976 por mês), seguido da área de construção civil (1,1 por cento, para ¥376.142).
Fonte: Alternativa

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Despesa mensal de uma família no Japão foi de ¥251.481 em 2014, a mais baixa desde 2000

familia-no-japao
O Ministério dos Assuntos Internos e Comunicações anunciou, em 17 de fevereiro, a média de despesas e consumo mensal do ano de 2014. Foi registrado a média de 251.481 ienes por família composta de mais de 2 pessoas, a mais baixa desde 2000 e 2,9% a menos do que em relação ao ano anterior.

A publicação do resultado da Pesquisa de Orçamentos e Renda Familiar de 2014 exclui o impacto das mudanças de preços. A avaliação mostra que, devido ao aumento do imposto sobre o consumo para 8%, fez com que as famílias diminuíssem as saídas para comer fora (-2,2%) e despesas com atividades sociais e viagens (-3,6%).

Outros ítens que tiveram queda, foram o consumo de móveis e utensílios domésticos (-2,5%). Já em relação a vestuário e calçados houve um aumento de 0,7%.

Do total de domicílios analisados, o rendimento médio mensal dos trabalhadores assalariados foi de 468.367 ienes. Em termos reais houve um declínio de 3,2% em relação ao ano anterior.
Fonte: IPC Digital com Mainichi