Mostrando postagens com marcador Sony. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Sony. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 7 de maio de 2024

Rapidus se prepara para produção em massa de chips de próxima geração

A fabricante de chips foi estabelecida em agosto de 2022 por 8 empresas japonesas visando realizar produção doméstica de semicondutores de ponta

Rapidus Corp
A Rapidus Corp. do Japão está intensificando esforços para embarcar na produção em massa de semicondutores de próxima geração em 2027.

A fabricante de chips com sede em Tóquio foi estabelecida em agosto de 2022 por 8 empresas japonesas visando realizar produção doméstica de semicondutores de ponta.

Restabelecer a indústria de chips do Japão, que já liderou o mercado global, é crucial para fortalecer a segurança econômica do país, com o governo japonês tendo decidido fornecer cerca de ¥1 trilhão em subsídios para a Rapidus.

A Rapidus visa produzir chips em massa com uma linha de circuito de 2 nanômetros, o tipo mais avançado de semicondutor.

Chips de 2 nanômetros, cuja demanda deve aumentar para uso em tecnologias avançadas como inteligência artificial e condução autônoma, ainda precisam ser produzidos em massa no mundo. Um nanômetro equivale a 1 bilionésimo de um metro.

Com subsídios estatais anunciados em 2 de abril, a Rapidus planeja investir em sua fábrica na cidade de Chitose (Hokkaido), que está agora sob construção, e em introdução de equipamento de produção, assim como no desenvolvimento de tecnologia para a fase final de processamento de produção de chips.

As 8 investidoras na Rapidus – Kioxia, Sony, SoftBank, Denso, Toyota, NEC, NTT e MUFG Bank – injetaram um total de ¥7,3 bilhões na companhia.
Fonte: Portal Mie com Yomiuri

quarta-feira, 5 de janeiro de 2022

Sony estabilizará nova unidade de veículos elétricos e considera entrar no mercado

O anúncio ocorre em uma época quando a competição global se intensifica sobre o desenvolvimento de VEs, pela redução da emissão de carbono

Sony
O Grupo Sony estabilizará na primavera uma nova unidade para veículos elétricos (VEs), visto que ele explora a possibilidade de lançar carros comercialmente, disse seu CEO na terça-feira (4).

Falando em uma coletiva de imprensa antes do Consumer Electronics Show em Las Vegas, nos EUA, o CEO do Grupo Sony, Kenichiro Yoshida, disse que a nova unidade Sony Mobility visará fazer o melhor uso de inteligência artificial e tecnologia robótica para desenvolvimento de VEs.

No mesmo evento em 2020, a Sony revelou um protótipo de VE, o Vision-S, que é equipado com tecnologia para condução autônoma e destinado a melhorar a segurança e conforto de mobilidade.

O anúncio ocorre em uma época quando a competição global se intensifica sobre o desenvolvimento de VEs, com muitas montadoras se voltando para tais veículos pela redução da emissão de carbono.
Fonte: Portal Mie com News and Culture

quinta-feira, 17 de setembro de 2020

Sony deixará o Brasil e fechará fábrica em Manaus

 A marca justifica sua saída do Brasil às condições de mercado internacional e tendências para o mercado brasileiro

Sony
A Sony confirmou em uma declaração na segunda-feira (14) que está encerrando suas atividades no Brasil e abandonará o segmento de TVs, áudio e câmeras no país.

Consoles da marca PlayStation continuarão a ser vendidos no Brasil, mas somente através de distribuidor.

A Sony também confirmou que fechará sua fábrica de eletrônicos em Manaus, no Amazonas, no fim de março do ano que vem.

Nos meses seguintes, todas as vendas de produtos da Sony nos segmentos afetados também deverão ser interrompidas no Brasil, mas a marca ainda não forneceu uma data específica para isso.

A empresa justifica sua saída do Brasil às condições de mercado internacional e tendências para o mercado brasileiro. Outras divisões da Sony que não trabalham com dispositivos eletrônicos devem se manter no país, as quais incluem a Sony Music e a Sony Pictures.

A TecMundo entrou em contato com a fabricante japonesa para confirmar a autenticidade da declaração, e a companhia divulgou uma nota confirmando que ela está realmente encerrando atividades no Brasil.

“O Grupo Sony sempre adota medidas para fortalecer a estrutura e sustentabilidade de seus negócios, a fim de responder a rápidas mudanças no ambiente externo. A Sony está realizando todo o melhor tratamento necessário e cuidado especial com seus funcionários”.

“A Sony Brasil continuará a oferecer todo suporte ao consumidor sob sua responsabilidade comercial de acordo com leis aplicáveis e sua política de garantia de produtos”.

“Os outros negócios do grupo Sony no Brasil (Games, Solutions Professionals, Music ePictures Entertainment, incluindo PlayStation) manterão seus fortes desempenhos no mercado local”.
Fonte: Portal Mie com Somag News

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2020

Sony alerta sobre impacto do coronavírus na produção de eletrônicos

A Foxconn, que fabrica smartphones para a Apple, interrompeu quase toda sua atividade na China
iPhone e Foxconn

A Sony elevou sua perspectiva de lucro anual diante das fortes vendas de sensores de imagem de smartphones depois de registrar uma queda menor que a esperada no lucro trimestral, mas alertou para o impacto do coronavírus na sua cadeia de fornecimento global.

A demanda por sensores de imagem tem sido forte o suficiente para que, mesmo com suas fábricas operando em plena capacidade, a Sony não tenha conseguido acumular estoques, disse o vice-presidente financeiro, Hiroki Totoki, em um briefing de resultados na terça-feira.

Mas ele disse que os envios de sensores podem ser interrompidos se a disseminação do coronavírus forçar seus clientes fabricantes de smartphones a suspender a operação em suas fábricas na China por um período prolongado.

O surto de vírus também pode atrapalhar as cadeias de fornecimento de seu console PlayStation e outros eletrônicos de consumo, disse ele.

“Não podemos negar a possibilidade de a ameaça do vírus se expandir em uma escala grande o suficiente para acabar com nossa última revisão para cima da previsão do lucro”, disse Totoki.

A empresa japonesa elevou sua previsão de lucro operacional anual em 5% para 880 bilhões de ienes (8,1 bilhões de dólares), praticamente em linha com o consenso de 878,47 bilhões de ienes de 22 analistas, de acordo com a Refinitiv.

No trimestre de outubro a dezembro, o lucro caiu 20%, para 300,1 bilhões de ienes, ainda superando a estimativa média dos analistas, de 271,07 bilhões de ienes.

A unidade de sensores da Sony continuou a prosperar, à medida que fabricantes de smartphones competem para adotar sensores de imagem maiores e várias lentes de câmeras para melhorar a qualidade da imagem, aumentando o lucro trimestral da unidade em 62%, para 75,2 bilhões de ienes.

Enquanto isso, a unidade de videogames da Sony viu o lucro cair 27%, para 53,5 bilhões de ienes, com as vendas do console PlayStation 4, no final do seu ciclo de vida, continuando a cair.

A empresa disse que o PlayStation 5, com lançamento previsto para este ano, terá melhores gráficos, controles hápticos avançados e outras melhorias.

iPhone e Foxconn
A Foxconn pode ter um grande impacto na produção e envios para clientes, incluindo a Apple, sofrerão interrupções se uma fábrica chinesa parar de funcionar devido ao coronavírus por mais uma segunda semana, disse uma fonte a par do assunto.

A Foxconn, que fabrica smartphones para a Apple e outras marcas, interrompeu quase toda sua produção na China após as empresas serem instruídas a suspender as operações até pelo menos 10 de fevereiro, disse a fonte, acrescentando que uma extensão da suspensão pode interromper o fornecimento para clientes, incluindo a Apple.

A Foxconn, de Taipei, maior fabricante por contrato de eletrônicos do mundo, não respondeu imediatamente a um pedido de comentário, enquanto a Apple se recusou a comentar.

A fonte disse à Reuters que a Foxconn tem visto até agora um “impacto relativamente pequeno” do surto, já que usa fábricas em países como Vietnã, Índia e México para preencher a lacuna, acrescentando que a empresa poderá compensar o atraso se as fábricas trabalharem horas extras após a suspensão.

A fonte disse que uma interrupção posterior a 10 de fevereiro pode atrapalhar os envios da Foxconn, destacando preocupações sobre os centros de produção na província de Guangdong, no sul, e a cidade de Zhengzhou, na província de Henan, onde estão localizadas as principais fábricas do iPhone.

“O que nos preocupa são os atrasos por mais uma semana ou até mais um mês. O impacto seria grande”, disse a fonte. “Definitivamente terá um impacto na linha de produção da Apple”.

O analista da Morningstar Don Yew vê um impacto limitado na cadeia de fornecimento da Foxconn, dizendo que suas quatro subsidiárias em Hubei representaram apenas 1,8% da receita total da empresa em 2018 e fornecedores como a Apple mantêm uma cadeia de fornecimento diversificada.

Mas a disseminação do coronavírus para grandes centros de produção de smartphones como Guangdong pode levá-los a revisar estimativas financeiras para empresas como a Foxconn, disse Yew.
Fonte: Alternativa com Reuters

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Prejuízos bilionários levam gigantes tecnológicos japoneses a se reinventar

Sony, Sharp e Panasonic fecharam com números vermelhos o primeiro semestre fiscal no Japão
Sony Sharp Panasonic

As multinacionais Sony, Sharp e Panasonic fecharam com números vermelhos o primeiro semestre fiscal no Japão - um reflexo das dificuldades deste setor no país asiático em relação à força do iene e à crescente concorrência da Coreia do Sul. No caso da Sony, o agressivo plano de reestruturação de seu novo presidente, Hazuo Kirai, começa no entanto a dar resultados, e já conseguiu diminuir seu prejuízo de abril a setembro em 5,7% anualizado, para US$ 500 milhões.

Desde que, no ano passado, a companhia reportou mais de US$ 5,7 bilhões de perdas - e teve seu quarto ano consecutivo em negativo -, a Sony iniciou uma estratégia que prevê 10 mil demissões durante 2012 (cerca de 6% de sua força de trabalho), cortes de despesas e o reforço de suas divisões de eletrônica. Com o plano, o grupo tenta fugir dos números vermelhos neste mesmo ano e conseguir um lucro de US$ 246 milhões.

Nos primeiros seis meses do ano fiscal de 2012, a Sony viu cair as vendas de suas divisões tradicionais, como videogames (-15,2%), imagem digital (-5,7%) e televisores e outros dispositivos audiovisuais (-25,6%), o que a levou a buscar melhores resultados em outros segmentos e se reinventar. Deste modo, destacaram-se outros setores menos conhecidos, como o de serviços financeiros, bancários e de seguros, que cresceu nestes seis meses 10,4% (anualizado), e, sobretudo, o de dispositivos móveis e comunicação, que impulsionado pelas vendas de telefones celulares cresceu 121,7%.

Além disso, a Sony olha com otimismo para um futuro próximo no qual sua aliança com a Olympus, empresa da qual é a maior acionista, lhe permitirá entrar totalmente no setor de instrumentos médicos, que o próprio Hirai espera se transforme em "fundamental" para a companhia.

O complexo cenário de negócios pela crise na Europa e a desaceleração econômica, unido à persistente apreciação do iene, afetaram gravemente as principais empresas exportadoras japonesas, um pilar que sustenta 40% do PIB do país. Os casos da Sharp e da Panasonic também são claros exemplos da complexa situação pela qual passam as empresas tecnológicas japonesas, já que ambas apresentaram perdas multimilionárias nos primeiros seis meses do ano fiscal e não têm perspectivas de se reerguer, pelo menos ainda neste ano.

A Sharp anunciou nesta quinta-feira um prejuízo, entre abril e setembro, de US$ 4,8 bilhões, quase dez vezes a mais que no mesmo período de 2011, e sua previsão para o final de ano é sofrer mais de US$ 5,57 bilhões em perdas, o pior resultado de sua história. A empresa, que em setembro completou seu centenário, se viu "traída" pelos televisores, aparelho que introduziu nos lares japoneses em 1953 e cuja deterioração a levou a iniciar medidas severas de reestruturação e a apostar, em seu lugar, pelo prolífico ramo de telas para "smartphones".

Em seu passo rumo ao ocaso, o setor de televisores LCD da Sharp caiu no primeiro semestre 43,4%, ante o retrocesso da demanda doméstica e do mercado chinês, maior destino das exportações japonesas e cujos intercâmbios diminuíram ultimamente devido a uma histórica disputa territorial. Além disso, a companhia baseada em Osaka deverá ter neste ano fiscal custos extraordinários pela redução de seu quadro de funcionários - mais de US$ 1,62 bilhão.

Já a Panasonic viu suas ações desabarem ontem quase 20% na Bolsa de Tóquio após anunciar ontem que multiplicou por cinco sua perda líquida entre abril e setembro, e que espera um prejuízo de mais de US$ 9,57 bilhões em 2012. A gigante, imersa da mesma forma que suas concorrentes em um estrito plano de reestruturação, também sofre com o saturado segmento de televisões, e projeta uma iminente e forçada aposta nos setores de produtos de baixo consumo e painéis solares.
Fonte: IPC Digital com Efe

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Japão tenta resgatar indústria de televisores, ícone de seu poder tecnológico

Sony e Panasonic estudam a possibilidade de trabalharem juntas para desenvolver televisores de tela plana de nova geração

Os televisores, antigo produto mais vendido da indústria eletrônica do Japão, se transformaram em um empecilho para gigantes como a Sony, Panasonic e Toshiba, asfixiados pela queda da demanda, pela alta dos custos e pela concorrência feroz da Coreia do Sul. Para trás ficam sucessos como as famosas telas Trinitron da Sony, que venderam mais de 280 milhões de unidades em quatro décadas até 2008, quando deixaram de ser fabricadas.

Hoje, são empresas sul-coreanas como Samsung e LG as que lideram em grande medida o desenvolvimento tecnológico do setor. A queda global dos preços, a pouca rentabilidade de uma divisão que sofre também em função da força do iene e a dura concorrência obrigaram os líderes da eletrônica japonesa a buscar novas estratégias para evitar o "blecaute" de seus televisores.

Alguns optaram por abandonar sua fabricação no Japão e levá-la a outros países, como a Toshiba, que na última semana anunciou o fim de suas operações na única fábrica japonesa que ainda produzia seus televisores, a de Fukaya, ao norte de Tóquio.

O grupo, que apoia suas vendas de televisores em sua linha "Regza", agora produzirá todos os seus aparelhos na Indonésia, China, Polônia e Egito para cortar custos em uma divisão que, no último ano fiscal, causou perdas de 50 bilhões de ienes (R$ 1,2 bilhões) à empresa. A Toshiba também planeja reduzir o número de modelos a menos da metade dos que possui atualmente em um prazo de dois anos, além de se concentrar em impulsionar as vendas em mercados emergentes, como a Índia, o Oriente Médio e a África.

A Hitachi, perante a queda da demanda no Japão, deve abandonar sua produção doméstica de televisores de tela plana até o final de setembro para levá-la a outros lugares da Ásia, como China e Taiwan, com o objetivo de baratear custos e reduzir o tamanho desta divisão.

Mas talvez o movimento que mais tenha chamado atenção estes dias é a negociação entre dois pesos pesados, como a Sony e a Panasonic. Segundo fontes da indústria, as marcas estudam a possibilidade de trabalharem juntas para desenvolver televisores de tela plana de nova geração. Ambas acabam de publicar perdas recordes no ano fiscal 2011: a Panasonic perdeu mais de 7,4 bilhões de euros (R$ 19,2 bilhões); a Sony, em seu quarto ano consecutivo de prejuízos, mais de 4,4 bilhões de euros (R$ 11,4 bilhões).

Boa parte destas perdas se deve à sua divisão de televisores, que no caso da Sony, antiga líder do setor, vem há oito anos perdendo espaço para seus vizinhos da Coreia do Sul, que ganham terreno cada vez mais rápido. "É necessário uma mudança de estratégia. As empresas coreanas foram muito rápidas, e continuam sendo, no desenvolvimento de tecnologias", indicou à Agência Efe um porta-voz da Panasonic, empresa que ainda não confirmou oficialmente as conversas para uma aliança com a Sony.

As duas firmas estão voltadas para a tecnologia das telas CHEIRAI (diodos orgânicos emissores de luz), que, ao não requerer iluminação traseira, permite fazer painéis mais finos que as telas de LCD e de plasma, além de, no futuro, poder possibilitar a fabricação de televisores flexíveis. Por enquanto, as revolucionárias telas CHEIRAI são utilizadas sobretudo em dispositivos como smartphones e tablets, mas fabricá-las em série com tamanhos maiores serão um desafio, devido a seus elevados custos.

A Sony foi, de fato, a primeira que a levar ao mercado um televisor CHEIRAI, de 11 polegadas e três milímetros de espessura, em 2007, mas as deixou de vender em 2010 dada sua baixa procura. Desde abril, o grupo se encontra também em negociações com a taiwanesa AU Optronics para desenvolverem juntas esta tecnologia e unir forças também com a Panasonic, o que permitiria baratear os custos e se aproximar de seus rivais sul-coreanos.

A Samsung e a LG planejam levar ao mercado seus televisores CHEIRAI de 55 polegadas e uma com espessura de quatro milímetros, de baixo consumo e grande resolução, no fim deste ano. Por enquanto, os grupos japoneses não informaram a data de uma possível produção das televisões CHEIRAI, mas a Sony, em todo caso, assegura que espera voltar a ter sua divisão de televisores rentável em 2014.
Fonte: IPC com EFE

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Sony, Toshiba e Hitachi vão unir operações com telas LCD

Fusão usará US$ 2,6 bilhões de fundo governamental japonês e criará maior fabricante mundial de painéis para tablets e smartphones
Sony, Toshiba e Hitachi vão fundir suas operações de produção de telas de cristal líquido (LCD), usando um investimento de US$ 2,6 bilhões (R$ 4,2 bi) garantido pelo governo para enfrentarem melhor a crescente competição de rivais na Coreia do Sul e Taiwan.

A fusão criará o maior fabricante mundial de pequenos painéis utilizados em tablets e smartphones, ultrapassando os líderes mundiais Sharp, do Japão, e Samsung Electronics, da Coreia do Sul.

A iniciativa ajudará as empresas a concentrar suas atenções em suas operações mais importantes. No entanto, o fundo de investimento no qual o governo japonês detém 90% de participação enfrentará críticas por usar dinheiro público para amparar um negócio volátil.

A Innovation Network Corp of Japan (INCJ) investirá cerca de 200 bilhões de ienes (R$ 4,2 bi) na companhia que a fusão criará, assumindo participação de 70%. Sony, Hitachi e Toshiba terão cada qual 10%, anunciaram as três empresas na quarta-feira.

O objetivo é concluir a fusão até o segundo trimestre de 2012. Uma reacomodação era aguardada há muito no setor devido à queda nos preços dos painéis e aos avanços na tecnologia que vêm colocando os produtores sob pressão cada vez mais intensa.

As três empresas somadas controlavam 21,5% do mercado para telas pequenas e médias no ano passado, acima dos 14,8% da Sharp e dos 11,9% da Samsung Mobile, na estimativa do grupo de pesquisa DisplaySearch.

As três hesitavam em investir em uma nova linha para concorrer com a Sharp, que deve receber US$ 1 bilhão (R$ 1,6 bi) em investimento da Apple, ou com as rivais sul-coreanas LG Display e Samsung Mobile Display, que têm acordos de fornecimento com clientes importantes.

A Sony sofre sob peso dos prejuízos crônicos gerados por suas operações de televisores, a Toshiba está acelerando os planos de redução de suas operações de chips e a Hitachi quer se distanciar do volátil setor de painéis para se concentrar em operações de infraestrutura.
Fonte: iG com Reuters