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quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Brasileiros residentes no Japão farão provas do supletivo em maio

As inscrições devem ser feitas entre o dia 21 de fevereiro e o dia 18 de março pela internet
Brasileiros residentes no Japão que não tiveram oportunidade de concluir os estudos na idade apropriada – 15 anos para o ensino fundamental e 18 anos para o ensino médio – têm a oportunidade de obter a certificação desses níveis de escolaridade.
O Inep aplicará provas do Encceja – Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos – no Japão. Brasileiros privados de liberdade também poderão fazer a prova.
As inscrições, gratuitas, devem ser feitas entre o dia 21 de fevereiro e o dia 18 de março de 2011, exclusivamente via Internet, por meio do endereço eletrônico: http://sistemasencceja2.inep.gov.br/exterior
A Embaixada Brasileira em Tóquio fará a inscrição dos brasileiros submetidos a penas privativas de liberdade.
As provas serão aplicadas nos dias 14 e 15 de maio nas cidades de Nagoya, Oizumi e Hamamatsu e obedecem aos requisitos básicos estabelecidos pela legislação brasileira em vigor. Para o ensino fundamental será proposto um tema para redação e serão aplicadas quatro provas objetivas, cada uma com 30 questões de múltipla escolha: Língua Portuguesa, Língua Estrangeira Moderna, Artes, Educação Física e Redação; Matemática; História e Geografia; Ciências Naturais.
Para certificação no ensino médio também deverá ser feita uma redação e quatro provas objetivas, cada uma com 30 questões de múltipla escolha, nas seguintes áreas de conhecimento: Linguagens, Códigos e suas Tecnologias e Redação; Matemática e suas Tecnologias; Ciências Humanas e suas Tecnologias; Ciências da Natureza e suas Tecnologias.
Os participantes que alcançarem a pontuação mínima exigida receberão certificado – de ensino fundamental ou de ensino médio – com a chancela da secretaria de educação do DF.
A presidente do Inep, professora Malvina Tuttman recebe, nesta quinta-feira (17), a secretária de Educação do DF, Regina Vinhaes Gracindo, para assinatura do acordo de cooperação técnica que estabelece a parceria.
Fonte: IPC Digital

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Escola da comunidade católica encerra atividades

Dificuldades econômicas foram as causas, mas novos projetos em vista tentarão evitar a evasão escolar
A escola do ensino fundamental da Igreja Católica de Hamamatsu (Shizuoka) encerrou as atividades no último dia 17, deixando 21 jovens sem local para continuar seus estudos.
Há cerca de dois meses os pais dos alunos começaram a ser informados que a escola não teria prosseguimento devido às dificuldades econômicas.
Até o ano passado, quando funcionava como reforço escolar, a idéia inicial foi dar suporte às crianças cujos pais perderam emprego e evitar a evasão escolar. Até então, a Igreja Católica recebia apoio do governo e podia oferecer refeição e serviço de transporte. Mais de 100 crianças foram beneficiadas pelo projeto, totalmente grátis.
Mas ao se tornar escola com disciplina do MEC, a partir de 2010, o governo japonês deixou de apoiar porque a escola precisa obter o reconhecimento como miscellaneous school.
Para fazer frente aos oito professores das disciplinas escolares e as despesas de transporte, foi preciso cobrar mensalidade de 20 mil ienes por aluno. Se dois irmãos estivessem matriculados, a mensalidade caía para 30 mil. Mas há muitos casos de inadimplência. Dos 21 alunos que frequentavam a escola, 30% eram filhos de mães separadas e pai ausente, outros 30% o pai ou a mãe trabalham regularmente, e o restante, os pais vivem de arubaito (bicos).
Em resumo, as dificuldades financeiras continuam uma realidade para a maioria dessas crianças. “Nossa preocupação imediata é quanto aos meses seguintes, pois essas crianças não terão para onde ir estudar”, reconhece o coordenador Oswaldo Kawachi. “Mas já estamos estudando uma solução, que será uma parceria com uma universidade, para que essas crianças não fiquem sem estudar”, espera.
Fonte: IPC Digital