Pesquisa do governo mostra que o desejo de trabalhar após os 65 anos é maior no Japão do que nos Estados Unidos, Alemanha e Suécia
O governo japonês divulgou na semana passada um relatório revelando que cerca de 40% dos idosos no Japão com 65 anos ou mais desejam continuar exercendo atividades remuneradas.O levantamento também indica que, em comparação com outros países, os idosos japoneses apresentam um nível mais elevado de preocupação econômica, informou a emissora TBS.
A pesquisa, realizada pelo Gabinete do Governo entre setembro e novembro do ano passado, ouviu aproximadamente 1.270 japoneses com 65 anos ou mais. Além disso, participaram do estudo cerca de 840 pessoas dos Estados Unidos, 770 da Alemanha e 960 da Suécia.
Necessidade de continuar trabalhando é maior no Japão
Ao analisar a disposição para trabalhar após os 65 anos, o estudo constatou que mais de 75% dos entrevistados nos Estados Unidos, Alemanha e Suécia responderam que não desejam exercer um trabalho remunerado no futuro.
No Japão, porém, esse percentual ficou em 49,8%.
Por outro lado, 39% dos japoneses afirmaram que gostariam de continuar trabalhando em atividades que gerem renda. O motivo mais citado foi a necessidade de obter ganhos devido a dificuldades financeiras.
Na Suécia, entretanto, a principal razão apontada pelos idosos que desejam trabalhar foi a possibilidade de utilizar seus conhecimentos e habilidades.
De acordo com um representante do governo, os resultados sugerem que o Japão possui uma proporção maior de idosos que enfrentam dificuldades econômicas no dia a dia quando comparado aos demais países analisados.
Rede de apoio fora da família é mais limitada
A pesquisa também investigou a quem os idosos recorrem quando enfrentam problemas cotidianos, excluindo familiares que vivem na mesma residência.
Em todos os países pesquisados, a resposta mais frequente foi “familiares ou parentes que moram separados”.
No entanto, a diferença apareceu quando os entrevistados citaram amigos como fonte de apoio. Na Alemanha, país com o índice mais alto, 61% responderam que contam com amigos. Já o Japão registrou o menor percentual, com apenas 13,7%.
Relação com a vizinhança
O levantamento mostrou ainda diferenças significativas na convivência com os vizinhos.
Entre os alemães, 46,6% afirmaram que costumam pedir ou oferecer conselhos aos moradores da vizinhança, o maior índice entre os países pesquisados. No Japão, esse percentual foi de 15,4%, o menor do grupo.
Além disso, quando questionados sobre ajudar vizinhos durante períodos de doença, 34,3% dos alemães responderam positivamente. No Japão, apenas 3,9% deram a mesma resposta.
Comparação ocorre desde 2015
A comparação entre Japão, Estados Unidos, Alemanha e Suécia é realizada desde 2015.
De acordo com o relatório, os Estados Unidos participam do estudo por serem um dos principais países com menor índice de envelhecimento populacional. A Alemanha foi escolhida por apresentar uma elevada taxa de envelhecimento, enquanto a Suécia integra a pesquisa por ser considerada um país com sistema de bem-estar social desenvolvido.
Fonte: Alternativa
