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terça-feira, 16 de junho de 2026

Quase 40% dos idosos no Japão querem continuar trabalhando por necessidade financeira, aponta relatório

Pesquisa do governo mostra que o desejo de trabalhar após os 65 anos é maior no Japão do que nos Estados Unidos, Alemanha e Suécia

idosos no Japão
O governo japonês divulgou na semana passada um relatório revelando que cerca de 40% dos idosos no Japão com 65 anos ou mais desejam continuar exercendo atividades remuneradas.

O levantamento também indica que, em comparação com outros países, os idosos japoneses apresentam um nível mais elevado de preocupação econômica, informou a emissora TBS.

A pesquisa, realizada pelo Gabinete do Governo entre setembro e novembro do ano passado, ouviu aproximadamente 1.270 japoneses com 65 anos ou mais. Além disso, participaram do estudo cerca de 840 pessoas dos Estados Unidos, 770 da Alemanha e 960 da Suécia.

Necessidade de continuar trabalhando é maior no Japão
Ao analisar a disposição para trabalhar após os 65 anos, o estudo constatou que mais de 75% dos entrevistados nos Estados Unidos, Alemanha e Suécia responderam que não desejam exercer um trabalho remunerado no futuro.

No Japão, porém, esse percentual ficou em 49,8%.

Por outro lado, 39% dos japoneses afirmaram que gostariam de continuar trabalhando em atividades que gerem renda. O motivo mais citado foi a necessidade de obter ganhos devido a dificuldades financeiras.

Na Suécia, entretanto, a principal razão apontada pelos idosos que desejam trabalhar foi a possibilidade de utilizar seus conhecimentos e habilidades.

De acordo com um representante do governo, os resultados sugerem que o Japão possui uma proporção maior de idosos que enfrentam dificuldades econômicas no dia a dia quando comparado aos demais países analisados.

Rede de apoio fora da família é mais limitada
A pesquisa também investigou a quem os idosos recorrem quando enfrentam problemas cotidianos, excluindo familiares que vivem na mesma residência.

Em todos os países pesquisados, a resposta mais frequente foi “familiares ou parentes que moram separados”.

No entanto, a diferença apareceu quando os entrevistados citaram amigos como fonte de apoio. Na Alemanha, país com o índice mais alto, 61% responderam que contam com amigos. Já o Japão registrou o menor percentual, com apenas 13,7%.

Relação com a vizinhança
O levantamento mostrou ainda diferenças significativas na convivência com os vizinhos.

Entre os alemães, 46,6% afirmaram que costumam pedir ou oferecer conselhos aos moradores da vizinhança, o maior índice entre os países pesquisados. No Japão, esse percentual foi de 15,4%, o menor do grupo.

Além disso, quando questionados sobre ajudar vizinhos durante períodos de doença, 34,3% dos alemães responderam positivamente. No Japão, apenas 3,9% deram a mesma resposta.

Comparação ocorre desde 2015
A comparação entre Japão, Estados Unidos, Alemanha e Suécia é realizada desde 2015.

De acordo com o relatório, os Estados Unidos participam do estudo por serem um dos principais países com menor índice de envelhecimento populacional. A Alemanha foi escolhida por apresentar uma elevada taxa de envelhecimento, enquanto a Suécia integra a pesquisa por ser considerada um país com sistema de bem-estar social desenvolvido.
Fonte: Alternativa

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Trabalhadores podem receber 60% pelos dias parados

Em entrevista à IPCTV, funcionário do Ministério do Trabalho explica como funciona a lei em casos de desastres naturais
Aos poucos, as empresas tentam retomar as atividades, paralisadas por causa do terremoto e tsunami. Esse cenário tem deixado os trabalhadores preocupados, principalmente os terceirizados, como é a maioria dos brasileiros.

Eles sabem que quanto mais tempo parados, maior será o estrago no final do mês. Para amenizar a situação, o governo mantém um subsídio destinado às empresas, que repassam para os trabalhadores que enfrentam dificuldades como agora, por causa dos recentes desastres naturais.

Esse auxílio se chama ¨koyo chosei joseikin¨. Ele é diferente da outra ajuda, o ¨kyugyo teate¨. Segundo Koji Maruyama, funcionário do Ministério do Trabalho, Saúde e Bem-Estar Social, o kyugyo teate é pago pelo empregador sempre que obrigar o funcionário a folgar por conveniência da firma. Já o outro subsídio é repassado pelo governos para as empresas que paralisaram a produção por motivos externos, como o terremoto.

Para receber o koyo chosei joseikin, a empresa precisa atender as exigências do governo. Uma delas é comprovar redução da produçao em mais de 5%, além de estar inscrito no seguro desemprego.
Em entrevista à IPCTV/TV Globo Interncional, Maruyama explica que o valor que o funcionário vai receber varia conforme o contrato e as normas de cada empresa, mas a média é de mais de 60% do salário. Esse cálculo toma como base os últimos três meses trabalhados.

Com relação a demissão de um funcionário durante esse período, Maruyama é taxativo: a empresa não pode demitir alegando dificuldades por causa do terremoto e tsunami. Quem for dispensado nessa situação, deve procurar o balcão de consultas dos escritórios de normas trabalhistas da sua região.

No caso de paralisação por causa do racionamento de energia, normalmente, a empresa não tem obrigação de pagar as horas paradas. Mas ele ressalta que, se a paralisação for além desse período, a firma será obrigada a pagar para o funcionário. esses casos vão ser analisados, porque a dinâmica de cada empresa é diferente.
Fonte: IPC Digital

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Ministério do Trabalho abre curso de japonês em três províncias

Curso, que já existia em Kanagawa, vai para Gunma, Saitama e Shiga
O curso da língua japonesa voltado à recolocação profissional de sul-americanos entra em seu segundo ano sob a coordenação do Ministério da Saúde, Trabalho e Bem-estar Social.
São três níveis: iniciante (nyuumon), para quem não sabe hiragana e katakana; básico
(shokyuu); e aperfeiçoamento (skill-up), para quem pretende fazer cursos de capacitação.
As turmas das províncias de Gunma, Saitama e Shiga começam as aulas no final de maio.
Fonte: IPC Digital