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quinta-feira, 21 de outubro de 2021

Número de falências ligadas à pandemia já passa de 2.200 no Japão

Os casos aumentaram acentuadamente a partir de março deste ano devido à terceira onda de infecções

falências

O número de falências relacionadas à pandemia do coronavírus passou de 2.200 no Japão, informou o Teikoku Databank na quarta-feira (20).

Somente em outubro, até as 16h de quarta-feira, mais de 50 falências foram registradas.

Esses números incluem casos de consolidação legal ou suspensão de negócios com dívidas inferiores a ¥10 milhões.

As falências em pequena escala de menos de ¥100 milhões foram responsáveis ​​por 1.308 casos, enquanto os casos em grande escala com passivos de ¥10 bilhões ou mais responderam por apenas cinco casos.

O número de falências aumentou acentuadamente a partir de março deste ano devido à terceira onda de infecções que ocorreu em dezembro e janeiro e ao desaparecimento da demanda durante os feriados de fim de ano, além dos efeitos do estado de emergência.

Nessas circunstâncias, o número de casos em setembro atingiu um recorde mensal de 178 devido à influência da quinta onda em agosto.

Em outubro, 54 falências foram confirmadas até agora, mas esse número deve aumentar até o final do mês.

O setor de restaurantes foi o mais afetado, com 383 casos, seguido por construção e obras (229), atacado de alimentos (118) e hotelaria (113).

Por província, Tóquio foi a mais afetada, com 484 falências, seguida por Osaka (231), Kanagawa (130) e Fukuoka (113). Somente Tóquio e Osaka responderam por 31,9% de todos os casos.
Fonte: Alternativa

sábado, 29 de maio de 2021

Ofertas de emprego sofrem leve queda no Japão em abril, diz governo

A taxa de desemprego subiu de 2,6% em março para 2,8% no mês passado

taxa de desemprego
A taxa de desemprego no Japão aumentou e a disponibilidade de trabalho caiu em abril, mostraram dados na sexta-feira (28), ressaltando que a batalha prolongada do país contra a Covid-19 ainda afeta a economia.

Dados separados mostraram que o núcleo dos preços ao consumidor em Tóquio caiu em maio, com expectativas de que a inflação permanecerá bem abaixo da meta de 2% do banco central por enquanto.

O governo estendeu o estado de emergência em nove províncias para combater a pandemia por cerca de três semanas, até 20 de junho, obscurecendo as perspectivas para a frágil recuperação.

A taxa de desemprego do Japão subiu de 2,6% em março para 2,8% em abril, segundo o governo, superando a previsão média do mercado de 2,7%.

A proporção de empregos para candidatos ficou em 1,09, abaixo de 1,10 do mês anterior.

"As ofertas de emprego podem ter caído novamente em maio devido ao terceiro estado de emergência. Isso pode travar ainda mais a recuperação do emprego", disse Tom Learmouth, economista da Capital Economics.

"Mas, mais à frente, ainda esperamos que o emprego e a força de trabalho voltem aos níveis anteriores da pandemia na segunda metade do ano, à medida que as vacinas permitem que a economia volte à saúde plena."

Os principais preços ao consumidor em Tóquio, considerados indicadores importantes dos números nacionais, caíram 0,2% em maio em relação ao ano anterior.

A economia do Japão encolheu no primeiro trimestre e muitos analistas esperam que qualquer recuperação no trimestre atual seja modesta, já que o novo estado de emergência prejudicou o consumo.

A fraca demanda doméstica alimentou temores de um retorno à deflação, mesmo com outras grandes economias vendo a inflação disparar, mantendo o Banco do Japão sob pressão para manter um estímulo massivo.
Fonte: Alternativa com Reuters

quinta-feira, 27 de agosto de 2020

Japão quer evitar novo estado de emergência e foca em reabertura da economia

 A promoção do turismo está entre as principais medidas do governo

Japão quer evitar novo estado de emergência

O Japão quer evitar outro estado de emergência e precisa considerar mais estímulos para reanimar a economia, disse o principal porta-voz do governo, sinalizando que Tóquio está decidida a se concentrar na reabertura de empresas atingidas pela pandemia de coronavírus.

O secretário-chefe de gabinete, Yoshihide Suga, também negou as especulações de que o primeiro-ministro, Shinzo, Abe poderia renunciar por motivos de saúde, dizendo que os comentários de Abe na segunda-feira de que ele continuaria a fazer o melhor em seu trabalho “explicam tudo”.

Suga — amplamente visto como um dos principais candidatos à sucessão de Abe — disse que não tem intenção de buscar o cargo, mesmo que seja pressionado a fazê-lo por associados. Ele disse que “nunca pensou em” assumir o cargo.

O Japão teve um ressurgimento nos números de infecções por Covid-19 após encerrar as medidas de estado de emergência em todo o país no final de maio, representando um dilema para o governo, que luta para conter o vírus sem aprofundar a crise econômica.

“Queremos evitar outro estado de emergência, que pode ter um grande impacto negativo na economia”, disse Suga à Reuters na quarta-feira, enviando uma mensagem clara de que a ênfase estava em estimular o crescimento econômico ao invés de aprofundar as medidas para conter o vírus.

A promoção do turismo estaria entre as medidas para ajudar a reanimar a economia, disse Suga. “O Japão fará o que for necessário para sediar os Jogos Olímpicos de Tóquio no próximo ano”, acrescentou.

Os Jogos estavam programados para ocorrer no final de julho e início de agosto deste ano, mas foram adiados para 2021 devido à pandemia.
Fonte: Alternativa com Reuters

segunda-feira, 4 de maio de 2020

Toshiba voltará as operações depois do Golden Week

Toshiba decide não estender o período de recesso das operações e planeja mudar sistema de trabalho durante o estado de emergência
Toshiba

Desde o dia 20 de abril, a Toshiba está com as operações paradas em diversos locais, com exceção nas usinas de energia, indústrias de infraestrutura para transporte e serviços de inspeção.

Entretanto, a Toshiba anunciou nesta segunda-feira (4) que voltará as operações normais no dia 7 deste mês.

A partir de junho, a empresa planeja incluir folgas semanais de 3 dias e implementar sistemas de homework para algumas atividades para reduzir o risco de contaminação dentro das fábricas.

Para manter a quantidade de horas trabalhadas anuais, a Toshiba pretende aumentar a carga horária diária.

Essa mudança afetará aproximadamente 10 mil funcionários, e está sob discussão com os sindicatos trabalhistas.

Em entrevista para a NHK, o presidente Nobuaki Kurumatani comentou: “Acredito que estender o período de estado de emergência seja sensato. Contudo, como empresa há grandes problemas para manter a infraestrutura social, movimentar a economia e proteger a saúde dos trabalhadores. Decidimos tomar estas medidas para diminuir o risco de contaminação e estimular e economia.”
Fonte: Portal Mie com NHK