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terça-feira, 12 de setembro de 2023

Aumentam mais de 50% os pedidos de falência no mês de agosto, diz empresa

Dados da Teikoku Databank mostram que 742 empresas entraram com processo de liquidação

falências de empresas
O número de falências de empresas no Japão aumentou acentuadamente em agosto, segundo a empresa de pesquisa de crédito Teikoku Databank, publicou a NHK. 

Muitas das pequenas e médias empresas estão lutando para pagar os empréstimos concedidos pelo governo durante a pandemia.

A Teikoku Databank informou que 742 empresas iniciaram processos de liquidação no mês passado, o que dá um aumento de mais de 50,5% em relação ao mesmo mês do ano passado. 

Esse é o terceiro maior aumento desde que a manutenção de registros começou no formato atual em 2000, e marca o 16º aumento consecutivo ano a ano.

No levantamento da Teikoku Databank foi constatado que as empresas falidas tinham dívidas de pelo menos 10 milhões de ienes, ou cerca de 70.000 dólares. 

Empresas do setor de serviços são as mais afetadas, com 187 pedidos de falência, seguida pelos setores de construção e varejo.

Por região, os maiores números de pedidos de liquidação foram registrados nas províncias de Miyagi, Gunma, Mie, Hyogo, Shimane, Kagawa, Fukuoka, Saga, Kumamoto e Miyazaki. 
Fonte: Alternativa

quinta-feira, 27 de julho de 2023

Salário mínimo do Japão: média nacional poderá passar de mil ienes pela primeira vez

A iniciativa privada e o governo discutem para chegar à média nacional de salário mínimo de mil ienes/hora, enquanto o sindicato quer 1,5 mil ienes

Salário mínimo do Japão
O debate sobre o aumento do salário mínimo chegou a um beco sem saída. Espera-se que a taxa de aumento no ano fiscal de 2023 exceda 4%, em comparação com o anterior, e a média do salário mínimo por hora, provavelmente, exceda mil ienes pela primeira vez em cerca de 30 anos. A decisão deverá ser tomada na sexta-feira (28).

Embora a meta estabelecida pelo governo possa ser seja atingida, o nível fica aquém dos países desenvolvidos. Atualmente a média do Japão é de 961 ienes a hora e o primeiro-ministro Fumio Kishida pediu que alcançasse os mil ienes. 

Até junho, as médias do salário mínimo de alguns países de primeiro mundo são (equivalência em ienes):

  • ¥1.733 na Inglaterra
  • ¥1.749 na Alemanha
  • ¥1.679 na França
  • ¥1.001 na Coreia do Sul
  • ¥2.091 na Califórnia, nos Estados Unidos

Na Austrália, houve um aumento em julho, chegando ao equivalente a 2,2 mil ienes a hora. E na Coreia do Sul chegou a 1.080.

Há uma grande diferença entre os salários mínimos dos países desenvolvidos e do Japão. Por outro lado, a diferença entre eles e os países emergentes está diminuindo. Há uma grande preocupação de que o número de estrangeiros que desejam trabalhar no Japão diminua.

Salário mínimo de 1,5 mil ienes a hora
Alguns grupos civis estão pedindo um salário mínimo de 1,5 mil ienes por hora, pois é essencial que os trabalhadores ganhem o mínimo necessário para sua  subsistência.

Um deles é o Aequitas, que lida com o problema da pobreza dos trabalhadores. Chegou a esse valor com base em uma pesquisa realizada pela Confederação dos Sindicatos (Zenroren).

Atualmente, somente Kanagawa e Tóquio têm estabelecido o salário mínimo de pouco mais de mil ienes.

Mas, há províncias de Kyushu e Okinawa que ainda têm como salário mínimo estabelecido, o valor de ¥853, bem inferior aos das províncias de Kanto, Tokai e Kansai.

Mesmo que o debate defina média nacional de mil ienes a hora, é preciso ver como as províncias vão ajustar esses valores. No Japão, os governadores de cada província definem o mínimo.
Fonte: Portal Mie com Nikkei e NHK