terça-feira, 30 de julho de 2019
Japão tem 67 milhões de trabalhadores; número é o mais alto dos últimos 6 anos
Os dados referentes ao mês de junho do Ministério dos Negócios Internos e Comunicações mostram que a situação de empregos no Japão é positiva, com um aumento crescente no número de trabalhadores e recuo na taxa de desemprego.
De acordo com as informações da emissora NHK, em junho, 67,47 milhões de pessoas estavam empregadas. O número vem crescendo mês a mês nos últimos seis anos e quatro meses e desta vez, bateu um novo recorde. Em comparação a junho do ano passado, o país registrou 600 mil novas contratações.
A taxa de desemprego, que ficou em 2,3%, teve um recuo tímido de 0.1 pontos. O registro totalizou 1,62 milhão de desempregados, com um recuo de 60 mil pessoas com relação ao mesmo período do ano passado.
O número de trabalhadores temporários (por empreiteiras) e de meio período totalizou 21,48 milhões de pessoas. Com relação ao mesmo período do ano passado, houve aumento de 600 mil trabalhadores com este tipo de contratação.
De forma geral, o desempenho foi classificado como satisfatório pelo Ministério. “Por causa da falta de mão obra, mais mulheres e idosos estão entrando no mercado de trabalho. A situação de empregos no país continua melhorando gradualmente”, afirmou um porta-voz.
Fonte: Alternativa com NHK
sexta-feira, 19 de junho de 2015
Reforma da lei para trabalhadores de empreiteiras tem primeira aprovação
Lei coloca limite de três anos para atuar na mesma empresa sem contrato efetivo
Nesta sexta-feira, o plano de reforma da lei para trabalhadores de empreiteiras foi aprovado na Câmara baixa por maioria dos votos dos parlamentares, informou a emissora NHK. O projeto será agora enviado para apreciação da Câmara alta.
A lei, que coloca limite de três anos para todos os tipos de trabalhadores enviados por empreiteiras que não forem efetivados, já foi muito criticada e gerou discussões com relação ao aumento ou não da possibilidade de efetivação para esses funcionários.
Para alguns especialistas, a lei poderá ter um efeito contrário, pois ao obrigar o trabalhador a trocar de empresa a cada três anos, fica mais difícil criar vínculo no ambiente de trabalho, o que pode ser vital para a contratação.
Na manhã desta sexta-feira, o Comitê Parlamentar do Ministério da Saúde, Trabalho e Bem-estar Social explicou questões referentes a lei e contou também com a participação do primeiro ministro Shinzo Abe.
Em discurso, Abe explicou que a intenção da lei é garantir melhores perspectivas para funcionários enviados por empreiteiras. “Sabemos que esses funcionários possuem mais dificuldades em esquematizar um plano de carreira e obter a estabilidade. Com a reforma, vamos melhorar o tratamento dos trabalhadores enviados e aumentar as oportunidades de contrato efetivo”, disse.
Os grupos de oposição ao governo, como o Partido Democrático do Japão e o Partido Social Democrata, criticaram a reforma e a urgência na qual o projeto foi encaminhado para votação. Os representantes da oposição deixaram a Assembleia antes mesmo da votação começar.
O projeto foi aprovado por maioria de votos do Partido Liberal Democrata (do primeiro ministro), Partido Komeito e Partido das Futuras Gerações.
Mudanças na lei
Até o momento, a lei para trabalhadores de empreiteiras possuía limite de três anos apenas para alguns tipos de trabalhos, enquanto que outros, como os intérpretes, poderiam permanecer na mesma empresa por mais tempo, mesmo sem efetivação.
Com a reforma, todos os trabalhadores terão este limite e, ao fim do prazo, as empreiteiras serão obrigadas a solicitar a contratação do funcionário com a empresa. Se o trabalhador não for efetivado, terá que deixar a empresa e trabalhar em outro local.
No entanto, é possível fazer a solicitação de prorrogação do prazo e ficar por mais tempo se o pedido for aceito.
Em 2012, uma pesquisa feita pelo Ministério do Trabalho com funcionários de empreiteiras mostrou que nem todos os trabalhadores desejam a efetivação.
Dos entrevistados, 43% revelaram que gostariam de trabalhar com contrato efetivo e outros 43% disseram que estavam satisfeitos com o estilo atual de trabalho.
Fonte: Alternativa
sexta-feira, 13 de março de 2015
Reforma na lei acaba com o período máximo de 3 anos de se trabalhar em uma empresa pela mesma empreiteira
Foi divulgado hoje (13/3) uma boa notícia para os trabalhadores que querem permanecer em uma mesma empreiteira por um longo período.
Numa reunião de hoje do gabinete japonês, foi aprovada uma reforma na lei das “empreiteiras”, acabando com o período máximo de três anos para o trabalhador ficar pela empreiteira em uma empresa.
A nova lei entra em vigor a partir de primeiro de setembro. Isso significa que muita gente não vai precisar mais ficar mudando tanto de trabalho.
Fonte: IPC Digital
sábado, 14 de agosto de 2010
Empreiteiras apreensivas com reforma da lei trabalhista
As empreiteiras que contratam brasileiros no Japão estão acompanhando de perto as mudanças no sistema de contrato de trabalhadores terceirizados, que faz parte da Reforma Trabalhista do governo Yukio Hatoyama, discutida no Parlamento. Pesquisa feita pelo Ministério do Trabalho, Saúde e Bem-Estar Social até outubro de 2009, com mais de 94 mil empresas que contratam estrangeiros, mostra que 66 mil brasileiros estão no país trabalhando como terceirizados (haken). Mas o número é provavelmente maior, já que algumas companhias não responderam a pesquisa.
As opiniões das empreiteiras dividem-se sobre o quanto a proposta do governo vai atingir a comunidade brasileira no Japão. Segundo Yoshimitsu Akiyoshi, chefe de Recursos Humanos da Yasuzu Kogyo, considerada a maior empreiteira com funcionários brasileiros na Suzuki de Kosai (Shizuoka), a obrigação de contratar os trabalhadores diretamente e remunerá-los mesmo quando não houver serviço não afetará tanto a empresa. “Isto porque já operamos nessas condições há cerca de dez anos”, afirma Akiyoshi.
Dos cerca de 800 terceirizados antes da crise, restaram cerca de 600, ou 25% a menos. “Consideramos uma baixa normal, porque, fora da crise, no período em que inicia o ano fiscal, em abril, nosso histórico de demissões também é de 20%”.
Em Aichi, Romeu Funatsumaru, da Avance Corporation, diz que “tudo o que estão fazendo prejudica o mercado interno”. Apesar da nova lei, ele acredita que a terceirização por cadastro (tooroku-gata haken) vai continuar. Segundo Funatsumaru, entre 30% e 40% da população que ganha menos de 2 milhões de ienes por ano e que trabalha em fábrica vai acabar ficando sem alternativa de emprego. Ele acredita que as empresas vão continuar saindo do Japão ou se ajustando à nova realidade com trabalhadores temporários asiáticos. “A tendência é que os empregos continuem migrando para a China, Tailândia e Malásia”, alerta.
Yoshiro Akiyama, que pesquisa os trabalhadores brasileiros no Japão e é autor do livro Todo Dekassegui é um Urashima Taro, é da opinião de que o governo quer acabar com o sistema de haken fazendo que as empresas trabalhem por empreitada (ukeoi). “No entanto, na prática, o que acontece é que elas fazem ukeoi trabalhando como haken”, diz. Akiyama, que trabalhou como tantoosha de 2004 a 2008, acredita que a reforma não vá dar certo. “Os contratos precários que antes eram de três meses agora são de um mês para facilitar a dispensa do funcionário. Acho que não vai beneficiar brasileiros. Antes havia a barreira do nihongo, agora é a idade”, conclui.
O tantoosha J.S., de Shizuoka, concorda que a tendência é as empreiteiras administrarem a linha de produção pelo sistema de ukeoi. “Acredito que, em breve, as empreiteiras minguarão. Poucas delas possuem licença e não contam com estrutura ou informação sobre as diferenças entre as duas modalidades”, diz. “Qual empreiteira sabe administrar uma linha de produção? Tem domínio técnico do produto? Tem noção de legislação trabalhista? Tem cacife para bancar funcionário parado em caso de redução de produção? E como ficam os casos de defeito?”, questiona.
O tantoosha alerta ainda para o caso de empresas e empreiteiras que firmam contratos por empreitada, mas continuam tratando os trabalhadores como se fossem haken.
Atualmente, o período mínimo previsto por lei para um contrato de trabalho é de três meses, renovável por, no máximo, três anos. Após esse período, o empregador tem de demitir ou contratar a pessoa como efetivo. J.S. lembra que se trata de uma ótima ferramenta para as empreiteiras filtrarem os bons funcionários. Mas é péssima quando a produção cai, e elas não têm como demiti-los.
Ele afirma ainda que uma mudança como essa é irreal, caso a crise se repita. “Qual trabalhador vai ficar exigindo contrato numa época de tanto desemprego? Aqueles que querem poupar dinheiro em pouco tempo vão querer se legalizar?”, pergunta o tantoosha.
Fonte: NippoBrasil
