Mostrando postagens com marcador trabalhadores estrangeiros. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador trabalhadores estrangeiros. Mostrar todas as postagens

domingo, 1 de fevereiro de 2026

Número de trabalhadores brasileiros no Japão tem leve queda em 2025; veja ranking por nacionalidade

Os brasileiros, que ocupavam a sexta posição, passaram para o sétimo lugar, sendo ultrapassados por trabalhadores de Mianmar

trabalhadores brasileiros no Japão
O Ministério da Saúde, Trabalho e Bem-Estar do Japão anunciou na sexta-feira (30) que o número de trabalhadores estrangeiros no país alcançou um novo recorde histórico, totalizando 2.571.037 pessoas em outubro de 2025. O volume representa um aumento de 11,7% em relação ao ano anterior, o equivalente a 268.450 trabalhadores a mais, marcando o maior contingente desde que o sistema de notificação obrigatória foi implantado, em 2007.

Apesar do crescimento geral, o número de trabalhadores brasileiros apresentou leve queda. Em outubro de 2025, havia 134.645 brasileiros empregados no Japão, número inferior aos 136.173 registrados em outubro de 2024.

Com isso, os brasileiros, que ocupavam a sexta posição no ranking por nacionalidade, passaram para o sétimo lugar, sendo ultrapassados por trabalhadores de Mianmar, cujo crescimento foi expressivo.

O número total de brasileiros no Japão, incluindo crianças e outras pessoas que não trabalham, era de 211.229 em junho de 2025, segundo dados ds Agência de Imigração.

Forte aumento de trabalhadores do Sudeste e Sul da Ásia
Entre os países com maior taxa de crescimento no número de trabalhadores, Mianmar liderou com alta de 42,5%, somando 48.693 pessoas a mais. Em seguida aparecem Indonésia, com aumento de 34,6% (58.579 pessoas), e Sri Lanka, com crescimento de 28,9% (11.291 pessoas).

No ranking geral por nacionalidade, o Vietnã segue como o maior grupo de trabalhadores estrangeiros, com 605.906 pessoas, o que corresponde a 23,6% do total. Em seguida estão China, com 431.949 trabalhadores (16,8%), e Filipinas, com 260.869 (10,1%).

O número de estagiários do programa de treinamento técnico (ginou jisshuu/技能実習) chegou a 499.394, alta de 6,1%, enquanto os estrangeiros com autorização para atividades fora do status principal, como estudantes trabalhando meio período, somaram 449.324 pessoas, aumento de 12,8%.

Já o grupo com visto de atividades específicas (tokutei katsudou/特定活動) teve um dos crescimentos mais elevados, com alta de 29,6%, totalizando 111.074 trabalhadores.

Pela legislação japonesa, todos os empregadores são obrigados a confirmar informações como nome, tipo de visto e período de permanência do trabalhador estrangeiro no momento da contratação ou desligamento, comunicando esses dados ao Ministério do Trabalho por meio do Hello Work.

Trabalhadores estrangeiros no Japão
(as maiores comunidades, segundo o Ministério da Saúde, Trabalho e Bem-Estar em outubro de 2025)

  1. Vietnã: 605.906 (23,6% do total)
  2. China: 431.949 (16,8%)
  3. Filipinas: 260.869 (10,1%)
  4. Nepal: 235.874 (9,2%)
  5. Indonésia: 228.118 (8,9%)
  6. Mianmar: 163.311 (6,4%)
  7. Brasil: 134.645 (5,2%)
  8. Coreia do Sul: 80.193 (3,1%)
  9. Sri Lanka: 50.427 (2%)
  10. Tailândia: 41.468 (1,6%)
  11. Índia: 31.636 (1,2%)
  12. Peru: 31.448 (1,2%)

Países do G7: 86.520 (3,4%)

Outras nacionalidades: 188.673 (7,3%)
Fonte: Alternativa

segunda-feira, 8 de abril de 2024

USJ vai dobrar contratação de funcionários estrangeiros

A operadora do USJ decidiu que trabalhadores estrangeiros eram necessários para aumentar a satisfação de visitantes do exterior

Universal Studios Japan
A operadora do parque temático Universal Studios Japan (USJ) em Osaka está buscando mais do que dobrar o número de funcionários estrangeiros até o fim deste ano com o intuito de aumentar os serviços multilíngues em meio a um número crescente de turistas do exterior.

A USJ LLC visa contratar 200 pessoas do exterior, como da Coreia do Sul e Taiwan, por 1 ano em programas de trabalho nas férias, os quais permitem que as pessoas visitem e trabalhem em países e regiões parceiros.

Desde janeiro, aproximadamente 180 cidadãos estrangeiros estavam trabalhando no USJ, disse a operadora.

O número de visitantes estrangeiros no Japão aumentou em mais de 6 vezes ante o ano anterior, totalizando 25,07 milhões em 2023, com a remoção das restrições de fronteira relacionadas à covid-19 e uma desvalorização do iene.

A companhia vai recrutar cidadãos estrangeiros que atendem a certos critérios, como habilidades em língua japonesa, através de agência de contratação temporária, para trabalhar em restaurantes no parque por enquanto.

Funcionários japoneses carregam dispositivos de tradução, mas a operadora do USJ decidiu que trabalhadores estrangeiros eram necessários para aumentar a satisfação de visitantes do exterior.

“Seguiremos com a contratação e acolhimento (de funcionários estrangeiros) ao focar em qualidade”, disse Takanobu Okawara do departamento de recursos humanos da companhia.
Fonte: Portal Mie com Mainichi

sexta-feira, 1 de março de 2024

Japão tem mais de 2 milhões de trabalhadores estrangeiros, segundo ministério

Veja quais nacionalidades lideram a lista de maiores comunidades e quais estão crescendo em número

trabalhadores estrangeiros
O número de trabalhadores estrangeiros no Japão em 2023 atingiu o recorde de 2.048.675 em 31 de outubro, um aumento anual de 225.950. É a primeira vez que o número de trabalhadores estrangeiros ultrapassa os 2 milhões, num reflexo da escassez de mão de obra no Japão, divulgou o Ministério da Saúde, Trabalho e Bem-Estar, noticiou a Jiji Press. 

Trata-se de um aumento de 225.950 pessoas em relação ao ano anterior, o maior já registado desde 2007, segundo o Ministério. 

O aumento homólogo de trabalhadores estrangeiros foi de 12,4%, ou 6,9% face ao aumento homólogo de 5,5% em 2022. 

Por status de residência, 595.904 trabalhadores estrangeiros vieram para o Japão com um visto relacionado com a sua profissão ou área técnica (incluindo empregos que exigem um alto grau de conhecimento e habilidade em áreas como educação, pesquisa, medicina, direito ou negócios). O número é 24,2% maior que no ano anterior. 

A segunda categoria com mais trabalhadores é a de estagiário técnico, com o número se recuperando após uma queda durante a pandemia, aumentando ano a ano em 20,2%, para um total de 412.501 estrangeiros. 

Os que recebem um visto de “atividades específicas”, que inclui aqueles em férias de trabalho no Japão, diminuíram ano a ano em 2,3%, para um total de 71.676.

Por nacionalidade, os vietnamitas são a maioria, com 518.364 (25,3% do total), seguidos por trabalhadores da China (incluindo Hong Kong e Macau) com 397.918 (ou 19,4%), e pelas Filipinas, com 226.846 (11,1%). Os brasileiros somam 137.132 (6,7%). 

Os três principais países com grande taxa de crescimento anual foram Indonésia, com 121.507 trabalhadores vindos para o Japão (aumento de 56% em relação ao ano anterior); Mianmar, com 71.188 pessoas (49,9%); e Nepal, com 145.587 pessoas (aumento de 23,2%).

Por setor, a indústria transformadora representou a maior parcela com 27%, seguida pela indústria de serviços, com 15,7%, e pelo setor de atacado e varejo com 12,9%.

Um representante do Ministério disse que “o número de trabalhadores estrangeiros hoje voltou ao mesmo nível anterior à pandemia”. Ele espera que a tendência continue para compensar a falta de mão de obra nas empresas.
Fonte: Alternativa

quinta-feira, 18 de agosto de 2022

Mais empresas no Japão estão aumentando salários para combater falta de mão de obra, mostra pesquisa

A maioria das empresas, 54%, disse enfrentar uma crise de mão de obra

empresas no Japão estão aumentando salários
Mais grandes empresas japonesas estão aumentando os salários para atrair trabalhadores e lidar com a escassez crônica de pessoal, mostrou uma pesquisa da Reuters nesta quinta-feira (18), um sinal de que as companhias podem estar lentamente abordando os salários que estão sem muitas mudanças ​​há décadas.

Ainda assim, a pesquisa corporativa descobriu que salários mais altos ainda não são a tática principal para os empregadores, com a digitalização vista como a mais popular entre as várias medidas que as empresas dizem estar usando para lidar com a escassez de mão de obra.

As empresas japonesas normalmente evitam aumentar os salários porque décadas de deflação dificultaram o repasse de custos mais altos aos consumidores. Isso pode estar mudando agora, já que o duplo golpe dos preços mais altos das commodities e um iene mais fraco aumentam o custo de vida e destacam a pressão sobre os trabalhadores. O primeiro-ministro Fumio Kishida também pediu às empresas que aumentem os salários.

"No geral, estamos enfrentando escassez de mão de obra e lutando para atrair funcionários de meio período nas lojas em particular. Estamos aumentando os salários, mas há um limite", escreveu o gerente de um atacadista na pesquisa, sob condição de anonimato.

A pesquisa com 495 grandes empresas não financeiras, realizada de 2 a 12 de agosto, mostrou que o aumento dos salários ou salários iniciais foi escolhido por 44% dos entrevistados como uma das múltiplas táticas que estavam adotando.

Isso em comparação com apenas 25% das empresas que disseram em uma pesquisa corporativa de 2017 que aumentariam os salários.

"A maré está mudando à medida que a escassez de mão de obra levou mais e mais empresas a aumentar os salários, ainda que gradualmente", disse Koya Miyamae, economista sênior da SMBC Nikko Securities.

"Agora é apenas o começo, à medida que a população envelhece e diminui, o impulso para aumentar os salários ganhará força", disse ele.

A maioria das empresas, 54%, disse enfrentar uma crise de mão de obra com a escassez mais pronunciada entre os não-fabricantes, 59% dos quais disseram que foram pressionados por pessoal.

"Não conseguimos fazer nada" para proteger os trabalhadores, disse outro gerente de um atacadista.

As empresas também pediram um melhor ambiente de trabalho, incluindo contratação durante todo o ano e adiamento da aposentadoria para incentivar os idosos a trabalhar por mais tempo.

Trabalhadores estrangeiros
O número cada vez menor de trabalhadores tem sido uma preocupação há anos na terceira maior economia do mundo e serviu como um alerta para outras nações avançadas. Enquanto isso, os formuladores de políticas pararam de permitir a imigração generalizada.

Na pesquisa, 19% das empresas disseram que estavam garantindo trabalhadores estrangeiros, em comparação com 13% na pesquisa de 2017.

Separadamente, três quartos das empresas disseram que queriam que o governo de Kishida implementasse outra rodada de grandes estímulos para ajudar a economia a lidar com o aumento do custo de vida.

Mais de 40% das empresas disseram que queriam ver novos estímulos fiscais, a escolha mais popular. Apenas um em cada cinco disse que queria ver mais estímulos monetários, destacando o apoio cada vez menor ao programa de flexibilização massivo do Banco do Japão.

Os resultados da pesquisa chegaram quando o Produto Interno Bruto (PIB) até junho registrou um terceiro trimestre consecutivo de expansão, mas analistas dizem que o ressurgimento do coronavírus e uma desaceleração nas economias dos EUA e da China obscurecem as perspectivas.

Na pesquisa, a grande maioria das empresas japonesas viu o ressurgimento do coronavírus representando um risco negativo para a economia na segunda metade deste ano fiscal até março de 2023.

A pesquisa, conduzida para a Reuters pela Nikkei Research, entrevistou 495 grandes empresas não financeiras japonesas, metade das quais respondeu durante o período de 2 a 12 de agosto. Os gerentes geralmente respondem sob condição de anonimato, permitindo que expressem suas opiniões com mais liberdade.
Fonte: Alternativa com Reuters 

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2022

Japão precisará quadruplicar número de trabalhadores estrangeiros até 2040, diz relatório

Sem isso, o país pode não alcançar a trajetória de crescimento que o governo delineou a longo prazo

trabalhadores estrangeiros
O Japão precisará de cerca de quatro vezes mais trabalhadores estrangeiros até 2040 para alcançar a trajetória de crescimento que o governo delineou em sua previsão econômica, disse um grupo de think tank (especializado em projetar ideias e estratégias) com sede em Tóquio nesta quinta-feira (3).

As descobertas destacam uma crescente dependência japonesa do trabalho migrante para compensar uma população cada vez menor, enquanto sua capacidade de atrair talentos estrangeiros foi questionada pelos rígidos controles de fronteira da Covid-19 que bloquearam estudantes e trabalhadores.

O Japão deve aumentar o número de trabalhadores estrangeiros para 6,74 milhões até 2040 para sustentar o crescimento econômico médio anual de 1,24%, com base em um cenário otimista de "alto crescimento" que o governo estabeleceu em sua projeção de longo prazo, disse o think tank, incluindo um braço de pesquisa da Agência de Cooperação Internacional do Japão (JICA) afiliada ao Ministério das Relações Exteriores, em um relatório.

O número seria quase 300% maior do que os atuais 1,72 milhão de trabalhadores estrangeiros, que representam cerca de 2,5% da força de trabalho.

"Devemos discutir a aceitação de trabalhadores estrangeiros com maior senso de urgência, pois a competição por força de trabalho cresceria no futuro contra países como a China", disse o presidente da JICA, Shinichi Kitaoka, em um simpósio focado na pesquisa nesta quinta-feira.

"Precisamos tomar medidas para tornar o Japão atraente a longo prazo, um país a ser escolhido por trabalhadores estrangeiros."

O estudo ressaltou que o Japão perderia mais de 10% de sua força de trabalho nas próximas duas décadas.

Sua população atingiu o pico em 2008 e diminuiu desde então devido à baixa taxa de natalidade para cerca de 125 milhões no ano passado. A população em idade ativa está diminuindo ainda mais rapidamente devido ao envelhecimento.

O estudo também levou em conta o estoque de capital, que continuaria a crescer 1% ao ano graças ao investimento em tecnologias de automação.

A questão dos trabalhadores estrangeiros e da imigração em geral há muito é sensível na terceira maior economia do mundo, onde muitas pessoas valorizam a homogeneidade étnica.

Mas a pressão aumentou para abrir as fronteiras e a escassez de trabalhadores levou o governo a criar novas categorias de vistos.

Cerca de metade dos trabalhadores estrangeiros do Japão vêm do Vietnã e da China. Os especialistas disseram esperar que o número de imigrantes de lugares como Camboja e Mianmar aumente rapidamente nas próximas duas décadas.

No entanto, o grupo disse que a oferta de mão de obra migrante ficará constantemente aquém da demanda sob o atual sistema de imigração e o Japão deve considerar mais vistos de longo prazo.

O estrito fechamento das fronteiras para não-japoneses por causa do coronavírus levantou a preocupação de que o Japão possa perder sua reputação como um destino atraente para talentos estrangeiros.
Fonte: Alternativa com Reuters

sexta-feira, 31 de janeiro de 2020

Número de trabalhadores brasileiros no Japão aumenta 6,3%

Por nacionalidade, os trabalhadores chineses constituem o maior grupo
trabalhadores brasileiros no Japão

O número de trabalhadores brasileiros no Japão subiu 6,3% em um ano, chegando a 135.455, segundo dados divulgados pelo Ministério do Trabalho nesta sexta-feira (31), com base nos registros de outubro do ano passado.

Por nacionalidade, os trabalhadores chineses constituem o maior grupo, com 418.327 pessoas, um aumento de 7,5% em relação ao ano anterior, seguido pelos vietnamitas, cujo número subiu 26,7%, para 401.326.

Os vietnamitas poderão passar os chineses em 2020 se mantiverem esse ritmo de crescimento, tornando-se o maior grupo de trabalhadores estrangeiros no Japão.

Os filipinos aparecem em terceiro lugar, com 179.685 trabalhadores e aumento 9,6%, seguidos pelos brasileiros em quarto.

De uma forma geral, o número de trabalhadores estrangeiros no Japão atingiu um novo recorde de 1.658.804, aumento de 13,6%, em meio ao envelhecimento da população e ao crescimento de estagiários de outros países para compensar a falta de mão de obra.

Entre os trabalhadores brasileiros, 47,1% (63.738) têm visto permanente,
37,7% (51.050) têm visto de longa permanência e os demais têm outros tipos de status.

Os setores de trabalho mais ocupados por brasileiros são produção (fábricas), com 43,8% (59.318); serviços e outras áreas similares, com 36,1% (48.951); comércio, com 4,1% (5.545) e construção, com 2,3% (3.150).
Fonte: Alternativa

quarta-feira, 22 de maio de 2019

Mais de 300 estrangeiros passam no 1º exame para trabalhar em restaurantes no Japão

Os candidatos aprovados devem começar a trabalhar a partir de julho
trabalhadores estrangeiros no Japão

Mais de 300 estrangeiros foram aprovados no primeiro exame de qualificação para trabalhar no Japão sob um novo sistema de vistos que entrou em vigor em abril. As informações são da agência de notícias Kyodo.

Os 347 estrangeiros aprovados poderão trabalhar no setor de restaurantes, disse na terça-feira a Organização de Avaliação de Competências Técnicas dos Trabalhadores Estrangeiros na Indústria de Alimentos.

Com taxa de aprovação de 75 por cento, 460 estrangeiros realizaram testes de idioma japonês e de habilidades em Tóquio e Osaka no mês passado.

Os candidatos aprovados devem começar a trabalhar a partir de julho, de acordo com o Ministério da Agricultura, Florestas e Pescas, que supervisiona a indústria de serviços alimentícios.

A área de restaurantes está entre os 14 setores de trabalho designados pelo governo para contratar estrangeiros com um visto de até cinco anos, sem direito a renovação.

O Japão introduziu o novo sistema em 1º de abril para lidar com a escassez de mão de obra devido ao rápido envelhecimento da população e ao declínio da taxa de natalidade.

Nos próximos cinco anos, o governo espera receber cerca de 345 mil trabalhadores estrangeiros.

Dos 347 candidatos aprovados, há 203 vietnamitas, 37 chineses e 30 nepaleses, além de outras nacionalidades asiáticas, segundo a organização.

Um novo exame será realizado em junho com vagas para 2 mil candidatos.

Trabalhadores que adquirirem qualificação nos setores de construção e construção naval poderão estender ainda mais a estadia, ganhando um visto que permite trazer familiares ao Japão e que pode ser renovado sem limites.
Fonte: Alternativa

quinta-feira, 7 de março de 2019

Japão pretende criar salário mínimo único em setores que contratam estrangeiros

Atualmente, o valor da remuneração muda de acordo com a província
Trabalhadores estrangeiros no Japão

O governo japonês iniciou nesta quinta-feira (7) discussões para estabelecer um salário mínimo único em todo o país nos setores que contratam estrangeiros, informou a emissora NHK.

Atualmente, o valor da remuneração mínima muda de acordo com a província por causa da diferença de custo de vida nas regiões.

A intenção do governo é evitar que trabalhadores estrangeiros, e também japoneses, concentrem-se em províncias onde o salário é maior, como Tóquio e Kanagawa.

A medida valeria para setores de trabalho autorizados pelo governo a contratar 345 mil estrangeiros asiáticos sob um novo tipo de visto que entra em vigor a partir de abril.

Novas reuniões serão realizadas para definir valores e a data de início da vigência, caso o governo consiga aprovar a ideia.

Nenhuma empresa pode pagar menos que o salário mínimo estipulado em cada província, independente do tipo de contrato de trabalho. Os infratores podem ser multados ou presos.

Valores
A diferença salarial entre uma região e outra no Japão está aumentando e chegou a mais de ¥200 por hora.

O salário mínimo médio é de ¥874. Esse valor muda de acordo com a província e a capital Tóquio tem a melhor remuneração, com ¥985, seguida de Kanagawa (¥983) e Osaka (¥936).

A província com menor salário é Kagoshima, onde o valor mínimo por hora foi estabelecido em ¥761. Em Aomori, Iwate, Akita, Tottori, Saga, Nagasaki, Kumamoto, Oita, Miyazaki, Okinawa e Kochi, o valor também é baixo: ¥762.

Na região Tokai, o salário mínimo por hora é de ¥898 em Aichi, ¥858 em Shizuoka, ¥846 em Mie e ¥825 em Gifu.

A diferença do salário mínimo entre Tóquio e Kagoshima é de ¥224 por hora, ou quase ¥40 mil por mês considerando apenas os dias normais trabalhados.

Essa diferença vem aumentando constantemente e praticamente dobrou nos últimos 10 anos, fazendo com que os trabalhadores se mudem para regiões onde o salário é melhor e deixando as províncias menos favoráveis com falta de mão de obra.

Política básica para novos trabalhadores estrangeiros
Número de trabalhadores
345.150 durante cinco anos, a partir de abril de 2019

Vistos
Categoria 1 - Para trabalhadores com baixa qualificação. Duração de 5 anos, sem possibilidade de renovação. Familiares não serão aceitos.

Categoria 2 - Para trabalhadores com alta qualificação. Duração de 5 anos, com renovação ilimitada. Cônjuges e filhos serão aceitos.

Áreas de trabalho
Assistência a idosos - 60.000 vagas
Limpeza de prédios - 37.000 vagas
Indústria de materiais - 21.500 vagas
Fabricação de maquinário - 5.250 vagas
Indústria eletrônica - 4.700 vagas
Construção - 40.000 vagas
Construção de navios - 13.000 vagas
Manutenção de veículos - 7.000 vagas
Aviação - 2.200 vagas
Hotelaria - 22.000 vagas
Agricultura - 36.500 vagas
Pesca - 9.000 vagas
Produção de alimentos - 34.000 vagas
Serviços em restaurantes - 53.000 vagas

Países que aplicarão testes de idioma japonês e de capacitação:
Vietnã, Filipinas, Camboja, Indonésia, China, Tailândia, Myanmar, Mongólia e Nepal
Fonte: Alternativa

segunda-feira, 28 de janeiro de 2019

Número de trabalhadores estrangeiros no Japão tem nova alta

Por nacionalidade, o número de chineses foi o maior, seguido pelo de vietnamitas e filipinos
trabalhadores estrangeiros no Japão

De acordo com o governo japonês o número de trabalhadores estrangeiros atingiu nova alta recorde em 2018.

O ministério do trabalho compila as estatísticas com base em dados de empregadores.

Desde 31 de outubro, o número de trabalhadores estrangeiros trabalhando no Japão totalizou 1.460.000, alta de aproximadamente 180.000, ou 14 por cento, ante o ano anterior. O número estabelece um novo recorde pelo 6º ano consecutivo.

Por nacionalidade, o número de chineses foi o maior, 389.000, seguido pelos vietnamitas, com 317.000 e filipinos, 164.000.

O número de trabalhadores do Vietnã teve alta de 30 por cento, o maior aumento do que qualquer outra nacionalidade.

Cerca de 439.000 trabalhadores estrangeiros, ou 30 por cento do total, estão concentrados em Tóquio. As outras concentrações mais altas estão nas províncias de Aichi, 152.000, e Osaka, 90.000.

O ministério do trabalho disse que a tendência é amplamente resultado da crônica escassez de mão de obra no país.
Fonte: Portal Mie com NHK

segunda-feira, 17 de dezembro de 2018

Japão planeja abrir 100 centros de apoio a trabalhadores estrangeiros

Todos os locais contarão com intérpretes ou sistemas de tradução
Chefe do gabinete japonês, Yoshihide Suga

O chefe do gabinete japonês, Yoshihide Suga, anunciou que o governo planeja abrir cerca de 100 centros de apoio a trabalhadores estrangeiros em todo o Japão.

A ação faz parte de um pacote de medidas que o país planeja adotar, antecipando a implementação da lei que permite a aceitação de mais trabalhadores estrangeiros a partir de abril do próximo ano.

Em entrevista no domingo (16) na cidade de Fukuoka, Suga afirmou que espera ver os centros de apoio em todas as províncias e principais cidades, onde reside grande número de trabalhadores estrangeiros. Ele declarou que cada centro contará com intérpretes ou sistemas de tradução.

Suga disse ainda que o governo vai repassar US$ 7,6 milhões para que os governos locais abram os centros. Segundo o secretário, o governo pretende fazer com que empresas assumam a responsabilidade por designar fiadores para o contrato de locação de imóveis dos trabalhadores.

O governo também vai garantir que trabalhadores estrangeiros sejam capazes de assinar contratos de planos de telefonia móvel, utilizando os cartões de residente (zairyu card).

Ele anunciou planos para facilitar a abertura de conta bancária e garantir o acesso a cuidados médicos para estrangeiros, fazendo com que serviços de tradução estejam amplamente disponíveis.
Fonte: Alternativa com Agência Brasil

terça-feira, 13 de novembro de 2018

Japão estima entrada de 360 mil trabalhadores estrangeiros em 5 anos com novos vistos

Novas autorizações de permanência de trabalho entrarão em vigor em abril de 2019
Trabalhadores estrangeiros no Japão

As novas autorizações de permanência aprovadas recentemente pelo governo japonês devem acarretar na entrada de até 360 mil trabalhadores estrangeiros em cinco anos.

O governo do primeiro-ministro Shinzo Abe aprovou a concessão de dois tipos de vistos, mediante alteração na lei de imigração. Os vistos são de categoria 1 e categoria 2 e serão concedidos a estrangeiros interessados em trabalhar no Japão e que tenham conhecimento e experiência nas áreas de maior necessidade de mão de obra, como agricultura, construção e cuidado com idosos.

Não há necessidade de descendência para se candidatar aos novos vistos e a categoria 2, que é para pessoas com mais tempo de experiência e alto conhecimento, possui mais privilégios, como a possibilidade de trazer a família e portas abertas para a obtenção de visto permanente no futuro.

Uma reportagem da emissora NHK informou nesta terça-feira (13) que o governo estimou a entrada de pelo menos 33 mil e até 47 mil trabalhadores estrangeiros durante o ano fiscal de 2019 (de abril de 2019 a março de 2020).

No entanto, os dados do governo mostram que, durante o ano fiscal de 2019, o país deve precisar de pelo menos 600 mil trabalhadores a mais. A necessidade de mão de obra deverá oscilar entre 1,30 milhão e 1,35 milhão de pessoas em 5 anos.

O esperado é que o país receba de 260 mil até 340 mil trabalhadores estrangeiros nos próximos cinco anos, através da concessão dos novos vistos.
Fonte: Alternativa

quinta-feira, 27 de setembro de 2018

Japão pretende abrir mais de 10 campos de trabalho para estrangeiros em 2019

Governo deve apresentar projetos em sessão extraordinária do Parlamento
Secretário-chefe do Gabinete japonês, Yoshihide Suga

O secretário-chefe do Gabinete japonês, Yoshihide Suga, disse na quarta-feira (26) que o governo está considerando a abertura de mais de 10 campos de trabalho para estrangeiros não-qualificados, liberando um novo visto de residência de cinco anos a partir de abril do próximo ano.

"Mais de 10 áreas de trabalho enfrentarão sérios problemas sem os trabalhadores estrangeiros", disse Suga em coletiva de imprensa em Tóquio, segundo o jornal Mainichi.

Suga informou que o governo pretende apresentar projetos sobre o assunto em sessão extraordinária do Parlamento ainda neste outono para começar a aceitar mais trabalhadores estrangeiros na próxima primavera.

De acordo com funcionários do governo, os setores que podem ser abertos a trabalhadores do exterior incluem agricultura, silvicultura, pesca, construção, cuidados a idosos, hotelaria e alimentação (restaurantes).

Alguns desses campos de trabalho já recebem estrangeiros através do sistema de estágio do governo ou de acordos com países específicos, mas desta vez a abertura seria mais ampla.

Há duas semanas, o ministro das Relações Exteriores do Japão, Taro Kono, disse que o país está se preparando para aceitar mais trabalhadores estrangeiros, já que sua população está à beira de um forte declínio.

"Estamos abrindo o nosso país. Estamos abrindo nosso mercado de trabalho para países estrangeiros. Agora estamos tentando criar uma nova política de permissão de trabalho, então acho que todos serão bem-vindos no Japão se quiserem se integrar à sociedade japonesa", declarou.
Fonte: Alternativa

quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

Okinawa aposta em trabalhadores estrangeiros para setor agropecuário

Prefeituras se mostraram positivas com a possibilidade de contratação
trabalhadores estrangeiros para setor agropecuário
 
O problema da falta de mão de obra se tornou evidente nas belas ilhas da província de Okinawa, no sul do Japão, que carece principalmente de trabalhadores nos setores de agricultura e pecuária.

Em uma pesquisa realizada pelo governo da província, 60% das prefeituras relataram falta de mão de obra e o problema é tão severo que há localidades que precisam de mais de 100 agricultores.

A pesquisa foi realizada entre dezembro do ano passado e janeiro deste ano, com 41 prefeituras e 11 organizações relacionadas à agricultura. Foram obtidas respostas de 29 prefeituras e 18 delas afirmaram estar sofrendo com a falta de mão de obra.

O jornal local Ryukyu Shimpo informou que a escassez de trabalhadores é elevada na floricultura e no cultivo de vegetais e cana de açúcar. O governo da província mostrou expectativas com as novas estratégias do governo nacional, que pretende abrir as portas para a contratação de mais estrangeiros especializados.

As prefeituras se mostraram positivas com a contratação de estrangeiros para suprir as necessidades do mercado, mas também mostraram preocupações com relação às diferenças de cultura, costumes e idiomas.

A maioria das localidades também mostrou intenção de promover programas de incentivo que possam atrair jovens de outras regiões do Japão ou garantir o interesse dos filhos dos agricultores locais de continuar o trabalho dos pais.

A Cooperativa Agrícola de Okinawa mostrou otimismo com a contratação de estrangeiros especializados, que possam atuar nas diversas ramificações do setor na província.

“Estamos precisando muito. Há a necessidade de contratação de um número elevado de trabalhadores. Há expectativas com a vinda de estrangeiros especializados”, comentou um porta-voz ao jornal.
Fonte: Alternativa

terça-feira, 13 de fevereiro de 2018

Seminário em Hamamatsu sobre trabalhadores estrangeiros e seu papel na sociedade japonesa

Administração de empresas na era global e estratégias de recursos humanos é tema de seminário de Hamamatsu
Trabalhadores estrangeiros

Com a diminuição do número de trabalhadores causada pelo envelhecimento da população, a região de Tokai possui muitos estrangeiros da América do Sul e estudantes técnicos de países asiáticos, que são uma grande força para as atividades econômicas da região.

Visto que são necessários sistemas para aceitar os estrangeiros como parte integral da sociedade, será realizado um seminário para discutir a contratação de estrangeiros e a promoção de uma sociedade multicultural.

O seminário será ministrado totalmente em japonês e contará com a participação de empresas de diversos setores para elucidar o quadro atual dos estrangeiros que trabalham em fábricas e empresas do Japão.

Seminário sobre as Medidas para a Contratação Adequada de Trabalhadores Estrangeiros e Promoção da Adaptação à Sociedade Japonesa
Data: 20 de fevereiro (terça-feira)  13h30 às 16h00 (recepção a partir das 13h00)
Local: Grande Sala de Reuniões da Universidade de Arte e Cultura de Shizuoka
Endereço: Hamamatsu-shi Naka-ku Chuo 2-1-1
Tel: 053-457-6111
Capacidade: 150 pessoas (necessário inscrição prévia)
Abra o panfleto (PDF) clicando aqui (em japonês) – Formulário de inscrição no fim da página
Fonte: Portal Mie

terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

Pequenas empresas japonesas contratam mais estrangeiros

empresas japonesas

O número de trabalhadores estrangeiros registrados no Japão ultrapassou 1 milhão pela 1ª vez devido em parte à contratação agressiva, por parte de companhias regionais e pequenas empresas, como uma maneira de lidar com a escassez de mão de obra.

Ao passo que essas empresas, apesar de poucas e dispersas, estejam inovando com suas contratações, ainda não está claro como o governo quer levar adiante ao introduzir mais mão de obra estrangeira no país enquanto desenvolve uma nova política.

O Juroku Bank, com sede na província de Gifu, por exemplo, contratou 2 chineses em abril passado que estavam estudando em uma universidade na cidade de Nagoia (Aichi). Essa foi a primeira vez que a empresa contratou estrangeiros para trabalharem nos balcões de atendimento e veio como parte de uma nova estratégia para lidar com o crescente número de turistas no Japão.

Muitos estrangeiros também vêm trabalhando em pequenas empresas no Japão, mas com salários baixos, trazidos sob o programa de estágio técnico do governo que, segundo críticos, é uma cobertura para contratação de mão de obra barata. Geralmente, esses trabalhadores retornam a seus países após 3 anos de contrato.

De acordo com uma pesquisa realizada pela companhia de informação sobre emprego Disco, das 630 empresas em todo o país, 38.1% empregaram ou planejavam contratar estudantes estrangeiros no ano fiscal de 2016, enquanto mais da metade, ou 59.8%, espera contratar tais trabalhadores no ano fiscal de 2017.

A porcentagem de estrangeiros que foram recrutados após se graduarem em universidades no exterior poderá aumentar de 18.9% no ano fiscal de 2016 para 32% no ano fiscal de 2017. Segundo a Disco, empresas nacionais de pequeno e médio porte estão de olho em recém-graduados do exterior para recrutamento.

O número de trabalhadores estrangeiros registrados no Japão totalizou 1.083.769 no final de outubro de 2016, alta de 19.4% em comparação ao ano anterior, de acordo com uma pesquisa do Ministério do Trabalho.

O governo japonês vem promovendo a contratação de cidadãos estrangeiros com conhecimento e qualificações avançadas, mas, na realidade, aprendizes sob o programa de aquisição de conhecimento do governo vêm liderando o crescimento do número de trabalhadores estrangeiros no Japão.
Fonte: Portal Mie com Japan Today