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terça-feira, 10 de setembro de 2024

Panasonic iniciará produção de baterias para veículos elétricos no Japão

A Panasonic diz que está preparada para iniciar a produção de suas baterias de próxima geração para veículos elétricos após reabrir uma planta em Wakayama

Panasonic bateria 4680
A Panasonic Holdings está preparada para iniciar a produção de suas baterias de próxima geração para veículos elétricos (VEs) após reabrir uma planta na província de Wakayama.

O local, que antes era usado para fabricar componentes de baterias, se tornará a instalação principal para a produção de células cilíndricas de íon de lítio 4680 da Panasonic, e a produção terá início assim que a avaliação final for concluída, disse a companhia na segunda-feira (9) sem revelar uma data específica.

Segundo a Panasonic, a bateria é mais leve, mais eficiente e mais barata de produzir do que predecessora, a 2170. Isso deve ajudar a melhorar a autonomia e tempo de carregamento de VEs, enquanto reduz custos de condução.

Enquanto o crescimento das vendas de VEs esteja lento globalmente e haja um aumento na popularidade de híbridos (gasolina/elétrico), a maioria das montadoras e empresas na rede de fornecimento acredita que é melhor elas continuarem a se preparar para uma eventual mudança na indústria em relação a VEs puros.

Como resultado, a Panasonic, uma grande fornecedora para a Tesla e várias outras montadoras japonesas, estão investindo em tecnologia de VE ao desenvolver baterias avançadas e reconstruir suas redes de fornecimento, especialmente na América do Norte.

Sua unidade de baterias, a Panasonic Energy, está investindo ¥463 bilhões (US$3.2 bilhões) com a Subaru para construir uma nova fábrica de baterias na província de Gunma.

Também na semana passada, o governo anunciou ¥350 bilhões em novos subsídios para várias companhias, incluindo a Panasonic, para investir no desenvolvimento de baterias em estado sólido e outras tecnologias de VEs.
Fonte: Portal Mie com Japan Times

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2021

Panasonic encerrará produção de células solares em Shimane, mas manterá empregos

A companhia informou que manterá a produção de outros componentes na fábrica de Shimane

Panasonic encerrará produção de células solares
A companhia japonesa de eletrônicos Panasonic informou que encerrará a fabricação de células solares até o final do ano fiscal de 2021 como forma de conter as perdas que vem sofrendo, segundo a NHK.  

As células solares, semicondutores que convertem luz em eletricidade que compõem os painéis de energia solar, são produzidas em uma fábrica na província de Shimane, no oeste do Japão, e também na Malásia. 

Na verdade a Panasonic herdou toda tecnologia quando adquiriu a Sanyo Electric em 2011, em termos de pesquisa, desenvolvimento e produção das células solares. 

Com o crescimento do mercado de energia renovável, a Panasonic expandiu sua produção e se tornou uma das principais do setor. 

Mas para a Panasonic tem sido difícil concorrer com fabricantes chinesas que oferecem o mesmo produto a baixo custo desde 2016, acumulando prejuízos desde então. 

No ano passado a Panasonic encerrou a produção junto à fabricante de carros elétricos Tesla.

A companhia japonesa informou ainda que continuará vendendo painéis solares, mas com componentes de outras fabricantes. 

Informou ainda que manterá os níveis de emprego em sua fábrica na província de Shimane, onde outros dispositivos relacionados à geração de energia solar serão produzidos.
Fonte: Alternativa

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Prejuízos bilionários levam gigantes tecnológicos japoneses a se reinventar

Sony, Sharp e Panasonic fecharam com números vermelhos o primeiro semestre fiscal no Japão
Sony Sharp Panasonic

As multinacionais Sony, Sharp e Panasonic fecharam com números vermelhos o primeiro semestre fiscal no Japão - um reflexo das dificuldades deste setor no país asiático em relação à força do iene e à crescente concorrência da Coreia do Sul. No caso da Sony, o agressivo plano de reestruturação de seu novo presidente, Hazuo Kirai, começa no entanto a dar resultados, e já conseguiu diminuir seu prejuízo de abril a setembro em 5,7% anualizado, para US$ 500 milhões.

Desde que, no ano passado, a companhia reportou mais de US$ 5,7 bilhões de perdas - e teve seu quarto ano consecutivo em negativo -, a Sony iniciou uma estratégia que prevê 10 mil demissões durante 2012 (cerca de 6% de sua força de trabalho), cortes de despesas e o reforço de suas divisões de eletrônica. Com o plano, o grupo tenta fugir dos números vermelhos neste mesmo ano e conseguir um lucro de US$ 246 milhões.

Nos primeiros seis meses do ano fiscal de 2012, a Sony viu cair as vendas de suas divisões tradicionais, como videogames (-15,2%), imagem digital (-5,7%) e televisores e outros dispositivos audiovisuais (-25,6%), o que a levou a buscar melhores resultados em outros segmentos e se reinventar. Deste modo, destacaram-se outros setores menos conhecidos, como o de serviços financeiros, bancários e de seguros, que cresceu nestes seis meses 10,4% (anualizado), e, sobretudo, o de dispositivos móveis e comunicação, que impulsionado pelas vendas de telefones celulares cresceu 121,7%.

Além disso, a Sony olha com otimismo para um futuro próximo no qual sua aliança com a Olympus, empresa da qual é a maior acionista, lhe permitirá entrar totalmente no setor de instrumentos médicos, que o próprio Hirai espera se transforme em "fundamental" para a companhia.

O complexo cenário de negócios pela crise na Europa e a desaceleração econômica, unido à persistente apreciação do iene, afetaram gravemente as principais empresas exportadoras japonesas, um pilar que sustenta 40% do PIB do país. Os casos da Sharp e da Panasonic também são claros exemplos da complexa situação pela qual passam as empresas tecnológicas japonesas, já que ambas apresentaram perdas multimilionárias nos primeiros seis meses do ano fiscal e não têm perspectivas de se reerguer, pelo menos ainda neste ano.

A Sharp anunciou nesta quinta-feira um prejuízo, entre abril e setembro, de US$ 4,8 bilhões, quase dez vezes a mais que no mesmo período de 2011, e sua previsão para o final de ano é sofrer mais de US$ 5,57 bilhões em perdas, o pior resultado de sua história. A empresa, que em setembro completou seu centenário, se viu "traída" pelos televisores, aparelho que introduziu nos lares japoneses em 1953 e cuja deterioração a levou a iniciar medidas severas de reestruturação e a apostar, em seu lugar, pelo prolífico ramo de telas para "smartphones".

Em seu passo rumo ao ocaso, o setor de televisores LCD da Sharp caiu no primeiro semestre 43,4%, ante o retrocesso da demanda doméstica e do mercado chinês, maior destino das exportações japonesas e cujos intercâmbios diminuíram ultimamente devido a uma histórica disputa territorial. Além disso, a companhia baseada em Osaka deverá ter neste ano fiscal custos extraordinários pela redução de seu quadro de funcionários - mais de US$ 1,62 bilhão.

Já a Panasonic viu suas ações desabarem ontem quase 20% na Bolsa de Tóquio após anunciar ontem que multiplicou por cinco sua perda líquida entre abril e setembro, e que espera um prejuízo de mais de US$ 9,57 bilhões em 2012. A gigante, imersa da mesma forma que suas concorrentes em um estrito plano de reestruturação, também sofre com o saturado segmento de televisões, e projeta uma iminente e forçada aposta nos setores de produtos de baixo consumo e painéis solares.
Fonte: IPC Digital com Efe

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Japão tenta resgatar indústria de televisores, ícone de seu poder tecnológico

Sony e Panasonic estudam a possibilidade de trabalharem juntas para desenvolver televisores de tela plana de nova geração

Os televisores, antigo produto mais vendido da indústria eletrônica do Japão, se transformaram em um empecilho para gigantes como a Sony, Panasonic e Toshiba, asfixiados pela queda da demanda, pela alta dos custos e pela concorrência feroz da Coreia do Sul. Para trás ficam sucessos como as famosas telas Trinitron da Sony, que venderam mais de 280 milhões de unidades em quatro décadas até 2008, quando deixaram de ser fabricadas.

Hoje, são empresas sul-coreanas como Samsung e LG as que lideram em grande medida o desenvolvimento tecnológico do setor. A queda global dos preços, a pouca rentabilidade de uma divisão que sofre também em função da força do iene e a dura concorrência obrigaram os líderes da eletrônica japonesa a buscar novas estratégias para evitar o "blecaute" de seus televisores.

Alguns optaram por abandonar sua fabricação no Japão e levá-la a outros países, como a Toshiba, que na última semana anunciou o fim de suas operações na única fábrica japonesa que ainda produzia seus televisores, a de Fukaya, ao norte de Tóquio.

O grupo, que apoia suas vendas de televisores em sua linha "Regza", agora produzirá todos os seus aparelhos na Indonésia, China, Polônia e Egito para cortar custos em uma divisão que, no último ano fiscal, causou perdas de 50 bilhões de ienes (R$ 1,2 bilhões) à empresa. A Toshiba também planeja reduzir o número de modelos a menos da metade dos que possui atualmente em um prazo de dois anos, além de se concentrar em impulsionar as vendas em mercados emergentes, como a Índia, o Oriente Médio e a África.

A Hitachi, perante a queda da demanda no Japão, deve abandonar sua produção doméstica de televisores de tela plana até o final de setembro para levá-la a outros lugares da Ásia, como China e Taiwan, com o objetivo de baratear custos e reduzir o tamanho desta divisão.

Mas talvez o movimento que mais tenha chamado atenção estes dias é a negociação entre dois pesos pesados, como a Sony e a Panasonic. Segundo fontes da indústria, as marcas estudam a possibilidade de trabalharem juntas para desenvolver televisores de tela plana de nova geração. Ambas acabam de publicar perdas recordes no ano fiscal 2011: a Panasonic perdeu mais de 7,4 bilhões de euros (R$ 19,2 bilhões); a Sony, em seu quarto ano consecutivo de prejuízos, mais de 4,4 bilhões de euros (R$ 11,4 bilhões).

Boa parte destas perdas se deve à sua divisão de televisores, que no caso da Sony, antiga líder do setor, vem há oito anos perdendo espaço para seus vizinhos da Coreia do Sul, que ganham terreno cada vez mais rápido. "É necessário uma mudança de estratégia. As empresas coreanas foram muito rápidas, e continuam sendo, no desenvolvimento de tecnologias", indicou à Agência Efe um porta-voz da Panasonic, empresa que ainda não confirmou oficialmente as conversas para uma aliança com a Sony.

As duas firmas estão voltadas para a tecnologia das telas CHEIRAI (diodos orgânicos emissores de luz), que, ao não requerer iluminação traseira, permite fazer painéis mais finos que as telas de LCD e de plasma, além de, no futuro, poder possibilitar a fabricação de televisores flexíveis. Por enquanto, as revolucionárias telas CHEIRAI são utilizadas sobretudo em dispositivos como smartphones e tablets, mas fabricá-las em série com tamanhos maiores serão um desafio, devido a seus elevados custos.

A Sony foi, de fato, a primeira que a levar ao mercado um televisor CHEIRAI, de 11 polegadas e três milímetros de espessura, em 2007, mas as deixou de vender em 2010 dada sua baixa procura. Desde abril, o grupo se encontra também em negociações com a taiwanesa AU Optronics para desenvolverem juntas esta tecnologia e unir forças também com a Panasonic, o que permitiria baratear os custos e se aproximar de seus rivais sul-coreanos.

A Samsung e a LG planejam levar ao mercado seus televisores CHEIRAI de 55 polegadas e uma com espessura de quatro milímetros, de baixo consumo e grande resolução, no fim deste ano. Por enquanto, os grupos japoneses não informaram a data de uma possível produção das televisões CHEIRAI, mas a Sony, em todo caso, assegura que espera voltar a ter sua divisão de televisores rentável em 2014.
Fonte: IPC com EFE