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segunda-feira, 8 de maio de 2023

Setor de serviços do Japão cresce em ritmo recorde em abril

A confiança empresarial para o próximo ano também permanece forte, com o subíndice atingindo um recorde

Setor de serviços do Japão
A atividade de serviços do Japão cresceu a um ritmo recorde em abril, mostrou uma pesquisa do setor privado nesta segunda-feira (8), ajudada por um aumento nos gastos do consumidor após o fim das restrições da pandemia de COVID-19.

O índice de gerentes de compras (PMI) do Jibun Bank Japan Services final subiu para 55,4, com ajuste sazonal, no mês passado, ante 55,0 em março.

Também foi maior do que a leitura instantânea de 54,9 e bem acima da marca de 50 que separa expansão de contração pelo sétimo mês consecutivo.

“Fortes aumentos nos gastos com viagens, lazer e turismo sustentaram mais um mês de rápida recuperação para a economia japonesa, à medida que o impacto da COVID-19 continuou a diminuir”, disse Tim Moore, diretor de economia da S&P Global Market Intelligence.

"Também houve muitos relatórios citando um aumento nas vendas com a recuperação das chegadas de turistas internacionais e a subsequente melhora nos novos negócios do exterior", disse ele.

O Japão encerrou as medidas estritas de controle de fronteira relacionadas à COVID, que exigiam certificados de vacinação ou testes negativos no sábado, na esperança de aliviar o congestionamento nos aeroportos antes do início do feriado de uma semana.

O governo também decidiu reclassificar a COVID-19 no mesmo nível da gripe sazonal.

Os visitantes do Japão aumentaram para 1,82 milhão em março, o maior desde a pandemia de COVID-19.

As novas encomendas cresceram no ritmo mais rápido já registrado, mostrou a pesquisa, citando um forte retorno dos gastos com viagens e turismo.

A confiança empresarial para o próximo ano também permanece forte, com o subíndice atingindo um recorde.

"Cerca de quatro vezes mais provedores de serviços esperam um aumento na atividade do que aqueles que preveem um declínio", disse Moore.

O subíndice de emprego expandiu pelo terceiro mês e no ritmo mais rápido em quatro anos, ajudado por demanda e confiança mais fortes.

O PMI composto, que combina os números de manufatura e serviços, cresceu no ritmo mais rápido desde junho de 2022. O índice permaneceu inalterado em abril em relação aos 52,9 do mês anterior, ficando acima da marca de equilíbrio de 50 por quatro meses consecutivos.
Fonte: Alternativa com Reuters

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2022

Japão precisará quadruplicar número de trabalhadores estrangeiros até 2040, diz relatório

Sem isso, o país pode não alcançar a trajetória de crescimento que o governo delineou a longo prazo

trabalhadores estrangeiros
O Japão precisará de cerca de quatro vezes mais trabalhadores estrangeiros até 2040 para alcançar a trajetória de crescimento que o governo delineou em sua previsão econômica, disse um grupo de think tank (especializado em projetar ideias e estratégias) com sede em Tóquio nesta quinta-feira (3).

As descobertas destacam uma crescente dependência japonesa do trabalho migrante para compensar uma população cada vez menor, enquanto sua capacidade de atrair talentos estrangeiros foi questionada pelos rígidos controles de fronteira da Covid-19 que bloquearam estudantes e trabalhadores.

O Japão deve aumentar o número de trabalhadores estrangeiros para 6,74 milhões até 2040 para sustentar o crescimento econômico médio anual de 1,24%, com base em um cenário otimista de "alto crescimento" que o governo estabeleceu em sua projeção de longo prazo, disse o think tank, incluindo um braço de pesquisa da Agência de Cooperação Internacional do Japão (JICA) afiliada ao Ministério das Relações Exteriores, em um relatório.

O número seria quase 300% maior do que os atuais 1,72 milhão de trabalhadores estrangeiros, que representam cerca de 2,5% da força de trabalho.

"Devemos discutir a aceitação de trabalhadores estrangeiros com maior senso de urgência, pois a competição por força de trabalho cresceria no futuro contra países como a China", disse o presidente da JICA, Shinichi Kitaoka, em um simpósio focado na pesquisa nesta quinta-feira.

"Precisamos tomar medidas para tornar o Japão atraente a longo prazo, um país a ser escolhido por trabalhadores estrangeiros."

O estudo ressaltou que o Japão perderia mais de 10% de sua força de trabalho nas próximas duas décadas.

Sua população atingiu o pico em 2008 e diminuiu desde então devido à baixa taxa de natalidade para cerca de 125 milhões no ano passado. A população em idade ativa está diminuindo ainda mais rapidamente devido ao envelhecimento.

O estudo também levou em conta o estoque de capital, que continuaria a crescer 1% ao ano graças ao investimento em tecnologias de automação.

A questão dos trabalhadores estrangeiros e da imigração em geral há muito é sensível na terceira maior economia do mundo, onde muitas pessoas valorizam a homogeneidade étnica.

Mas a pressão aumentou para abrir as fronteiras e a escassez de trabalhadores levou o governo a criar novas categorias de vistos.

Cerca de metade dos trabalhadores estrangeiros do Japão vêm do Vietnã e da China. Os especialistas disseram esperar que o número de imigrantes de lugares como Camboja e Mianmar aumente rapidamente nas próximas duas décadas.

No entanto, o grupo disse que a oferta de mão de obra migrante ficará constantemente aquém da demanda sob o atual sistema de imigração e o Japão deve considerar mais vistos de longo prazo.

O estrito fechamento das fronteiras para não-japoneses por causa do coronavírus levantou a preocupação de que o Japão possa perder sua reputação como um destino atraente para talentos estrangeiros.
Fonte: Alternativa com Reuters

quinta-feira, 21 de outubro de 2021

Número de falências ligadas à pandemia já passa de 2.200 no Japão

Os casos aumentaram acentuadamente a partir de março deste ano devido à terceira onda de infecções

falências

O número de falências relacionadas à pandemia do coronavírus passou de 2.200 no Japão, informou o Teikoku Databank na quarta-feira (20).

Somente em outubro, até as 16h de quarta-feira, mais de 50 falências foram registradas.

Esses números incluem casos de consolidação legal ou suspensão de negócios com dívidas inferiores a ¥10 milhões.

As falências em pequena escala de menos de ¥100 milhões foram responsáveis ​​por 1.308 casos, enquanto os casos em grande escala com passivos de ¥10 bilhões ou mais responderam por apenas cinco casos.

O número de falências aumentou acentuadamente a partir de março deste ano devido à terceira onda de infecções que ocorreu em dezembro e janeiro e ao desaparecimento da demanda durante os feriados de fim de ano, além dos efeitos do estado de emergência.

Nessas circunstâncias, o número de casos em setembro atingiu um recorde mensal de 178 devido à influência da quinta onda em agosto.

Em outubro, 54 falências foram confirmadas até agora, mas esse número deve aumentar até o final do mês.

O setor de restaurantes foi o mais afetado, com 383 casos, seguido por construção e obras (229), atacado de alimentos (118) e hotelaria (113).

Por província, Tóquio foi a mais afetada, com 484 falências, seguida por Osaka (231), Kanagawa (130) e Fukuoka (113). Somente Tóquio e Osaka responderam por 31,9% de todos os casos.
Fonte: Alternativa

quarta-feira, 30 de junho de 2021

Japão: queda no número de pessoas procurando emprego

Número de pessoas procurando emprego cai 11,7%, mas mercado continua abalado pela pandemia

emprego no Japão
Segundo o relatório publicado na terça-feira (29) pelo Ministério da Saúde, Trabalho e Bem-estar, o número de pessoas procurando emprego em maio diminuiu 11,7% em relação em abril.

O número de candidatos por vaga manteve o índice de 1,09, o que significa que há praticamente 1 candidato por vaga.

As empresas em maio abriram contratações para 686.225 pessoas, número que é 7,7% maior do que no ano passado.

Embora o mercado esteja tentando se recuperar, a situação continua crítica, e o número de contratações ainda é 26,9% menor do que em maio de 2019.

A indústria manufatureira foi o setor que mais abriu contratações, com uma taxa de aumento de 30,3% em relação ao mês de maio de 2020. Em seguida, destaca-se a indústria de entretenimento e serviços, com aumento de 21,7%.

As província que registraram os maiores índices de número de candidatos por vaga foram: Fukui, Shimane e Akita, com 1,81, 1,60 e 1,57, respectivamente. Já as províncias de Okinawa, Tóquio e Osaka registraram os menores índices: 0,83, 0,85 e 0,90, respectivamente.

“O número de contratações continua em níveis baixos e a situação ainda é crítica. As contratações não terão uma recuperação otimista nos próximos meses devido à instabilidade econômica”, comenta o ministério.
Fonte: Portal Mie com NHK

quarta-feira, 17 de março de 2021

Empresas japonesas oferecem aumentos salariais mais baixos devido à pandemia

O coronavírus afetou especialmente as companhias do setor de serviços

menores aumentos salariais
As empresas japonesas devem oferecer os menores aumentos salariais em oito anos com o encerramento das negociações trabalhistas nesta quarta-feira (17), em um sinal de que a pandemia de Covid-19 está colocando um fim aos benefícios trazidos pelas políticas de estímulo do ex-primeiro-ministro Shinzo Abe.

Nos últimos sete anos, as principais empresas ofereceram aumentos salariais de 2% ou mais em negociações anuais na primavera, em um esforço do governo para acabar com a deflação. As políticas de Abe, apelidadas de "Abenomics", visavam salários melhores, entre outras reformas, para ajudar a levantar a economia.

A escassez de mão de obra no país devido a uma população que envelhece rapidamente também estimulou as empresas a oferecerem salários mais altos para atrair funcionários bem qualificados.

Mas a pandemia do coronavírus afetou especialmente as empresas do setor de serviços, como restaurantes, transporte, hotéis, lazer e turismo, forçando-as a priorizar a segurança no emprego ao invés dos aumentos salariais anuais, dizem analistas.

“Muitas empresas estão contando com subsídios do governo para segurar empregos em meio à queda nos lucros. Se a situação durar mais, mais e mais empresas podem despedir trabalhadores”, disse Yoshiki Shinke, economista-chefe do Dai-ichi Life Research Institute.

“Nos últimos anos, os sindicatos tiveram uma vantagem clara sobre as empresas, pois enfrentavam uma crise de mão de obra. A pandemia mudou tudo isso, forçando os empregadores e sindicatos a priorizar a segurança no emprego ao invés do aumento salarial.”

As negociações salariais anuais servem como um barômetro da força corporativa e do poder de compra das famílias, ambos necessários para gerar crescimento econômico sustentável e atingir a meta de inflação de 2% do banco central.

Muitas empresas e sindicatos reduziram ou renunciaram a aumentos salariais básicos - um fator-chave para determinar a força dos ganhos de funcionários efetivos.

Os sindicatos automotivos, que têm forte influência nas negociações salariais em todo o país, reduziram ou abriram mão da demanda por aumentos salariais. Os sindicatos de maquinários elétricos também buscaram aumentos salariais mais baixos em comparação com os níveis do ano passado.

Sindicatos trabalhistas de setores duramente atingidos pela pandemia, como as companhias aéreas, arquivaram as demandas por aumentos salariais.

“À medida que os lucros corporativos se deterioram e a incerteza permanece quanto às perspectivas, a administração provavelmente será cautelosa” ao responder às demandas dos sindicatos por salários mais altos, disse Koya Miyamae, economista sênior da SMBC Nikko Securities.

Algumas empresas estão mudando de aumentos salariais gerais para uma abordagem mais variada sobre a remuneração. Muitas delas adotaram salários baseados no mérito, em vez de tempo de trabalho, para atrair jovens talentosos.

Toyota
A Toyota Motor disse nesta quarta-feira que concordou com um aumento salarial médio anual de ¥9.200 por mês a partir de 1º de abril.

O reajuste foi o mesmo que o sindicato havia exigido e maior do que o aumento salarial no ano passado de ¥8.600 por mês.
Fonte: Alternativa com Reuters 

segunda-feira, 26 de outubro de 2020

JAL prevê prejuízo de ¥85 bilhões

 JAL prevê fechar trimestre de julho a setembro com ¥85 bilhões de prejuízo

JAL-Japan Airlines
A JAL-Japan Airlines revelou no sábado (24) que prevê um prejuízo de aproximadamente 85 bilhões de ienes entre os meses de julho a setembro. Segundo a companhia aérea o impacto causado pelo coronavírus foi maior do que o esperado.

O trimestre entre abril e junho fechou com 131 bilhões de ienes de prejuízo. Embora o último trimestre tenha fechado no negativo, o prejuízo diminuiu significativamente.

Os especialistas apontam que a recuperação econômica gerada pela campanha Go To Travel e o corte de custos feitos pela empresa resultaram na queda do prejuízo.
Fonte: Portal Mie com Yomiuri Shimbum

sexta-feira, 31 de julho de 2020

Oferta de empregos no Japão cai pelo 6º mês, mas produção das fábricas mostra recuperação

O mercado de trabalho no país permaneceu em um "estado severo"
Empregos no Japão

 A produção industrial do Japão encerrou quatro meses seguidos de queda em junho, apontando para uma recuperação modesta na atividade comercial e de consumidores na terceira maior economia do mundo, após um forte golpe na demanda devido à pandemia de coronavírus.

Dados separados mostraram que a taxa de desemprego em junho caiu em relação ao mês anterior, embora o número de empregos disponíveis por candidato tenha diminuído para uma baixa de mais de cinco anos.

Dados oficiais divulgados nesta sexta-feira (31) mostraram que a produção das fábricas aumentou 2,7% em junho em relação ao mês anterior, quando atingiu seu nível mais baixo desde março de 2009, durante a crise financeira global.

O aumento foi devido, em grande parte, a um salto na produção de veículos e superou a previsão média do mercado para uma alta de 1,2% em uma pesquisa da Reuters com economistas. A atividade econômica do Japão foi gradualmente retomada nos últimos meses, depois que o governo suspendeu o estado de emergência no final de maio.

"Isso é um alívio", disse Ayako Sera, estrategista de mercado do Sumitomo Mitsui Trust Bank.

Mas ela acrescentou que a recuperação foi extremamente pequena em comparação com as quedas acentuadas em abril e maio, quando as atividades foram duramente atingidas por medidas de isolamento.

“A atividade de produção tende a se alinhar com os ganhos corporativos. O mercado de ações está bastante saudável, mas há dúvidas sobre se o desempenho corporativo será capaz de acompanhar as expectativas do mercado”, afirmou Sera.

Apesar da alta de junho, a produção caiu 16,7% no segundo trimestre, a maior queda desde que dados comparativos ​​foram disponibilizados em 2015, disse uma autoridade do Ministério da Economia, Comércio e Indústria (METI).

O governo elevou sua avaliação da produção industrial, dizendo que o setor havia parado de cair e agora estava se recuperando. Os fabricantes consultados pelo Ministério do Comércio esperam que a produção salte 11,3% em julho e 3,4% em agosto, mostraram os dados.

Em outras partes da Ásia, os indicadores de atividade fabril para julho na China e junho na Coreia do Sul foram melhores do que o esperado, alimentando esperanças de que o pior impacto da crise de saúde tenha passado.

Mercado de trabalho "severo"
A taxa de desemprego ajustada sazonalmente do Japão caiu para 2,8% em junho, segundo dados do governo, em relação aos 2,9% no mês anterior. Economistas em uma pesquisa da Reuters previam uma taxa mais alta de desemprego de 3,1%.

O mercado de trabalho permaneceu em um "estado severo" e justificou um monitoramento rigoroso, disse uma autoridade do governo, já que o declínio na taxa de desemprego deve-se principalmente a uma queda no número de novos candidatos.

Os dados mostraram que o número de trabalhadores em junho caiu 770 mil em relação ao ano anterior, disse o funcionário, enquanto o número de desempregados cresceu 330 mil em relação ao ano anterior, pelo quinto mês consecutivo de aumento.

A proporção de empregos/candidatos caiu para 1,11 em junho, de 1,20 em maio, marcando a menor leitura desde outubro de 2014 e o sexto mês seguido de recuo, mostraram dados do Ministério do Trabalho. Isso significa que menos de seis empregos estavam disponíveis por cinco candidatos.

Os analistas esperam que a economia do Japão tenha contraído mais de 20% anualmente no segundo trimestre, uma vez que as medidas de bloqueio em todo o mundo atingem a demanda de negócios e consumidores.

Os dados preliminares do PIB de abril a junho serão divulgados em 17 de agosto, duas semanas após o governo anunciar uma revisão dos dados do primeiro trimestre do PIB na segunda-feira para levar em conta um grande rebaixamento dos gastos empresariais no trimestre.
Fonte: Alternativa com Reuters

quarta-feira, 1 de julho de 2020

Nível de confiança nos negócios no Japão é o mais baixo desde crise de 2009

Pesquisa do Banco do Japão ressalta os danos que a pandemia de coronavírus causou à economia japonesa
Banco do Japão

A confiança dos fabricantes japoneses caiu no segundo trimestre para os níveis mais baixos desde a crise financeira global de 2009, mostrou a pesquisa Tankan do Banco do Japão (BOJ) divulgada nessa quarta-feira (1º). O resultado ressalta os danos que a pandemia de coronavírus causou à economia japonesa, dependente de exportação.

Segundo a agência Kyodo, o principal índice trimestral que mede a confiança das empresas, como fabricantes de automóveis e eletrônicos caiu de -8 em março para -34 em junho, pior do que a previsão média do mercado para -31 e o nível mais baixo desde junho de 2009.

A expansão global do Covid-19 forçou muitos fabricantes a interromperem temporariamente a produção devido à paralisação das cadeias de suprimentos e à diminuição na demanda por produtos, com todos os 16 setores registrando quedas em relação ao trimestre anterior.

A produção doméstica de oito grandes montadoras japonesas caiu 61,8% em maio, para 287.502 veículos, em comparação com o ano anterior, devido ao fechamento de fábricas e à fraca demanda, disseram as empresas na segunda-feira.

O sentimento entre as montadoras caiu 55 pontos para -72 em junho, o segundo número mais fraco desde junho de 2009, quando registrou -79, devido à queda na demanda por produtos em todo o mundo.

“As indústrias em geral pareciam ter sido duramente afetadas por um forte declínio na demanda, ressaltando os extensos danos causados ​​pela pandemia de coronavírus”, disse Hiroshi Shiraishi, economista do BNP Paribas Securities.

Em junho, o BOJ decidiu aumentar ainda mais suas medidas de apoio corporativo de 75 trilhões de ienes para 110 trilhões de ienes, alinhados com o segundo orçamento extra de 31,91 trilhões de ienes do governo para estimular a economia, incluindo novos programas com foco na assistência a pequenas empresas.

No entanto, a pesquisa mostrou que muitas empresas japonesas permanecem em um estado econômico grave em meio a preocupações com uma possível segunda onda do vírus.

O índice que mede o sentimento dos grandes não-fabricantes, caiu para -17 em junho, a pior leitura desde dezembro de 2009.

As grandes empresas esperam aumentar as despesas de capital em 3,2% no ano até março de 2021, excedendo as estimativas de mercado de um ganho de 2,1%, mas inferiores aos planos feitos três meses atrás.

“Há uma chance de as grandes empresas revisarem seus planos de gastos”, disse Shinichiro Kobayashi, economista da Mitsubishi UFJ Research and Consulting à Reuters. “O ritmo de qualquer recuperação econômica será lento.”

Em um sinal de que a melancolia está afetando o mercado de trabalho, as empresas esperam reduzir em 5,6% as novas contratações no ano fiscal de 2021, em relação a um ano atrás, o que seria a primeira queda desde 2010.

O sentimento de confiança de restaurantes, hotéis e fabricantes de máquinas também atingiu recordes mínimos.

Somente o setor de varejo registrou um aumento em relação ao trimestre anterior entre as 12 categorias não manufatureiras, registrando uma leitura de 2 contra menos 7 em março.

A demanda cresceu para compras on-line e alguns aparelhos eletrônicos, como computadores pessoais necessários para o teletrabalho, em meio a pedidos do governo para que as pessoas ficarem em casa, informou um funcionário do BOJ.

Quanto às perspectivas, o índice para grandes fabricantes deve se recuperar levemente para menos 27 nos próximos meses, em meio às expectativas de que a disseminação de infecções por vírus seja contida, embora muitas empresas continuem cautelosas sobre uma possível segunda onda, acrescentou o funcionário.
Fonte: Alternativa

quinta-feira, 26 de abril de 2018

Mão de obra valiosa em Shiga, incluindo a brasileira

As indústrias dependem da mão de obra estrangeira, incluindo a brasileira. “É uma força valiosa, sem ela não se mantém uma indústria”, diz gerente de Shiga
Mulheres brasileiras em uma indústria de Shiga

O jornal Mainichi desta quinta-feira publicou uma extensa matéria sobre o pilar que sustenta a economia japonesa, composto dos recursos humanos estrangeiros. São essenciais para a indústria japonesa, também em Shiga.

O repórter visitou uma indústria de equipamentos elétricos na cidade de Konan (Shiga). Lá encontrou na linha de produção muitas mulheres brasileiras, cerca de 20, trabalhando em um ambiente sem graxas. “Apesar da característica alegre estão em silêncio”, diz a matéria. Mas isso tem uma explicação. Um cartaz indica “eu não converso durante o serviço”.

Ricardo Noda, 45, é o nikkei brasileiro que coordena e verifica a atividade laboral. Também é intérprete e serve de exemplo para demonstrar como deve realizar as tarefas.

Cartaz com regras cumpridas pelas brasileiras
“Estrangeiros são forças valiosas, sem eles não mantemos uma indústria”, declarou o gerente industrial dessa planta para o jornal.

Segundo ele, nessa planta trabalham cerca de 300 empregados, dos quais 160 são estrangeiros, desde 15 anos atrás. 70% da mão de obra é feminina, tanto de brasileiras quanto de filipinas como haken shain. Mas também tem estagiários técnicos da Indonésia.

Os procedimentos são explicados e escritos em 3 idiomas: japonês, português e tagalog. Diferenças culturais dos países tiveram que ser superados por todos, inclusive pelo gerente industrial.

Para que os trabalhadores estrangeiros permaneçam no emprego realizam festas e bingos, com a presença dos familiares.

Em Nagahama (Shiga), o repórter encontrou uma indústria de processamento de metais, na cidade industrial, que conta com os estrangeiros. “O número absoluto de trabalhadores é insuficiente e o Japão precisa contar com estrangeiros para garantir o PIB atual”, declarou Kiyoshi Nishimura, Diretor de Desenvolvimento Técnico, 64 anos. A indústria emprega brasileiros através de empreiteira e estagiários técnicos vietnamitas, no total de 45 pessoas.
Fonte: Portal Mie com Mainichi