O IR incide sobre a renda anual que a pessoa teve entre 1º de janeiro e 31 de dezembro do ano anterior
A Declaração de Imposto de Renda deve ser entregue até o dia 15 de março na Receita Federal. E como muita gente tem dificuldade de preencher o formulário, algumas cidades realizam consultas com auditores fiscais para tirar dúvidas. Em alguns locais há intérprete, mas em outros, não. Na maioria destes lugares é preciso fazer reserva.
O Imposto de Renda incide sobre a renda anual que a pessoa teve entre 1º de janeiro e 31 de dezembro do ano anterior. Se o trabalhador é assalariado, entra no sistema de Certificado de Imposto de Renda (Gensen Choushuhyou), documento que o empregador deve entregar aos funcionários em janeiro do ano subsequente.
No caso, a empresa desconta mensalmente do salário ou bônus de cada empregado e faz o Ajuste Fiscal de Final de Ano (Nenmatsu Chousei), não havendo, assim, a necessidade de o funcionário declarar o imposto.
Porém, se o trabalhador se encaixa em algumas destas situações, deverá declarar o Imposto de Renda: a empresa não fez o ajuste no final de ano; não teve o imposto descontado do salário; teve rendimentos de duas ou mais fontes; teve renda proveniente do exterior; não declarou todos os dependentes, incluindo os que estão no exterior (remessas bancárias a dependentes no Brasil devem estar em nome do dependente); teve despesas médicas acima de ¥100 mil, ou ainda comprou algum imóvel. Quem é autônomo também deve declarar.
Documentos
Veja os documentos necessários: gensen original. Caso tenha tido mais de dois empregos, deve apresentar este documento de cada lugar onde trabalhou; original e cópia do Zairyu Card e do My Number e de todos os dependentes residentes no Japão; caderneta do banco e carimbo (inkan). Caso tenha dependente no exterior, apresentar os comprovantes de remessa bancária em nome do mesmo.
Apresentar ainda: certidão de nascimento e ou de casamento com tradução em japonês para provar a ligação familiar com dependentes no exterior; comprovantes de pagamento do Seguro Nacional de Saúde (Kokumin Kenko Hoken) ou Pensão Nacional (Kokumin Nenkin); recibos de despesas médicas que totalizem mais de ¥100 mil; comprovante de pagamento de seguro de vida, de incêndio, de financiamento de casa própria.
Consultas
Nagoia
O Centro Internacional de Nagoia (Aichi) terá consultas nos dias 23 e 24 de fevereiro e 2 e 3 de março, das 13h às 17h, com consultores fiscais. Será dada preferência a quem fará consulta pela primeira vez. É preciso fazer reserva, pois há número limitado de vagas. Tel.: 052-581-0100.
Toyoake
Auditores da Receita Nacional e consultores fiscais darão consultas e auxiliarão no preenchimento das declarações de imposto de renda até o dia 28 de fevereiro, das 9h30 às 16h (fechado para almoço das 12h às 13h), em Toyoake (Aichi). Não consta haver ajuda de intérprete. O atendimento será na Câmara de Comércio e Indústria de Toyoake (Shoukou Kaikan), na sala de reuniões do 2° andar (prédio em frente à Prefeitura, na rota 57). Informações: 0562-92-1118.
Hamamatsu
O Centro Internacional de Hamamatsu (Hice), em Shizuoka, dará consulta sobre declaração do Imposto de Renda dia 2 de março, das 9h30 às 11h30 e das 13h às 16h. Serão atendidas 40 pessoas por ordem de chegada. Inscrições: 053-458-2170.
Iwata
Consulta para preenchimento do formulário em Iwata (Shizuoka) de 18 de fevereiro a 15 de março, das 9h às 17h (Término da recepção: 16h). Não haverá consultas de fim de semana. Não haverá intérprete. A pessoa deve vir acompanhada de alguém que fale japonês. Local: Iwata-shi Bunka Shinkō Center Ninomiya Higashi 3-2- 2º andar (a oeste do Iwata Shimin Bunka Kaikan). Tel.: 0538-32-6111 (Iwata Zeimusho).
Kani
A Prefeitura de Kani (Gifu) receberá as declarações de IR até o dia 4 de março (exceto sábado, domingo e feriados), com acompanhamento de intérprete de português, se for necessário. É preciso fazer reserva. Atendimento das 9h30 às 12h e das 13h às 16h. Serão atendidas 22 pessoas por dia (30 minutos por pessoa). Tel.: 0574-62-1500 (português).
Nagahama
Consulta sobre a Declaração de Imposto de Renda em Nagahama (Shiga) de 18 de fevereiro até 15 de março, das 8h30 às 11h e das 13h às 16h (exceto sábados e domingos), na Prefeitura de Nagahama Tamokuteki Room 1F (60 pessoas por dia) e na Subprefeitura de Takatsuki 3F Kaigishitsu (40 pessoas por dia). Tel.: 0749-62-4111.
Konan
A Associação de Contadores da região Kinki - filial Minakuchi, de Konan (Shiga), realizará consulta gratuita relacionada à declaração de renda entre 18 e 22 de fevereiro, das 9h às 16h. Será no Minakuchi Nouzei Kyoukai. Serão atendidas 10 pessoas por dia (necessário reserva antecipadas). Tel.: 0748-62-1231.
Fonte: Alternativa
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segunda-feira, 18 de fevereiro de 2019
quinta-feira, 26 de abril de 2018
Mão de obra valiosa em Shiga, incluindo a brasileira
As indústrias dependem da mão de obra estrangeira, incluindo a brasileira. “É uma força valiosa, sem ela não se mantém uma indústria”, diz gerente de Shiga
O jornal Mainichi desta quinta-feira publicou uma extensa matéria sobre o pilar que sustenta a economia japonesa, composto dos recursos humanos estrangeiros. São essenciais para a indústria japonesa, também em Shiga.
O repórter visitou uma indústria de equipamentos elétricos na cidade de Konan (Shiga). Lá encontrou na linha de produção muitas mulheres brasileiras, cerca de 20, trabalhando em um ambiente sem graxas. “Apesar da característica alegre estão em silêncio”, diz a matéria. Mas isso tem uma explicação. Um cartaz indica “eu não converso durante o serviço”.
Ricardo Noda, 45, é o nikkei brasileiro que coordena e verifica a atividade laboral. Também é intérprete e serve de exemplo para demonstrar como deve realizar as tarefas.
“Estrangeiros são forças valiosas, sem eles não mantemos uma indústria”, declarou o gerente industrial dessa planta para o jornal.
Segundo ele, nessa planta trabalham cerca de 300 empregados, dos quais 160 são estrangeiros, desde 15 anos atrás. 70% da mão de obra é feminina, tanto de brasileiras quanto de filipinas como haken shain. Mas também tem estagiários técnicos da Indonésia.
Os procedimentos são explicados e escritos em 3 idiomas: japonês, português e tagalog. Diferenças culturais dos países tiveram que ser superados por todos, inclusive pelo gerente industrial.
Para que os trabalhadores estrangeiros permaneçam no emprego realizam festas e bingos, com a presença dos familiares.
Em Nagahama (Shiga), o repórter encontrou uma indústria de processamento de metais, na cidade industrial, que conta com os estrangeiros. “O número absoluto de trabalhadores é insuficiente e o Japão precisa contar com estrangeiros para garantir o PIB atual”, declarou Kiyoshi Nishimura, Diretor de Desenvolvimento Técnico, 64 anos. A indústria emprega brasileiros através de empreiteira e estagiários técnicos vietnamitas, no total de 45 pessoas.
Fonte: Portal Mie com Mainichi
O jornal Mainichi desta quinta-feira publicou uma extensa matéria sobre o pilar que sustenta a economia japonesa, composto dos recursos humanos estrangeiros. São essenciais para a indústria japonesa, também em Shiga.
O repórter visitou uma indústria de equipamentos elétricos na cidade de Konan (Shiga). Lá encontrou na linha de produção muitas mulheres brasileiras, cerca de 20, trabalhando em um ambiente sem graxas. “Apesar da característica alegre estão em silêncio”, diz a matéria. Mas isso tem uma explicação. Um cartaz indica “eu não converso durante o serviço”.
Ricardo Noda, 45, é o nikkei brasileiro que coordena e verifica a atividade laboral. Também é intérprete e serve de exemplo para demonstrar como deve realizar as tarefas.
“Estrangeiros são forças valiosas, sem eles não mantemos uma indústria”, declarou o gerente industrial dessa planta para o jornal.
Segundo ele, nessa planta trabalham cerca de 300 empregados, dos quais 160 são estrangeiros, desde 15 anos atrás. 70% da mão de obra é feminina, tanto de brasileiras quanto de filipinas como haken shain. Mas também tem estagiários técnicos da Indonésia.
Os procedimentos são explicados e escritos em 3 idiomas: japonês, português e tagalog. Diferenças culturais dos países tiveram que ser superados por todos, inclusive pelo gerente industrial.
Para que os trabalhadores estrangeiros permaneçam no emprego realizam festas e bingos, com a presença dos familiares.
Em Nagahama (Shiga), o repórter encontrou uma indústria de processamento de metais, na cidade industrial, que conta com os estrangeiros. “O número absoluto de trabalhadores é insuficiente e o Japão precisa contar com estrangeiros para garantir o PIB atual”, declarou Kiyoshi Nishimura, Diretor de Desenvolvimento Técnico, 64 anos. A indústria emprega brasileiros através de empreiteira e estagiários técnicos vietnamitas, no total de 45 pessoas.
Fonte: Portal Mie com Mainichi
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