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terça-feira, 30 de setembro de 2025

Queda na produção em fábricas no Japão

Dados divulgados nesta terça-feira revelam queda na produção industrial japonesa em agosto, impactada pelas tarifas comerciais dos EUA

fábricas no Japão
A produção industrial do Japão caiu mais do que o esperado em agosto, após um declínio semelhante no mês anterior, à medida que as tarifas comerciais dos EUA pesaram nas exportações.

As vendas no varejo caíram inesperadamente para o seu nível mais baixo em quatro anos.

A produção industrial registrou uma queda de 1,2% mês a mês em agosto, conforme mostraram os dados do governo nesta terça-feira (30). Esse resultado foi mais fraco do que as expectativas de uma contração de 0,7% e se manteve estável em relação a um declínio de 1,2% em julho.

As vendas no varejo caíram 1,1% em comparação com o ano anterior, marcando seu primeiro declínio desde fevereiro de 2022 e sua maior queda desde agosto de 2021. Os números vieram em contraste com as expectativas de um aumento de 1%, revertendo uma alta de 0,4% em julho.

Esta fraqueza ocorre apesar da confirmação de um novo acordo comercial entre EUA e Japão no mês passado, que reduziu as tarifas planejadas sobre carros japoneses e componentes para um patamar básico de 15%, abaixo das propostas iniciais de 25%.

As tarifas revisadas ainda representam um obstáculo para as montadoras, que enfrentam margens de lucro mais estreitas e uma demanda mais fraca nos EUA.

Consumo privado japonês permaneceu contido
A fraqueza inesperada nos dados de vendas no varejo sinalizou que o consumo privado japonês, uma força motriz da economia, permaneceu contido devido aos ventos contrários da inflação persistente e da incerteza econômica.

O gasto privado tem sido um grande propulsor da inflação no Japão nos últimos anos e foi também um fator motivador para o Banco Central do Japão (BOJ) aumentar as taxas de juros.

O BOJ manteve suas taxas de juros estáveis em 0,5% no início deste mês, mas dois membros do conselho se opuseram, pedindo um aumento de um quarto de ponto percentual, sinalizando uma inclinação mais rígida do banco central.
Fonte: Portal Mie com Investing

quinta-feira, 29 de dezembro de 2022

Produção industrial do Japão tem queda pelo 3º mês consecutivo

O ministério diz que a produção pode continuar lenta em meio a crescentes preocupações com desacelerações econômicas nos EUA, Europa e China

Produção industrial do Japão
A produção industrial do Japão caiu pelo 3º mês seguido em novembro.

Os dados mais recentes do governo mostram que o índice de produção industrial caiu 0.1 por cento em comparação a outubro.

O Ministério da Indústria rebaixou sua avaliação geral, dizendo que “a produção industrial enfraqueceu”. Anteriormente, ele havia dito que ela estava “melhorando lentamente, mas mostra sinais de declínio em parte”.

O ministério atribui o declínio a uma diminuição na produção devido à demanda reduzida por esteiras e outros maquinários, assim como equipamento de fabricação de chips.

Isso é resultado de altas taxas de juros por parte de bancos centrais em países no Ocidente e propagação de infecções por Covid na China.

Funcionários do ministério dizem que a produção pode continuar lenta em meio a crescentes preocupações com desacelerações econômicas nos EUA, Europa e China.

Eles dizem que continuarão a monitorar a situação da infecção e preços em alta.
Fonte: Portal Mie com NHK

sexta-feira, 31 de julho de 2020

Oferta de empregos no Japão cai pelo 6º mês, mas produção das fábricas mostra recuperação

O mercado de trabalho no país permaneceu em um "estado severo"
Empregos no Japão

 A produção industrial do Japão encerrou quatro meses seguidos de queda em junho, apontando para uma recuperação modesta na atividade comercial e de consumidores na terceira maior economia do mundo, após um forte golpe na demanda devido à pandemia de coronavírus.

Dados separados mostraram que a taxa de desemprego em junho caiu em relação ao mês anterior, embora o número de empregos disponíveis por candidato tenha diminuído para uma baixa de mais de cinco anos.

Dados oficiais divulgados nesta sexta-feira (31) mostraram que a produção das fábricas aumentou 2,7% em junho em relação ao mês anterior, quando atingiu seu nível mais baixo desde março de 2009, durante a crise financeira global.

O aumento foi devido, em grande parte, a um salto na produção de veículos e superou a previsão média do mercado para uma alta de 1,2% em uma pesquisa da Reuters com economistas. A atividade econômica do Japão foi gradualmente retomada nos últimos meses, depois que o governo suspendeu o estado de emergência no final de maio.

"Isso é um alívio", disse Ayako Sera, estrategista de mercado do Sumitomo Mitsui Trust Bank.

Mas ela acrescentou que a recuperação foi extremamente pequena em comparação com as quedas acentuadas em abril e maio, quando as atividades foram duramente atingidas por medidas de isolamento.

“A atividade de produção tende a se alinhar com os ganhos corporativos. O mercado de ações está bastante saudável, mas há dúvidas sobre se o desempenho corporativo será capaz de acompanhar as expectativas do mercado”, afirmou Sera.

Apesar da alta de junho, a produção caiu 16,7% no segundo trimestre, a maior queda desde que dados comparativos ​​foram disponibilizados em 2015, disse uma autoridade do Ministério da Economia, Comércio e Indústria (METI).

O governo elevou sua avaliação da produção industrial, dizendo que o setor havia parado de cair e agora estava se recuperando. Os fabricantes consultados pelo Ministério do Comércio esperam que a produção salte 11,3% em julho e 3,4% em agosto, mostraram os dados.

Em outras partes da Ásia, os indicadores de atividade fabril para julho na China e junho na Coreia do Sul foram melhores do que o esperado, alimentando esperanças de que o pior impacto da crise de saúde tenha passado.

Mercado de trabalho "severo"
A taxa de desemprego ajustada sazonalmente do Japão caiu para 2,8% em junho, segundo dados do governo, em relação aos 2,9% no mês anterior. Economistas em uma pesquisa da Reuters previam uma taxa mais alta de desemprego de 3,1%.

O mercado de trabalho permaneceu em um "estado severo" e justificou um monitoramento rigoroso, disse uma autoridade do governo, já que o declínio na taxa de desemprego deve-se principalmente a uma queda no número de novos candidatos.

Os dados mostraram que o número de trabalhadores em junho caiu 770 mil em relação ao ano anterior, disse o funcionário, enquanto o número de desempregados cresceu 330 mil em relação ao ano anterior, pelo quinto mês consecutivo de aumento.

A proporção de empregos/candidatos caiu para 1,11 em junho, de 1,20 em maio, marcando a menor leitura desde outubro de 2014 e o sexto mês seguido de recuo, mostraram dados do Ministério do Trabalho. Isso significa que menos de seis empregos estavam disponíveis por cinco candidatos.

Os analistas esperam que a economia do Japão tenha contraído mais de 20% anualmente no segundo trimestre, uma vez que as medidas de bloqueio em todo o mundo atingem a demanda de negócios e consumidores.

Os dados preliminares do PIB de abril a junho serão divulgados em 17 de agosto, duas semanas após o governo anunciar uma revisão dos dados do primeiro trimestre do PIB na segunda-feira para levar em conta um grande rebaixamento dos gastos empresariais no trimestre.
Fonte: Alternativa com Reuters

quinta-feira, 31 de outubro de 2019

Produção das fábricas aumenta no Japão, mas riscos ameaçam economia do país

"No futuro, as perspectivas são ruins", disse Marcel Thieliant, economista sênior da Capital Economics
Produção das fábricas no Japão

 A produção industrial do Japão se recuperou em setembro e registrou o crescimento mais rápido em quatro meses, oferecendo algum alívio aos fabricantes em meio à desaceleração da demanda global e à crescente pressão sobre as exportações do país diante da guerra comercial entre os Estados Unidos e a China.

O aumento dos riscos negativos para a economia do Japão, incluindo os efeitos da alta do imposto sobre consumo, manterá o banco central sob pressão para facilitar novamente a sustentação do crescimento e cumprir sua meta de inflação de 2%.

A produção das fábricas aumentou 1,4% em setembro em relação ao mês anterior, mostraram dados do Ministério do Comércio nesta quinta-feira (31), superando as previsões medianas do mercado para um crescimento de 0,4% e superando um declínio de 1,2% no mês anterior.

No trimestre de julho a setembro, a produção das fábricas caiu 0,6%, depois de um ganho de 0,6% nos três meses anteriores.

Os fabricantes consultados pelo Ministério da Economia, Comércio e Indústria esperam que a produção suba 0,6% em outubro e recue 1,2% em novembro, mostraram os dados.

"No futuro, as perspectivas são ruins", disse Marcel Thieliant, economista sênior da Capital Economics no Japão.

"Com os gastos do consumidor caindo após o aumento do imposto, a demanda doméstica não será suficiente. A previsão é de que a economia fique estagnada até o primeiro semestre do próximo ano.”

Na quarta-feira (30), os dados mostraram um grande salto nas vendas no varejo em setembro, antes do aumento do imposto de 8% para 10%, com os consumidores comprando itens caros, como carros e bens de consumo.

O Japão aumentou o imposto sobre consumo (shouhizei) no início de outubro, em uma medida considerada essencial para a economia, mas que pode levar o país à recessão, dizem alguns analistas.
Fonte: Alternativa com Reuters

segunda-feira, 18 de dezembro de 2017

Produção industrial do Japão cresce 0,5% em outubro

Ministério de Economia, Comércio e Indústria do país também estimou que os estoques da indústria japonesa subiram 3,2% na mesma comparação
Indústria no Japão
 
A produção industrial do Japão cresceu 0,5% em outubro ante setembro, segundo revisão divulgada hoje que confirmou dado preliminar do fim de novembro.

O Ministério de Economia, Comércio e Indústria do país também estimou que os estoques da indústria japonesa subiram 3,2% na mesma comparação, enquanto os embarques diminuíram 0,4%.
Fonte: Exame com Estadão Conteúdo

segunda-feira, 23 de março de 2015

Governo do Japão melhora avaliação econômica pela 1ª vez em oito meses

Segundo relatório mensal, a produção industrial está acelerando devido à melhora da atividade corporativa

economia-japaoO governo do Japão melhorou sua avaliação sobre a economia em geral pela primeira vez em oito meses nesta segunda-feira, destacando uma tendência de recuperação moderada uma vez que a produção industrial está acelerando devido à melhora da atividade corporativa.

Em seu relatório econômico mensal, o governo também melhorou sua avaliação da produção, lucro corporativo e confiança, diante de mais sinais de recuperação econômica após uma recessão inesperada provocada pelo aumento do imposto sobre vendas em abril passado.

Mas o governo manteve sua avaliação sobre o consumo privado e os gastos de capital, dizendo que os gastos do consumidor se mantiveram firmes e os gastos empresariais ficaram amplamente estáveis, sugerindo que o ciclo econômico virtuoso está longe de garantido.

O relatório foi divulgado uma semana depois de o banco central japonês decidir pela manutenção de seu programa de estímulo e de sua visão positiva da economia, sinalizando que o país está no curso de sair da recessão sem afrouxamento monetário adicional.

"A economia continua em uma tendência de recuperação moderada uma vez que uma melhora é vista no setor corporativo", disse o Escritório do Gabinete, que compilou o relatório econômico de março.

Essa foi uma melhora em relação ao mês anterior, quando o governo disse que a economia estava em uma recuperação moderada apesar da fraqueza vista no consumo privado e em outras áreas.
Fonte: Alternativa com Reuters

sábado, 30 de julho de 2011

Produção, exportações, consumo e emprego tiveram aumento em junho

A produção e as exportações poderão voltar aos níveis anteriores ao terremoto no trimestre julho-setembro
A produção industrial em junho chegou a 95% de seu nível em fevereiro (antes do terremoto), agora que as cadeias produtivas estão quase totalmente recuperadas, informou o jornal Nikkei.

Com a produção em alta (subiu 3,9%), as exportações também estão se recuperando. No mês passado, aumentou 7,4%, atingindo 94% do volume registrado em fevereiro.

A produção e as exportações poderão voltar aos níveis anteriores ao terremoto no trimestre julho-setembro.

Os gastos de capital já se recuperaram aos níveis de fevereiro; mesmo os envios de bens de capital superaram as cifras anteriores ao terremoto. Isso se explica principalmente pela crescente demanda de máquinas para a reconstrução.

Sinais de recuperação do consumo e do emprego também são evidentes, diz o jornal Nikkei. O consumo das famílias de duas ou mais pessoas subiu 0,8% em junho.

Embora o consumo ainda esteja 2% abaixo dos níveis de fevereiro, as vendas nas lojas superaram os níveis anteriores ao desastre. A confiança do consumidor aumentou.

Além disso, a oferta de emprego cresceu dois centésimos em comparação com maio e registrou 63 postos de trabalho para cada 100 pessoas.
Fonte: IPC Digital

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Produção cresce 0,1% em novembro

Governo espera crescimento de 3,4% em dezembro e 3,7% em janeiro
A produção industrial japonesa cresceu 0,1% em novembro se comparada a outubro, marcando o sexto mês de alta, informou na terça-feira (28) o ministério da Economia, Comércio e Indústria.
Segundo o informe preliminar de novembro, o índice de entrega de pedidos industriais cresceu 2,5% enquanto que a previsão de investimento industrial caiu 1,7%.
As indústrias que mais contribuíram para a alta foram a de transporte e de material eletrônico.
Também cresceu a produção de veículos de passageiros e telefones celulares.
O ministério da Economia espera que a produção industrial se expanda 3,4% em dezembro e 3,7% em janeiro.
O índice de produção industrial antecipa a marcha futura da economia japonesa, muito dependente do setor manufatureiro.
Fonte: IPC Digital

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Produção recua 1,9% em setembro

A previsão do Banco do Japão é que a queda continue em outubro e se recupere um pouco em novembro
A produção industrial japonesa registrou forte queda em setembro chegando a 1,9%, informou na sexta-feira (29) o ministério da Economia, Comércio e Indústria. Este foi o quarto mês consecutivo de queda. A previsão da agência Kyodo para o período era de 0,6%.
Em agosto, a produção nas fábricas em todo país havia caído 0,5% se comparado ao mês anterior. A queda em julho foi de 0,2% e, em junho, 1,1%.
A queda nas exportações vem reduzindo o ritmo de produção nas fábricas em todo o país.
O governo acredita que a tendência de baixa vai continuar em outubro, quando está previsto 3,6% de queda seguido de um aumento de 1,7% em novembro.
Mas se comparado a setembro de 2009, a produção cresceu 11,1%.
As indústrias que mais contribuíram para a queda foram de equipamentos de transporte e eletrônica.
O índice de entregas de pedidos industriais caiu 0,7% até 95 pontos por causa da redução da produção nas empresas do setor eletrônico e siderúrgico.
Já o índice de investimentos industriais cresceu 0,2% se comparado a agosto marcando 9,7 pontos a respeito da base 100 adotada em 2005.
Na quinta-feira (28), o Banco do Japão (BOJ) revisou para baixo a previsão de crescimento da economia para o ano fiscal de 2010, que vai até março de 2011. O índice caiu de 2,6% para 2,1%. Em 2011, a previsão de crescimento é de 1,9% e, para 2012 é de 2,1%.
Para o BOJ, a atividade econômica mostra sinais de recuperação moderada rumo a desaceleração devido a queda das exportações e da produção.
Para a segunda metade do ano fiscal de 2010, o BOJ prevê que a recuperação será lenta por causa do fim dos programas de estímulo ao consumo e da alta do iene.
Fonte: IPC Digital