Mostrando postagens com marcador governo japonês. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador governo japonês. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 16 de junho de 2026

Quase 40% dos idosos no Japão querem continuar trabalhando por necessidade financeira, aponta relatório

Pesquisa do governo mostra que o desejo de trabalhar após os 65 anos é maior no Japão do que nos Estados Unidos, Alemanha e Suécia

idosos no Japão
O governo japonês divulgou na semana passada um relatório revelando que cerca de 40% dos idosos no Japão com 65 anos ou mais desejam continuar exercendo atividades remuneradas.

O levantamento também indica que, em comparação com outros países, os idosos japoneses apresentam um nível mais elevado de preocupação econômica, informou a emissora TBS.

A pesquisa, realizada pelo Gabinete do Governo entre setembro e novembro do ano passado, ouviu aproximadamente 1.270 japoneses com 65 anos ou mais. Além disso, participaram do estudo cerca de 840 pessoas dos Estados Unidos, 770 da Alemanha e 960 da Suécia.

Necessidade de continuar trabalhando é maior no Japão
Ao analisar a disposição para trabalhar após os 65 anos, o estudo constatou que mais de 75% dos entrevistados nos Estados Unidos, Alemanha e Suécia responderam que não desejam exercer um trabalho remunerado no futuro.

No Japão, porém, esse percentual ficou em 49,8%.

Por outro lado, 39% dos japoneses afirmaram que gostariam de continuar trabalhando em atividades que gerem renda. O motivo mais citado foi a necessidade de obter ganhos devido a dificuldades financeiras.

Na Suécia, entretanto, a principal razão apontada pelos idosos que desejam trabalhar foi a possibilidade de utilizar seus conhecimentos e habilidades.

De acordo com um representante do governo, os resultados sugerem que o Japão possui uma proporção maior de idosos que enfrentam dificuldades econômicas no dia a dia quando comparado aos demais países analisados.

Rede de apoio fora da família é mais limitada
A pesquisa também investigou a quem os idosos recorrem quando enfrentam problemas cotidianos, excluindo familiares que vivem na mesma residência.

Em todos os países pesquisados, a resposta mais frequente foi “familiares ou parentes que moram separados”.

No entanto, a diferença apareceu quando os entrevistados citaram amigos como fonte de apoio. Na Alemanha, país com o índice mais alto, 61% responderam que contam com amigos. Já o Japão registrou o menor percentual, com apenas 13,7%.

Relação com a vizinhança
O levantamento mostrou ainda diferenças significativas na convivência com os vizinhos.

Entre os alemães, 46,6% afirmaram que costumam pedir ou oferecer conselhos aos moradores da vizinhança, o maior índice entre os países pesquisados. No Japão, esse percentual foi de 15,4%, o menor do grupo.

Além disso, quando questionados sobre ajudar vizinhos durante períodos de doença, 34,3% dos alemães responderam positivamente. No Japão, apenas 3,9% deram a mesma resposta.

Comparação ocorre desde 2015
A comparação entre Japão, Estados Unidos, Alemanha e Suécia é realizada desde 2015.

De acordo com o relatório, os Estados Unidos participam do estudo por serem um dos principais países com menor índice de envelhecimento populacional. A Alemanha foi escolhida por apresentar uma elevada taxa de envelhecimento, enquanto a Suécia integra a pesquisa por ser considerada um país com sistema de bem-estar social desenvolvido.
Fonte: Alternativa

quinta-feira, 5 de março de 2026

Rapidus inicia produção de chips para Canon e Synopsys

A fabricante japonesa Rapidus iniciará a produção experimental de semicondutores de processamento de imagem de 2nm para Canon e Synopsys, com apoio governamental

chips
A fabricante japonesa de chips Rapidus Corp. iniciará a fase de testes para o design e a produção de semicondutores de processamento de imagem.

Os chips serão desenvolvidos para a Canon Inc., renomada fabricante japonesa de dispositivos de imagem, e para a unidade japonesa da Synopsys Inc., uma importante empresa americana de design de chips.

Para impulsionar este projeto estratégico, a Organização de Desenvolvimento de Novas Energias e Tecnologias Industriais (NEDO), uma afiliada do governo japonês, planeja destinar um financiamento de até ¥17,5 bilhões.

Este montante cobrirá dois terços dos custos necessários para o projeto de terceirização, conforme fontes governamentais.

Metas de produção e inovação tecnológica
A Rapidus tem como meta ambiciosa iniciar a produção em massa de semicondutores avançados com uma largura de linha de circuito de 2 nanômetros até o ano fiscal de 2027.

A expectativa é que esses chips de última geração contribuam significativamente para a miniaturização de dispositivos eletrônicos, como câmeras, além de reduzir o consumo de energia e aprimorar o desempenho do processamento de imagem.

Apoio governamental e estabilidade de mercado
Representantes da Rapidus informaram que a empresa está atualmente em negociações ativas com mais de 60 empresas, a maioria delas estrangeiras, para o fornecimento de seus produtos de chip inovadores.

Reconhecendo a importância de garantir uma base sólida de clientes japoneses para assegurar a estabilidade na produção em massa desses semicondutores de ponta, o governo do Japão reafirma seu apoio aos esforços da Rapidus neste empreendimento tecnológico.
Fonte: Portal Mie com NP

sexta-feira, 23 de fevereiro de 2024

Japão fornecerá ¥730 bilhões em subsídios extras para 2ª fábrica da TSMC

O governo japonês planeja fornecer ¥730 bilhões em subsídios adicionais para a 2ª fábrica da TSMC em Kumamoto, visando aumentar sua rede de fornecimento de chips

Taiwan Semiconductor Manufacturing Co
O governo japonês planeja fornecer ¥730 bilhões (US$4,9 bilhões) em subsídios adicionais para a segunda fábrica da Taiwan Semiconductor Manufacturing Co (TSMC) na província de Kumamoto, visto que o país visa aumentar sua rede de fornecimento de chips, disse na quinta-feeira (22) uma fonte com conhecimento do assunto.

A maior fabricante de chips por contrato do mundo deve iniciar as operações em sua primeira planta na província no sudoeste do Japão neste ano, com o suporte de ¥476 bilhões em subsídios.

Espera-se que a TSMC invista um total de cerca de ¥2 trilhões para construir as duas fábricas em meio aos esforços do Japão para aumentar a produção doméstica de semicondutores com auxílio financeiro.

O governo vê o fortalecimento da produção de chips em casa como vital para sua segurança econômica, visto que a dependência na grande fornecedora de Taiwan representa riscos geopolíticos em meio a tensões entre os EUA e a China sobre a ilha autogovernada.

Uma crise em potencial na região poderia levar o Japão a perder acesso a fornecimentos de semicondutores.

A Kioxia Holdings Corp, a Western Digital Corp e a Micron Technology Inc estão entre a fabricantes de chips que vêm recebendo subsídios para seus planos de aumentar produção no Japão.

A empresa taiwanesa estaria considerando uma terceira planta no Japão, transformando potencialmente o país em um principal centro global de produção de chips.

A TSMC realizará uma cerimônia de abertura para a primeira fábrica no sábado (24).
Fonte: Portal Mie com Mainichi

quinta-feira, 27 de julho de 2023

Salário mínimo do Japão: média nacional poderá passar de mil ienes pela primeira vez

A iniciativa privada e o governo discutem para chegar à média nacional de salário mínimo de mil ienes/hora, enquanto o sindicato quer 1,5 mil ienes

Salário mínimo do Japão
O debate sobre o aumento do salário mínimo chegou a um beco sem saída. Espera-se que a taxa de aumento no ano fiscal de 2023 exceda 4%, em comparação com o anterior, e a média do salário mínimo por hora, provavelmente, exceda mil ienes pela primeira vez em cerca de 30 anos. A decisão deverá ser tomada na sexta-feira (28).

Embora a meta estabelecida pelo governo possa ser seja atingida, o nível fica aquém dos países desenvolvidos. Atualmente a média do Japão é de 961 ienes a hora e o primeiro-ministro Fumio Kishida pediu que alcançasse os mil ienes. 

Até junho, as médias do salário mínimo de alguns países de primeiro mundo são (equivalência em ienes):

  • ¥1.733 na Inglaterra
  • ¥1.749 na Alemanha
  • ¥1.679 na França
  • ¥1.001 na Coreia do Sul
  • ¥2.091 na Califórnia, nos Estados Unidos

Na Austrália, houve um aumento em julho, chegando ao equivalente a 2,2 mil ienes a hora. E na Coreia do Sul chegou a 1.080.

Há uma grande diferença entre os salários mínimos dos países desenvolvidos e do Japão. Por outro lado, a diferença entre eles e os países emergentes está diminuindo. Há uma grande preocupação de que o número de estrangeiros que desejam trabalhar no Japão diminua.

Salário mínimo de 1,5 mil ienes a hora
Alguns grupos civis estão pedindo um salário mínimo de 1,5 mil ienes por hora, pois é essencial que os trabalhadores ganhem o mínimo necessário para sua  subsistência.

Um deles é o Aequitas, que lida com o problema da pobreza dos trabalhadores. Chegou a esse valor com base em uma pesquisa realizada pela Confederação dos Sindicatos (Zenroren).

Atualmente, somente Kanagawa e Tóquio têm estabelecido o salário mínimo de pouco mais de mil ienes.

Mas, há províncias de Kyushu e Okinawa que ainda têm como salário mínimo estabelecido, o valor de ¥853, bem inferior aos das províncias de Kanto, Tokai e Kansai.

Mesmo que o debate defina média nacional de mil ienes a hora, é preciso ver como as províncias vão ajustar esses valores. No Japão, os governadores de cada província definem o mínimo.
Fonte: Portal Mie com Nikkei e NHK

quinta-feira, 25 de maio de 2023

Japão avalia cobrar ¥6.000 por ano de todos os inscritos no “shakai hoken” para cobrir subsídios infantis

A intenção é assegurar recursos para uma abordagem sem precedentes no combate à diminuição da população

shakai hoken
Em um esforço para enfrentar o desafio da diminuição da população, o governo japonês está estudando a possibilidade de adicionar aproximadamente ¥500 por mês à cobrança da taxa do “shakai hoken”, o que resultaria em um aumento de ¥6.000 por ano no encargo de cada cidadão inscrito no seguro social, informou a agência de notícias Kyodo na quarta-feira (24), citando várias fontes anônimas.

A intenção é assegurar recursos para uma abordagem sem precedentes no combate à diminuição da população, considerada "diferente de tudo que foi feito até agora".

A previsão é de que a partir do ano fiscal de 2026, o governo comece a arrecadar esse valor juntamente com as contribuições mensais para o seguro de saúde. Com isso, espera-se obter cerca de ¥1 trilhão anualmente, incluindo a parcela de responsabilidade das empresas. 

Além disso, o governo japonês deve financiar parte de seus gastos com medidas de cuidados infantis emitindo títulos adicionais ao longo de um período de aproximadamente dois anos, informou o jornal Yomiuri, levantando preocupações sobre o já alto fardo da dívida pública.

O plano será incluído na plataforma econômica de longo prazo do governo a ser publicada em junho, disse o Yomiuri, citando várias fontes do governo.

O primeiro-ministro Fumio Kishida anunciou um plano para dobrar o valor do auxílio-infantil nos próximos três anos. Na questão de financiar a maior parte do pacote de gastos, Kishida descartou a possibilidade de aumento do imposto sobre vendas, deixando a emissão de dívida como uma das principais opções de financiamento, pelo menos por enquanto.

"Até onde posso ver, o governo está lançando a ideia de emitir títulos provisórios, que provavelmente serão resgatados por meio de um futuro aumento de impostos", disse Takuya Hoshino, economista do Dai-ichi Life Research Institute.

"O governo está renunciando a aumentos de impostos politicamente prejudiciais, pelo menos por enquanto, quando as eleições gerais podem se aproximar."

O plano mais recente, seguindo outro grande programa para dobrar os gastos militares nacionais, sobrecarregaria a já terrível dívida pública do Japão, que é mais do que o dobro da produção econômica anual.

"O primeiro-ministro enfatizou a importância de conquistar a compreensão das pessoas, ao mesmo tempo em que aborda minuciosamente a reforma das despesas para minimizar os encargos públicos", disse o secretário-chefe do gabinete, Hirokazu Matsuno, a repórteres na quarta-feira.

Sob o esquema de financiamento proposto, o governo estima que precisa arrecadar cerca de ¥3 trilhões (US$ 22,21 bilhões) em fundos por ano para uma política de cuidados infantis que Kishida apresentou para ajudar a reverter o declínio da taxa de natalidade.

O governo expandiria o tamanho dos fundos gradualmente ao longo dos três anos a partir do ano fiscal de 2024 e garantiria o valor necessário até o final do período da política.

O jornal Yomiuri não disse quanta dívida será emitida para financiar os gastos, enquanto Hoshino estima que o valor seria de cerca de ¥1 trilhão, ou um terço dos fundos.

O governo destinou cerca de ¥5 trilhões para este ano fiscal que começou em abril para pagar o programa orçamentário geral de cuidados infantis.
Fonte: Alternativa

terça-feira, 25 de abril de 2023

Fabricante de chips Rapidus terá subsídio adicional de ¥260 bilhões do governo japonês

A Rapidus já tinha assegurado um valor inicial de ¥70 bilhões de fundos do governo

O consórcio Rapidus é formado por empresas como a Toyota, Sony e Kioxia
De acordo com reportagem da rede NHK nesta terça-feira (25), o governo do Japão planeja conceder uma segunda rodada de fundos para um novo consórcio de semicondutores da nação.

Fontes dizem que o Ministério da Indústria concederá à Rapidus ¥260 bilhões (US$1.9 bilhão). O dinheiro será investido em uma nova fábrica na província de Hokkaido.

A companhia foi formada no ano passado, com investimentos da Toyota Motor, da gigante das telecomunicações NTT, do Grupo Sony e outros. A meta é aumentar a produção doméstica de semicondutores.

Fabricantes do Japão ficam bem atrás de rivais em outros países no campo de chips avançados. A Rapidus está visando produzir em massa os dispositivos mais avançados do mundo.

O ministério já forneceu suporte financeiro de ¥70 bilhões (US$522 milhões) para a Rapidus. Autoridades indicaram ao mesmo tempo que fabricação doméstica de chips aumentaria a segurança econômica do Japão.

O mais recente suporte financeiro deve ser gasto principalmente em uma linha de produção na fábrica. A companhia planeja construir uma linha de testes em 2025, visando produção em massa em torno de 2027.

A meta é a fabricação em larga escala de chips de 2 nanômetros que são essenciais nas indústrias de próxima geração, incluindo de veículos autônomos e inteligência artificial.

A corrida global para circuitos ultrafinos de alto desempenho é liderada pela TSMC de Taiwan, a Samsung da Coreia do Sul e a Intel dos EUA.

O ministério diz que tem a intenção de considerar fazer futuros investimentos na nova fábrica se necessário.
Fonte: Portal Mie com NHK

terça-feira, 13 de dezembro de 2022

IBM produzirá chips avançados em parceria com empresa no Japão

A nova fábrica será no Japão, mas as empresas ainda não anunciaram a localização exata

IBM Japão
A IBM Corp. informou nesta terça-feira (13) que está se associando à Rapidus, uma recém-criada fabricante de chips apoiada pelo governo japonês, para ajudá-la a fabricar os chips mais avançados atualmente disponíveis.

O anúncio ocorre no momento em que as relações EUA-China permanecem tensas, especialmente em relação aos chips, e Washington recentemente restringiu o acesso de Pequim à tecnologia avançada de semicondutores. 

O Japão, que há muito perdeu a liderança na fabricação de chips, agora está correndo para recuperar o atraso e garantir que suas montadoras e empresas de tecnologia da informação não fiquem sem o componente-chave.

No mês passado, o Japão anunciou que investirá 70 bilhões de ienes (US$ 500 milhões) na Rapidus, um empreendimento liderado por empresas de tecnologia como Sony Group Corp e NEC Corp. de dólares para construir, fontes dizem que mais investimentos estão a caminho.

O diretor de pesquisa da International Business Machines Corp, Dario Gil, disse que as duas empresas trabalharão juntas para fabricar os chamados chips de 2 nanômetros da IBM, revelados no ano passado.

Um "nanômetro", ou um bilionésimo de metro, na indústria de chips agora se refere a uma tecnologia específica, e não à medida. Em geral, quanto menor o número que precede a palavra "nanômetro", mais avançado é o chip.

Questionado sobre se o Japão poderia avançar para a fabricação de tecnologia tão avançada quando sua fábrica mais avançada hoje produz um chip de 40 nanômetros, Gil disse: “Não é como se você estivesse começando do zero”.

“O Japão já tem enormes pontos fortes na indústria de semicondutores e, do ponto de vista de materiais e equipamentos, é líder global nesse espaço”, disse ele à Reuters antes do anúncio. “A expertise científica e de engenharia que existe no Japão e essa rede de fornecedores e parceiros ao redor é muito rica e forte.”

A IBM disse que, como parte do acordo, os cientistas e engenheiros da Rapidus trabalharão ao lado da IBM Japão e dos pesquisadores da IBM no Albany NanoTech Complex, no estado de Nova York.

A nova fábrica será no Japão, mas as empresas ainda não anunciaram a localização exata.
Fonte: Alternativa com Reuters

segunda-feira, 7 de março de 2022

Empresas no Japão planejam contratar mais funcionários, mostra pesquisa

Os números sugerem que as empresas estão prontas para virar a página em relação a limites de contratação colocados em vigor durante a pandemia

empresas no Japão
Uma pesquisa do governo mostra que uma parcela recorde de empresas no Japão está planejando contratar mais pessoas em meio a perspectivas econômicas otimistas.

Em janeiro deste ano, o escritório do gabinete entrevistou companhias listadas na primeira e segunda seções do Tokyo Stock Exchange e do Nagoya Stock Exchange. Mais de mil empresas responderam.

Os resultados mostram que 70% estão buscando acrescentar mais funcionários durante o período de 3 anos com início em abril.

O número é um aumento de cerca de 10 pontos percentuais ante a pesquisa anterior há 1 ano. Ele também é o nível mais alto desde 1992, quando dados comparáveis começaram a ser disponibilizados.

Dentre fabricantes, cerca de 80% das empresas que produzem maquinário têm a intenção de expandir suas forças de trabalho. Mais de 70% das companhias químicas também planejam seguir a tendência.

No setor não manufatureiro, 100% das seguradoras e mais de 90% das companhias de construção visam contratar mais.

O escritório do gabinete diz que os números sugerem que as empresas estão prontas para virar a página em relação a limites de contratação colocados em vigor durante a pandemia de coronavírus.

Entretanto, autoridades alertam que os desenvolvimentos na Ucrânia e contínua propagação da variante ômicron devem obscurecer a perspectiva econômica, o que poderia fazer com que as companhias recuassem sobre planos para mais contratações.
Fonte: Portal Mie com NHK

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2022

Japão precisará quadruplicar número de trabalhadores estrangeiros até 2040, diz relatório

Sem isso, o país pode não alcançar a trajetória de crescimento que o governo delineou a longo prazo

trabalhadores estrangeiros
O Japão precisará de cerca de quatro vezes mais trabalhadores estrangeiros até 2040 para alcançar a trajetória de crescimento que o governo delineou em sua previsão econômica, disse um grupo de think tank (especializado em projetar ideias e estratégias) com sede em Tóquio nesta quinta-feira (3).

As descobertas destacam uma crescente dependência japonesa do trabalho migrante para compensar uma população cada vez menor, enquanto sua capacidade de atrair talentos estrangeiros foi questionada pelos rígidos controles de fronteira da Covid-19 que bloquearam estudantes e trabalhadores.

O Japão deve aumentar o número de trabalhadores estrangeiros para 6,74 milhões até 2040 para sustentar o crescimento econômico médio anual de 1,24%, com base em um cenário otimista de "alto crescimento" que o governo estabeleceu em sua projeção de longo prazo, disse o think tank, incluindo um braço de pesquisa da Agência de Cooperação Internacional do Japão (JICA) afiliada ao Ministério das Relações Exteriores, em um relatório.

O número seria quase 300% maior do que os atuais 1,72 milhão de trabalhadores estrangeiros, que representam cerca de 2,5% da força de trabalho.

"Devemos discutir a aceitação de trabalhadores estrangeiros com maior senso de urgência, pois a competição por força de trabalho cresceria no futuro contra países como a China", disse o presidente da JICA, Shinichi Kitaoka, em um simpósio focado na pesquisa nesta quinta-feira.

"Precisamos tomar medidas para tornar o Japão atraente a longo prazo, um país a ser escolhido por trabalhadores estrangeiros."

O estudo ressaltou que o Japão perderia mais de 10% de sua força de trabalho nas próximas duas décadas.

Sua população atingiu o pico em 2008 e diminuiu desde então devido à baixa taxa de natalidade para cerca de 125 milhões no ano passado. A população em idade ativa está diminuindo ainda mais rapidamente devido ao envelhecimento.

O estudo também levou em conta o estoque de capital, que continuaria a crescer 1% ao ano graças ao investimento em tecnologias de automação.

A questão dos trabalhadores estrangeiros e da imigração em geral há muito é sensível na terceira maior economia do mundo, onde muitas pessoas valorizam a homogeneidade étnica.

Mas a pressão aumentou para abrir as fronteiras e a escassez de trabalhadores levou o governo a criar novas categorias de vistos.

Cerca de metade dos trabalhadores estrangeiros do Japão vêm do Vietnã e da China. Os especialistas disseram esperar que o número de imigrantes de lugares como Camboja e Mianmar aumente rapidamente nas próximas duas décadas.

No entanto, o grupo disse que a oferta de mão de obra migrante ficará constantemente aquém da demanda sob o atual sistema de imigração e o Japão deve considerar mais vistos de longo prazo.

O estrito fechamento das fronteiras para não-japoneses por causa do coronavírus levantou a preocupação de que o Japão possa perder sua reputação como um destino atraente para talentos estrangeiros.
Fonte: Alternativa com Reuters

terça-feira, 16 de novembro de 2021

Japão anuncia plano de reforçar indústria de chips e baterias como parte do pacote de estímulos

O plano inclui ajuda financeira para instalação de fábricas e desenvolvimento de chips com outros países

indústria de chips
O pacote de estímulo econômico do Japão apresentará um plano para fortalecer urgentemente a indústria de chips, enquanto o governo também formulará uma estratégia para a produção de baterias “verdes”, disse o ministro do Comércio Koichi Hagiuda na segunda-feira (15).

Hagiuda revelou o plano dias antes de o primeiro-ministro Fumio Kishida anunciar um pacote de estímulo no valor de "várias dezenas de trilhões de ienes" para aliviar as consequências da pandemia Covid-19 e reaquecer a economia.

O plano seguiu-se a um anúncio feito pela Taiwan Semiconductor Manufacturing Co (TSMC) na semana passada sobre a construção planejada de uma fábrica de chips de US$ 7 bilhões no Japão com a Sony Group, um movimento bem recebido pelo governo japonês.

O setor de fabricação de chips do Japão, que já foi o primeiro setor do mundo na década de 1980, tem lutado para manter sua vantagem competitiva, mas entrou em declínio constante nas últimas três décadas, à medida que rivais regionais avançaram, como é o caso dos fabricantes taiwaneses.

"Uma das principais causas das três décadas perdidas foi a falta de investimento digital", disse Hagiuda em uma reunião em seu ministério.

"Muitos dos problemas que o Japão enfrenta poderiam ser resolvidos com o uso da tecnologia digital ... A chave para o crescimento pós-corona é revitalizar o investimento digital mais amplo em todo o país."

Hagiuda disse que o governo está considerando medidas para encorajar o estabelecimento de locais de produção em larga escala para baterias de armazenamento, que ele disse serem a chave para atingir metas verdes e digitais.

O Japão quer que a TSMC, fabricante mundial de chips, construa fábricas para fornecer chips às montadoras e fabricantes de dispositivos eletrônicos do Japão, visto que o atrito comercial entre os Estados Unidos e a China pode prejudicar as cadeias de fornecimento e aumentar a demanda pelo componente-chave.

O Japão promoverá bases de produção de semicondutores, vacinas contra a Covid-19 e medicamentos como parte de um plano de estímulo, que exige que o governo e o banco central compartilhem um forte senso de urgência, mantendo uma combinação apropriada de políticas monetárias e fiscais, um esboço visto pela agência de notícias Reuters.

A NHK publicou que o plano do governo com relação aos chips tem três estágios. No primeiro pretende atrair fabricantes de chips ao Japão através do fornecimento de ajuda financeira. 

O segundo e terceiro estágios do plano incluem um trabalho do Japão com os Estados Unidos e outras nações em pesquisa e desenvolvimento de tecnologias de chips mais avançados.
Fonte: Alternativa com Reuters

sábado, 29 de maio de 2021

Ofertas de emprego sofrem leve queda no Japão em abril, diz governo

A taxa de desemprego subiu de 2,6% em março para 2,8% no mês passado

taxa de desemprego
A taxa de desemprego no Japão aumentou e a disponibilidade de trabalho caiu em abril, mostraram dados na sexta-feira (28), ressaltando que a batalha prolongada do país contra a Covid-19 ainda afeta a economia.

Dados separados mostraram que o núcleo dos preços ao consumidor em Tóquio caiu em maio, com expectativas de que a inflação permanecerá bem abaixo da meta de 2% do banco central por enquanto.

O governo estendeu o estado de emergência em nove províncias para combater a pandemia por cerca de três semanas, até 20 de junho, obscurecendo as perspectivas para a frágil recuperação.

A taxa de desemprego do Japão subiu de 2,6% em março para 2,8% em abril, segundo o governo, superando a previsão média do mercado de 2,7%.

A proporção de empregos para candidatos ficou em 1,09, abaixo de 1,10 do mês anterior.

"As ofertas de emprego podem ter caído novamente em maio devido ao terceiro estado de emergência. Isso pode travar ainda mais a recuperação do emprego", disse Tom Learmouth, economista da Capital Economics.

"Mas, mais à frente, ainda esperamos que o emprego e a força de trabalho voltem aos níveis anteriores da pandemia na segunda metade do ano, à medida que as vacinas permitem que a economia volte à saúde plena."

Os principais preços ao consumidor em Tóquio, considerados indicadores importantes dos números nacionais, caíram 0,2% em maio em relação ao ano anterior.

A economia do Japão encolheu no primeiro trimestre e muitos analistas esperam que qualquer recuperação no trimestre atual seja modesta, já que o novo estado de emergência prejudicou o consumo.

A fraca demanda doméstica alimentou temores de um retorno à deflação, mesmo com outras grandes economias vendo a inflação disparar, mantendo o Banco do Japão sob pressão para manter um estímulo massivo.
Fonte: Alternativa com Reuters

quinta-feira, 1 de abril de 2021

Trabalhador passa a ter opção de se aposentar aos 70 anos no Japão

O país busca expandir a população ativa para cobrir os crescentes custos com previdência

aposentar aos 70 anos
A revisão da Lei de Estabilização do Emprego de Idosos entrou em vigor no Japão nesta quinta-feira (1), obrigando as empresas a garantir oportunidades de trabalho até os 70 anos, informou a emissora NHK.

Mais de 50% dos trabalhadores, homens e mulheres, querem continuar trabalhando até os 70 anos, segundo o governo japonês, mas nem todas as empresas conseguiram se adaptar a esse sistema a tempo, uma vez que estão mais preocupadas com os efeitos da pandemia do coronavírus.

O país busca expandir a população ativa para cobrir os crescentes custos com previdência em meio ao rápido envelhecimento da sociedade, mas se aposentar aos 70 anos é uma opção, e não uma obrigação.

Uma em cada três pessoas no Japão deverá ter 65 anos ou mais em 2025, segundo dados do governo.

De acordo com uma pesquisa conduzida pelo Teikoku Databank com 11 mil empresas em fevereiro, 32,4% disseram que ainda não tomaram medidas para garantir trabalho até os 70 anos e 14,9% não souberam responder.

Uma outra pesquisa feita pelo governo mostrou que 65,7% dos homens planejam trabalhar até os 70 anos ou mais, e 52,5% das mulheres responderam o mesmo.

O governo vai pedir às empresas que escolham uma das cinco opções de forma de trabalho, incluindo aumentar a idade da aposentadoria, descartá-la ou permitir que os funcionários trabalhem além do limite de idade.

As duas outras opções são para as empresas terceirizarem algumas operações para aposentados que iniciam seus próprios negócios ou se tornam colaboradores, ou atribuí-las a projetos filantrópicos executados pelas empresas.
Fonte: Alternativa

quinta-feira, 25 de março de 2021

Governo japonês cria painel para promover indústria de chips

Membros do novo painel concordaram em ajudar empresas japonesas no ramo a conduzirem pesquisa e construir fábricas

indústria de chips
Funcionários do governo japonês estão preocupados com a indústria de semicondutores do país ficando atrás de competidoras globais. O Ministério da Indústria está prometendo combater o problema através de um painel de especialistas.

O Ministro da Indústria, Hiroshi Kajiyama, participou da reunião inaugural na quarta-feira (24).

Membros compartilharam a opinião de que o Japão fica atrás dos EUA e China em fornecer subsídios às fabricantes de chips. Eles também apontaram a necessidade de políticas que melhorem as redes de fornecimento.

Os membros concordaram em ajudar fabricantes japonesas a conduzirem pesquisa conjunta com competidoras estrangeiras e construir fábricas que produzem dispositivos de alta tecnologia, como chips para smartphones.

Eles estudarão a promoção de investimento em semicondutores para automóveis a fim de potencializar as vantagens das fabricantes de chips japonesas.

Chips para computador estão com fornecimento escasso em todo o mundo, forçando montadoras a cortarem produção. Um incêndio na fábrica de chips da Renesas em Ibaraki na semana passada poderia resultar em ainda mais problemas.

O painel planeja elaborar suas propostas até maio.
Fonte: Portal Mie com NHK

quinta-feira, 19 de novembro de 2020

Japão planeja aumentar para ¥7 mil taxa de primeira consulta em grandes hospitais

O governo quer que os hospitais priorizem o atendimento especializado

hospitais no Japão
O governo japonês está planejando aumentar a taxa cobrada pelos grandes hospitais de pacientes que fazem a primeira consulta sem uma carta de apresentação, informou o jornal Yomiuri nesta quinta-feira (19).

A intenção do Ministério da Saúde é incentivar o paciente a procurar primeiro clínicas ou hospitais menores do bairro onde mora e somente marcar consultas em grandes hospitais em caso de necessidade, mediante uma carta de apresentação (shoukaijou / 紹介状) emitida pela clínica.

Atualmente, a taxa para quem faz a primeira consulta em grandes hospitais sem carta de apresentação é de ¥5 mil, mas o governo pretende aumentar para ¥7 mil dentro de dois anos.

O Japão tem 666 hospitais considerados grandes, com mais de 200 leitos, que cobram a taxa. O governo pretende também aumentar essa lista, abrangendo instituições médicas com menos capacidade de internação.

O Ministério da Saúde quer que os grandes hospitais priorizem o atendimento especializado, deixando as consultas mais simples e corriqueiras para as clínicas de bairro.

O governo está discutindo a questão e deve finalizar um projeto em dezembro, segundo o jornal Yomiuri.
Fonte: Alternativa

segunda-feira, 27 de abril de 2020

Situação econômica do Japão chega a extremamente severa em algumas regiões

Isso não ocorria há 11 anos e 3 meses, ou seja, depois da crise de 2008
economia do Japão

O impacto na economia do país devido à disseminação do novo coronavírus está se tornando sério, informou o governo na segunda-feira (27).

O Ministério das Finanças resumiu as condições econômicas atuais nas 11 regiões do país e revisou essas avaliações de todas, pela primeira vez em 11 anos e 3 meses.

Por causa da pandemia do novo coronavírus ocorre um declínio em todo o mundo, inclusive no Japão onde as atividades de produção estagnaram, houve queda do número de vagas e outros segmentos amargam tempos difíceis, como no de serviços de turismo.

A cada três meses, o Ministério das Finanças compila o estado atual da economia em 11 regiões em todo o país e o publica como um relatório.

É a primeira vez em 11 anos e 3 meses que as avaliações foram revisadas negativamente, após janeiro de 2009, logo depois da crise pela quebra da Lehman Brothers em 2008.

Foram 5 as regiões consideradas extremamente severas em relação à economia. São Hokkaido, Kanto, Tokai, Kinki e Okinawa.

As consideradas severas são as de Tohoku, Hokuriku, Chugoku, Kyushu e Fukuoka. A que teve suas bases afetadas é Shikoku.

Esse foi o relatório com avaliações mais rigorosas desde 2001. O ministério comentou “quanto às perspectivas para a economia, há necessidade de cuidado para que a queda não seja ainda mais acentuada”.
Fonte: Portal Mie com Yomiuri e NHK

quarta-feira, 22 de abril de 2020

Beneficiários do seikatsu hogo receberão 100 mil ienes

O governo informou que os beneficiários do programa de assistência ao bem-estar receberão essa ajuda e ela não será considerada renda extra
seikatsu hogo

O governo informou na terça-feira (21) que os beneficiários do programa de bem-estar, seikatsu hogo em japonês, receberão os 100 mil ienes destinados a cada um da população, bem como não reconhecerá esse valor como aumento da renda.

Esse programa analisa a renda da pessoa requerente e quando não alcança a quantia padrão estabelecida pelo país é incluída para ser beneficiária.

A justificativa é que se esse valor for reconhecido como receita há risco do beneficiário do programa ter seu benefício mensal reduzido ou até de ser excluído.

O Ministério da Saúde, Trabalho e Bem-Estar afirma que a razão pela qual esse benefício do pacote de medidas contra os efeitos do novo coronavírus não pode ser reconhecido como receita é porque será pago uniformemente para todas as pessoas da população.

No mesmo dia, terça-feira, o governo notificou todas as províncias sobre os procedimentos em relação ao benefício dos 100 mil ienes.
Fonte: Portal Mie com Sankei

sexta-feira, 10 de abril de 2020

Governo japonês define regras para envio da ajuda de ¥300 mil: veja quem pode receber

Famílias que perderam renda entre fevereiro e junho receberão de acordo com os critérios
ajuda de ¥300 mil

O governo japonês definiu e divulgou as regras para o envio da ajuda de ¥300 mil, destinadas às famílias que perderam renda devido aos impactos da disseminação do novo coronavírus.

Segundo informações da emissora NHK, o plano econômico emergencial prevê o envio de ¥300 mil para as famílias que perderam renda entre os meses de fevereiro e junho deste ano.

Inicialmente, o governo havia previsto como critério que a família esteja isenta do imposto municipal, mas mudou de ideia devido à variação dos critérios para a isenção de acordo com cada prefeitura.

Para facilitar e garantir um envio rápido do dinheiro, o Ministério dos Negócios Internos e Comunicações decidiu uniformizar as regras para todas os domicílios no país. (Veja os critérios logo abaixo).

A ajuda deveria ser solicitada diretamente nas prefeituras, porém, para evitar aglomerações, será possível pedir o dinheiro através do correio e preenchimento de formulário online. No formulário, será necessário detalhar a perda de renda para passar pela avaliação.

O dinheiro será enviado ao chefe da família através de depósito bancário. O governo também instalou uma central de atendimento para consultas sobre a ajuda. As consultas podem ser realizadas em japonês, pelo telefone 03-5638-5855, de segunda a sexta, das 9h às 18h.

Critérios para receber:
- Domicílios de uma só pessoa: se a renda mensal caiu para menos de ¥100 mil ou se caiu mais de 50%, ficando abaixo de ¥200 mil.

- Domicílios de duas pessoas: se a renda mensal caiu para menos de ¥150 mil, ou se caiu mais de 50%, ficando abaixo de ¥300 mil.

- Domicílios com três pessoas: se a renda mensal caiu para menos de ¥200 mil, ou se caiu mais de 50%, ficando abaixo de ¥400 mil.

- Domicílios com quatro pessoas: se a renda mensal caiu para menos de ¥250 mil, ou se caiu mais de 50%, ficando abaixo de ¥500 mil.
Fonte: Alternativa

quinta-feira, 2 de abril de 2020

Sharp aumentará produção global de máscaras cirúrgicas

A fabricante de eletrônicos planeja eventualmente vender direto aos consumidores
A Sharp já havia iniciado a produção de máscaras no Japão

A fabricante de eletrônicos Sharp produzirá máscaras cirúrgicas na Europa, Índia e China para responder a uma demanda repentina causada pela pandemia do novo coronavírus, disse o chefe executivo da empresa na quarta-feira (1º).

“Isso também poderia se tornar um negócio de longo termo e sustentável”, disse o presidente Tai Jeng-Wu em uma mensagem aos funcionários. As datas de início e escalas das operações serão determinadas posteriormente.

Essas medidas são uma extensão do negócio de fabricação de máscaras lançada em fevereiro pela empresa mãe taiwanesa Foxconn, a montadora líder de iPhones também conhecida como Hon Hai Precision Industry.

Como a pandemia continua a se espalhar, ultrapassando 910 mil casos no mundo desde o dia 1º de abril, de acordo com a Universidade Johns Hopkins, a demanda por máscaras de grau cirúrgico aumentou entre profissionais da área da saúde e o público.

A Sharp já havia iniciado a produção de máscaras no Japão, respondendo ao pedido do governo para compensar uma escassez nacional. A companhia cumpriu a primeira entrega no fim de março. O grupo sediado em Osaka faz uso de clean rooms (sala limpas) em uma planta de telas de cristal líquido na província de Mie.

O equipamento instalado para produzir as máscaras é subsidiado pelo governo. A Sharp produzirá eventualmente meio milhão de máscaras por dia, aumento da quantia inicial de 150 mil.

Por enquanto, a Sharp está fornecendo máscaras diretamente ao governo, mas há planos para vendê-las através do site de compras online da companhia.
Fonte: Portal Mie com Asia Nikkei

domingo, 29 de março de 2020

Governo japonês subsidiará empresas para reduzir dependência da China

companhias japonesas

O alvo do subsídio são empresas que planejam mudar as bases de produção da China para o Japão e países do sudeste asiático. O subsídio é parte dos esforços para incentivar as companhias japonesas a reduzir a dependência da China.

O governo anunciou que planeja incluir ¥200 bilhões no orçamento fiscal de 2020, para oferecer o subsídio às empresas.

O plano considera fixar os subsídios pela metade do total das despesas de realocação para grandes empresas e cerca de dois terços dos gastos com pequenas e médias empresas.

Em relação à fabricação de produtos e peças altamente dependente de países específicos, incluindo a China, o governo subsidiará o estabelecimento de edifícios e a instalação de equipamentos para fabricantes que montam bases de produção no Japão.

Já as empresas planejam mudar seus centros de produção para países do sudeste asiático, o governo planeja subsidiar a instalação de equipamentos.

Os fabricantes de produtos industriais, como carros e eletrodomésticos, devem receber os subsídios.

Também se espera que os subsídios abranjam empresas como fabricantes de máscaras, um produto cujas importações da China representam mais da metade das vendas no Japão, e outras relacionadas a metais extraídos em minas chinesas, e que são essenciais para a alta tecnologia.
Fonte: IPC Digital

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2020

Escolas brasileiras no Japão terão liberdade para decidir sobre suspensão de aulas, diz AEBJ

O governo pediu o fechamento temporário das escolas a partir de 2 de março
Escolas brasileiras no Japão

O presidente da Associação das Escolas Brasileiras no Japão (AEBJ), Walter Toshio Saito, disse nesta sexta-feira (28) que as instituições de ensino associadas terão liberdade para decidir sobre a suspensão das aulas, após o primeiro-ministro Shinzo Abe ter pedido o fechamento temporário de todas as escolas no país a partir de 2 de março.

O pedido de Abe não tem caráter obrigatório, mas muitas províncias já estão se preparando para seguir as orientações do governo, que têm como objetivo prevenir a disseminação do novo coronavírus entre alunos e professores.

Segundo Saito, as escolas brasileiras devem consultar a cidade ou a província onde estão localizadas para tomar uma decisão com base nas administrações regionais.

"Cada caso é um caso. Temos que ser neutros, mas se o governo está pedindo queremos seguir as normas", disse Saito, acrescentando que as escolas poderão enfrentar problemas como tempo para cumprir o currículo e a adaptação dos pais que trabalham fora.

Na quinta-feira, Abe pediu a suspensão das aulas de 2 de março até as férias de primavera, quando termina o ano letivo, em todas as escolas do primário (shougakkou), ginasial (chuugakkou) e colegial (koukou), além de escolas especiais.

As creches (hoikuen) e os jardins de infância (youchien) não serão incluídos na medida, segundo o governo.

O governador de Aichi, Hideaki Omura, disse que as aulas de todas as escolas da província serão suspensas a partir de segunda-feira (2), mas as cerimônias de formatura ocorrerão conforme programado com número reduzido de pessoas.

O prefeito de Nagoia (Aichi), Takashi Kawakami, informou que os jardins de infância da cidade também não funcionarão no período sugerido pelo governo.

"Abe deveria ter tomado essa decisão bem antes", disse a governadora de Tóquio, Yuriko Koike.

A prefeitura de Hamamatsu (Shizuoka) determinou que as aulas serão suspensas de 3 a 15 de março. As escolas devem funcionar normalmente na segunda-feira (2).

A província de Hokkaido e as cidades de Osaka e Ichikawa (Chiba) já tinham tomado a decisão de suspender as aulas antes mesmo de qualquer medida do governo central.

"A saúde e a segurança das crianças devem estar acima de tudo. Elas e os professores ficam muito tempo juntos na sala de aula, aumentando o risco de contágio", disse Abe.

O governo vai orientar as escolas para que as cerimônias de formatura e outros eventos programados tenham medidas de prevenção ou sejam realizados com o menor número de pessoas possível, além de pedir aos alunos para evitar sair de casa.

Abe também vai solicitar às empresas que sejam compreensíveis com funcionários que precisarem faltar no trabalho para cuidar de filhos pequenos.
Fonte: Alternativa