sexta-feira, 29 de março de 2019

Taxa de desemprego recua para 2,3% no Japão, com mais contratação de mulheres

Dados acentuam mais de um milhão de contratações com relação ao mesmo período de 2018
taxa de desemprego no Japão

 A taxa de desemprego no Japão caiu para 2,3% em fevereiro, com recuo de 0,2 pontos em comparação ao mês anterior, informou uma reportagem da emissora NHK nesta sexta-feira (29).

Os dados do Ministério dos Negócios Internos e Comunicações mostram que 66,5 milhões de pessoas estavam empregadas no mês passado. Em comparação ao mesmo período do ano passado, mais 780 mil pessoas entraram no mercado de trabalho.

Com relação aos trabalhadores temporários, que incluem trabalhadores de fábricas e os chamados “arubaitos” (meio período), os dados indicaram que há 21,5 milhões de pessoas empregadas e o crescimento em comparação ao ano anterior foi de mais 370 mil novos trabalhadores.

Já o número de desempregados ficou em 1,56 milhão de pessoas, com queda de 100 mil pessoas em comparação ao mesmo período do ano passado. É a primeira queda no índice de desemprego em dois meses.

“A contratação de mulheres entre 15 e 74 anos ultrapassou a margem dos 70%. Há uma melhora visível na situação de empregos do país”, disse um porta-voz do Ministério.
Fonte: Alternativa

quinta-feira, 7 de março de 2019

Japão pretende criar salário mínimo único em setores que contratam estrangeiros

Atualmente, o valor da remuneração muda de acordo com a província
Trabalhadores estrangeiros no Japão

O governo japonês iniciou nesta quinta-feira (7) discussões para estabelecer um salário mínimo único em todo o país nos setores que contratam estrangeiros, informou a emissora NHK.

Atualmente, o valor da remuneração mínima muda de acordo com a província por causa da diferença de custo de vida nas regiões.

A intenção do governo é evitar que trabalhadores estrangeiros, e também japoneses, concentrem-se em províncias onde o salário é maior, como Tóquio e Kanagawa.

A medida valeria para setores de trabalho autorizados pelo governo a contratar 345 mil estrangeiros asiáticos sob um novo tipo de visto que entra em vigor a partir de abril.

Novas reuniões serão realizadas para definir valores e a data de início da vigência, caso o governo consiga aprovar a ideia.

Nenhuma empresa pode pagar menos que o salário mínimo estipulado em cada província, independente do tipo de contrato de trabalho. Os infratores podem ser multados ou presos.

Valores
A diferença salarial entre uma região e outra no Japão está aumentando e chegou a mais de ¥200 por hora.

O salário mínimo médio é de ¥874. Esse valor muda de acordo com a província e a capital Tóquio tem a melhor remuneração, com ¥985, seguida de Kanagawa (¥983) e Osaka (¥936).

A província com menor salário é Kagoshima, onde o valor mínimo por hora foi estabelecido em ¥761. Em Aomori, Iwate, Akita, Tottori, Saga, Nagasaki, Kumamoto, Oita, Miyazaki, Okinawa e Kochi, o valor também é baixo: ¥762.

Na região Tokai, o salário mínimo por hora é de ¥898 em Aichi, ¥858 em Shizuoka, ¥846 em Mie e ¥825 em Gifu.

A diferença do salário mínimo entre Tóquio e Kagoshima é de ¥224 por hora, ou quase ¥40 mil por mês considerando apenas os dias normais trabalhados.

Essa diferença vem aumentando constantemente e praticamente dobrou nos últimos 10 anos, fazendo com que os trabalhadores se mudem para regiões onde o salário é melhor e deixando as províncias menos favoráveis com falta de mão de obra.

Política básica para novos trabalhadores estrangeiros
Número de trabalhadores
345.150 durante cinco anos, a partir de abril de 2019

Vistos
Categoria 1 - Para trabalhadores com baixa qualificação. Duração de 5 anos, sem possibilidade de renovação. Familiares não serão aceitos.

Categoria 2 - Para trabalhadores com alta qualificação. Duração de 5 anos, com renovação ilimitada. Cônjuges e filhos serão aceitos.

Áreas de trabalho
Assistência a idosos - 60.000 vagas
Limpeza de prédios - 37.000 vagas
Indústria de materiais - 21.500 vagas
Fabricação de maquinário - 5.250 vagas
Indústria eletrônica - 4.700 vagas
Construção - 40.000 vagas
Construção de navios - 13.000 vagas
Manutenção de veículos - 7.000 vagas
Aviação - 2.200 vagas
Hotelaria - 22.000 vagas
Agricultura - 36.500 vagas
Pesca - 9.000 vagas
Produção de alimentos - 34.000 vagas
Serviços em restaurantes - 53.000 vagas

Países que aplicarão testes de idioma japonês e de capacitação:
Vietnã, Filipinas, Camboja, Indonésia, China, Tailândia, Myanmar, Mongólia e Nepal
Fonte: Alternativa

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2019

Declaração de Imposto de Renda no Japão: consultas e documentos necessários

O IR incide sobre a renda anual que a pessoa teve entre 1º de janeiro e 31 de dezembro do ano anterior
Declaração de Imposto de Renda no Japão

A Declaração de Imposto de Renda deve ser entregue até o dia 15 de março na Receita Federal. E como muita gente tem dificuldade de preencher o formulário, algumas cidades realizam consultas com auditores fiscais para tirar dúvidas. Em alguns locais há intérprete, mas em outros, não. Na maioria destes lugares é preciso fazer reserva.

O Imposto de Renda incide sobre a renda anual que a pessoa teve entre 1º de janeiro e 31 de dezembro do ano anterior. Se o trabalhador é assalariado, entra no sistema de Certificado de Imposto de Renda (Gensen Choushuhyou), documento que o empregador deve entregar aos funcionários em janeiro do ano subsequente.

No caso, a empresa desconta mensalmente do salário ou bônus de cada empregado e faz o Ajuste Fiscal de Final de Ano (Nenmatsu Chousei), não havendo, assim, a necessidade de o funcionário declarar o imposto.

Porém, se o trabalhador se encaixa em algumas destas situações, deverá declarar o Imposto de Renda: a empresa não fez o ajuste no final de ano; não teve o imposto descontado do salário; teve rendimentos de duas ou mais fontes; teve renda proveniente do exterior; não declarou todos os dependentes, incluindo os que estão no exterior (remessas bancárias a dependentes no Brasil devem estar em nome do dependente); teve despesas médicas acima de ¥100 mil, ou ainda comprou algum imóvel. Quem é autônomo também deve declarar.

Documentos
Veja os documentos necessários: gensen original. Caso tenha tido mais de dois empregos, deve apresentar este documento de cada lugar onde trabalhou; original e cópia do Zairyu Card e do My Number e de todos os dependentes residentes no Japão; caderneta do banco e carimbo (inkan). Caso tenha dependente no exterior, apresentar os comprovantes de remessa bancária em nome do mesmo.

Apresentar ainda: certidão de nascimento e ou de casamento com tradução em japonês para provar a ligação familiar com dependentes no exterior; comprovantes de pagamento do Seguro Nacional de Saúde (Kokumin Kenko Hoken) ou Pensão Nacional (Kokumin Nenkin); recibos de despesas médicas que totalizem mais de ¥100 mil; comprovante de pagamento de seguro de vida, de incêndio, de financiamento de casa própria.

Consultas
Nagoia
O Centro Internacional de Nagoia (Aichi) terá consultas nos dias 23 e 24 de fevereiro e 2 e 3 de março, das 13h às 17h, com consultores fiscais. Será dada preferência a quem fará consulta pela primeira vez. É preciso fazer reserva, pois há número limitado de vagas. Tel.: 052-581-0100.

Toyoake
Auditores da Receita Nacional e consultores fiscais darão consultas e auxiliarão no preenchimento das declarações de imposto de renda até o dia 28 de fevereiro, das 9h30 às 16h (fechado para almoço das 12h às 13h), em Toyoake (Aichi). Não consta haver ajuda de intérprete. O atendimento será na Câmara de Comércio e Indústria de Toyoake (Shoukou Kaikan), na sala de reuniões do 2° andar (prédio em frente à Prefeitura, na rota 57). Informações: 0562-92-1118.

Hamamatsu
O Centro Internacional de Hamamatsu (Hice), em Shizuoka, dará consulta sobre declaração do Imposto de Renda dia 2 de março, das 9h30 às 11h30 e das 13h às 16h. Serão atendidas 40 pessoas por ordem de chegada. Inscrições: 053-458-2170.

Iwata
Consulta para preenchimento do formulário em Iwata (Shizuoka) de 18 de fevereiro a 15 de março, das 9h às 17h (Término da recepção: 16h). Não haverá consultas de fim de semana. Não haverá intérprete. A pessoa deve vir acompanhada de alguém que fale japonês. Local: Iwata-shi Bunka Shinkō Center Ninomiya Higashi 3-2- 2º andar (a oeste do Iwata Shimin Bunka Kaikan). Tel.: 0538-32-6111 (Iwata Zeimusho).

Kani
A Prefeitura de Kani (Gifu) receberá as declarações de IR até o dia 4 de março (exceto sábado, domingo e feriados), com acompanhamento de intérprete de português, se for necessário. É preciso fazer reserva. Atendimento das 9h30 às 12h e das 13h às 16h. Serão atendidas 22 pessoas por dia (30 minutos por pessoa). Tel.: 0574-62-1500 (português).

Nagahama
Consulta sobre a Declaração de Imposto de Renda em Nagahama (Shiga) de 18 de fevereiro até 15 de março, das 8h30 às 11h e das 13h às 16h (exceto sábados e domingos), na Prefeitura de Nagahama Tamokuteki Room 1F (60 pessoas por dia) e na Subprefeitura de Takatsuki 3F Kaigishitsu (40 pessoas por dia). Tel.: 0749-62-4111.

Konan
A Associação de Contadores da região Kinki - filial Minakuchi, de Konan (Shiga), realizará consulta gratuita relacionada à declaração de renda entre 18 e 22 de fevereiro, das 9h às 16h. Será no Minakuchi Nouzei Kyoukai. Serão atendidas 10 pessoas por dia (necessário reserva antecipadas). Tel.: 0748-62-1231.
Fonte: Alternativa

segunda-feira, 28 de janeiro de 2019

Número de trabalhadores estrangeiros no Japão tem nova alta

Por nacionalidade, o número de chineses foi o maior, seguido pelo de vietnamitas e filipinos
trabalhadores estrangeiros no Japão

De acordo com o governo japonês o número de trabalhadores estrangeiros atingiu nova alta recorde em 2018.

O ministério do trabalho compila as estatísticas com base em dados de empregadores.

Desde 31 de outubro, o número de trabalhadores estrangeiros trabalhando no Japão totalizou 1.460.000, alta de aproximadamente 180.000, ou 14 por cento, ante o ano anterior. O número estabelece um novo recorde pelo 6º ano consecutivo.

Por nacionalidade, o número de chineses foi o maior, 389.000, seguido pelos vietnamitas, com 317.000 e filipinos, 164.000.

O número de trabalhadores do Vietnã teve alta de 30 por cento, o maior aumento do que qualquer outra nacionalidade.

Cerca de 439.000 trabalhadores estrangeiros, ou 30 por cento do total, estão concentrados em Tóquio. As outras concentrações mais altas estão nas províncias de Aichi, 152.000, e Osaka, 90.000.

O ministério do trabalho disse que a tendência é amplamente resultado da crônica escassez de mão de obra no país.
Fonte: Portal Mie com NHK

terça-feira, 8 de janeiro de 2019

Curso gratuito para estrangeiros em Hamamatsu: turismo e atendimento ao cliente

As inscrições podem ser feitas até 1º de fevereiro no Hellowork
Curso turismo e atendimento ao cliente

O governo da província de Shizuoka, através do Colégio Técnico de Hamamatsu, vai promover um curso gratuito de turismo e atendimento ao cliente voltado especificamente para estrangeiros, a partir de 19 de fevereiro, em um período de três meses.

As inscrições começaram na segunda-feira (7) e podem ser feitas até 1º de fevereiro no Hellowork da jurisdição onde o interessado mora. Há vagas para somente 15 pessoas que forem aprovadas em uma prova de seleção.

Só podem participar estrangeiros que foram reconhecidos pelo Hellowork como aptos a fazer o curso. As aulas serão realizadas no Sasnet Hombukou, em Hamamatsu (Shizuoka).

Além das áreas de turismo e atendimento, os alunos aprenderão sobre computação básica, costumes trabalhistas e como preencher um currículo. Os professores são japoneses, mas os alunos terão a ajuda de intérpretes para poder acompanhar as matérias.

A prova de seleção será realizada no dia 7 de fevereiro, no Colégio Técnico de Hamamatsu, com leitura e escrita de hiragana e katakana, redação (propósito dos candidatos) e entrevista.

O curso em si é gratuito e o aluno precisa pagar apenas o material didático no valor de ¥9.828. Outras informações podem ser obtidas em português pelo telefone 053-462-5602.
Fonte: Alternativa

segunda-feira, 17 de dezembro de 2018

Japão planeja abrir 100 centros de apoio a trabalhadores estrangeiros

Todos os locais contarão com intérpretes ou sistemas de tradução
Chefe do gabinete japonês, Yoshihide Suga

O chefe do gabinete japonês, Yoshihide Suga, anunciou que o governo planeja abrir cerca de 100 centros de apoio a trabalhadores estrangeiros em todo o Japão.

A ação faz parte de um pacote de medidas que o país planeja adotar, antecipando a implementação da lei que permite a aceitação de mais trabalhadores estrangeiros a partir de abril do próximo ano.

Em entrevista no domingo (16) na cidade de Fukuoka, Suga afirmou que espera ver os centros de apoio em todas as províncias e principais cidades, onde reside grande número de trabalhadores estrangeiros. Ele declarou que cada centro contará com intérpretes ou sistemas de tradução.

Suga disse ainda que o governo vai repassar US$ 7,6 milhões para que os governos locais abram os centros. Segundo o secretário, o governo pretende fazer com que empresas assumam a responsabilidade por designar fiadores para o contrato de locação de imóveis dos trabalhadores.

O governo também vai garantir que trabalhadores estrangeiros sejam capazes de assinar contratos de planos de telefonia móvel, utilizando os cartões de residente (zairyu card).

Ele anunciou planos para facilitar a abertura de conta bancária e garantir o acesso a cuidados médicos para estrangeiros, fazendo com que serviços de tradução estejam amplamente disponíveis.
Fonte: Alternativa com Agência Brasil

sexta-feira, 23 de novembro de 2018

Japão quer aumentar a idade de aposentadoria para 70 anos

Esse é o primeiro passo do governo sob a gestão de Shinzo Abe para reformar o sistema de segurança social em 3 anos a fim de cobrir melhor todas as gerações
Aposentadoria no Japão

O governo japonês quer aumentar a idade da aposentadoria dos atuais 65 para 70 anos como parte de esforços em promover crescimento econômico no país que envelhece rapidamente, mostrou na quinta-feira (22) uma proposta de plano compilado por um painel do governo.

A proposta feita pelo comitê responsável por elaborar a estratégia de crescimento do governo também pede às grandes empresas revelarem a proporção de diferentes grupos etários entre os funcionários, uma medida que visa promover o emprego de trabalhadores de meia idade nas empresas, as quais tendem a recrutar jovens recém-graduados.

Os planos provavelmente serão decididos em uma reunião do conselho sobre Política Econômica e Fiscal na segunda-feira (26) e servir como base para um plano de ação que será criado no próximo verão.

Isso marca o primeiro passo dado pelo governo sob a gestão do primeiro-ministro Shinzo Abe para reformar o sistema de seguridade social em três anos a fim de cobrir melhor todas as gerações, embora ainda precise tomar providências com o mundo dos negócios antes da realização do plano.

No caminho de se preparar para apresentar os projetos sobre o aumento da idade de aposentadoria em 2020, o governo também vai considerar a promoção de diferentes estilos de trabalho, como jornadas mais curtas ou home office e facilitar a contratação de pessoas mais velhas ao fornecer subsídios e estabelecer conselhos especiais de municípios e firmas.

O governo planeja manter os 65 anos como idade mínima para começar a receber pensões públicas, embora vise dar às pessoas uma nova escolha de começar a recebê-las aos 70.
Fonte: Portal Mie com Mainichi

terça-feira, 13 de novembro de 2018

Japão estima entrada de 360 mil trabalhadores estrangeiros em 5 anos com novos vistos

Novas autorizações de permanência de trabalho entrarão em vigor em abril de 2019
Trabalhadores estrangeiros no Japão

As novas autorizações de permanência aprovadas recentemente pelo governo japonês devem acarretar na entrada de até 360 mil trabalhadores estrangeiros em cinco anos.

O governo do primeiro-ministro Shinzo Abe aprovou a concessão de dois tipos de vistos, mediante alteração na lei de imigração. Os vistos são de categoria 1 e categoria 2 e serão concedidos a estrangeiros interessados em trabalhar no Japão e que tenham conhecimento e experiência nas áreas de maior necessidade de mão de obra, como agricultura, construção e cuidado com idosos.

Não há necessidade de descendência para se candidatar aos novos vistos e a categoria 2, que é para pessoas com mais tempo de experiência e alto conhecimento, possui mais privilégios, como a possibilidade de trazer a família e portas abertas para a obtenção de visto permanente no futuro.

Uma reportagem da emissora NHK informou nesta terça-feira (13) que o governo estimou a entrada de pelo menos 33 mil e até 47 mil trabalhadores estrangeiros durante o ano fiscal de 2019 (de abril de 2019 a março de 2020).

No entanto, os dados do governo mostram que, durante o ano fiscal de 2019, o país deve precisar de pelo menos 600 mil trabalhadores a mais. A necessidade de mão de obra deverá oscilar entre 1,30 milhão e 1,35 milhão de pessoas em 5 anos.

O esperado é que o país receba de 260 mil até 340 mil trabalhadores estrangeiros nos próximos cinco anos, através da concessão dos novos vistos.
Fonte: Alternativa

terça-feira, 30 de outubro de 2018

Setembro com taxa de desemprego de 2,3% e alta taxa de empregados no Japão

O mês de setembro teve uma taxa de desemprego de 2,3% e queda do número de pessoas desempregadas, em 100 meses consecutivos
taxa de desempregono Japão

O Ministério de Assuntos Internos e Comunicações do Japão informou na terça-feira (30) que setembro fechou com 2,3% de taxa de desemprego, em queda por 100 meses consecutivos. Traduzindo em número de desempregados, essa população é de 1,62 milhão de pessoas. Significa 280 mil a menos de desempregados em relação ao mês anterior, agosto.

Por outro lado, o levantamento mostra que número de empregados foi de 67,15 milhões de pessoas. Demonstra aumento de 1,19 milhão de pessoas.

Na faixa dos 15 aos 64 anos o índice de empregados é de 77,3%, o maior desde 1968, ou em meio século. Há uma contribuição efetiva das mulheres no mercado de trabalho, avalia o ministério.
Fonte: Portal Mie com Nikkei, Bloomberg e ANN

segunda-feira, 15 de outubro de 2018

Toyota anuncia investimento de R$ 1 bilhão em fábrica no interior de SP

Inaugurada em 1998, unidade de Indaiatuba está completando 20 anos
Toyota em Indaiatuba

A Toyota anunciou um investimento de R$ 1 bilhão em sua planta de Indaiatuba, interior de São Paulo. O aporte tem missão de preparar a unidade dentro de um processo de modernização para se tornar mais flexível e competitiva no cenário brasileiro e latino-americano, com o intuito de produzir carros cada vez melhores.

O anúncio foi celebrado pela direção da companhia em cerimônia para comemorar os 20 anos de operação da unidade de Indaiatuba, onde vários modelos são fabricados, incluindo o Corolla.

Trata-se do primeiro investimento da indústria automotiva após o anúncio do Programa Rota 2030 e demonstra a confiança da Toyota no futuro do País.

O montante trará aprimoramento, atualização e modernização de todos os processos na linha de montagem de Indaiatuba em um prazo de até 18 meses. Contempla, ainda, o aperfeiçoamento de mão de obra por meio de atualizações técnicas, melhoria de ergonomia e treinamentos de toda sua força de trabalho.

“O anúncio da Toyota é mais um exemplo da confiança da empresa no Brasil e nos brasileiros. Com esse investimento de R$ 1 bilhão, nossa fábrica se tornará mais flexível e competitiva com o intuito de atender às expectativas de nossos clientes e sermos mais competitivos em nossas exportações”, afirma Steve St.Angelo, CEO da Toyota para América Latina e Caribe e Chairman da Toyota do Brasil, Argentina e Venezuela.

Programa de visitas
Desde 15 de agosto deste ano, a fábrica de Indaiatuba conta com um programa de visitas cuja missão é ajudar a construir um legado do conhecimento industrial junto à sociedade brasileira.

Como empresa cidadã, o programa da Toyota foi concebido para multiplicar as boas práticas operacionais e industriais, ao compartilhar valores intrínsecos em sua filosofia empresarial, mundialmente reconhecida pela eficiência e qualidade na produção.

Por meio de inscrição no site da Toyota (aqui), os interessados podem fazer um tour pelas instalações da fábrica e conhecer em detalhes o Sistema Toyota de Produção. A visita tem foco técnico e é restrita a um público maior de 6 anos.
Fonte: Alternativa

quinta-feira, 27 de setembro de 2018

Japão pretende abrir mais de 10 campos de trabalho para estrangeiros em 2019

Governo deve apresentar projetos em sessão extraordinária do Parlamento
Secretário-chefe do Gabinete japonês, Yoshihide Suga

O secretário-chefe do Gabinete japonês, Yoshihide Suga, disse na quarta-feira (26) que o governo está considerando a abertura de mais de 10 campos de trabalho para estrangeiros não-qualificados, liberando um novo visto de residência de cinco anos a partir de abril do próximo ano.

"Mais de 10 áreas de trabalho enfrentarão sérios problemas sem os trabalhadores estrangeiros", disse Suga em coletiva de imprensa em Tóquio, segundo o jornal Mainichi.

Suga informou que o governo pretende apresentar projetos sobre o assunto em sessão extraordinária do Parlamento ainda neste outono para começar a aceitar mais trabalhadores estrangeiros na próxima primavera.

De acordo com funcionários do governo, os setores que podem ser abertos a trabalhadores do exterior incluem agricultura, silvicultura, pesca, construção, cuidados a idosos, hotelaria e alimentação (restaurantes).

Alguns desses campos de trabalho já recebem estrangeiros através do sistema de estágio do governo ou de acordos com países específicos, mas desta vez a abertura seria mais ampla.

Há duas semanas, o ministro das Relações Exteriores do Japão, Taro Kono, disse que o país está se preparando para aceitar mais trabalhadores estrangeiros, já que sua população está à beira de um forte declínio.

"Estamos abrindo o nosso país. Estamos abrindo nosso mercado de trabalho para países estrangeiros. Agora estamos tentando criar uma nova política de permissão de trabalho, então acho que todos serão bem-vindos no Japão se quiserem se integrar à sociedade japonesa", declarou.
Fonte: Alternativa

segunda-feira, 10 de setembro de 2018

Toyota vai retomar produção gradativamente até quinta-feira em fábricas no Japão

A empresa suspendeu as linhas nesta segunda-feira em 16 das 18 unidades de montagem de veículos
Toyota fábricas no Japão

A Toyota Motor disse que retomará as operações em suas fábricas de montagem gradativamente até quinta-feira (13), considerando que a unidade em Hokkaido, afetada pelo forte terremoto na semana passada, deve reiniciar a produção na noite desta segunda-feira (10).

Uma porta-voz da Toyota disse que a produção parcial será retomada na terça-feira (11) em algumas fábricas, incluindo as que ficam próximas à sede da empresa na província de Aichi, e as operadas pela Toyota Auto Body.

As operações devem ser retomadas nas outras fábricas até quinta-feira.

A empresa suspendeu a produção nesta segunda-feira em 16 das 18 fábricas de montagem de veículos, como consequência da paralisação de uma unidade que fabrica transmissões e outros componentes em Hokkaido e é uma importante fornecedora de peças para a produção da Toyota no Japão e no exterior.

Cronograma de retomada da produção
Dia 11:
- Todas as linhas das fábricas de Motomachi (Toyota, Aichi), Toyota Jidou Shokki e Toyota Shatai (Kariya, Aichi) e Gifu Shatai (Kakamigahara)

- Produção parcial nas unidades de Tahara, Takaoka (Toyota) e Tsutsumi (Toyota) e nas fábricas da Hino e da Daihatsu

Dia 13:
- Retomada de todas as linhas nas unidades de Tahara, Takaoka e Tsutsumi e nas fábricas da Hino e da Daihatsu, na Toyota Jidousha Kyushu (Miyawaka, Fukuoka) e na Toyota Jidousha Hihashi Nihon (Ohira, Miyagi)
Fonte: Alternativa

segunda-feira, 20 de agosto de 2018

Empresas japonesas preferem acolher trabalhadores estrangeiros qualificados, mostra pesquisa

Apenas 38% são a favor de permitir que trabalhadores não qualificados entrem no país
trabalhadores estrangeiros qualificados
A maioria das empresas japonesas apoia o afrouxamento do sistema de imigração do país para lidar com uma grave escassez de mão de obra, mas favorece estrangeiros qualificados que podem se adaptar ao local de trabalho, e não um fluxo de trabalhadores não qualificados, mostra uma pesquisa da Reuters divulgada nesta segunda-feira (20).

O mercado de trabalho do Japão sofre com a pior falta de mão de obra em quase meio século e o governo abriu a porta para permitir que estrangeiros trabalhem em áreas como agricultura, cuidados a idosos e lojas de conveniência.

Mas em uma sociedade que há muito valoriza sua homogeneidade, o governo insiste que essas medidas não equivalem à imigração aberta. A Reuters Corporate Survey descobriu que as empresas japonesas fazem uma distinção entre estrangeiros autorizados a trabalhar temporariamente porque passam por testes de adequação, o que não ocorre com imigrantes não qualificados.

O governo divulgou em junho planos para dar permissões de trabalho de cinco anos para estrangeiros em certas categorias. As autoridades também estão considerando permitir que trabalhadores estrangeiros que passarem por certos testes permaneçam indefinidamente e tragam suas famílias - o que representaria grandes mudanças para o Japão.

A pesquisa mensal da Reuters revelou que 57 por cento das grandes e médias empresas japonesas empregam estrangeiros e 60 por cento preferem um sistema de imigração mais aberto. Mas apenas 38 por cento são a favor de permitir que trabalhadores não qualificados entrem no país para aliviar a escassez de mão de obra.

"No geral, as empresas japonesas continuam cautelosas em aceitar trabalhadores estrangeiros", disse Yoshiyuki Suimon, economista sênior da Nomura Securities, que analisou os resultados da pesquisa.

“Eles estão conscientes da necessidade de aceitar imigrantes no longo prazo, mas por enquanto estão tentando lidar com a escassez de mão de obra através do investimento em automação e tecnologia. Restaurantes e varejistas também estão fazendo uso ativo de estudantes estrangeiros que têm permissão para trabalhar 28 horas por semana", disse ele.

A pesquisa, realizada para a Reuters pela Nikkei Research entre 1º e 14 de agosto, analisou 483 empresas com capital de pelo menos 1 bilhão de ienes.

Enquanto algumas empresas viam trabalhadores estrangeiros não qualificados como fonte de mão de obra barata, outras se preocupavam com o custo para seus negócios de educação e administração, citando barreiras culturais e linguísticas.

O número de estrangeiros no Japão mais do que dobrou na última década, para 1,3 milhão, mas isso permanece abaixo de 2% da força de trabalho total, comparado a 10% na Grã-Bretanha, 38% em Cingapura e 2% na Coreia do Sul.

Alguns entrevistados expressaram preocupação de que abrir as portas para trabalhadores estrangeiros seria uma ameaça à segurança pública e à estabilidade social, alguns citando a Europa, onde as atitudes em relação à imigração se endureceram, e aumentariam os custos de bem estar.

"Funcionários estrangeiros em nossa empresa são engenheiros que se formaram em universidades japonesas", disse um gerente de uma empresa de máquinas elétricas, que respondeu à pesquisa.

"Esses funcionários são trabalhadores que falam japonês e estudaram a teoria da tecnologia na universidade", disse o gerente. “Vamos considerar aceitar esses trabalhadores, mas não há espaço para estrangeiros não qualificados em nossa empresa”, ressaltou.

O resultado da pesquisa sugere que as empresas estão ligeiramente mais receptivas a estrangeiros em relação ao levantamento da Reuters em março de 2017, com pessoas que empregam estrangeiros crescendo 5 pontos, para 57%, e aquelas que desejam contratar estrangeiros não qualificados aumentando 4 pontos, para 38%.
Fonte: Alternativa com Reuters

domingo, 22 de julho de 2018

Toyota vai fechar fábrica em Shizuoka e transferir produção para Tohoku

Mais de mil funcionários serão remanejados para Iwate e Miyagi
Toyota

A Toyota Jidousha Higashi Nihon, subsidiária da montadora Toyota, anunciou na sexta-feira (20) que vai fechar a fábrica de Susono (Shizuoka) e transferir a produção para as unidades de Iwate e Miyagi, na região Tohoku, informou o jornal Yomiuri.

A transferência deverá ocorrer até dezembro de 2020. Os cerca de 1.100 funcionários da fábrica em Susono serão remanejados para Tohoku, segundo a montadora.

A Toyota pretende concentrar em Iwate e Miyagi a fabricação de carros menores, como o híbrido Aqua, que já é produzido em Tohoku, e o Porte, atualmente montado em Susono.

A empresa ainda não decidiu como vai aproveitar o terreno e as instalações da unidade em Susono após a mudança de produção.

Uma fábrica da Toyota em Obu (Aichi), responsável pela montagem do modelo Vitz, também será desativada ainda este ano após a transferência da produção para Tohoku.
Fonte: Alternativa

quarta-feira, 6 de junho de 2018

Curso gratuito: estética facial e corporal em Nagoia

O curso é patrocinado pela Hello Work e será realizado em Nagoia
Curso de formação em estética facial

Com o objetivo de proporcionar conhecimento e habilidades práticas, a fim de formar esteticistas, o curso é oferecido com aval da Hello Work, na A.T.N. Japan, no CEMO-Centro de Estética e Massagem Oriental, em Nagoia (Aichi).

O curso tem 4 meses de duração, com carga horária de 414h, com conteúdos teóricos e práticos. Começa em 24 de julho e segue até 22 de novembro deste ano. Dependendo da situação do candidato, poderá até receber subsídio mensal mais as despesas com transporte para fazer o curso.

O candidato ao curso deverá se inscrever até 26 deste mês. Depois, participará de uma seleção em 4 de julho e obterá a notificação da aprovação 5 dias depois.

O pré-requisito é o conhecimento do idioma português ou espanhol e também do japonês para uso cotidiano. É uma oportunidade para quem está desempregado ou de folga e almeja a carreira de esteticista.

Para mais informações há 2 números de telefone da instituição de ensino: 052-252-7448 e 090-8546-3434, em horário comercial.
Fonte: Portal Mie com ATN

domingo, 27 de maio de 2018

Japão vai subsidiar ensino superior de famílias com renda inferior a ¥3,8 milhões

Ajuda do governo poderá ser de até dois terços das despesas universitárias
Universidades no Japão

O governo japonês vai ampliar a ajuda financeira oferecida às famílias de baixa renda que têm filhos frequentando universidades públicas e particulares, informou a emissora NHK neste sábado (26).

O Japão já tinha um projeto para tornar o ensino superior gratuito às famílias isentas do imposto residencial, o que representa uma renda anual inferior a ¥2 milhões, dependendo da cidade ou da composição familiar.

A nova medida, que ainda vai demorar algum tempo para entrar em vigor, prevê subsídios para famílias com renda inferior a ¥3,8 milhões.

Considerando uma família composta pelos pais e dois filhos, sendo que um deles frequenta o ensino superior, o governo dará ajuda equivalente a dois terços das despesas universitárias, incluindo financiamento que não precisa de devolução após o término do curso, se a renda anual for inferior a ¥3 milhões.

Os filhos de pais que ganham de ¥3 milhões a ¥3,8 milhões por ano poderão receber subsídios equivalentes a um terço de toda a ajuda que uma família isenta do imposto residencial ganharia do governo.

Famílias com baixa renda, mas que possuem uma certa quantidade de bens, não receberão os benefícios.

O Ministério da Educação ainda pretende analisar detalhes sobre o projeto, ouvindo especialistas, mas garante que está disposto a fazer com que essas medidas sejam aprovadas.
Fonte: Alternativa

quinta-feira, 26 de abril de 2018

Mão de obra valiosa em Shiga, incluindo a brasileira

As indústrias dependem da mão de obra estrangeira, incluindo a brasileira. “É uma força valiosa, sem ela não se mantém uma indústria”, diz gerente de Shiga
Mulheres brasileiras em uma indústria de Shiga

O jornal Mainichi desta quinta-feira publicou uma extensa matéria sobre o pilar que sustenta a economia japonesa, composto dos recursos humanos estrangeiros. São essenciais para a indústria japonesa, também em Shiga.

O repórter visitou uma indústria de equipamentos elétricos na cidade de Konan (Shiga). Lá encontrou na linha de produção muitas mulheres brasileiras, cerca de 20, trabalhando em um ambiente sem graxas. “Apesar da característica alegre estão em silêncio”, diz a matéria. Mas isso tem uma explicação. Um cartaz indica “eu não converso durante o serviço”.

Ricardo Noda, 45, é o nikkei brasileiro que coordena e verifica a atividade laboral. Também é intérprete e serve de exemplo para demonstrar como deve realizar as tarefas.

Cartaz com regras cumpridas pelas brasileiras
“Estrangeiros são forças valiosas, sem eles não mantemos uma indústria”, declarou o gerente industrial dessa planta para o jornal.

Segundo ele, nessa planta trabalham cerca de 300 empregados, dos quais 160 são estrangeiros, desde 15 anos atrás. 70% da mão de obra é feminina, tanto de brasileiras quanto de filipinas como haken shain. Mas também tem estagiários técnicos da Indonésia.

Os procedimentos são explicados e escritos em 3 idiomas: japonês, português e tagalog. Diferenças culturais dos países tiveram que ser superados por todos, inclusive pelo gerente industrial.

Para que os trabalhadores estrangeiros permaneçam no emprego realizam festas e bingos, com a presença dos familiares.

Em Nagahama (Shiga), o repórter encontrou uma indústria de processamento de metais, na cidade industrial, que conta com os estrangeiros. “O número absoluto de trabalhadores é insuficiente e o Japão precisa contar com estrangeiros para garantir o PIB atual”, declarou Kiyoshi Nishimura, Diretor de Desenvolvimento Técnico, 64 anos. A indústria emprega brasileiros através de empreiteira e estagiários técnicos vietnamitas, no total de 45 pessoas.
Fonte: Portal Mie com Mainichi

sexta-feira, 6 de abril de 2018

Governo aprova projeto de reforma trabalhista

Rumo ao novo estilo de trabalho, o governo aprovou a reforma trabalhista. É a primeira proposta de reforma em 70 anos

Reforma trabalhista no Japão

Na manhã desta sexta-feira (6) o governo anunciou a aprovação da proposta de reforma trabalhista. O Japão terá um novo estilo de trabalho depois de 70 anos, caso o projeto de lei seja aprovado.

Segundo Katsunobu Kato, Ministro da Saúde, Trabalho e Bem-Estar “esta grande reforma melhora a produtividade do trabalho e leva a um círculo virtuoso de crescimento e distribuição. Eu gostaria de trabalhar com firmeza para que possamos aprová-la na Dieta”.

O projeto de lei a ser apresentado para aprovação final tinha como meta o mês de fevereiro. No entanto, com os dados sobre tempo de trabalho incongruentes, teve que passar por revisão.

Principais pontos da reforma
  1.  Horas extras: máximo de 720 horas anuais, o que significa até 60h/mês. Nos casos de necessidade, máximo de 100 horas no mês. Ou, nos casos de pico de produção por um tempo determinado, máximo de 80h/mês. No caso dos motoristas de caminhão ou ônibus, máximo de 906h/ano
  2.  Sistema de profissional altamente qualificado: avaliação por desempenho ao invés da carga horária trabalhada
  3.  Salário igual para trabalho igual: proíbe a diferença entre o tratamento irracional dos trabalhadores regulares e não regulares
  4.  Zelo pela saúde dos trabalhadores: cumprimento do calendário de mais de 104 dias de descanso por ano. No caso de trabalhar 4 semanas sem folga, obrigação de conceder 4 dias de descanso. Aqui entram as férias e outros cuidados na gestão da saúde dos empregados
O governo pretende aprovar o projeto de reforma em breve para implementar o sistema de profissional altamente qualificado já a partir de 1.º de abril do ano que vem, junto com as novas regulações sobre horas extras nas grandes empresas. As de menor porte passarão a cumprir a nova lei a partir do ano fiscal 2020.

Em relação ao salário igual para trabalho igual, a implementação também será em 2 etapas, primeiro as grandes companhias, no ano que vem.

O não cumprimento da nova legislação prevê prisão para os gestores e multa. 
Fonte: Portal Mie com NHK e Asahi

segunda-feira, 12 de março de 2018

Disque Saúde funcionará provisoriamente com atendimento presencial em Nagoia e nos Consulados Itinerantes

Programa era mantido pelo Sabja, que se desvinculou por falta de verba
Disque Saúde com atendimento no Consulado do Brasil em Nagoia
 
O Serviço de Assistência aos Brasileiros no Japão (Sabja) informou nesta segunda-feira (12) que se desvinculou do Disque Saúde. Segundo o diretor-presidente da organização sem fins lucrativos (NPO, na sigla em inglês), Shinji Mogi, o motivo é a falta de verba para a manutenção do programa Disque Saúde.

Mogi lembra que o Sabja assumiu o Disque Saúde há cerca de três anos e meio, quando o programa estava para fechar por problema de verba.

“Eu achava que se conseguisse o apoio de algumas empresas daria para cobrir o custo. Mas não conseguimos esse apoio. Somente uma empresa nos ajudou nesse período”, disse.

Ele contou que em reunião da diretoria do Sabja foi decidido desvincular o serviço do Disque Saúde, lembrando que o Sabja também passa por momentos difíceis em termos financeiros, tendo que reduzir algumas de suas atividades.

A médica Elza Nakahagi, que sempre foi uma das voluntárias do Disque Saúde, informou que estará temporariamente representando o serviço, até que o programa possa ser organizado novamente.

Elza explicou que no momento poderá ser procurada no Consulado do Brasil em Nagoia (Aichi), das 12h às 15h, apenas para atendimento presencial, na última quarta-feira dos meses pares (no caso, abril, junho, agosto e outubro). Em dezembro, será na primeira quarta-feira do mês. Além disso, estará presente também nos Itinerantes realizados pelo Consulado de Nagoia. O serviço é gratuito.
Fonte: Alternativa

quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

Okinawa aposta em trabalhadores estrangeiros para setor agropecuário

Prefeituras se mostraram positivas com a possibilidade de contratação
trabalhadores estrangeiros para setor agropecuário
 
O problema da falta de mão de obra se tornou evidente nas belas ilhas da província de Okinawa, no sul do Japão, que carece principalmente de trabalhadores nos setores de agricultura e pecuária.

Em uma pesquisa realizada pelo governo da província, 60% das prefeituras relataram falta de mão de obra e o problema é tão severo que há localidades que precisam de mais de 100 agricultores.

A pesquisa foi realizada entre dezembro do ano passado e janeiro deste ano, com 41 prefeituras e 11 organizações relacionadas à agricultura. Foram obtidas respostas de 29 prefeituras e 18 delas afirmaram estar sofrendo com a falta de mão de obra.

O jornal local Ryukyu Shimpo informou que a escassez de trabalhadores é elevada na floricultura e no cultivo de vegetais e cana de açúcar. O governo da província mostrou expectativas com as novas estratégias do governo nacional, que pretende abrir as portas para a contratação de mais estrangeiros especializados.

As prefeituras se mostraram positivas com a contratação de estrangeiros para suprir as necessidades do mercado, mas também mostraram preocupações com relação às diferenças de cultura, costumes e idiomas.

A maioria das localidades também mostrou intenção de promover programas de incentivo que possam atrair jovens de outras regiões do Japão ou garantir o interesse dos filhos dos agricultores locais de continuar o trabalho dos pais.

A Cooperativa Agrícola de Okinawa mostrou otimismo com a contratação de estrangeiros especializados, que possam atuar nas diversas ramificações do setor na província.

“Estamos precisando muito. Há a necessidade de contratação de um número elevado de trabalhadores. Há expectativas com a vinda de estrangeiros especializados”, comentou um porta-voz ao jornal.
Fonte: Alternativa